Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4401975 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
A queima de um quilograma de hidrogênio libera "cerca de" três vezes mais energia "do que" a de um quilograma de gasolina.

Em relação às expressões destacadas no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401972 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Os dispositivos "operaram" de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área.

Em relação à regência verbal do verbo destacado no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401970 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz.

Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401314 Português
Considerando a função sintática de termos e expressões do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: Autarquia Municipal de Saúde Provas: Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Cardiologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico de Saúde da Família | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Dermatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Gastroenterologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Geriatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ginecologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Infectologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Mastologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neurologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neuropediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ortopedista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pneumologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Proctologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Reumatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Socorrista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Urologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Vascular | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Assistente Social | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Enfermeiro | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Nutricionista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Psicólogo |
Q4401219 Português
Imagem associada para resolução da questão

CAZO. Doação de órgãos. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-doacao-de-orgaos/>.

A expressão destacada em "tão generoso, que deixou ele lá na terra", utilizada na charge acima:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: Autarquia Municipal de Saúde Provas: Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Cardiologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico de Saúde da Família | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Dermatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Gastroenterologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Geriatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ginecologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Infectologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Mastologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neurologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neuropediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ortopedista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pneumologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Proctologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Reumatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Socorrista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Urologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Vascular | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Assistente Social | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Enfermeiro | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Nutricionista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Psicólogo |
Q4401214 Português
Assinale a alternativa cujo elemento destacado é responsável por indeterminar o sujeito da oração a que pertence.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: Autarquia Municipal de Saúde Provas: Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Cardiologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico de Saúde da Família | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Dermatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Gastroenterologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Geriatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ginecologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Infectologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Mastologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neurologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neuropediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ortopedista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pneumologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Proctologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Reumatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Socorrista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Urologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Vascular | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Assistente Social | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Enfermeiro | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Nutricionista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Psicólogo |
Q4401212 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão. 


Felicidade é viver em paz


   Felicidade é viver em paz. Deixar a vida fluir como um grande rio que atravessa uma planície suave. Lento e largo, correndo com calma, carregando quase sem balanço em suas águas caudalosas os destroços que caem em sua corrente.

   Ser apenas uma gota d'água no meio deste universo tranquilo, que avança inexoravelmente rumo ao mar, mas sem pressa, observando a paisagem, se integrando a ela, para, depois, contar para as areias das praias sobre a planície e a vida que a enche de alegria, no voo das aves, no balançar das flores, no salto dos peixes.

   E como gota entrar no mar, se fundir ao imenso oceano para ser parte indissolúvel da origem da vida e ir e vir no leve oscilar das calmarias ou nas dramáticas ondas levantadas pelas tempestades.

   Cruzar as distâncias entre os continentes para, do outro lado do mundo, contar para as areias de uma praia jamais vista antes sobre a vida de uma planície, num continente do outro lado do globo.

   Felicidade é a paz de cada momento vivida de forma tão intensa que não se tem sequer a noção de se estar vivendo. Simplesmente fluir ou dançar como a brisa brincando com as flores das campinas por onde meu rio de águas calmas avança, sem pressa, indolente como um carinho, profundo como um beijo.

   É sentir cada instante como o mesmo momento em outro tempo, com outro corpo, e outros olhos, e outro tato, e olfato e paladar. É viver sem outra preocupação além de respirar, de comer e de amar.

   Felicidade é ser parte do imenso rio que atravessa a vida, nascido para além do infinito do cosmo, e nele descobrir a paz de viver bem, em paz e com calma, porque esse é o único sentido do ser.


MENDONÇA, Antônio Penteado. Felicidade é viver em
paz. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/dacidade/2026/03/22/felicidade-e-viver-em-paz-2/>.
"Cruzar as distâncias entre os continentes para, do outro lado do mundo, contar para as areias de uma praia jamais vista antes sobre a vida de uma planície"

A expressão destacada no trecho acima tem função:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: CREMERS Prova: Ibest - 2026 - CREMERS - Médico Fiscal |
Q4401164 Português

Texto para a questão.  





Carlos Vogt. Vacinas e vacinações. Com Ciência, n. 162, Campinas, out. 2014. Internet:  <https://comciencia.scielo.br> (com adaptações). 

