Questões de Concurso Sobre português

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Q4088352 Português
No trecho “O balde seco posa de cidadão de bem”, o texto reforça a ideia de que o(a) 
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Q4088351 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
No contexto do texto, a expressão “sinceridade de última hora” indica uma atitude de 
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Q4088350 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
Na passagem “Tudo parece dizer: ‘Aqui sempre foi assim’”, a aparência da casa produz um efeito de
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Q4088349 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
No trecho em que o quintal talvez “pedisse um minuto para se reconhecer”, a formulação sugere que o(a)
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Q4088348 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
No trecho “Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia”, as vírgulas ajudam a mostrar que a palavra “coitado”
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Q4088347 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
No fechamento do texto, a ideia defendida é a de que o cuidado verdadeiro 
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Q4088346 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
Na construção global do texto, a ironia funciona, principalmente, para
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Q4088345 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
Na frase “Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil”, o texto sugere concluir que
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Q4088344 Português
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O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
A oposição entre “conviver com o problema” e “ser flagrado convivendo com ele” mostra que, para o texto, o incômodo maior de muita gente está no(a)
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Q4088343 Português
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O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
No trecho em que o quintal “descobre de repente sua vocação para a limpeza”, o efeito de sentido construído é o de que o(a)
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Q4088342 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
Ao considerar o hábito descrito de “um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro”, o texto sugere que o comportamento retratado
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088186 Português
Leia o Texto 04 para responder à questão.

Texto 04

Captura_de tela 2026-06-02 105527.png (357×420)


Disponível em: https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 fev. 2026.
No que se refere ao emprego do elemento aqui, presente no quarto quadrinho, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088185 Português
Leia o Texto 04 para responder à questão.

Texto 04

Captura_de tela 2026-06-02 105527.png (357×420)


Disponível em: https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 fev. 2026.
Com base na leitura do Texto 04, analise as proposições a seguir.

I- O personagem sugere que beber água piora a insônia.
II- Há quebra de expectativa no terceiro quadrinho com a sugestão de uma dica de saúde questionável.
III- No texto, podem ser inferidas críticas ao uso do álcool e à medicação sem orientação médica como alternativas para tratar insônia.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088184 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Analise as assertivas sobre o seguinte período retirado do Texto 03: “Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia”.

I- O período apresenta uma oração subordinada adverbial concessiva.
II- O sujeito da oração subordinada é composto.
III- O termo “apenas” funciona como adjunto adverbial.
IV- Na oração principal há um objeto direto.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088183 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
No trecho em destaque, “ Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever ”, qual figura de linguagem se observa?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088182 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
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Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Informações relacionadas à Open AI e à Anthropic, apresentadas no Texto 03, contribuem para:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088181 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Assinale a alternativa que caracteriza o tipo textual predominante no Texto 03.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088180 Português
Leia o Texto 03 para responder à questão.

Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana

AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência

    Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.
    Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.
    Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.
    “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.
    Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.
    Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.
    Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.
    “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.
    “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.
    A OpenAI e a startup americana rival Anthropic registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.
    A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.
    Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.
    “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.
[...]


Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026. 
Com base na leitura do Texto 03, assinale a alternativa que sinaliza CORRETAMENTE a postura do especialista Russell.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088179 Português
Leia o Texto 02 para responder à questão.

Texto 02

Captura_de tela 2026-06-02 100947.png (417×365)


Disponível em: https://juniao.com.br/chargecartum/. Acesso em: 20 fev. 2026.
Na oração “Por que a conta de luz subiu de novo?!", é CORRETO afirmar que os elementos em destaque são:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: UEPB Prova: CPCON - 2026 - UEPB - Almoxarife |
Q4088177 Português
Leia o Texto 01 para responder à questão.

Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood
BBC World Service - 19 fevereiro de 2026

    A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
     Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
    “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”
     O segundo fator é a  composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
    A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
    Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
    Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
    A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
    O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
    Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
    Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.          Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
    Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
    Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
    O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
    Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
     Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
    Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
    Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
    O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
[...]

Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.
Leia o período a seguir retirado do Texto 01.

"À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente”.

A expressão à medida que, no contexto, pode ser classificada como:
Alternativas
Respostas
3901: B
3902: E
3903: C
3904: A
3905: D
3906: B
3907: E
3908: D
3909: A
3910: C
3911: B
3912: E
3913: D
3914: B
3915: A
3916: B
3917: D
3918: A
3919: C
3920: C