Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Foram encontradas 9.570 questões

Q4415551 Português
Leia o texto a seguir:
“As Boas Práticas Agrícolas são o conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos vegetais alimentícios e não alimentícios, orientadas a promover a oferta de alimento seguro, de forma a cuidar da saúde humana, proteger o meio ambiente e melhorar as condições dos trabalhadores rurais e sua família.”
(Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Boas Práticas Agrícolas. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/ sustentabilidade/boas-praticas-agricolas. Acesso em: 7 jul. 2026.)
Com base na organização linguística e argumentativa do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4415405 Português
Sobre o período “Apesar de o motorista ter dirigido rápido, a passageira chegou atrasada a seu destino.”, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4415404 Português
Sobre o período “A professora nova disse que o aluno que estudar terá sucesso”, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4415403 Português
Assinale a alternativa que apresenta sujeito desinencial. 
Alternativas
Q4414701 Português
Texto para a questão.


Salvador Dalí, pintor espanhol e mestre do surrealismo: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”


    Salvador Dalí foi um dos artistas mais importantes e reconhecíveis do século XX. Nascido em Figueres, na Espanha, em 1904, o pintor marcou a história da arte com imagens inquietantes, cenários oníricos e uma personalidade tão extravagante quanto suas criações.

    Embora tenha trabalhado também com escultura, fotografia, cinema e publicidade, foi na pintura que ele deixou sua marca mais profunda. Quadros como A Persistência da Memória, com seus famosos relógios derretidos, ajudaram a transformar Dalí em um dos principais representantes do surrealismo, movimento que buscava ultrapassar a lógica e explorar sonhos, desejos e impulsos inconscientes.

    A aparência excêntrica e o comportamento teatral de Dalí fizeram com que sua sanidade fosse frequentemente questionada. Ele, porém, respondia às provocações com uma frase que se tornaria célebre: “A única diferença entre mim e um louco é que eu não sou louco”.

    Um dos primeiros registros da declaração surgiu em 1934, durante uma visita do artista aos Estados Unidos. Na ocasião, Dalí explicou que recriava os sonhos para torná-los visíveis em meio a objetos cotidianos. A diferença, segundo ele, estava em sua capacidade de distinguir o universo dos sonhos do mundo real.

    Dalí não desejava simplesmente reproduzir delírios de maneira descontrolada. Por trás das imagens aparentemente absurdas, havia domínio técnico, referências artísticas e uma investigação consciente da mente.

(https://www.terra.com.br/diversao/salvador-dali-pintor-espanhol-e-mestredo-surrealismo-a-unica-diferenca-entre-mim-e-um-louco-e-que-eu-naosou-louco,....html?utm_source=clipboard)
No trecho: “Embora tenha trabalhado também com escultura, fotografia, cinema e publicidade, foi na pintura que ele deixou sua marca mais profunda.”

A respeito da estrutura sintática e do emprego das palavras no período, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4414559 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A Educação e os novos tempos

