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Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.968 questões

Q4209111 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
No trecho “Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.”, quanto à colocação pronominal das duas ocorrências de “se”, observa-se que sua posição no período decorre de um condicionamento sintático que:
Alternativas
Q4209106 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
Considere o fragmento abaixo:

“Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono”
No fragmento, o emprego do ponto e vírgula, das vírgulas e dos parênteses contribui para a organização sintático-discursiva do período, de modo que tais sinais de pontuação estruturam o enunciado como uma construção que:
Alternativas
Q4209103 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
No período “Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares”, a forma verbal “abolindo” encabeça uma construção que, do ponto de vista da sintaxe, constitui uma oração:
Alternativas
Q4209068 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I 

 

A Ética na Era Digital: Formando Cidadãos Conscientes e Responsáveis 


Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes

Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca. 


Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.


A ética digital não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia. Trata-se de um compromisso profundo com os valores que sustentam a convivência em sociedade – como o respeito, a responsabilidade, a empatia e a justiça – aplicados agora a contextos cada vez mais complexos. Em um universo onde dados, imagens e ideias circulam em tempo real, a consciência sobre os impactos de nossas ações ganha nova dimensão. Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências. Notícias falsas, discursos de ódio, cyberbullying, vazamentos de dados e manipulações algorítmicas são sintomas de um mundo digital ainda carente de maturidade ética. E é na escola que essa consciência precisa ser cultivada, com diálogo, reflexão crítica e formação de valores sólidos.


A educação ética no ambiente digital começa com a alfabetização digital crítica. Os estudantes devem ser preparados para identificar informações confiáveis, compreender o funcionamento das plataformas, questionar as narrativas dominantes e reconhecer os riscos associados à superexposição e à desinformação. Saber usar a tecnologia com segurança é apenas o ponto de partida.


As discussões sobre privacidade, consentimento, liberdade de expressão e responsabilidade digital devem fazer parte do cotidiano escolar. A formação ética não se dá apenas por meio de regras e orientações, mas pela vivência e pelo exemplo. Professores e gestores precisam criar espaços seguros para o debate, promovendo uma cultura de respeito, escuta e corresponsabilidade.


Além disso, é essencial estimular a empatia digital. Ensinar os alunos a se colocarem no lugar do outro também no ambiente virtual é uma forma de humanizar a tecnologia. A convivência digital exige as mesmas qualidades da convivência presencial: gentileza, diálogo, tolerância às diferenças e capacidade de resolver conflitos de forma não violenta.


A ética na era digital é também uma questão de cidadania. O uso consciente da tecnologia fortalece a democracia, promove o bem comum e combate desigualdades. Os estudantes precisam compreender que são agentes ativos nesse processo: suas escolhas importam, suas vozes têm poder e sua atuação pode contribuir para uma internet mais segura, justa e inclusiva.


Formar cidadãos éticos para o mundo digital é formar seres humanos completos para a vida. Não se trata de resistir à tecnologia, mas de guiar sua utilização com sabedoria e responsabilidade. Em tempos de transformação acelerada, é a ética que nos dá rumo. E é a educação que nos dá as ferramentas para praticá-la com profundidade, consistência e coragem.


Fonte:https://abmes.org.br/blog/detalhe/18952/a-etica-na-era-digital-formando-cidadaos-conscientes-e-responsaveis Acesso em 18 abr. 2026

Ainda no Texto I, em “Aeducação enfrenta um desafio”, o sujeito é:
Alternativas
Q4209067 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I 

 

A Ética na Era Digital: Formando Cidadãos Conscientes e Responsáveis 


Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes

Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca. 


Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.


A ética digital não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia. Trata-se de um compromisso profundo com os valores que sustentam a convivência em sociedade – como o respeito, a responsabilidade, a empatia e a justiça – aplicados agora a contextos cada vez mais complexos. Em um universo onde dados, imagens e ideias circulam em tempo real, a consciência sobre os impactos de nossas ações ganha nova dimensão. Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências. Notícias falsas, discursos de ódio, cyberbullying, vazamentos de dados e manipulações algorítmicas são sintomas de um mundo digital ainda carente de maturidade ética. E é na escola que essa consciência precisa ser cultivada, com diálogo, reflexão crítica e formação de valores sólidos.