No trecho “na publicação em que nasce o termo ‘vacina’, a expressão usada por Jenner é, em latim, variolae vaccinae” (terceiro parágrafo), o segmento “o termo ‘vacina’” exerce a função sintática de 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: CREMERS Prova: Ibest - 2026 - CREMERS - Médico Fiscal |
Q4401163 Português

Texto para a questão.  





Carlos Vogt. Vacinas e vacinações. Com Ciência, n. 162, Campinas, out. 2014. Internet:  <https://comciencia.scielo.br> (com adaptações). 

Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do trecho “Contra a varíola, eu e os de minha geração experimentamos várias das técnicas de vacinação aplicadas às escolas públicas nos anos 1940 e 1950” (último parágrafo) caso fosse realizada a supressão da expressão  
Alternativas
Q4400931 Português
Leia o trecho: “A equipe responsável pela biblioteca organizou os livros arrecadados durante a campanha e encaminhou o material às escolas participantes.”
Considerando as vozes verbais e a possibilidade de transformação da estrutura sintática sem alteração essencial do sentido, analise as alternativas.
Assinale aquela que apresenta corretamente a passagem da primeira oração para a voz passiva analítica.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: CREMERS Prova: Ibest - 2026 - CREMERS - Agente Fiscal |
Q4399823 Português

Texto para a questão.  





Moacyr Scliar. Território da emoção. São Paulo: Companhia

das Letras, 2013. Internet: <www.revistaprosaversoearte.com> (com adaptações).

A vírgula logo após “manuais”, no último período do primeiro parágrafo, está empregada com a finalidade de  
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: CREMERS Prova: Ibest - 2026 - CREMERS - Agente Fiscal |
Q4399822 Português

Texto para a questão.  





Moacyr Scliar. Território da emoção. São Paulo: Companhia

das Letras, 2013. Internet: <www.revistaprosaversoearte.com> (com adaptações).

No trecho “A literatura muitas vezes se inspirou na doença e na figura do médico para nos dar algumas obras magistrais” (segundo parágrafo), o termo “nos” exerce a função sintática de 
Alternativas
Q4399414 Português
Leia atentamente o parágrafo a seguir para responder à questão.


O desenvolvimento das novas tecnologias e a possibilidade de criação de redes de comunicação, de interesses específicos, técnicas, utilizando os mais variados recursos, meios e canais, são fundamentais para o desenvolvimento de novas formas de expressão hipertextual. Podemos dizer que o desenvolvimento da multimídia, as novas formas interativas de acesso à informação, as conferências e redes via computação representam o mais novo território de disputa e luta na sociedade. As redes de movimentos sociais utilizam-se da possibilidade que oferecem as redes tecnológicas, de troca horizontal de informação, para fortalecer suas estratégias de conquista de espaço na sociedade.

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.87).
Seja o seguinte período extraído do parágrafo:

“Podemos dizer que o desenvolvimento da multimídia, as novas formas interativas de acesso à informação, as conferências e redes via computação representam o mais novo território de disputa e luta na sociedade.”

No período destacado, a vírgula foi empregada para
Alternativas
Q4399409 Português
Leia com atenção o texto a seguir, para responder à questão.


    [...]

    Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e vice-versa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas. Sem falar que a hipermídia nos permite derrubar as fronteiras entre as profissões, já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões, seja em um curso de Direito, Biologia ou Comunicação.

    Comecei a perceber no dia a dia que a textura híbrida da hipermídia entrelaçou a sociedade pós-moderna em uma hierarquizada replicação rizomática de Deleuze, que foi capaz de prever a desterritorialização da escrita, saindo de um regime maquínico – com o livro e a imprensa como seus maiores expoentes – e torna-se um rizoma orgânico na web. Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões. [...]

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.79). 
Leia atentamente o seguinte período extraído do texto:

“Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões.”

Está correto o que se afirma sobre o referido período em: 
Alternativas
Q4399407 Português
Leia com atenção o texto a seguir, para responder à questão.


    [...]

    Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e vice-versa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas. Sem falar que a hipermídia nos permite derrubar as fronteiras entre as profissões, já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões, seja em um curso de Direito, Biologia ou Comunicação.

    Comecei a perceber no dia a dia que a textura híbrida da hipermídia entrelaçou a sociedade pós-moderna em uma hierarquizada replicação rizomática de Deleuze, que foi capaz de prever a desterritorialização da escrita, saindo de um regime maquínico – com o livro e a imprensa como seus maiores expoentes – e torna-se um rizoma orgânico na web. Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões. [...]

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.79). 
Seja o seguinte fragmento extraído do 1º parágrafo:
“Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e viceversa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas.”
Sobre as classes de palavras que formam a tessitura do fragmento, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4399383 Português
DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: UM PROBLEMA GLOBAL


   Os alimentos são desperdiçados em toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola, que inclui a superprodução sazonal e o manejo inadequado das rotas de venda de alimentos frescos, especialmente frutas, vegetais e peixe, até o lixo doméstico, que transforma os alimentos em resíduos. Este não é apenas um problema econômico, mas também um problema ecológico. […]
    Embora os percentuais de perdas variem de país para país, os resultados são preocupantes e exigem ações coordenadas a serem tomadas e implementadas a fim de reverter a situação. A ordem de prioridade proposta pela FAO dá uma hierarquia de ações com um grau de coerência: prevenção, aproveitamento, reciclagem, substituição, incineração de resíduos com recuperação de energia e eliminação sem recuperação de energia. […] O desperdício de alimentos é um grave problema mundial que precisa ser enfrentado e que deve levar à geração de círculos virtuosos para transformar a perda em uso.
    Portanto, o combate ao desperdício é uma tarefa de todos. E nós temos a oportunidade de sermos protagonistas nesse desafio. Já é comum vermos ONGs, empresas e instituições dedicadas a essa causa, mas somente elas, não são suficientes. Precisamos do envolvimento coletivo de toda a sociedade. Afinal, se cada um colaborar com a sua parte, no seu dia a dia, podemos fazer a diferença e ter um mundo mais sustentável.


GALLO, Alicia. El desperdicio de alimentos: un problema global. Página/12, [S. l.], 13 out. 2022. Disponível em: https://www.pagina12.com.br; https://www.ejemplos.co/br/texto argumentativo. (Adaptado). Acesso em: 6 out. 2026.
Considere o período a seguir, extraído do texto:
"O desperdício de alimentos é um grave problema mundial que precisa ser enfrentado e que deve levar à geração de círculos virtuosos para transformar a perda em uso."
Sobre os pronomes relativos destacados, é correto afirmar que:
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Q4398809 Português
O serviço público como motor de mobilidade social no brasil 


    Em um país de desigualdades profundas, o serviço público sempre foi mais do que uma estrutura administrativa, sendo um dos raros caminhos capazes de promover verdadeira mobilidade social. Por meio do concurso público, o Brasil construiu um modelo que permite que o mérito e o esforço individual superem as barreiras impostas pela origem social. Enquanto o mercado de trabalho privado ainda depende fortemente de redes de contato, capital inicial ou oportunidades concentradas em grandes centros, o concurso público oferece um caminho claro e impessoal. É uma política de Estado que abriu portas para milhões de brasileiros que, pela via tradicional, dificilmente teriam alcançado estabilidade financeira e reconhecimento profissional.

    Nas últimas décadas, essa forma de ingresso permitiu que o Estado brasileiro se tornasse mais plural e representativo. Filhos de agricultores, de servidores, de operários e de trabalhadores informais encontraram no estudo a possibilidade de mudar de vida e, ao mesmo tempo, de servir ao país. Carreiras como magistério, segurança pública, auditoria fiscal e gestão administrativa são exemplos de como o serviço público abriga histórias de superação e ascensão baseadas no mérito.

    A estabilidade e o plano de carreira, frequentemente mal interpretados como privilégios, são na verdade instrumentos que asseguram autonomia e continuidade. Eles garantem que o servidor possa exercer sua função com independência técnica, sem se submeter a pressões políticas ou mudanças de governo. A estabilidade é também o que torna essas carreiras atrativas para pessoas de diferentes origens, oferecendo segurança e perspectiva em um país em que a informalidade ainda atinge cerca de 40% da população economicamente ativa.

    A valorização do servidor, portanto, não é apenas uma questão corporativa. É uma política pública de combate à desigualdade. Ao dar previsibilidade e dignidade a quem serve ao Estado, o serviço público contribui para reduzir as distâncias sociais e fortalecer as instituições.

