“Uma delas é de uma mulher que comprou três desodorantes pel...
A respeito da regência do verbo “pedir”, no contexto em voga, é correto afirmar que:
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A resposta correta é a B.
O verbo "pedir" nessa passagem — "decidiu... pedir que a loja a ressarcisse" — tem como complemento a oração inteira "que a loja a ressarcisse". É o caso clássico de oração subordinada substantiva objetiva direta: ela ocupa a posição de objeto direto de "pedir", exatamente como faria um substantivo ou pronome.
O teste mais simples para confirmar é a substituição pronominal: "decidiu... pedir isso" soa perfeitamente natural, e "isso" é justamente o pronome que substitui objeto direto. Se a relação fosse de transitividade indireta, esperaríamos algo como "nisso" ou "nele", que não cabem aqui.
Por que as demais não se sustentam:
- A erra ao chamar "pedir" de intransitivo. Um verbo intransitivo tem sentido completo sozinho (ex.: "o bebê chorou"). "Pedir", isolado ("decidiu pedir"), deixa a pergunta em aberto — pedir o quê? — o que mostra que ele exige complemento para fechar o sentido. Não há autossuficiência nenhuma.
- C erra na etiqueta: chama de objeto indireto justamente o constituinte que passa no teste de objeto direto. "Pedir" não rege preposição para introduzir essa oração — diferente de verbos como "necessitar de" ou "gostar de", que aí sim pedem objeto indireto.
- D é a pegadinha mais forte, porque "pedir" de fato admite regência bitransitiva em outros contextos — por exemplo, "pedi um aumento ao chefe" (direto: "um aumento"; indireto: "ao chefe"). Mas o enunciado pede a análise "no contexto em voga", e nesta frase específica não há segundo complemento regido por preposição ligado a "pedir" fora da oração. Só existe um complemento: a oração toda.
- E comete um erro de análise ao fatiar a oração subordinada em dois pretensos objetos diretos de "pedir" — "que a loja" e o "a" de "a ressarcisse". Isso mistura dois verbos diferentes: o pronome oblíquo "a" é objeto direto de ressarcisse (quem ressarce, ressarce alguém), não de "pedir". A oração "que a loja a ressarcisse" já é, como um todo, o único objeto direto de "pedir" — não pode ser desmembrada em pedaços que pertencem à sintaxe interna da própria oração subordinada.
Se tem "QUE" e da para substituir por DISSO ou ISSO... é uma conjunção integrante e inicia uma Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
Sempre analisar a ocorrência concreta do verbo, e não apenas sua regência típica.
errei por desconfia demais kkkkkkkkkkkkkk
Resolveu pedir (isso)
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