Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4391454 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia” (título), o verbo destacado classifica-se como intransitivo pois não necessita de complemento verbal.
( ) Em “O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura.” (2º par.), nota-se que os vocábulos em destaque são pronomes possessivos com função sintática de Adjuntos adnominais. Estes fazem referência, no contexto, à expressão “Casas Bahia”, ajudando, enquanto elementos coesivos anafóricos, na compreensão textual.
( ) Em “Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo.” (3º par.), os verbos em destaque são considerados impessoais, o que justifica o fato de contextualmente se encontrarem conjugados na terceira pessoa do singular.
( ) Em “...a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.” (4º par.), o pronome relativo em destaque retoma o Substantivo “processos” iniciando uma oração subordinada adjetiva restritiva.
( ) Em “Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego.” (7º par.), as palavras em destaque são homônimas perfeitas. Assim, exercem contextualmente a mesma função sintática de Adjuntos adverbiais de intensidade.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391214 Português
Analise o poema de Cecília Meireles e responda à questão.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles)
Com base na norma-padrão da língua portuguesa e na análise do poema “Retrato”, de Cecília Meireles, classifique as assertivas a seguir em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
I – ( ) No verso "Nem o lábio amargo", a elipse do verbo "tinha" e do padrão de demonstrativo configura um zeugma, mantendo-se a estrutura sintática de objeto direto composto em relação ao verbo da oração antecedente.
II – ( ) No trecho “Eu não tinha este coração / Que nem se mostra”, o vocábulo 'Que' classifica-se como pronome relativo com função sintática de sujeito, referindo-se ao termo antecedente 'coração'.
III – ( ) Caso o último período fosse reescrito mantendo o mesmo sentido e a relação semântica de lugar expressos no texto original, estaria correta a substituição por: "De que espelho ficou perdida a minha face?".
IV – ( ) No verso "Tão paradas e frias e mortas", a conjunção aditiva "e" é empregada de forma polissindética, atuando como elemento de coesão que intensifica o estado de inércia atribuído ao substantivo "mãos".
V – ( ) A substituição do vocábulo "Assim" (v. 2) por "Conquanto" preservaria a coerência textual e a correção gramatical do período, visto que ambos guardam valor estritamente explicativo no contexto lírico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4389442 Português
A pontuação, embora muitas vezes tratada como mero detalhe formal, exerce papel fundamental na organização sintática e na construção de sentido de um período.
Considerando as funções dos sinais de pontuação nos enunciados a seguir, analise as proposições a seguir.
I. Em "O gerente perguntou — havia algum problema com o pedido? — e aguardou em silêncio", o travessão foi empregado para introduzir a fala de um interlocutor diferente, isolando-a do restante do período.
II. Em "A empresa atende a demanda internacional (sobretudo a de países latino-americanos) com estoque próprio", os parênteses isolam um comentário acessório do narrador, inserido para acrescentar uma informação complementar sem interromper a estrutura sintática principal da oração.
III. Em "Ele hesitou antes de responder... talvez não devesse revelar tudo naquele momento", as reticências indicam a interrupção da fala, demonstrando que o personagem desistiu de responder.
IV. Em "O professor repetia: 'Quem havia escrito aquelas palavras na lousa?', o emprego de dois-pontos serve para introduzir uma explicação para a informação apresentada anteriormente.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4389434 Português
Um professor de Língua Portuguesa trabalhou em sala de aula a seguinte manchete de jornal:
"Chega a Guarulhos nova linha de transporte público"
Em uma primeira atividade, solicitou aos alunos apenas que classificassem o sujeito da oração como simples, composto ou oculto. Em uma segunda atividade, propôs a seguinte reflexão: "Por que o jornalista optou por iniciar a manchete pelo verbo 'chega', deixando o sujeito 'nova linha de transporte público' para o final da frase? Que efeito isso produz na leitura da notícia?"
Considerando as duas atividades propostas pelo professor, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4389105 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
Considere o terceiro parágrafo da crônica:

“Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.”

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura sintática das orações e à classificação do sujeito no fragmento lido.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Consultor Jurídico |
Q4387887 Português

Leia o trecho de uma manifestação jurídica:



A adoção de medidas preventivas destinadas a redução de riscos constitui importante instrumento de gestão pública. Não obstante, tais medidas devem observar os limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico, de modo que sua implementação não resulte em restrições desproporcionais aos direitos dos administrados. Além disso, compete aos agentes públicos avaliar os riscos associados às providências propostas e justificar adequadamente as decisões adotadas. Desse modo, a atuação preventiva somente será legítima quando estiver fundamentada em critérios objetivos e compatíveis com as normas aplicáveis.