    Nos últimos anos, no entanto, esse modelo tem sido alvo de propostas que, sob o argumento da modernização, podem alterar profundamente sua lógica de mérito e estabilidade. A mais emblemática delas é a Reforma Administrativa (PEC 38/2025), que prevê mudanças estruturais no regime de vínculos e carreiras.

[...]

    Mais do que discutir custos e estruturas, é preciso compreender o papel social que o serviço público cumpre na formação de um país mais justo. Ele não apenas sustenta políticas públicas, mas também representa um projeto de nação que reconhece o valor do esforço individual e da educação como caminhos de transformação. Preservar o concurso e a estabilidade é preservar essa promessa de mobilidade, de dignidade e de progresso que o serviço público sempre simbolizou para o povo brasileiro.


Disponível em: https://cnsp.org.br/artigos/o-servico-publicocomo-motor-de-mobilidade-social-no-brasil. Acesso em: 15 ago. 2026. 
Em relação à construção morfossintática do trecho “Ele não apenas sustenta políticas públicas, mas também representa um projeto de nação que reconhece o valor do esforço individual e da educação como caminhos de transformação”, é CORRETO afirmar que:
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Q4398807 Português
Ética não é opinião, nem circunstância


Você já ouviu falar em “Ethical fading”? Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, a ética consiste em um conjunto de valores e princípios, uma espécie de juiz interno que regula três forças importantes de nossa vida: o querer, o poder e o fazer. Enfrentamos uma batalha constante entre estas três forças. Este julgamento dinâmico interno não se relativiza a partir de nossa opinião e sim está conectado, relacionado aos valores e princípios da sociedade / comunidade na qual estamos inseridos. “A nossa opinião sobre o que é certo ou errado se subordina de certa forma às regras da comunidade que participamos, da empresa que trabalhamos, por exemplo”.

    Tais regras, princípios e valores se alteram com o tempo, jurisdição e estágio de evolução da própria sociedade. A todo momento, novas complexidades se somam ao dicionário de princípios e valores, daí a dificuldade na tomada de decisão com foco em comportamento “ético”.

    De uma maneira geral, as grandes crises e fraudes corporativas, tais como Enron, WorldCom, Petrobrasna Lava-jato e, mais recentemente, ocaso Americanas, entre tantas outras, não nasceram de grandes rupturas com os princípios éticos vigentes e sim de pequenos atos de permissividade, muitas vezes, no limite do que é legal. Isto acontece, na verdade, na nossa rotina diária. “A cada decisão, consultamos nosso juiz interno, que regula nosso querer, poder e fazer e aí então tomamos a decisão mais alinhada com nossos princípios e valores”. No entanto, sob pressão excessiva, liderança ausente ou ineficiente, cultura organizacional orientada ao resultado de curto prazo e não a criação de valor sustentável, os aspectos técnicos e materiais de nossas decisões podem fazer com que os aspectos éticos desvaneçam ou simplesmente desapareçam de vista. Denominamos esse processo de “ethical fading”, traduzível para português como o apagamento da ética.

    Nesse modelo mental, pessoas aparentemente éticas encontram razões para contornarem seus princípios intrínsecos e tomarem decisões que podem colocar suas carreiras e mesmo suas empresas em risco. Considerações como “todos fazem isso”; “faremos somente desta vez”; “não é ilegal”; “os fins justificam os meios”; “tenho apoio total de meu gestor” ou “nesta empresa isso é normal” são sintomas claros de que o “ethical fading” está se instalando no processo decisório individual e corporativo. E o que é pior: esse processo tende a ser evolutivo. As pessoas acabam se sentindo confortáveis com pequenas concessões e, com o tempo, as transgressões se acumulam. Por fim, acabam destruindo carreiras e até mesmo empresas.

    “Cabe à liderança disseminar e garantir a aplicação do conceito de que as circunstâncias e opiniões pessoais não devem ser colocadas acima dos princípios éticos”. Cabe a cada profissional zelar pela integridade de suas decisões, sejam elas de que magnitude forem. Aqui vale a máxima de que a ocasião não faz o ladrão, simplesmente o torna visível.

    Na dúvida vale a pena seguir o pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant (1724–1804), um dos principais pensadores do Iluminismo, com grande foco na ética e metafisica: “Tudo o que não puder contar como fez; não o faça! Se há razões para não contar; há para não o fazer.”