A educação ética no ambiente digital começa com a alfabetização digital crítica. Os estudantes devem ser preparados para identificar informações confiáveis, compreender o funcionamento das plataformas, questionar as narrativas dominantes e reconhecer os riscos associados à superexposição e à desinformação. Saber usar a tecnologia com segurança é apenas o ponto de partida.


As discussões sobre privacidade, consentimento, liberdade de expressão e responsabilidade digital devem fazer parte do cotidiano escolar. A formação ética não se dá apenas por meio de regras e orientações, mas pela vivência e pelo exemplo. Professores e gestores precisam criar espaços seguros para o debate, promovendo uma cultura de respeito, escuta e corresponsabilidade.


Além disso, é essencial estimular a empatia digital. Ensinar os alunos a se colocarem no lugar do outro também no ambiente virtual é uma forma de humanizar a tecnologia. A convivência digital exige as mesmas qualidades da convivência presencial: gentileza, diálogo, tolerância às diferenças e capacidade de resolver conflitos de forma não violenta.


A ética na era digital é também uma questão de cidadania. O uso consciente da tecnologia fortalece a democracia, promove o bem comum e combate desigualdades. Os estudantes precisam compreender que são agentes ativos nesse processo: suas escolhas importam, suas vozes têm poder e sua atuação pode contribuir para uma internet mais segura, justa e inclusiva.


Formar cidadãos éticos para o mundo digital é formar seres humanos completos para a vida. Não se trata de resistir à tecnologia, mas de guiar sua utilização com sabedoria e responsabilidade. Em tempos de transformação acelerada, é a ética que nos dá rumo. E é a educação que nos dá as ferramentas para praticá-la com profundidade, consistência e coragem.


Fonte:https://abmes.org.br/blog/detalhe/18952/a-etica-na-era-digital-formando-cidadaos-conscientes-e-responsaveis Acesso em 18 abr. 2026

O primeiro parágrafo do Texto I “Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.” é composto majoritariamente por: 
Alternativas
Q4208694 Português
NR-1: o que muda para o trabalhador com a nova regra sobre saúde mental? Entenda impactos


Atualização da norma torna explícita a obrigação das empresas de identificar, prevenir e reduzir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho, como assédio, metas abusivas e jornadas excessivas.


      A nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26) e aumenta a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores.

     A mudança obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental dos funcionários, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma responsabilidade individual do trabalhador e passa a ser vista também como uma questão ligada às condições e à organização do ambiente laboral.

     A atualização da NR-1 prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir fatores de risco. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais, além de fortalecer o combate ao assédio moral, sexual e a outras formas de violência no trabalho.


Qual a importância da NR-1 para os trabalhadores?


     Segundo especialistas ouvidos pelo G1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental. Como mostrou o G1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais por dois anos seguidos.

     Outro levantamento, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em dados do INSS, mostra que mais de duas mil profissões registraram afastamentos por transtornos mentais no país.

      No topo da lista, aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

     Segundo especialistas, as profissõesmais afetadas têmemcomumvínculosmais frágeis, pressão pormetas, jornadas extensas e maior exposição a riscos, como violência urbana e situações traumáticas — caso de técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.

     Com a atualização da NR-1, a expectativa é que esses números diminuam a partir da prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/27/nr-1-o-que-muda-para-o-trabalhador-com-a-nova-regra-sobre-saude-mental-notrabalho.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2026.

Apresenta função adjetiva o trecho ressaltado na alternativa:
Alternativas
Q4208688 Português
NR-1: o que muda para o trabalhador com a nova regra sobre saúde mental? Entenda impactos


Atualização da norma torna explícita a obrigação das empresas de identificar, prevenir e reduzir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho, como assédio, metas abusivas e jornadas excessivas.


      A nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26) e aumenta a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores.

     A mudança obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental dos funcionários, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma responsabilidade individual do trabalhador e passa a ser vista também como uma questão ligada às condições e à organização do ambiente laboral.