Considerando os aspectos linguísticos e argumentativos do texto, avalie as afirmações.



I. No segmento “destinadas a redução de riscos”, a ausência do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão.


II. “Não obstante” introduz uma ideia de ressalva ou oposição em relação à afirmação anterior.


III. “De modo que” estabelece uma relação de consequência entre a implementação das medidas e a necessidade de evitar restrições desproporcionais.


IV. Em “compete aos agentes públicos avaliar os riscos”, a construção está de acordo com a norma-padrão de regência e concordância.


V. “Desse modo” introduz uma conclusão decorrente da argumentação desenvolvida anteriormente.



É correto apenas o que se afirma em:

Alternativas
Q4385551 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dia do Folclore: entenda importância das tradições populares na educação


O Dia do Folclore é celebrado internacionalmente no dia 22 de agosto. No Brasil, a data tem o objetivo de garantir a preservação do folclore brasileiro, além de incentivar o estudo das tradições.


O dia costuma retomar elementos da cultura popular brasileira: danças, ritmos, festas e lendas tradicionais, como as do Saci-Pererê, do Curupira, da Iara e do Boto-cor-de-rosa, entre outras. Mas, além de reforçar todas as tradições, esses conhecimentos também podem ser inseridos na educação.


Thaís Ciardella, coordenadora pedagógica na Roda Educativa, explica que o Dia do Folclore é uma oportunidade de abordar a diversidade cultural no planejamento escolar de uma maneira mais ampla, crítica e contextualizada.


"O mais potente é a comunidade escolar se colocar para identificar quais são os conhecimentos, quais são as manifestações culturais do próprio território, como cantigas, narrativas populares, manifestações culturais. É um saber tradicional; tudo isso pode ser objeto de pesquisa, de análise, de produção artística, de reflexão", avalia a coordenadora.


Ciardella reitera a necessidade de valorizar a história, a cultura afro-brasileira e indígena, dialogando com o que a própria legislação brasileira exige.


"É possível refletir sobre os diferentes saberes, sobre as diferentes linguagens, sobre a investigação sobre o território. E isso dialoga com o desenvolvimento integral e a valorização dos saberes ancestrais", afirma. Para a especialista, é preciso assumir o compromisso com a transmissão de saberes populares de uma geração para outra.


Ao analisar os efeitos de uma prática pedagógica que aplique os conhecimentos folclóricos, a especialista aponta que lendas, cantigas e brincadeiras populares podem reforçar o pertencimento.


"Essas expressões culturais vão permitindo que crianças, jovens e adultos se sintam pertencentes e produtores de saberes populares e de arte popular", explica.


Segundo Thaís Ciardella, a escola é o espaço para dialogar sobre todas as culturas. "Quando a gente fala das diversidades culturais, das histórias populares, dos saberes populares, a gente usa a identidade cultural do Brasil, mas a gente também usa a de outros países para valorizar as múltiplas culturas e identidades", detalha ela.


A coordenadora pedagógica explica que diferentes grupos sociais produzem folclore e culturas populares no Brasil contemporâneo. Por isso, é preciso ouvir reconhecer essas diversidades.     


"No caso das culturas indígenas e quilombolas, isso é especialmente importante para não reforçar no imaginário dos estudantes que esses são povos do passado. São povos historicamente presentes, com produções e lutas contemporâneas em meio aos desafios que vivenciamos para estruturar a sociedade brasileira no tempo presente", defende Ciardella.


A educadora ressalta que o ensino sobre saberes tradicionais e diversidade não se restringe a uma única data. "A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) assegura esse tipo de formação, com um currículo articulado que contemple os saberes dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e das comunidades tradicionais", pontua Thaís Ciardella.


A coordenadora pedagógica também lembra que o ensino sobre culturas populares não precisa ser restrito à educação infantil. "Isso pode aparecer em todas as etapas educacionais. Mais importante do que celebrar a data é garantir que esses diferentes saberes, manifestações e produções culturais façam parte da sociedade brasileira, que estejam presentes no currículo ao longo de todo ano", finaliza ela.