    Cuide para que o “ethical fading” não invada sua mente e, se você ocupa uma posição de liderança, cuide para que sua organização não seja tolerante com este terrível inimigo, mesmo quando estão em jogo os resultados e a performance de curto prazo. Não faça concessões fatais.

    Jorge Sant’Anna é diretor-presidente e cofundador da BMG Seguros e membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Bancos.


Disponível em: https://revista.istoedinheiro.com.br/eticanao-e-opiniao-nem-circunstancia. Acesso em: 20 ago. 2026.
O texto apresenta estruturas que representam depoimentos, como as que ocorrem em:

“... às regras da comunidade que participamos, da empresa que trabalhamos, por exemplo”

Considerando o gênero textual, o suporte em que o texto foi publicado, os interlocutores envolvidos e o tema discutido, é conveniente e adequado que seja empregada a linguagem culta, de acordo com a norma-padrão da língua escrita. No entanto, em relação ao trecho destacado acima, verifica-se:
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Q4398381 Português
Texto para a questão


Desaprender é vital


   Para o CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, as empresas não devam ter medo de errar ao adotarem ferramentas de IA em seus processos.

  Inteligência Artificial é a expressão da moda em diversos setores, mas será que as companhias brasileiras estão prontas para a implantação de automação por meio dessa tecnologia em suas práticas do dia a dia? O CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, usou o seu conhecimento na área para escrever o livro “Mindset de IA” (Ed. Gente), no qual aponta que, mais do que mudanças operacionais, as empresas precisam mudar de mentalidade para não ficarem para trás e obterem sucesso quando o assunto é automação e o uso das IAs generativas. Para ele, as corporações precisam se permitir errar com a IA.

  “Os profissionais precisarão desaprender muitas das práticas que utilizaram até hoje e reaprender a extrair o verdadeiro potencial da tecnologia, entendendo como pode gerar valor contínuo para os processos e para o conhecimento da organização. A IA pensa, mas a decisão final e a responsabilidade continuam sendo humanas. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa”, afirma Horn.

   O que o seu livro traz de diferente do que vem sendo debatido sobre IA nas empresas?

  O grande diferencial está em focar no modelo mental (mindset) necessário para a implementação da IA, em vez de tratar o tema apenas como a adoção de uma nova ferramenta técnica. Em vez de se concentrar na simples operação de plataformas, o debate deve ser o que os líderes, executivos e empreendedores precisam desaprender de suas vivências passadas e o que devem reaprender para lidar com essa inovação.

  O principal objetivo do livro é ensinar como compreender o verdadeiro potencial da tecnologia para gerar valor real para o negócio, para os processos internos e para o conhecimento acumulado da organização. O sucesso com a IA não se resume a implementar ou adotar um sistema tecnológico, mas sim a uma necessidade profunda de transformar todo o negócio por meio da adoção de uma mentalidade adequada para usufruir de verdade de tudo o que essa tecnologia tem a oferecer.

 Muitos empresários e executivos ainda temem o uso de IA em processos mais elaborados nas empresas. O que você diria para essas pessoas?

  Executivos e empresários devem encarar o erro nessa implementação como uma parte absolutamente essencial do processo de experimentação com a Inteligência Artificial. Não devem ter medo de estimular ao máximo que as equipes experimentem a tecnologia. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa. O próprio Elon Musk [fundador da Tesla e da Space X, entre outros negócios, e primeiro financiador da OpenAI] comemorou a explosão de um de seus foguetes justamente pelo conhecimento valioso extraído daquele evento. À medida que a empresa treina e aprende com os próprios erros, ela adquire um ganho muito grande de maturidade. Os líderes precisam aceitar esse trade-off e entender que é natural testar diversas abordagens que talvez não tragam retorno financeiro imediato ou que acabem sendo descartadas mais tarde, mas apenas passando por essa fase prática é possível descobrir se realmente vale a pena usar a IA em determinados processos. Cultivar a experimentação contínua e a tolerância à falha é o conselho central para criar o modelo mental adequado e bem-sucedido na adoção dessa tecnologia. Mas claro que o elemento humano vai continuar sendo muito importante, porque a IA pensa, mas é o ser humano que decide. Assim como uma pessoa não deve seguir um aplicativo de rotas cegamente para dentro de uma área perigosa da cidade, as empresas precisam manter o controle final e a responsabilidade de avaliar as decisões da máquina. Essa habilidade é muito mais permanente do que as ferramentas em si.


