O texto apresenta estruturas que representam depoimentos, c...
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Ano: 2026
Banca:
IF-PI
Órgão:
IF-PI
Provas:
IF-PI - 2026 - IF-PI - Administrador
|
IF-PI - 2026 - IF-PI - Analista de Tecnologia da Informação |
Q4398807
Português
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Ética não é opinião, nem circunstância
Você já ouviu falar em “Ethical fading”? Segundo o
filósofo Mário Sérgio Cortella, a ética consiste em
um conjunto de valores e princípios, uma espécie
de juiz interno que regula três forças importantes
de nossa vida: o querer, o poder e o fazer. Enfrentamos uma batalha constante entre estas
três forças. Este julgamento dinâmico interno não
se relativiza a partir de nossa opinião e sim está
conectado, relacionado aos valores e princípios
da sociedade / comunidade na qual estamos
inseridos. “A nossa opinião sobre o que é certo ou
errado se subordina de certa forma às regras da
comunidade que participamos, da empresa que
trabalhamos, por exemplo”.
Tais regras, princípios e valores se alteram
com o tempo, jurisdição e estágio de evolução
da própria sociedade. A todo momento, novas
complexidades se somam ao dicionário de
princípios e valores, daí a dificuldade na tomada
de decisão com foco em comportamento “ético”.
De uma maneira geral, as grandes crises e
fraudes corporativas, tais como Enron, WorldCom,
Petrobrasna Lava-jato e, mais recentemente, ocaso
Americanas, entre tantas outras, não nasceram de
grandes rupturas com os princípios éticos vigentes
e sim de pequenos atos de permissividade, muitas
vezes, no limite do que é legal. Isto acontece, na
verdade, na nossa rotina diária. “A cada decisão,
consultamos nosso juiz interno, que regula nosso
querer, poder e fazer e aí então tomamos a decisão
mais alinhada com nossos princípios e valores”. No
entanto, sob pressão excessiva, liderança ausente
ou ineficiente, cultura organizacional orientada ao
resultado de curto prazo e não a criação de valor
sustentável, os aspectos técnicos e materiais
de nossas decisões podem fazer com que os aspectos éticos desvaneçam ou simplesmente
desapareçam de vista. Denominamos esse
processo de “ethical fading”, traduzível para
português como o apagamento da ética.
Nesse modelo mental, pessoas
aparentemente éticas encontram razões para
contornarem seus princípios intrínsecos e tomarem
decisões que podem colocar suas carreiras e
mesmo suas empresas em risco. Considerações
como “todos fazem isso”; “faremos somente desta
vez”; “não é ilegal”; “os fins justificam os meios”;
“tenho apoio total de meu gestor” ou “nesta
empresa isso é normal” são sintomas claros de que
o “ethical fading” está se instalando no processo
decisório individual e corporativo. E o que é pior:
esse processo tende a ser evolutivo. As pessoas
acabam se sentindo confortáveis com pequenas
concessões e, com o tempo, as transgressões se
acumulam. Por fim, acabam destruindo carreiras e
até mesmo empresas.
“Cabe à liderança disseminar e garantir a
aplicação do conceito de que as circunstâncias e
opiniões pessoais não devem ser colocadas acima
dos princípios éticos”. Cabe a cada profissional
zelar pela integridade de suas decisões, sejam
elas de que magnitude forem. Aqui vale a máxima
de que a ocasião não faz o ladrão, simplesmente
o torna visível.
Na dúvida vale a pena seguir o pensamento
do filósofo alemão Immanuel Kant (1724–1804),
um dos principais pensadores do Iluminismo, com
grande foco na ética e metafisica: “Tudo o que não
puder contar como fez; não o faça! Se há razões
para não contar; há para não o fazer.”
Cuide para que o “ethical fading” não invada
sua mente e, se você ocupa uma posição de
liderança, cuide para que sua organização não seja
tolerante com este terrível inimigo, mesmo quando
estão em jogo os resultados e a performance de
curto prazo. Não faça concessões fatais.
Jorge Sant’Anna é diretor-presidente
e cofundador da BMG Seguros e membro do
Conselho de Administração da Associação
Brasileira de Bancos.
Disponível em: https://revista.istoedinheiro.com.br/eticanao-e-opiniao-nem-circunstancia. Acesso em: 20 ago. 2026.
O texto apresenta estruturas que
representam depoimentos, como as que ocorrem
em:
“... às regras da comunidade que participamos, da empresa que trabalhamos, por exemplo”
Considerando o gênero textual, o suporte em que o texto foi publicado, os interlocutores envolvidos e o tema discutido, é conveniente e adequado que seja empregada a linguagem culta, de acordo com a norma-padrão da língua escrita. No entanto, em relação ao trecho destacado acima, verifica-se:
“... às regras da comunidade que participamos, da empresa que trabalhamos, por exemplo”
Considerando o gênero textual, o suporte em que o texto foi publicado, os interlocutores envolvidos e o tema discutido, é conveniente e adequado que seja empregada a linguagem culta, de acordo com a norma-padrão da língua escrita. No entanto, em relação ao trecho destacado acima, verifica-se: