Questões de Concurso Sobre medicina intensiva em medicina

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Q3820741 Medicina
 Paciente de 1 ano e 8 meses dá entrada no pronto-socorro com febre baixa, tosse, coriza, hipoatividade e inapetência há dois dias. Familiar notou que, hoje, a criança está mais sudoreica e pálida. À admissão, mau estado geral, com FC = 180 bpm; PA = 88 x 40 (58) mmHg; pulsos finos; extremidades frias; tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Radiografia de tórax revela aumento de área cardíaca. Iniciada expansão com cristaloide (10 mL/kg), mas evoluiu com piora do padrão respiratório e queda de saturação.
Como base na evolução do caso, qual é a droga vasoativa recomendada?
Alternativas
Q3820740 Medicina
Assinale a alternativa que descreve corretamente o perfil de choque apresentado, de acordo com o quadro clínico e o respectivo tratamento preconizado.
Alternativas
Q3820739 Medicina
Paciente de 2 anos, internado em UTI pediátrica por insuficiência respiratória aguda secundária à pneumonia extensa. Intubado com cânula orotraqueal número 4 com cuff, com bom padrão respiratório, mantendo SatO2 = 96%. Logo após atendimento da fisioterapia, apresentou queda de saturação sustentada até 70% e assincronia ventilatória. Exame físico com ausculta muito diminuída em hemitórax direito, com expansibilidade também diminuída no mesmo lado. Associado a isso, houve queda de PA para 66 x 24 (44) mmHg e piora da perfusão.
Realizou-se a ultrassonografia “point-of-care” conforme imagem a seguir, no modo M, vista em todo hemitórax direito (aspecto de “código de barras”).


Imagem associada para resolução da questão

Considerando esses achados, qual é a conduta adequada para a condição apresentada pelo paciente?
Alternativas
Q3820738 Medicina
Paciente de 7 anos, com antecedente de asma de difícil controle, deu entrada no pronto-socorro com quadro de um dia de tosse seca e taquidispneia, sem febre. À admissão, encontrava-se em mau estado geral, com FR = 66 ipm; SatO2 = 85%, em ar ambiente, com sibilos inspiratórios e expiratórios à ausculta, com tiragens de fúrcula intercostal e subdiafragmática graves. Foram realizadas as radiografias de tórax a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Não houve resposta com as medidas adotadas, evoluindo com tórax silente e bradipneia, sendo indicada intubação. Foi transferido, então, à UTI pediátrica com os seguintes parâmetros ventilatórios: em pressão controlada (modo assistido- -controlado), com pressão positiva expiratória final (PEEP) = 8; frequência respiratória (FR) = 28 ipm; pressão inspiratória (Pinsp) (acima do PEEP) = 13; tempo inspiratório (Tins) = 0,7 s; fração inspirada de oxigênio (FiO2 ) = 100%, com assincronia ventilatória e saturação limítrofe.
Em face do exposto, assinale a alternativa que descreve, corretamente, os ajustes que devem ser realizados na ventilação.
Alternativas
Q3820598 Medicina
Paciente vítima de trauma é socorrido por populares e levado à unidade de saúde mais próxima devido a atropelamento por veículo em alta velocidade, que ocorreu no centro da cidade. Apresenta-se inconsciente (Glasgow 7), pupilas assimétricas e com frequência respiratória de 25 irpm. A unidade de saúde não dispõe de neurocirurgião de plantão, mas há suporte de imagem e equipe treinada em suporte avançado de vida (ACLS e PHTLS).

Após a estabilização inicial do trauma, qual deve ser a conduta?
Alternativas
Q3820589 Medicina
Homem de 60 anos, em regime de internação hospitalar há duas semanas por sepse de foco abdominal por diverticulite operada, apresenta fístula entérica de alto débito (> 500 mL/24horas), impossibilitando a alimentação por via entérica. Iniciou nutrição parenteral total (NPT) há 10 dias. Nos últimos dias, iniciou quadro de febre persistente com secreção purulenta ao redor do sítio de inserção do cateter venoso central, bem como icterícia leve e elevação das enzimas hepáticas. Apresenta ainda dificuldade no desmame da ventilação mecânica.

Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa mais adequada.
Alternativas
Q3820579 Medicina
Homem, 42 anos, acompanhamento prévio por diabetes mellitus insulino-dependente, apresenta-se ao pronto atendimento com quadro de vômitos, dor abdominal, relato de aumento da frequência urinária. Pressão arterial de 98 x 60 mmHg, frequência cardíaca 124 bpm, frequência respiratória 32 ipm. Gasometria venosa com acidose metabólica, com pH de 7,1, HCO3 8, hemoglicoteste de 420 mg/dL, cetona sérica positiva, potássio sérico de 3,2mEq/l e sódio sérico de 130mEq/l. Osmolaridade plasmática de 300. Qual a primeira medida antes do início de insulina em bomba de infusão contínua?
Alternativas
Q3820578 Medicina
Mulher, 68 anos, IMC 35, hipertensa, chega à emergência com dispneia, ortopneia e oligúria há 48 horas. Ao exame físico, pressão arterial de 94 x 60 mmhg, frequência cardíaca 118bpm, frequência respiratória 30 ipm, saturação de oxigênio de 86% em ar ambiente, pele fria, extremidades cianóticas, turgência jugular e estertores em bases bilateralmente. Realizado ecocardiograma que demonstrou veia cava inferior dilatada e com colapsabilidade inspiratória reduzida, fração de ejeção estimada em 28%, VTI aórtico de 11 cm, PSAP 55 mmHg. Exames laboratoriais: BNP 88 pg/mL; NT-pro BNP 2600 pg/mL. Gasometria: pH 7,29; PaCO2 49 mmHg; PaO? 55 mmHg; HCO3- 22. Qual conduta imediata está correta?
Alternativas
Q3820571 Medicina
Homem, 67 anos, previamente hígido, admitido em hospital com relato de dor abdominal difusa, febre e vômitos iniciados há 24 horas. Ao exame físico, pressão arterial 86 x 54 mmHg, frequência cardíaca 122 bpm, frequência respiratória 30 ipm, saturação de oxigênio em ar ambiente de 92%, temperatura axilar 38,8ºC. Realizado 30ml/kg de cristaloide endovenoso e iniciado Noradrenalina a 0,18 µg/kg/min, mantendo pressão arterial média de 68 mmHg. Débito urinário desde admissão em 0,3ml/kg/h, lactato inicial 1,8 mmol/L, seguido de 2,9 mmol/L. Realizado POCUS evidenciando veia cava inferior dilatada, VTI aórtico de 10 cm, ventrículo esquerdo dilatado, pulmões com linhas B. Qual a melhor conduta a seguir?
Alternativas
Q3820483 Medicina
Paciente do sexo masculino, 64 anos de idade, portador de hipertensão arterial com hipertrofia ventricular e função ventricular esquerda preservada, chega à emergência com dispneia intensa, sudorese e ortopneia iniciadas há 1 hora. Ao exame físico: PA: 220 × 120 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 34 irpm, SatO2: 86% em ar ambiente. Murmúrio vesicular presente com estertores difusos até ápices, ritmo cardíaco regular com B3 audível, sem sopros. Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, sem isquemia aguda.

Qual é a conduta inicial?
Alternativas
Q3820479 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Homem, 34 anos de idade, portador de asma desde a infância, chega à emergência com dispneia intensa, fala entrecortada e uso evidente de musculatura acessória. Relata início do quadro há cerca de 3 horas, sem melhora após várias nebulizações domiciliares com salbutamol. Ao exame físico: PA: 135 × 85 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 36 irpm; SpO2: 88% em ar ambiente. Murmúrio vesicular muito reduzido bilateralmente, com sibilos difusos e fala monossilábica. Gasometria arterial: pH: 7,33; PaCO2: 47 mmHg; PaO2: 62 mmHg; HCO3: 23. Após três nebulizações sequenciais com β2-agonista e ipratrópio, permanece com dispneia grave, uso de musculatura acessória e dificuldade para falar.
Mesmo após tratamento otimizado, o paciente evolui com rebaixamento do nível de consciência e bradipneia, necessitando intubação orotraqueal (IOT). Após IOT e ventilação mecânica, as pressões de pico estão elevadas (> 50 cmH2O), e o capnograma mostra hipercapnia persistente (PaCO2: 70 mmHg), com auto-PEEP visível. O ventilador está em volume controlado, VC: 6 mL/kg; FR: 20 irpm; PEEP: 8 cmH2O; FiO2: 60%.

Qual deve ser o ajuste ventilatório inicial para reduzir o risco de barotrauma e hiperdistensão dinâmica nesse paciente?
Alternativas
Q3820477 Medicina
Na reanimação cardiorespiratória pediátrica (RCP) com ritmo não chocável (assistolia/atividade elétrica sem pulso), qual sequência de prioridades e medicação representa o manejo inicial conforme as diretrizes?
Alternativas
Q3820474 Medicina
Paciente do sexo masculino, 35 anos de idade, politrauma, com traumatismo crânio encefálico grave, chega à sala de emergência trazido pelo serviço de resgate com escala de coma de Glasgow de 5, com pupilas anisocóricas e hipertensão intracraniana (PIC = 28 mmHg) no monitor, associado a PA: 150 × 90 mmHg e FC: 122 bpm.