Quando se pensa em educação nos tempos atuais, inovação e renovação são as palavras-chave que vêm à mente, principalmente após as inquietações geradas pela pandemia. Esse período reforçou a constatação de que a desigualdade de acesso ao ensino remoto prejudicou os estudantes mais vulneráveis e com menos recursos. Promover de forma mais efetiva o acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país. No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Ao refletir sobre essas questões, observa-se a relevância de pensar uma pedagogia contemporânea que ultrapasse o debate entre o novo e o tradicional. Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Diante das transformações ocorridas nas políticas mundiais, no clima e no avanço da tecnologia com a inteligência artificial, torna-se imprescindível refletir sobre uma educação contemporânea para repensar o futuro das próximas gerações. Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar. Trata-se de desafios ecológicos — que englobam aspectos climáticos, sanitários, alimentares e geopolíticos —; desafios culturais e sociais, suscitados pelas tecnologias digitais da informação e comunicação, pelo advento da inteligência artificial e por seu impacto no mercado de trabalho; desafios demográficos, tendo em vista a redução do número de jovens e o aumento da população idosa; além dos problemas herdados e transmitidos às próximas gerações, como a desigualdade social, o racismo e discriminações de vários tipos.
No final do século passado, a escola precisava não apenas desenvolver novas competências técnicas, mas também elevar o nível da formação básica da população por meio da ampliação da escolaridade obrigatória até, pelo menos, o fim do ensino médio. Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias. É necessário compreender que a facilidade no acesso à informação e o conhecimento de informática não significam, por si sós, maior nível de educação ou de saber. A ferramenta tecnológica isolada não habilita ninguém a resolver as dificuldades que os estudantes enfrentam na atualidade. Novas práticas didáticas e recursos de ensino são desejados, mas não são suficientes para promover a educação por si mesmos. A introdução de tecnologias avançadas e da educação a distância nas escolas não constitui, isoladamente, a resposta para um ensino de qualidade.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Em reflexões sobre a função da escola e a finalidade do conhecimento, pondera-se que o saber científico ainda é concebido com a missão de dissipar a aparente complexidade dos fenômenos para revelar a ordem simples a que obedecem. Para alcançar a verdadeira complexidade das coisas, é necessária uma tomada de consciência radical por parte de professores, pesquisadores, cientistas, gestores escolares e alunos. Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
As escolas, ao ensinarem o aluno a ponderar, analisar, criticar e sintetizar, cumprem o seu papel de promover o aperfeiçoamento humano, o refinamento da sociedade e a preparação do estudante para a produção do conhecimento. Ao abordar os saberes necessários à educação do futuro, descreve-se a função da escola como o ato de ensinar ao estudante o que é o conhecimento. Tão importante quanto dominar as ferramentas tecnológicas é compreender a condição e a identidade humana, tendo em mente que, em todos os domínios do conhecimento, sobretudo na história, o surgimento do inesperado é vital, sendo a incerteza um dos saberes necessários à formação.
Compreende-se que a inovação e a renovação educacionais são bem-vindas quando se concebe a educação como uma prática social e como um processo único de aprendizagem associado à escola, à família e à sociedade. Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. Trata-se do processo social que leva o ser humano a reconhecer, buscar, instaurar e hierarquizar valores de modo a se aprimorar como sujeito integrante da sociedade. Entendida como um processo de aperfeiçoamento e de humanização do sujeito que incorpora inovações tecnológicas e saberes ancestrais, a educação será sempre considerada fundamental, inclusiva e para todos.

https://doi.org/10.1590/S0104-40362024003201221.adaptado.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Com base nas relações sintáticas estabelecidas no trecho, analise as afirmativas a seguir quanto a verdadeiro (V) ou falso (F).
(__) Em "Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo", a oração iniciada por "Embora" estabelece relação concessiva com a oração subsequente, enquanto "para satisfazer os anseios do indivíduo" introduz circunstância de finalidade.
(__) Em "a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica", "mas" estabelece coordenação adversativa entre duas orações sintáticas independentes, cada uma organizada em torno de um núcleo verbal próprio.
(__) Em "visto que o ser humano é um ser social", a oração introduzida por "visto que" subordina-se à oração anterior e apresenta a causa que fundamenta a necessidade de a transmissão do conteúdo permanecer associada à busca de sentido.
(__) Em "o que caracteriza a verdadeira inovação", o pronome relativo "que" introduz uma oração subordinada adjetiva relacionada ao demonstrativo "o", e o conjunto formado por "o que" retoma o conteúdo expresso anteriormente.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4414556 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A Educação e os novos tempos

