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Q4243443 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

    Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

     Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

     Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
“Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais.”

Desempenha a mesma função sintática do termo realçado anteriormente, o trecho destacado em:
Alternativas
Q4243135 Português
Fé e Esperança
Zeca Pagodinho

É o fim do mundo
Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto
É o fim do mundo
É o fim do mundo

Está escrito que isso ia acontecer
É um castigo pra quem quis pagar pra ver
O mau exemplo que nos deu Adão e Eva

Comeram o fruto e cometeram o pecado capital
O proibido para eles foi normal
Se liga aí, pois isso é um papo reto

Fazer o bem
O bem pra todos sem discriminar ninguém
Ajoelhar, agradecer, dizer Amém
E entender que todos nós somos irmãos
Irmãos

É tanta guerra
É a doença, é a desgraça e a fome
E tudo isso é o mal que nos consome
Mas com esperança, nós podemos reverter
Basta querer
Com muito amor

[...]

No verso

"Fazer o bem / O bem pra todos sem discriminar ninguém."

a expressão "ninguém" exerce a função de

Alternativas
Q4243130 Português
A Cara de Pau do Brasileiro


A honestidade do brasileiro é muito questionável. Claro que não podemos generalizar, mas faz parte do povo ter esse jeito malandro.

Outro dia, quando eu estava conversando com uma amiga minha ela me contou que adorava viajar com a avó dela. Diferente do que você imagina, ela não gostava de ter uma companhia materna, mas sim de não ter que encarar esperas durante a viagem. “A melhor parte é no embarque, quando vemos aquela fila gigantesca, típica de Guarulhos, mas, como ela é idosa, podemos entrar na frente. ”

Acho que todos nós já nos deparamos com alguém assim, não é? Alguém que pagou pela carteira de motorista ou por um diploma, a mulher que fingiu estar grávida, etc. Eu, pelo menos, sempre me deparo com esse tipo de situação no Shopping Paulista, por exemplo, naquelas vagas preferenciais pintadas perto do elevador. Ali é um fingimento e oportunismo só. Na minha escola, também era comum que os estudantes se fizessem de doentes para utilizar o único elevador.

Eu acredito que deve haver privilégios para idosos, gestantes e deficientes, claro, mas também acho que faz parte do brasileiro tirar proveito dessas situações e que, muitas vezes, nos falta integridade e honestidade. Lá fora, em alguns outros países, é muito difícil ver alguém fingindo estar com o pé quebrado, por exemplo, mas aqui não. Aqui as pessoas mentem e se aproveitam das situações. Olhe só a corrupção escancarada no Brasil, que é criticada quando acontece no alto escalão, mas que, quando se trata de um exame de direção, poucos veem o problema.

Você agora deve estar pensando que eu sou uma daquelas que só vê defeito nos brasileiros, não é mesmo? Mas não, eu sinceramente acho que nós temos muitas qualidades também, mas, infelizmente, já nascemos com um jeito malandro e cara de pau. Aposto que você sabe muito bem do que estou falando.


Disponível em: https://colband.net.br/linguagens-e-codigos/cronica-argumentativa/
No trecho:
"Você agora deve estar pensando que eu sou uma daquelas que só vê defeito nos brasileiros..."
a palavra "que", na segunda ocorrência, exerce a função de
Alternativas
Q4242384 Português
Texto


Fio dental que imuniza?
A ciência por trás de uma nova forma de vacinação


Amado por uns, ignorado por outros, mas indispensável para todos. Quem nunca sentiu aquele frio na barriga ao sentar na cadeira do dentista e se perguntar: “Será que usei fio dental o suficiente dessa vez?”. Sabemos bem que o uso regular do fio dental é essencial na prevenção de cáries e diversas doenças bucais, mas… e se ele pudesse ir além disso? E se, além de proteger nossos dentes, o fio dental também pudesse proteger contra vírus, funcionando como uma vacina?


Fio Dental Vacinal 


Sim, é real! Em julho de 2025, cientistas das universidades Texas Tech e Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deram um passo importante rumo ao futuro da imunização sem agulhas. Eles desenvolveram uma nova tecnologia capaz de induzir a resposta imune diretamente pela gengiva, atuando como uma vacina capaz de ativar o sistema imunológico contra vírus e proteínas associadas a diversas doenças.

O estudo foi publicado na prestigiada revista Nature Biomedical Engineering e descreve uma estratégia simples, indolor e não invasiva de entrega de vacinas. Em vez de injeções, a abordagem utiliza materiais biocompatíveis aplicados sobre o epitélio juncional do sulco gengival (o pequeno espaço entre o dente e a gengiva). Essa região é altamente permeável e metabolicamente ativa, permitindo o trânsito de células do sistema imune, como neutrófilos e linfócitos, que atuam na defesa da cavidade oral contra patógenos. Ao interagir com esse tecido, o material vacinal estimula a resposta imune local e, consequentemente, induz uma resposta protetora sistêmica, de modo semelhante ao observado com vacinas convencionais.