     A atualização da NR-1 prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir fatores de risco. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais, além de fortalecer o combate ao assédio moral, sexual e a outras formas de violência no trabalho.


Qual a importância da NR-1 para os trabalhadores?


     Segundo especialistas ouvidos pelo G1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental. Como mostrou o G1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais por dois anos seguidos.

     Outro levantamento, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em dados do INSS, mostra que mais de duas mil profissões registraram afastamentos por transtornos mentais no país.

      No topo da lista, aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

     Segundo especialistas, as profissõesmais afetadas têmemcomumvínculosmais frágeis, pressão pormetas, jornadas extensas e maior exposição a riscos, como violência urbana e situações traumáticas — caso de técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.

     Com a atualização da NR-1, a expectativa é que esses números diminuam a partir da prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/27/nr-1-o-que-muda-para-o-trabalhador-com-a-nova-regra-sobre-saude-mental-notrabalho.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2026.

Segundo especialistas, as profissões mais afetadas têm em comum vínculos mais frágeis [...]”
No trecho antecedente, o termo ressaltado desempenha função de: 
Alternativas
Q4208369 Português

 Leia o Texto II para responder à questão.


 Texto II

  Disponível em: https://www.instagram.com/p/DZh1tLiAGaO/?img_index=1 Acesso em: 17 jun. de 2026.

No que se refere à classificação morfológica dos vocábulos e às funções sintáticas por eles desempenhadas nos fragmentos destacados, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4208366 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I


O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.

 

Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].

Assinale a alternativa CORRETA a respeito da pontuação empregada no fragmento abaixo destacado, extraído do Texto I.
“Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, (1) contratos, (2) portais de internet, (3) apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, (4) por exemplo, (5) marcar um exame no SUS, (6) matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz” (1º parágrafo).
I- A vírgula (6) é facultativa, pois sua função é apenas indicar uma pausa estilística do autor, sem relação com a organização sintática do período.
II- As vírgulas (1) e (2) são empregadas para separar elementos que compõem uma enumeração.
III- As vírgulas (4) e (5) isolam a expressão “por exemplo”, de valor exemplificativo.
IV- As vírgulas (4) e (5) poderiam ser suprimidas sem qualquer prejuízo à correção gramatical ou à clareza do enunciado.
V- A vírgula (6) separa orações que compartilham o mesmo valor sintático dentro da enumeração iniciada por “marcar um exame no SUS”.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4208362 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I


O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.

 

Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].

Analise as assertivas abaixo acerca das relações sintáticas estabelecidas no fragmento “Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) aquela que emite a certificação ISO 9001 publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples” (3º parágrafo).
I- A expressão “Em junho de 2023” exerce a função sintática de adjunto adverbial de tempo, indicando a circunstância em que ocorreu o fato expresso pelo verbo da oração principal.
II- O segmento “aquela que emite a certificação ISO 9001” exerce a função de vocativo, tendo por finalidade interpelar diretamente o leitor.
III- O excerto “a primeira norma internacional de Linguagem Simples” desempenha a função de objeto direto do verbo “publicou”.
IV- A expressão “de Normalização”, em “Organização Internacional de Normalização”, exerce a função de objeto indireto, por completar o sentido do substantivo “Organização” mediante preposição.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4208359 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I


O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.

 

Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].

Observe os fragmentos “Collor confiscou as poupanças” e “as poupanças foram confiscadas por Collor” (1º parágrafo), extraídos do Texto I, e analise as assertivas que seguem.
I- O fragmento “as poupanças foram confiscadas por Collor” está na voz passiva sintética.
II- Em “Collor confiscou as poupanças”, “Collor” funciona sintaticamente como sujeito da oração.
III- Em “as poupanças foram confiscadas por Collor”, “Por Collor” funciona como agente da passiva.
IV- No fragmento “Collor confiscou as poupanças”, o complemento verbal é do tipo indireto.
V- Transpondo o fragmento “Collor confiscou as poupanças” para a voz passiva, o objeto direto “as poupanças” será transformado em sujeito da passiva.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4208253 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Analise as alternativas e assinale a CORRETAacerca das relações coesivas observadas no Texto I.
Alternativas
Q4208248 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Considerando o fragmento “Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples” (1º parágrafo), analise as reformulações apresentadas a seguir e assinale a alternativa que reúne as reformulações que preservam a organização dos termos sem prejuízo à clareza e ao sentido original.