Disponível em: https://revista.istoe.com.br/wp-content/ uploads/sites/30/2026/05/IstoE-Edicao-36.pdf. Acesso em 16 ago. 2026. 
No trecho “A decisão final e a responsabilidade continuam sendo humanas”, o adjetivo “humanas”:
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Q4398344 Português
TEXTO


FLORESTAS DE MONOCULTURA AGRAVAM INCÊNDIOS NA EUROPA


   Incêndios florestais quase sempre precisam de uma faísca para começar, seja por um raio, incêndio criminoso ou pelo contato do escapamento quente de um carro com a vegetação seca.
   No caso dos incêndios florestais históricos do verão de 2026 na Europa, a principal causa apontada foi o contato de máquinas com a vegetação seca. Na França, autoridades acreditam que uma máquina de roçagem que operava próxima a uma linha de alta tensão tenha dado início ao fogo. Na Espanha, as investigações atribuem a tragédia a máquinas pesadas e suas faíscas. Mas essas conclusões explicam apenas como os incêndios começaram, e não por que eles se transformaram nos megaincêndios que devastaram o continente no verão.
    Uma combinação de mudanças climáticas, planejamento insuficiente e florestas plantadas de maneira que favorece a rápida propagação das chamas foram, estas sim, as principais causas do fenômeno, segundo especialistas. “Não é que os incêndios florestais sejam algo mágico e simplesmente comecem. É preciso haver as condições climáticas para isso”, disse Silvia Abruscato, coordenadora da FoRISK, uma rede europeia de gestão de riscos florestais.
     Os cientistas apontam três fatores que determinam se um incêndio florestal se espalhará rapidamente: a quantidade de vegetação disponível para queimar, o grau de ressecamento dessa vegetação e as condições meteorológicas ao redor do fogo.
      “Quando essas três condições são altamente favoráveis aos incêndios e coincidem, então você tem esse tipo de evento”, disse Francesca Di Giuseppe, coordenadora de um projeto de previsão de incêndios no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.
     As mudanças climáticas estão tornando essas condições mais comuns e mais intensas. Uma análise rápida do grupo World Weather Attribution concluiu que o aquecimento global tornou muito mais provável a ocorrência das condições meteorológicas extremas que favoreceram os incêndios de verão na Espanha e na França.
    Uma das razões é um fenômeno chamado “chicote hidroclimático”, no qual ecossistemas alternam abruptamente entre condições úmidas e secas. Em essência, à medida que o planeta aquece, a atmosfera retém mais umidade, intensificando as chuvas que estimulam o crescimento da vegetação. “Isso criou uma abundância de biomassa que depois secou rapidamente durante uma sequência de ondas de calor”, disse Di Giuseppe.
      Na primavera, uma atmosfera mais quente retira água do solo e das plantas. A seca se agrava, a vegetação resseca e as paisagens tornam-se muito mais fáceis de incendiar. Em termos simples, invernos úmidos produzem combustível, e primaveras secas transformam esse combustível em material ideal para pegar fogo.
     No verão de 2026, isso significou incêndios surgindo quase simultaneamente na França, Espanha, Grécia e Turquia, todos impulsionados pelo mesmo padrão generalizado de calor e seca. Nesse ciclo, os próprios incêndios acabam agravando o aquecimento global. Segundo dados da União Europeia, os incêndios de 2026 emitiram em torno de 18 milhões de toneladas de CO₂, gás que contribui para o problema.
    Depois que um incêndio começa, milhares de bombeiros podem levar dias ou semanas para controlar as chamas. Isso ocorre, em parte, por causa da forma como as florestas foram manejadas ao longo de décadas. Em partes da Europa, grandes áreas foram plantadas como monoculturas, dominadas por uma única espécie cultivada para produção rápida de madeira.
    “Alguns dos incêndios que estamos vendo na França e na Espanha ocorrem em locais onde existem árvores altamente inflamáveis, relativamente finas e que frequentemente crescem muito próximas umas das outras, de modo que o fogo se espalha com muita facilidade”, disse Doug Kelley, modelador de superfícies terrestres do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido.
