Questões de Concurso Sobre medicina intensiva em medicina

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820158 Medicina
Um paciente de 7 anos encontra-se internado em UTI pediátrica devido a queimaduras que acometem 40% da superfície corpórea. Está intubado e em ventilação mecânica, sem necessidade de drogas vasoativas. Nas últimas 24 horas, apresentou piora ventilatória importante (radiografia de tórax a seguir). Não apresenta disfunção hemodinâmica grave; ecocardiograma funcional sem alterações.


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No momento, encontra-se em modo assistido-controlado, pressão controlada, com os seguintes parâmetros: PEEP: 8 cmH2 O; frequência respiratória: 30 irpm; pressão controlada (acima do PEEP): 18 cmH2 O; tempo inspiratório: 0,8 s; FiO2 : 100%; média de volume corrente: 7 mL/kg; pressão média das vias aéreas (Paw): 15 cmH2 O. Gasometria arterial: pH: 7,24; pCO2 : 60; pO2 : 100; bic: 23; BE: –2; SatO2 : 84%.
Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa que contenha o valor mais adequado do Índice de Oxigenação (IO) e a melhor conduta ventilatória a ser instituída nesse momento.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820147 Medicina
Uma mulher de 35 anos foi socorrida pelo resgate após incêndio no seu local de trabalho. A paciente trabalhava em um ambiente pequeno e fechado e foi retirada do local, agitada e confusa, após vinte minutos do início do incêndio. Sinais vitais no local: pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 95 bpm, frequência respiratória de 22 ipm, saturação de O2 de 96% em ar ambiente. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, com colar cervical e máscara de O2 com fluxo de 12 L/min. Queixa-se de dor em face e tórax. Respiração sem ruídos. Queimadura de face e região anterior e superior do tórax não circunferencial, saturação de O2 de 98%. Escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6.

Diante desse quadro, assinale a alternativa que descreve corretamente alteração(ões) do exame físico que é(são) indício(s) de gravidade e, respectivamente, a conduta prioritária no atendimento.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: HIAE Prova: VUNESP - 2025 - HIAE - Acesso Direto |
Q3820146 Medicina
Mulher de 42 anos, vítima de capotamento de veículo a 90 km/h seguido de colisão com árvore, há uma hora, condutora do veículo, com cinto de segurança, é levada pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. A avaliação, quando a paciente foi admitida na unidade de saúde, demonstra:

•  A: conversa, respiração sem ruídos, saturação de O2 igual a 92% com máscara não reinalante a 15 L/min;

•  B: frequência respiratória de 18 ipm, MV+ sem ruídos adventícios, escoriações em tórax anterior e posterior, sem alterações à inspeção e à palpação;

•  C: pressão arterial de 100 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, escoriações abdominais e hematoma em flanco direito e dor difusa à palpação abdominal, FAST positivo em quadrante esplenorrenal e hepatorrenal, pelve estável, membro inferiores sem deformidade ou sangramento externo;

•  D: pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6;

•  E: escoriações em dorso, sem dor à palpação da coluna vertebral.


Considerando o quadro, é correto afirmar que, no momento de admissão da paciente, as condutas pertinentes envolvem fazer expansão volêmica com
Alternativas
Q3819951 Medicina
Um homem de 45 anos encontra-se internado há 05 dias em leito de UTI devido a quadro de choque séptico de foco cutâneo (abscesso perianal) revertido após drenagem cirúrgica. Em uso de noradrenalina em baixas doses e necessidade de ventilação mecânica há 3 dias, por quadro de insuficiência respiratória secundária à pneumonia hospitalar. Hoje, foi submetido à sondagem nasoenteral para alimentação. Exames laboratoriais revelam melhora lenta, porém progressiva do quadro infeccioso. Exames laboratoriais Hb: 9,8 mg/dL, leucócitos: 11.000, PCR de 2,2 (antes 6,2) INR de 2,2 e plaquetas de 58.000/mm3. A equipe médica discute a necessidade de profilaxia medicamentosa para úlcera de estresse com inibidor da bomba de prótons (IBP).