Quando se pensa em educação nos tempos atuais, inovação e renovação são as palavras-chave que vêm à mente, principalmente após as inquietações geradas pela pandemia. Esse período reforçou a constatação de que a desigualdade de acesso ao ensino remoto prejudicou os estudantes mais vulneráveis e com menos recursos. Promover de forma mais efetiva o acesso às tecnologias digitais a todos deve ser prioridade dos governos que compreendem a educação como um investimento para o país. No entanto, surge a questão sobre se apenas essa medida responde a toda uma gama de indagações sobre como deve ser a formação educacional no segundo quarto do século XXI.
Ao refletir sobre essas questões, observa-se a relevância de pensar uma pedagogia contemporânea que ultrapasse o debate entre o novo e o tradicional. Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Diante das transformações ocorridas nas políticas mundiais, no clima e no avanço da tecnologia com a inteligência artificial, torna-se imprescindível refletir sobre uma educação contemporânea para repensar o futuro das próximas gerações. Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar. Trata-se de desafios ecológicos — que englobam aspectos climáticos, sanitários, alimentares e geopolíticos —; desafios culturais e sociais, suscitados pelas tecnologias digitais da informação e comunicação, pelo advento da inteligência artificial e por seu impacto no mercado de trabalho; desafios demográficos, tendo em vista a redução do número de jovens e o aumento da população idosa; além dos problemas herdados e transmitidos às próximas gerações, como a desigualdade social, o racismo e discriminações de vários tipos.
No final do século passado, a escola precisava não apenas desenvolver novas competências técnicas, mas também elevar o nível da formação básica da população por meio da ampliação da escolaridade obrigatória até, pelo menos, o fim do ensino médio. Atualmente, a maior parte dos governos, mediante a adoção de políticas públicas educacionais, encaminha as novas gerações à universidade ou aos institutos técnicos para responder às demandas do mercado de trabalho e das organizações internacionais.
Além disso, discute-se amplamente sobre a escola ideal do século XXI em um mundo dependente das novas tecnologias. É necessário compreender que a facilidade no acesso à informação e o conhecimento de informática não significam, por si sós, maior nível de educação ou de saber. A ferramenta tecnológica isolada não habilita ninguém a resolver as dificuldades que os estudantes enfrentam na atualidade. Novas práticas didáticas e recursos de ensino são desejados, mas não são suficientes para promover a educação por si mesmos. A introdução de tecnologias avançadas e da educação a distância nas escolas não constitui, isoladamente, a resposta para um ensino de qualidade.
O objetivo do ensino não deveria ser a mera transmissão do que já é conhecido, mas o desenvolvimento da capacidade de observação e de reflexão crítica, o que caracteriza a verdadeira inovação. Embora os métodos possam evoluir e ser aprimorados para satisfazer os anseios do indivíduo, a transmissão do conteúdo de uma geração à outra deve vir sempre unida à busca de sentido, visto que o ser humano é um ser social.
Em reflexões sobre a função da escola e a finalidade do conhecimento, pondera-se que o saber científico ainda é concebido com a missão de dissipar a aparente complexidade dos fenômenos para revelar a ordem simples a que obedecem. Para alcançar a verdadeira complexidade das coisas, é necessária uma tomada de consciência radical por parte de professores, pesquisadores, cientistas, gestores escolares e alunos. Assim, a transmissão dos saberes precisa estar diretamente relacionada à busca de sentido.
As escolas, ao ensinarem o aluno a ponderar, analisar, criticar e sintetizar, cumprem o seu papel de promover o aperfeiçoamento humano, o refinamento da sociedade e a preparação do estudante para a produção do conhecimento. Ao abordar os saberes necessários à educação do futuro, descreve-se a função da escola como o ato de ensinar ao estudante o que é o conhecimento. Tão importante quanto dominar as ferramentas tecnológicas é compreender a condição e a identidade humana, tendo em mente que, em todos os domínios do conhecimento, sobretudo na história, o surgimento do inesperado é vital, sendo a incerteza um dos saberes necessários à formação.
Compreende-se que a inovação e a renovação educacionais são bem-vindas quando se concebe a educação como uma prática social e como um processo único de aprendizagem associado à escola, à família e à sociedade. Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. Trata-se do processo social que leva o ser humano a reconhecer, buscar, instaurar e hierarquizar valores de modo a se aprimorar como sujeito integrante da sociedade. Entendida como um processo de aperfeiçoamento e de humanização do sujeito que incorpora inovações tecnológicas e saberes ancestrais, a educação será sempre considerada fundamental, inclusiva e para todos.