       Mais de três quartos da floresta Landes de Gascogne, no sudoeste da França são compostos por pinheiro-marítimo. Criada depois que Napoleão 3 ordenou, em 1857, a drenagem dos pântanos da região e o plantio de pinheiros, ela se tornou a maior floresta artificial da Europa. 
     Mas essa espécie de pinheiro perde agulhas grossas que cobrem o solo da floresta, fornecendo grande quantidade de combustível para incêndios. Como as árvores têm idade e altura semelhantes em vastas áreas, elas são particularmente vulneráveis a incêndios de rápida propagação.
      Outra árvore de crescimento rápido usada para produção de madeira é o eucalipto. Em Portugal, essa espécie rica em óleo, que representa mais de um quarto da área florestal do país, queimou extensamente durante a mortal temporada de incêndios de 2017.
      “Em algumas regiões da Europa, terras agrícolas e áreas de arbustos com menor biomassa foram substituídas por espécies de coníferas ou eucaliptos, mais propensas a incêndios e de maior rentabilidade econômica, aumentando o risco de fogo”, escreveu a Comissão Europeia em um relatório de estudo de caso sobre os incêndios portugueses de 2017.
    Isso inclui a Espanha, onde cerca de 3 milhões de hectares de antigas áreas agrícolas e pastagens foram plantados com pinheiros e eucaliptos durante e após a ditadura de Francisco Franco, que durou de 1939 a 1975.
    Os bombeiros continuarão desempenhando um papel crucial no combate aos incêndios florestais. Mas especialistas afirmam que reduzir o risco antes que os incêndios comecem é igualmente importante. Isso passa por enfrentar as emissões de gases de efeito estufa que impulsionam as mudanças climáticas e intensificam eventos meteorológicos extremos.
     “Tentar evitar, antes de tudo, que a paisagem se torne tão inflamável é uma das formas mais eficazes de evitar esse tipo de comportamento extremo do fogo”, afirmou Di Giuseppe. Substituir monoculturas por florestas mistas também ajudaria significativamente. Florestas com maior diversidade de espécies costumam resistir melhor à seca, tempestades de vento, surtos de insetos e incêndios, porque diferentes árvores reagem de maneiras distintas aos estresses ambientais.
      A Alemanha oferece um caso instrutivo de manejo florestal. A demanda por madeira após a Segunda Guerra Mundial levou ao plantio de abetos em cadeias montanhosas como a região do Harz, na antiga Alemanha Oriental. Mas essas monoculturas mostraram-se vulneráveis à seca e à infestação por besouros da casca. Atualmente, engenheiros florestais trabalham para convertê-las em florestas mistas e aumentar sua resiliência.
      O plantio de árvores caducifólias de folhas largas, como carvalhos, faias ou bordos, também pode ajudar, pois elas normalmente armazenam mais umidade do que as coníferas. Árvores com casca grossa, menos galhos baixos e maior teor de umidade tendem a ser mais resistentes ao fogo.
    Um estudo de simulação realizado após os incêndios de 2017 em Portugal constatou que incêndios que superaram a capacidade de resposta dos bombeiros em áreas de pinheiros e eucaliptos, com chamas superiores a quatro metros de altura, poderiam ser contidos em florestas de árvores de folhas largas, onde as chamas ficavam abaixo de um metro e meio.
      Especialistas em silvicultura também recomendam criar espaços entre as fileiras de árvores para desacelerar a propagação do fogo, bem como podar os galhos mais baixos para impedir que as chamas alcancem rapidamente as copas. Limpar o solo florestal de folhas secas inflamáveis e madeira morta, além de realizar queimadas controladas para reduzir a vegetação rasteira antes da temporada de incêndios, também ajuda. “Precisamos manejar nossas florestas adequadamente para evitar que desastres tão grandes aconteçam. Portanto, prevenção, prevenção, prevenção”, disse Abruscato.



Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/florestas-demonocultura-agravam-incêndios-na-europa/a-78214751. Adaptado. Acesso em: 2 de setembro de 2026.
Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma locução prepositiva.
Alternativas
Respostas
81: C
82: B
83: B
84: C
85: E
86: C
87: A
88: D
89: B
90: A
91: A
92: B
93: C
94: D
95: B
96: C
97: C
98: B
99: C
100: B