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3819936 Medicina
Mulher, 35 anos de idade, tabagista, é admitida para investigação de fraqueza muscular ascendente e progressiva que se iniciou cerca de três semanas após quadro de síndrome gripal, sendo diagnosticada síndrome de Guillain-Barré. Evoluiu com desconforto respiratório progressivo, expansibilidade torácica globalmente reduzida, sons respiratórios presentes, porém difusamente diminuídos sem ruídos adventícios. Frequência respiratória de 16 rpm. Radiografia de tórax sem alterações significativas.

Qual gasometria arterial em ar ambiente é compatível com o quadro clínico?
Alternativas
Q3819932 Medicina
Mulher, 75 anos de idade, apresenta infecção por influenza, com evolução para síndrome do desconforto respiratório agudo e necessidade de intubação orotraqueal. Ventilação mecânica iniciada com fração inspirada de oxigênio de 80% e PEEP de 8 cmH2O. A relação PaO2 /FiO2 está em 100, e há dificuldade em manter oxigenação adequada. Para melhora da saturação de oxigênio, opta-se por aumentar PEEP para 12 cmH2O e iniciar bloqueio neuromuscular (rocurônio).

A pressão arterial média diminui de 70 mmHg para 60 mmHg após esse ajuste, o que ocorre por
Alternativas
Q3819926 Medicina
Homem, 65 anos de idade, 70 kg, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus, é admitido com febre e tosse há 2 dias, evoluindo com sonolência e dispneia. Na admissão, apresenta pressão arterial de 75  ×  45 mmHg, frequência cardíaca de 115 bpm, frequência respiratória de 24 rpm e saturação de oxigênio de 87% em ar ambiente. É iniciada ceftriaxona + claritromicina, administrando 2.000 mL de ringer lactato nas três primeiras horas de admissão, sendo também necessário iniciar noradrenalina, que, após 3 horas, está em 0,20 mcg/kg/min para manter pressão arterial média de 65 mmHg.

De acordo com as recomendações da Surviving Sepsis Campaign, em qual momento está indicado iniciar a hidrocortisona para esse paciente? 
Alternativas
Q3819874 Medicina
Criança de 7 anos é trazida ao pronto-socorro após colapso súbito durante uma partida de futebol. Chega inconsciente, sem respiração e sem pulso palpável. Monitor cardíaco é conectado e mostra ritmo de taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Enquanto a equipe ventila com bolsa-válvula-máscara e oxigênio a 100%, a compressão torácica é iniciada. Após 2 minutos de reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, o ritmo continua sendo taquicardia ventricular sem pulso.

Nesse momento, segundo as Diretrizes de Reanimação Cardiopulmonar Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual a próxima conduta indicada?
Alternativas
Q3819831 Medicina
De acordo com as recomendações da AMIB e os critérios de Berlim para SDRA, é indicada a ventilação mecânica protetora isolada (sem necessidade imediata de manobras de recrutamento ou estratégias avançadas) como tratamento inicial da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) quando houver SDRA
Alternativas
Q3819830 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 58 anos, previamente hígido, é admitido na UTI com cefaleia holocraniana há doze horas, seguida de instalação súbita de disartria e fraqueza à direita. Relata ausência de trauma, febre ou perda de consciência. Tem histórico de hipertensão arterial controlada e dislipidemia mista. Não faz uso de anticoagulantes ou drogas ilícitas. Ao exame físico: PA: 152 × 88 mmHg; FC: 84 bpm; SatO2: 97%; temp: 36,8 °C. Escala de NIHSS: 5 (disartria, hemiparesia leve direita). Sem sopros carotídeos, com bulhas rítmicas, sem sinais de insuficiência cardíaca. Exames complementares: TC de crânio sem contraste: normal; angioTC: sem oclusão de grandes vasos; RM com difusão: isquemia aguda em topografia cortical do lobo parietal esquerdo; ecocardiograma transtorácico e doppler de carótidas: sem alterações significativas; holter 24 horas: ritmo sinusal, sem fibrilação atrial.