DIA do Folclore: 5 razões para as escolas celebrarem a data [adaptado]. CNN Brasil, [S. l.], 22 ago. 2025. Educação. Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/dia-do-folclore-5-razoes-para-a s-escolas-celebrarem-a-data/. Acesso em: 20 ago. 2026.   

"No caso das culturas indígenas e quilombolas, isso é especialmente importante para não reforçar no imaginário dos estudantes que esses são povos do passado. São povos historicamente presentes, com produções e lutas contemporâneas em meio aos desafios que vivenciamos para estruturar a sociedade brasileira no tempo presente."
Considerando os mecanismos de coesão e coerência utilizados no trecho, julgue as afirmativas a seguir.
I.O pronome 'isso' retoma cataforicamente o conteúdo apresentado na oração seguinte, antecipando a ideia de que os povos indígenas e quilombolas são historicamente presentes.
II.O pronome "esses" estabelece referência anafórica às culturas indígenas e quilombolas mencionadas no contexto, cuja condição histórica é posteriormente reafirmada pela expressão "São povos historicamente presentes".
III.A oração 'São povos historicamente presentes...' estabelece uma relação de contraposição com a ideia anteriormente apresentada, equivalente ao sentido introduzido pela conjunção 'mas', ao reafirmar a presença contemporânea dos povos indígenas e quilombolas.
IV.O pronome relativo 'que', em 'que vivenciamos', estabelece coesão referencial ao retomar o termo 'desafios', mencionado anteriormente, e exerce a função de objeto direto do verbo 'vivenciar'.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4385327 Português
A construção “Houveram dificuldades durante o projeto” atende à norma-padrão, porque o substantivo plural dificuldades funciona como sujeito posposto e determina a flexão do verbo haver.
Alternativas
Q4385325 Português
Na transformação de “A equipe revisou os relatórios” em “Os relatórios foram revisados pela equipe”, o termo pela equipe passa a exercer a função de objeto indireto, pois é introduzido pela preposição por.
Alternativas
Q4384834 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Alfabetização no Brasil avança e supera meta: esforços por aprendizagem e equidade devem ser ampliados

O Brasil superou a meta de alfabetização estabelecida para 2025, com 66% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental, segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (23). O resultado confirma uma trajetória de avanço iniciada em 2023 e reflete o esforço coordenado entre União, estados e municípios na implementação de políticas voltadas à alfabetização. O Todos Pela Educação fez uma nota detalhando os resultados.
Apesar do resultado positivo, ainda há desafios relevantes. Cerca de 34% das crianças concluem o 2º ano sem estarem alfabetizadas, o que reforça a necessidade de estratégias de recomposição das aprendizagens. Além disso, o nível considerado como alfabetização no país ainda é inicial, o que coloca como próximo passo elevar a qualidade da aprendizagem.
Os dados também mostram avanços na maioria dos estados: 25 unidades da federação registraram crescimento no indicador, e 20 atingiram a meta para 2025, sendo que 18 a superaram. Paraná e Goiás passaram a integrar o grupo de estados com 80% de crianças alfabetizadas, patamar projetado nacionalmente para 2030.
A nota também reforça que a ausência de dados desagregados por raça/cor e nível socioeconômico segue como um ponto de atenção, limitando a compreensão sobre como os avanços estão distribuídos entre diferentes grupos de estudantes.

TODOS PELA EDUCAÇÃO. Alfabetização no Brasil avança e supera meta: esforços por aprendizagem e equidade devem ser ampliados. [S. l.]: Todos Pela Educação, [s. d.]. Disponível em: https://todospelaeducacao.org.br/noticias/alfabetizacao-no-brasil-avanc a-e-supera-meta-esforcos-por-aprendizagem-e-equidade-devem-ser-a mpliados/. Acesso em: 18 set. 2026. 
"Apesar do resultado positivo, ainda há desafios relevantes."
Considerando a análise sintática do trecho acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4384551 Português
Considere as ocorrências destacadas do vocábulo “que” nos seguintes fragmentos retirados do texto:
“Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública”.
“A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais”. 
“Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil”.