Qual é a intervenção terapêutica imediata?
Alternativas
Q3820467 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Paciente, sexo masculino, de 16 anos de idade, há 6 dias com febre, com melhora há 24 h, associada a cefaleia, sonolência, sangramento gengival, mialgia, vômitos, dor abdominal intermitente e tontura ao levantar, chega à UPA. Ao exame físico: PA: 100 × 66 mmHg; FC: 112 bpm; abdome com hepatomegalia 2 cm; dor à palpação em FID, sem sinais de irritação peritoneal. Petéquias discretas, prova do laço positiva. Exames complementares iniciais: Ht: 44% (prévio 38% há 48 h); Hb: 13,8 g/dL; plaquetas: 58.000/mm3; leucócitos: 3.100/mm3; Na+: 132 mEq/L; K+: 3,6; Cr: 0,8; TGO/ TGP: 68/74 U/L. Albumina: 3,1 g/dL. Ultrassom: discreto derrame pleural direito e traço de líquido livre em fossa ilíaca direita.
O paciente persiste com baixo débito urinário, perfusão periférica diminuída e hipoperfusão.

Qual é a estratégia imediata de fluidoterapia?
Alternativas
Q3820465 Medicina
Em emergência hipertensiva com lesão de órgão-alvo, qual meta inicial de redução pressórica é adequada?
Alternativas
Q3820464 Medicina
Em pacientes com SDRA moderada a grave em ventilação mecânica invasiva, qual estratégia ventilatória está mais associada à redução de mortalidade segundo as diretrizes?
Alternativas
Q3820463 Medicina
Paciente do sexo masculino, 72 anos de idade, extabagista, DPOC (GOLD II), chega ao pronto-socorro com febre, tosse purulenta, dispneia progressiva e confusão mental. Ao exame físico: PA: 82 × 50 mmHg; FC: 118 bpm; FR: 28 irpm; SpO2: 90% com cateter 3 L/min; T: 38,7 ºC; tempo de enchimento capilar de 5 s; extremidades frias. Na abordagem terapêutica inicial, o paciente recebeu ringer lactato (2.100 mL EV) em 45 minutos e antibioticoterapia de amplo espectro (piperacilina-tazobactam 4,5 g EV).

Porém, após a reposição volêmica, o paciente apresenta PA: 86 × 52 mmHg; FC: 116 bpm; saturação venosa de O2: 61%; lactato: 4,6 mmol/L (antes 4,9). Gasometria venosa: pH: 7,31; PvCO2: 46 mmHg; HCO3: 22 mEq/L. Creatinina: 2,2 mg/dL (baseline 1,0); bilirrubinas normais; leucócitos: 17.800/mm3; PCR: 22 mg/dL. Realizou-se a radiografia de tórax a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Qual é a intervenção hemodinâmica apropriada nesse momento?
Alternativas
Q3820390 Medicina
Paciente de 65 anos dá entrada ao pronto atendimento por convulsões tônico clônicas generalizadas. Relato do pré-hospitalar de que o paciente apresentou 4 crises com duração aproximada de 3 minutos durante o trajeto, sem recuperação no nível de consciência. Atualmente, encontra-se sem abertura ocular, sem resposta motora ou verbal. Realizada glicemia capilar com resultado de 160 mg/dL e 10 mg de diazepam endovenoso, seguida de fenitoína 20 mg/kg em taxa de infusão 50 mg/min, sem mudança do quadro clínico.

Qual é a abordagem adequada a partir desse momento?
Alternativas
Q3820386 Medicina
Homem de 62 anos, previamente hipertenso, foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) por pneumonia adquirida na comunidade. Na sala de emergência, havia recebido ceftriaxona e azitromicina, além de expansão volêmica com ringer lactato em um volume total de 30 mL/kg. Devido à manutenção da instabilidade hemodinâmica, foi iniciada norepinefrina, com a qual se obteve uma pressão arterial média de 67 mmHg. Na admissão à UTI, apresenta débito urinário de apenas 10 mL/h, extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 6 segundos e lactato sérico de 5,8 mmol/L (VR: 0,5-2,0). Para avaliar melhor o estado hemodinâmico, a equipe realizou ultrassonografia à beira do leito, que revelou ventrículo esquerdo dilatado, com padrão hipodinâmico e com presença de líquido posterior à aorta descendente no eixo paraesternal longo. A veia cava inferior apresentava diâmetro de 2,2 cm, sem colapsibilidade significativa.

Diante desse cenário, qual conduta deve ser priorizada para otimizar a perfusão do paciente?
Alternativas
Q3820377 Medicina
Homem de 62 anos, tabagista e hipertenso, apresenta dor torácica iniciada há trinta horas. Chega ao pronto-socorro com pressão arterial de 80 x 50 mmHg, extremidades frias, estertores pulmonares difusos e rebaixamento do nível de consciência.
O ECG mostra ondas Q em parede anterior e elevação residual do segmento ST. Qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Respostas
741: C
742: C
743: B
744: A
745: D
746: B
747: A
748: E
749: B
750: C
751: B
752: B
753: A
754: B
755: A
756: E
757: B
758: A
759: B
760: B