https://doi.org/10.1590/S0104-40362024003201221.adaptado.
Essa premissa convida a refletir sobre uma nova forma de educar que ajude a enfrentar os desafios do presente século.
Essa discussão se justifica pelos diversos e novos desafios que surgem e que as atuais e futuras gerações terão de enfrentar.
Ao aceitar que a educação é uma prática social sujeita a permanentes questionamentos e conduzida a finalidades coletivamente instituídas, reconhece-se que ela deve ser acompanhada por uma intensa atividade de pesquisa, exame e reflexão. 
Considerando a classificação, a função sintática e as relações referenciais estabelecidas pelas formas pronominais nos trechos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413431 Português
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada seja um pronome indefinido e sua função sintática seja a de adjunto adnominal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413428 Português
Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra “difusos”, que ocorre no trecho a seguir, retirado do texto:
“para substituir de uma vez só os vários e difusos programas de bem-estar social”.
I. “Difuso” é uma das formas do particípio de “difundir”, que é um verbo abundante.
II. Um possível sinônimo dessa palavra é “espalhados”.
III. No trecho em que ocorre, é empregada como um adjetivo e tem a função sintática de adjunto adnominal.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4412180 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada indica circunstância da ação expressa na sentençа.
Alternativas
Q4412179 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no enunciado "para ajustar o nosso orçamento", empregada na charge abaixo.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/162354/Q8.png
Alternativas
Q4412176 Português
Assinale a alternativa em que o sentido do elemento destacado incide sobre todoo conteúdo do enunciado, emitindo o ponto de vista do locutor.
Alternativas
Q4411953 Português
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Analise a estrutura sintático-gramatical e as regras de acentuação gráfica do trecho a seguir: o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX... Em relação às propriedades linguísticas do período, analise as assertivas abaixo:

I. A presença do vocábulo que atua como elemento de coesão sequencial, mantendo a unicidade de um período simples estruturado sobre uma só oração.
II. Os vocábulos fenômenos e século são acentuados graficamente com base na mesma regra ortográfica, pois ambos são palavras proparoxítonas.
III. O verbo configuraram possui sujeito composto, constituído pelos núcleos Movimento Sanitário e Reforma Sanitária Brasileira.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4411574 Português





Fonte: UM BRASIL

Analise a estrutura sintático-comparativa presente no segundo quadro: ...mais honesto do que eu? Caso o cartunista optasse por reescrever o segmento omitindo a preposição de, mantendo a frase como...mais honesto que eu?, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam:
Alternativas
Q4410939 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
Analise o emprego dos sinais de pontuação no seguinte excerto do texto: Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos... Sob a perspectiva da norma-padrão e das regras de pontuação sintática, assinale a alternativa que justifica CORRETAMENTE a presença das vírgulas nesse trecho. 
Alternativas
Q4410913 Português
Na oração: "Os livros de aventura da biblioteca municipal desapareceram das prateleiras na semana passada."
Qual é o sujeito dessa frase e como ele se classifica? 
Alternativas
Q4410894 Português
“Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.” Sobre os termos desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Q4410332 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
No texto, várias palavras exercem papel de núcleo ou de modificador em expressões nominais, e algumas delas mudam de classe gramatical conforme a posição e a função que ocupam na frase. Considerando a classe e o funcionamento dessas palavras no contexto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4410331 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
No primeiro parágrafo, lê-se: "Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados." Considerando o emprego das formas verbais e da voz verbal nesse período, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4410329 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O texto contém construções em que a concordância exige identificar corretamente o núcleo do sujeito, o termo modificado por um adjetivo ou particípio e a natureza oracional de certos sujeitos. Sobre a concordância nominal e verbal nos trechos transcritos, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
(__) Em "é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas", "comum" fica no singular porque o sujeito de "é" é a oração infinitiva, e não a série de substantivos.
(__) Em "dada a possibilidade de descobrir algo", o particípio concorda com "possibilidade" e passaria a "dadas" caso esse substantivo fosse pluralizado no mesmo contexto.
(__) Em "outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador", o particípio poderia concordar com "trabalhador", termo mais próximo, sem desvio da norma-padrão.
(__) Em "Ser cientista é intelectualmente estimulante", o adjetivo concorda com "cientista", núcleo do sujeito, e iria para o plural na construção "Ser cientistas".
(__) Em "A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer", o verbo concorda com "natureza", e não com "atividade", núcleo de um adjunto.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Respostas
41: A
42: E
43: D
44: A
45: D
46: C
47: D
48: A
49: E
50: C
51: B
52: B
53: A
54: D
55: C
56: C
57: D
58: B
59: C
60: B