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“Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em te...

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Q4151428 Português
Texto para a questão.


Texto I


CONSUMO X CONSUMISMO 


    Para entender se você consome ou se é consumista, primeiramente é preciso entender a diferença existente entre consumo e consumismo. No consumo, o ato de compra está ligado à necessidade, à sobrevivência, coisas indispensáveis à vida e ao bem-estar: água, comida, energia. Por meio das práticas de consumo, é que dizemos para o mundo quem nós somos, quem nós não somos, quem gostaríamos de ser. Consumo é identidade. Já o consumismo rompe essa relação de necessidade, pois o indivíduo está adquirindo algo que não precisa. O consumismo está, pois, veiculado ao gasto de produtos sem utilidade imediata, ou seja, supérfluos, como: mais um sapato, um anel de ouro.

    Se entendido isso, pergunte-se: Necessito? Quero? Tenho dinheiro? Se eu passar no cartão de crédito, terei como pagar depois? Eu realmente vou usar este produto? Preciso de mais uma bolsa? Esta necessidade de colocar na balança existe, não só para avaliar determinada relação de consumo em sentido individualizado, mas, principalmente, para o consumidor se instruir e incrementar a formação de seu espírito crítico, de modo que este, possa bem se posicionar e enfrentar as circunstâncias do mercado de consumo.

    Quando o ato de comprar está vinculado diretamente à ansiedade e à satisfação, pode-se dizer que se trata de uma compulsão. Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em termos de relacionamento interpessoal e qualidade de vida. Para que seja considerado doentio, o consumismo precisa representar uma parcela significativa da vida e dos pensamentos da pessoa, de forma que sua saúde emocional, social e financeira estejam abaladas.

    Todos já nascem consumindo, e a fase criança é uma das que mais se consome; os estabelecimentos sabem disso. Sendo assim, as guloseimas ficam na altura certa da visão da criança para que ela peça aos pais, e na maioria das vezes, eles acabam comprando. Criança gosta muito de doce, criança gosta muito de consumir, vivencia-se uma era em que a criança é extremamente consumista.


Disponível em: https://empasa.pb.gov.br/procon/noticias/consumo-x-consumismo-voce-sabe-a-diferenca-as-motivacoes. Acesso em: 17 fev. 2026. Adaptado.
“Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em termos de relacionamento interpessoal e qualidade de vida.”

O vocábulo “perdas” é formado por:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No trecho “Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em termos de relacionamento interpessoal e qualidade de vida.”, o vocábulo cobrado é “perdas”, que é substantivo derivado do verbo “perder”; por isso, o processo decisivo é a deverbalização, e não aférese, síncope, apócope ou aglutinação.

Tema central: deverbalização
Análise das alternativas
A
Errada
Aférese é supressão de segmento no início da palavra. Esse processo não explica “perdas”, porque o vocábulo não se forma pela eliminação de elemento inicial de outra forma lexical; ele resulta da derivação de “perder” para “perda”.
B
Errada
Síncope é supressão de segmento no interior da palavra. Não há apagamento medial que justifique a formação de “perdas”. A diferença entre “perder” e “perda” não deve ser lida como simples perda interna de letras, mas como formação de substantivo derivado de verbo.
C
Errada
Apócope é supressão de segmento final. “Perdas” não decorre do simples corte final de outra palavra. Embora “perder” e “perda” sejam formalmente diferentes no final, o processo relevante não é redução terminal, e sim derivação verbal nominal.
D
Errada
Aglutinação é composição com fusão de duas bases lexicais. “Perdas” não é palavra composta e não resulta da junção de elementos vocabulares; é palavra simples derivada de “perder”.
E
Certa
A alternativa E está correta porque “perdas” corresponde à forma plural de “perda”, e “perda” é um substantivo formado a partir do verbo “perder”. O critério decisivo é morfológico: trata-se de formação de substantivo a partir de verbo. O -s final não participa da formação lexical; ele apenas marca o plural do substantivo já formado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar o vocábulo no plural, o que pode desviar o foco para a flexão em vez da formação de “perda”, e oferecer alternativas de redução fonética, que podem parecer plausíveis para quem olha apenas a diferença gráfica entre “perder” e “perda”.
Dica para questões semelhantes
  • Separe flexão de formação: o plural em -s não define o processo lexical da palavra.
  • Se a palavra for substantivo vindo de verbo, o critério é deverbalização, não supressão de letras.
  • Aférese, síncope e apócope só servem quando a explicação correta for redução fonética no início, no meio ou no fim da forma.

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Comentários

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Análise do Processo de Formação

O vocábulo perdas (plural de perda) é um substantivo abstrato que denota a ação de perder.

  • Deverbalização (ou Derivação Regressiva): É o processo em que um substantivo abstrato é formado a partir de um verbo. Nesse mecanismo, reduz-se a estrutura do verbo primitivo (retira-se a desinência verbal) para criar o nome.
  • Na prática: O verbo de origem é perder. Ao sofrer o processo de regressão/deverbalização, a terminação verbal correspondente à conjugação é eliminada, dando origem ao substantivo perda.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

As alternativas de A a C trazem conceitos chamados de metaplasmos, que são fenômenos de evolução fonética histórica das palavras (alterações nos sons ao longo do tempo), e não processos propriamente ditos de formação de novas palavras da língua contemporânea:

  • A) aférese: É a perda de um fonema no início da palavra (ex: atrástrás, imaginarmaginar).
  • B) síncope: É a perda de um fonema no meio da palavra (ex: xícaraxicra, o latim maculamaglamalha).
  • C) apócope: É a perda de um fonema no fim da palavra (ex: muitomui, grandegrão).
  • D) aglutinação: É um processo de composição onde duas palavras se unem e pelo menos uma delas sofre perda ou alteração fonética (ex: água + ardente = aguardente), o que não tem relação com o substantivo isolado "perdas".

Mano foi mó treta essa prova em kkkk

O vocábulo “perdas” é formado pelo processo de deverbalização (opção E). [, ]

Também conhecido na morfologia como derivação regressiva, esse processo ocorre quando um substantivo abstrato (que indica ação) é derivado a partir de um verbo primitivo. No caso, o substantivo "perda(s)" é originado do verbo "perder", sofrendo uma redução morfológica para formar a nova palavra (vocábulo deverbal).

Para a análise dos outros itens:

  • Aférese, síncope e apócope são fenômenos de evolução fonética (supressão de sons), e não processos de formação de palavras.
  • Aglutinação é um processo de composição em que há alteração dos fonemas originais na junção de duas ou mais palavras. []

fonte IA

pegaram pesado nessa prova

A derivação regressiva (Deverbalização, nominalização) é um processo de formação de palavras em que um verbo origina um substantivo por redução da forma (ou seja, o substantivo tem menos elementos que o verbo de origem).

➡️ Ocorre uma “regressão” formal — o substantivo derivado é menor (ou mais simples) que o verbo.

Exemplo fora do contexto da questão:

  • Convidar → convite
  • Vazar → vazamento (aqui é sufixação, não regressiva)

 

  • Lutar → luta
  • ➡️ “Luta” é derivação regressiva de “lutar”.

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