Com base na análise morfossintática das ocorrências destacadas, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

(  ) Na primeira ocorrência, o vocábulo “que” é pronome relativo, retoma o antecedente “fatores”, e introduz uma oração subordinada adjetiva.
(  ) Na segunda e na terceira ocorrências, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção subordinativa integrante.
(  ) Em “constatou que o número de professores [...] encolheu [...]”, a oração introduzida por “que” classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta, pois completa, sem preposição, o sentido do verbo “constatou”.
(  ) Na segunda ocorrência, por introduzir uma oração cujo predicado contém o verbo impessoal “haver”, o vocábulo “que” introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4384550 Português
Considerando o fragmento retirado do texto “O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período” e com base na análise morfossintática do período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4384107 Português

Analise o trecho a seguir retirado do texto:



“Ainda de acordo com o estudo, a baixa satisfação com a atividade desempenhada, apontada por 46,4% dos entrevistados, segue o mesmo patamar proporcional daqueles que indicaram altos níveis de esgotamento mental”.



Em relação à forma verbal “segue”, qual é a classificação do sujeito da oração? 

Alternativas
Q4384106 Português

Para responder à questão, considere o seguinte trecho retirado do texto:




“Além disso, 46,4% desses profissionais relatam baixo grau de satisfação com suas atividades”.

Assinale a alternativa que apresenta a expressão que exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal “relatam”. 
Alternativas
Q4384100 Português

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/161656/T1.png


(Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/estudo-aponta-esgotamento-emocional-e-
burnout-de-medicos-de-uti – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego das palavras no contexto em que aparecem no texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

(  ) O vocábulo “O”, em “O estudo ouviu 2.338 profissionais em 26 estados e no Distrito Federal”, é um artigo definido que determina o substantivo “estudo”.
(  ) A palavra “elevada”, em “carga horária de trabalho elevada”, é um adjetivo.
(  ) O vocábulo “porque”, em “registra maior estresse, porque lida com um profissional”, é uma conjunção.
(  ) O termo “necessariamente”, em “tomadas de decisões necessariamente ágeis e precisas”, é um adjetivo que caracteriza o substantivo “decisões”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4384056 Português

Considerando a análise sintática dos trechos retirados do texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 
(  ) Em “O movimento das folhagens, o perfume das plantas, o canto dos pássaros e a presença de diferentes materiais ajudam a criar uma experiência”, o sujeito da forma verbal “ajudam” é composto, tendo como núcleos “movimento”, “perfume”, “canto” e “presença”.
(  ) Em “uma experiência que aproxima os moradores da natureza”, o pronome relativo “que” exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal “aproxima”.
(  ) Em “A arquiteta Renata Pascucci [...] explica como essa ideia pode ser aplicada em diferentes espaços e compartilha orientações”, as formas verbais “explica” e “compartilha” apresentam o mesmo sujeito.
(  ) No trecho “compartilha orientações sobre elementos do paisagismo”, o termo “orientações” exerce a função sintática de objeto indireto da forma verbal “compartilha”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 











Alternativas
Q4383249 Português

Leia a anedota a seguir para responder a questão.


Um pai disse ao filho:


— Se você tirar nota baixa na prova de amanhã, me esqueça!  


No dia seguinte quando ele voltou da escola o pai perguntou:


— E aí, como foi na prova?


O filho responde: 


—  Quem é você?

“Se você tirar nota baixa na prova de amanhã [...]” Essa oração estabelece em relação à posterior uma:
Alternativas
Q4383239 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “você” esteja exercendo função de sujeito. 
Alternativas
Q4383238 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

“E aí mastiga a vida inteira.” Em relação ao termo destacado é CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4382696 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Instituições são ficções.” (1º par.), a expressão em destaque cumpre função sintática de complemento de um verbo significativo num predicado nominal.
( ) Em “A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal.” (1º par.), encontra-se em destaque o núcleo de um sujeito paciente cuja voz verbal se classifica como passiva sintética.
( ) Em “Instituições não existem. Só existem pessoas.” (2º par.), os termos em destaque representam diferentes funções sintáticas em suas respectivas orações: o primeiro é sujeito, enquanto o segundo classifica-se como objeto direto.
( ) Em “Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética...” (4º par.), o termo sublinhado exerce função sintática de Sujeito agente em relação ao verbo “lembrou”.
( ) Em “Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas...” (5º par.), o termo preposicionado em destaque exerce função sintática de Complemento nominal do Adjetivo “conduzidas”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
Alternativas
Respostas
141: B
142: A
143: B
144: C
145: C
146: D
147: C
148: E
149: E
150: A
151: A
152: B
153: A
154: D
155: B
156: B
157: B
158: A
159: D
160: A