I- O governo federal, em novembro de 2025, aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples.
II- O governo federal aprovou, em novembro de 2025, a Política Nacional de Linguagem Simples.
III- O governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples em novembro de 2025.
IV- O governo federal aprovou a Política Nacional, em novembro de 2025, de Linguagem Simples.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4207552 Português

Leia o texto a seguir, para responder à questão.


“Um homem na estrada recomeça sua vida

Sua finalidade, a sua liberdade

Que foi perdida, subtraída

E quer provar a si mesmo que realmente mudou

Que se recuperou e quer viver em paz

Não olhar para trás

Dizer ao crime: nunca mais!

Pois sua infância não foi um mar de rosas, não

Na FEBEM, lembranças dolorosas, então

Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim

Muitos morreram sim, sonhando alto assim

Me digam quem é feliz

Quem não se desespera

Vendo nascer seu filho no berço da miséria?

Um lugar onde só tinham como atração

O bar, e o candomblé pra se tomar a bênção

Esse é o palco da história que por mim será contada

Um homem na estrada [...]


(Um homem na estrada, Racionais MC’S, 1993)

Leia com atenção o período a seguir e responda à questão abaixo.
“Na infância, várias tragédias já a haviam assombrado.” Temos uma oração:
Alternativas
Q4207384 Português
De acordo com Bechara (2019), analise as assertivas a seguir sobre o uso dos pronomes relativos das orações adjetivas:
I. O pronome relativo “que”, quando precedido da preposição necessária, pode exercer as funções de sujeito e predicativo.
II. O pronome “quem”, sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas, só se emprega precedido de preposição, e exerce as funções sintáticas de objeto indireto, objeto direto, complemento relativo, adjunto adverbial e agente da passiva.
III. Os pronomes “cujo(s)” e “cuja(s)”, precedidos ou não de preposição, valem sempre “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais” (caso em que a preposição “de” tem sentido de posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual concordam em gênero e número.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4207117 Português
Por que as gaivotas roubam comida?

Por Marlene Zuk



(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/por-que-as-gaivotas-roubam- comida-cientistas-fizeram-um-experimento-com-batatas-fritas-para-descobrir – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho “Muitas gaivotas são o que chamamos de cleptoparasitas, animais que roubam comida de outros indivíduos, sejam da mesma espécie ou de espécies diferentes”, o verbo “sejam” refere-se a: 
Alternativas
Q4207091 Português
Assinale a alternativa em que o predicado foi destacado.
Alternativas
Q4206365 Português

Leia o Texto I para responder à questão:


Texto I



O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.



O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.



    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.



Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado]. 

Analise as alternativas e assinale a CORRETA acerca das relações coesivas observadas no Texto I. 
Alternativas
Q4206021 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Proporção de crianças com celular cai; privacidade e segurança são os motivos mais citados


   A preocupação com a privacidade e a segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o modulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado no dia 02 de julho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

   No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez, desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024. A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com a privacidade e a segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022. Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

   O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

   "A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas", avalia Fontes.

  Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que se mantêm desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

   Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou uma estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população geral, o uso da internet subiu de 89,2%o para 90,5%.


Fonte: https://agenciabrasrl.ebc.com br/direitos-humanos/noticia/2026- 07 /proporcao-de-criancas-com-celular-cai-seguranca-e-motivo-mais - citado (adaptado).
Considere o seguinte trecho retirado do quinto parágrafo do texto: Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet. Sobre a palavra sublinhada, assinale a alternativa CORRETA em relação à sua classificação e flexão.
Alternativas
Q4204631 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

“O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade...” Nesse trecho do texto II, há 
Alternativas
Respostas
141: A
142: B
143: C
144: E
145: B
146: A
147: A
148: A
149: E
150: A
151: C
152: D
153: A
154: C
155: C
156: C
157: B
158: D
159: C
160: D