Diante do quadro e dos achados iniciais, é correto afirmar que o diagnóstico sindrômico de acidente vascular cerebral (AVC) associado é o de AVC
Alternativas
Q3819827 Medicina
Paciente do sexo feminino, de 76 anos, portadora de hipertensão arterial e diabetes mellitus do tipo 2, é admitida na UTI por dispneia intensa e edema agudo de pulmão. O ecocardiograma à beira do leito mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 60%, hipertrofia concêntrica e átrio esquerdo dilatado. A monitorização invasiva com cateter de artéria pulmonar evidencia:

•  pressão capilar pulmonar de oclusão (PCP): 26 mmHg;
•  pressão arterial pulmonar média (PAPm): 35 mmHg;
•  índice cardíaco (IC): 2,2 L/min/m2;
•  pressão venosa central (PVC): 12 mmHg;
•  resistência vascular sistêmica (RVS): 1.700 dinas/seg/cm5.

Apesar da congestão, a paciente mantém lactato sérico de 1,6 mmol/L e saturação venosa central (ScvO2) de 70%.
Com base na fisiopatologia micro-hemodinâmica da ICFEP descompensada, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3819826 Medicina
Analise o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente de 72 anos, do sexo masculino, ex-tabagista de 40 anos-maço, encontra-se internado na UTI por piora aguda da dispneia em contexto de infecção respiratória. Relata que, há cerca de cinco anos, apresenta dispneia progressiva, tosse crônica produtiva com escarro esbranquiçado e limitação funcional importante, com acentuada piora no último ano. Teve duas exacerbações no último ano, uma delas tratada com corticoide oral, sem necessidade de internação prévia. Na UTI, o exame físico revela expiração prolongada, roncos difusos e leve cianose labial. A espirometria prévia confirma DPOC obstrutiva grave e mostra: VEF1: 40% do previsto; VEF1/CVF: < 0,7. Escalas de avaliação antes da internação: mMRC: 3, CAT: 18.
Paciente evolui com piora súbita da dispneia, uso de musculatura acessória e aumento do trabalho respiratório, apresentando gasometria arterial inicial de pH igual a 7,28 e PaCO2 igual a 58 mmHg, além de dessaturação ao ar ambiente. Está consciente, cooperativo e sem contraindicações formais para suporte ventilatório.

Qual é a intervenção inicial recomendada na UTI para manejo da exacerbação aguda desse paciente?
Alternativas
Q3819819 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 58 anos, portador de diabetes mellitus do tipo 2, dislipidemia e doença arterial coronariana, é admitido no pronto-socorro com cefaleia intensa, turvação visual e dispneia súbita há dois horas. Ao exame físico: PA: 220 × 130 mmHg, FC: 96 bpm, SpO2: 94% em ar ambiente, crepitações bibasais e B3 audível. A gasometria arterial demostra hipoxemia leve, e a radiografia de tórax é mostrada a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Com base no quadro clínico, é correto afirmar que o diagnóstico e a conduta inicial são, correta e respectivamente: 
Alternativas
Q3819813 Medicina
Qual fator de risco tem maior correlação com delirium em pacientes idosos hospitalizados na UTI?
Alternativas
Q3819808 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 72 anos, portador de diabetes mellitus do tipo 2 e doença renal crônica no estágio 3b, apresenta história de dor abdominal e vômitos há 24 horas. Ao exame físico: PA: 82 × 48 mmHg; FC: 122 bpm; FR: 28 irpm; SpO2: 94% com cateter nasal de O2: 2 L/min; TAx: 38,9 ºC; TEC: 5 s; pele fria. Exames laboratoriais iniciais: lactato: 4,8 mmol/L; leucócitos: 18.000/mm3; creatinina: 2,3 mg/dL (baseline: 1,6). Depois de administrados 30 mL/kg de cristaloide (1,8 L), o paciente evolui com PA média < 65 mmHg. Realizou radiografia de abdome no leito da UTI, mostrada a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Qual é o próximo passo prioritário?
Alternativas
Q3819774 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente de 56 anos, previamente hígido, é encontrado inconsciente em casa, sem respiração e sem pulso palpável. O SAMU chega 5 minutos após o chamado. Durante o atendimento, o paciente está cianótico, com Glasgow 3, apneico, sem pulso central, pupilas midriáticas fixas. Equipe inicia manobras de reanimação cardiopulmonar, conforme protocolo, com ritmo visualizado no desfibrilador externo automático com o seguido traçado eletrocardiográfico:


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(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Após 3 choques, 3 doses de adrenalina EV e 1 de amiodarona EV, obtém-se retorno da circulação espontânea (RCE) após 18 minutos de reanimação. Submetido à intubação orotraqueal, mantido sob ventilação mecânica e encaminhado para o serviço médico de referência.
Qual das condutas a seguir está corretamente indicada durante a abordagem inicial desse paciente?
Alternativas
Q3819770 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente de 67 anos, tabagista 40 maços/ano, ex- -fumante há 3 anos, diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), classificado como GOLD D há 4 anos (VEF₁: 38% do previsto). Faz uso de tiotrópio e formoterol regularmente, sem oxigenoterapia domiciliar. Chega ao pronto atendimento com dispneia intensa e aumento de volume de escarro purulento há 3 dias, evoluindo com cansaço progressivo e confusão mental nas últimas horas.

Ao exame físico: FR: 28 irpm, uso de musculatura acessória SatO₂: 82% em ar ambiente. PA: 138 × 86 mmHg; FC: 112 bpm; T: 37,8 °C.

Ausculta pulmonar com roncos difusos e sibilos esparsos.

Gasometria arterial pH: 7,28; PaCO₂: 68 mmHg; PaO₂: 54 mmHg; HCO₃⁻: 31 mEq/L.

Radiografia de tórax a seguir:


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(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Qual é a conduta inicial para esse paciente? 
Alternativas
Q3819754 Medicina
Após medidas de reanimação cardiopulmonar com retorno da circulação espontânea (RCE) após 12 minutos, o paciente chega no serviço hospitalar. Na UTI, o paciente encontra-se sob ventilação mecânica, comatoso, temperatura central 36,5 °C, sem sedação, escala de coma de Glasgow 5, sem sinais de comando.

Qual é a conduta recomendada, segundo diretrizes atuais para manejo da temperatura?
Alternativas
Q3819753 Medicina
Paciente, sexo masculino, 65 anos, portador de hipertensão arterial e tabagista, colapsa dentro de casa após dor torácica súbita. A esposa inicia massagem cardíaca básica após 5 minutos, e os familiares acionam o SAMU. Ao chegar, a equipe de suporte encontra paciente inconsciente, cianótico, sem pulso central. O monitor do DEA evidencia a presença do ritmo a seguir.

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(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Qual deve ser a conduta imediata da equipe ao identificar esse ritmo cardíaco em um paciente em PCR?
Alternativas
Q3819743 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente do sexo masculino, 58 anos, tabagista de 40 maços/ano, portador de DPOC moderado.


Procura pronto-socorro com febre há 3 dias, tosse produtiva com expectoração purulenta e dispneia progressiva. Nas últimas 6 horas, evoluiu com rebaixamento do sensório e intensa dificuldade respiratória. O exame físico na sala de emergência apresenta: PA: 92 × 60 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 38 irpm; SatO₂: 82% em cateter nasal 5 L/min; T: 38,6 °C.


Escala de Glasgow: 12.


Estertores crepitantes difusos em hemitórax esquerdo e abolido em base.


Uso de musculatura acessória e tiragem intercostal.


Apresenta exames complementares: leucócitos: 18.400/mm³; creatinina: 1,9 mg/dL.


Gasometria em O₂: 5 L/min; pH: 7,28; PaO₂: 52 mmHg; PaCO₂: 58 mmHg; HCO₃⁻: 20 mEq/L; relação PaO₂/ FiO₂:110.


Radiografia de tórax a seguir:

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(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Qual fator está mais associado à mortalidade nesse quadro e qual é o principal mecanismo fisiopatológico?
Alternativas
Respostas
761: A
762: A
763: C
764: C
765: B
766: D
767: C
768: C
769: B
770: D
771: C
772: A
773: B
774: D
775: C
776: A
777: C
778: A
779: B
780: B