“Uma delas é de uma mulher que comprou três desodorantes pel...

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Q4151441 Português
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Texto II


JUSTIÇA CEARENSE APRESENTA PRIMEIRAS SENTENÇAS UTILIZANDO LINGUAGEM SIMPLES 


    Com o objetivo de facilitar a compreensão e aproximar a Justiça da população, o Judiciário cearense proferiu as primeiras sentenças utilizando linguagem simples, evitando assim a utilização de termos jurídicos rebuscados. As primeiras decisões, com a nova linguagem, foram proferidas pelo Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Tauá, e envolvem Direito do Consumidor.

    Uma delas é de uma mulher que comprou três desodorantes pela internet por R$ 169,10 e, insatisfeita, decidiu devolver os produtos e pedir que a loja a ressarcisse. No entanto, a empresa só retornou a quantia de R$ 55,10, o que levou a cliente a procurar o Judiciário.

    Na última sexta-feira (26), a empresa foi condenada a devolver integralmente o valor gasto nos desodorantes, explicando de maneira clara todas as razões que levaram à procedência parcial dos pedidos.

    “Ao comunicar de forma clara e transparente, o Poder Público empodera os cidadãos, permitindo que tomem decisões informadas sobre suas vidas e comunidades, contribuindo para o desenvolvimento de sociedades mais justas, igualitárias e sustentáveis”, defende o juiz Sérgio Augusto Furtado Neto Viana, que é titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Tauá.

    A outra sentença do Juizado Especial de Tauá trata de um processo envolvendo uma cliente e uma ótica. A mulher adquiriu seus óculos no estabelecimento e, no mesmo dia, reparou que o produto estava com defeito. Ela procurou a loja para devolver os óculos, mas não obteve ajuda e, por isso, buscou a Justiça. O Juizado concedeu, nesta segunda-feira (29), o ressarcimento do valor pago pelo produto à cliente, bem como uma indenização por danos morais, visando compensar o sofrimento vivenciado pela consumidora.


Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/justica-cearense-apresenta-primeiras-sentencas-utilizando-linguagem-simples-1.3540345. Acesso em: 17 fev. 2026. Adaptado.
“Uma delas é de uma mulher que comprou três desodorantes pela internet por R$ 169,10 e, insatisfeita, decidiu devolver os produtos e pedir que a loja a ressarcisse.”

A respeito da regência do verbo “pedir”, no contexto em voga, é correto afirmar que:
Alternativas

Comentários

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A resposta correta é a B.

O verbo "pedir" nessa passagem — "decidiu... pedir que a loja a ressarcisse" — tem como complemento a oração inteira "que a loja a ressarcisse". É o caso clássico de oração subordinada substantiva objetiva direta: ela ocupa a posição de objeto direto de "pedir", exatamente como faria um substantivo ou pronome.

O teste mais simples para confirmar é a substituição pronominal: "decidiu... pedir isso" soa perfeitamente natural, e "isso" é justamente o pronome que substitui objeto direto. Se a relação fosse de transitividade indireta, esperaríamos algo como "nisso" ou "nele", que não cabem aqui.

Por que as demais não se sustentam:

  • A erra ao chamar "pedir" de intransitivo. Um verbo intransitivo tem sentido completo sozinho (ex.: "o bebê chorou"). "Pedir", isolado ("decidiu pedir"), deixa a pergunta em aberto — pedir o quê? — o que mostra que ele exige complemento para fechar o sentido. Não há autossuficiência nenhuma.
  • C erra na etiqueta: chama de objeto indireto justamente o constituinte que passa no teste de objeto direto. "Pedir" não rege preposição para introduzir essa oração — diferente de verbos como "necessitar de" ou "gostar de", que aí sim pedem objeto indireto.
  • D é a pegadinha mais forte, porque "pedir" de fato admite regência bitransitiva em outros contextos — por exemplo, "pedi um aumento ao chefe" (direto: "um aumento"; indireto: "ao chefe"). Mas o enunciado pede a análise "no contexto em voga", e nesta frase específica não há segundo complemento regido por preposição ligado a "pedir" fora da oração. Só existe um complemento: a oração toda.
  • E comete um erro de análise ao fatiar a oração subordinada em dois pretensos objetos diretos de "pedir" — "que a loja" e o "a" de "a ressarcisse". Isso mistura dois verbos diferentes: o pronome oblíquo "a" é objeto direto de ressarcisse (quem ressarce, ressarce alguém), não de "pedir". A oração "que a loja a ressarcisse" já é, como um todo, o único objeto direto de "pedir" — não pode ser desmembrada em pedaços que pertencem à sintaxe interna da própria oração subordinada.

Se tem "QUE" e da para substituir por DISSO ou ISSO... é uma conjunção integrante e inicia uma Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.

Sempre analisar a ocorrência concreta do verbo, e não apenas sua regência típica.

errei por desconfia demais kkkkkkkkkkkkkk

Resolveu pedir (isso)

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