Essa inovação representa um avanço para o desenvolvimento de vacinas de mucosa e de fácil aplicação, especialmente úteis em regiões com infraestrutura de saúde limitada ou para pessoas que têm medo de agulhas. Além disso, ela pode transformar a forma como combatemos infecções virais e outras doenças, oferecendo uma alternativa prática, acessível e menos invasiva.

[…]


A Pesquisa


Na pesquisa realizada, o experimento foi conduzido da seguinte maneira: um fio dental foi revestido com diferentes componentes vacinais, como proteínas, vírus inativados e RNA mensageiro (mRNA). Em seguida, os pesquisadores utilizaram esse fio para limpar os dentes de camundongos, simulando o uso comum do produto. O resultado foi impressionante: a técnica induziu uma ativação imune forte e duradoura em múltiplos órgãos. Foram detectados anticorpos não apenas na corrente sanguínea, mas também nas mucosas do nariz e dos pulmões, na saliva, nas fezes e até na medula óssea dos animais, um indicativo claro de resposta imunológica de longo prazo.

Para avaliar a eficácia protetora, os camundongos imunizados com o fio dental vacinal foram posteriormente expostos a uma infecção letal pelo vírus da influenza. O desfecho foi notável e todos os animais vacinados sobreviveram, enquanto os não vacinados sucumbiram à infecção.

Além dos testes em camundongos, a equipe também realizou um ensaio de prova de conceito em voluntários humanos. Nessa etapa, palitos de fio dental revestidos com um corante fluorescente foram utilizados para verificar se a aplicação atingia o sulco gengival, alvo da tecnologia. Resultado? O corante foi detectado no sulco em aproximadamente 60% dos participantes, demonstrando que o método é viável e promissor para uso clínico futuro.


Futuro


Os resultados obtidos até o momento demonstram o enorme potencial dessa tecnologia em transformar o modo como as vacinas são administradas. No entanto, ainda há etapas importantes a serem superadas antes que o “fio dental vacinal” chegue ao uso clínico. De acordo com especialistas, o próximo passo será avaliar a técnica em voluntários com diferentes condições de saúde gengival, o que permitirá entender melhor como o produto se comporta em populações diversas. Além disso, será fundamental aperfeiçoar a formulação dos materiais vacinais, garantindo adesão prolongada e liberação controlada dos antígenos na mucosa gengival.

[…]


Fonte: FERREIRA, V. G. Fio dental que imuniza? A ciência por
trás de uma nova forma de vacinação. Revista Blog do Profissão
Biotec, v. 12, 2026. Disponível em: <https://profissaobiotec.com.br/
fio-dental-que-imuniza-a-ciencia-por-tras-de-uma-nova-forma-de-
-vacinacao>.
Considere o trecho a seguir.

“Em seguida, os pesquisadores utilizaram esse fio para limpar os dentes de camundongos, simulando o uso comum do produto.”

A expressão “Em seguida” exerce, nesse contexto, a função sintática de:
Alternativas
Q4242382 Português
Texto


Fio dental que imuniza?
A ciência por trás de uma nova forma de vacinação


Amado por uns, ignorado por outros, mas indispensável para todos. Quem nunca sentiu aquele frio na barriga ao sentar na cadeira do dentista e se perguntar: “Será que usei fio dental o suficiente dessa vez?”. Sabemos bem que o uso regular do fio dental é essencial na prevenção de cáries e diversas doenças bucais, mas… e se ele pudesse ir além disso? E se, além de proteger nossos dentes, o fio dental também pudesse proteger contra vírus, funcionando como uma vacina?


Fio Dental Vacinal 


Sim, é real! Em julho de 2025, cientistas das universidades Texas Tech e Carolina do Norte, nos Estados Unidos, deram um passo importante rumo ao futuro da imunização sem agulhas. Eles desenvolveram uma nova tecnologia capaz de induzir a resposta imune diretamente pela gengiva, atuando como uma vacina capaz de ativar o sistema imunológico contra vírus e proteínas associadas a diversas doenças.

O estudo foi publicado na prestigiada revista Nature Biomedical Engineering e descreve uma estratégia simples, indolor e não invasiva de entrega de vacinas. Em vez de injeções, a abordagem utiliza materiais biocompatíveis aplicados sobre o epitélio juncional do sulco gengival (o pequeno espaço entre o dente e a gengiva). Essa região é altamente permeável e metabolicamente ativa, permitindo o trânsito de células do sistema imune, como neutrófilos e linfócitos, que atuam na defesa da cavidade oral contra patógenos. Ao interagir com esse tecido, o material vacinal estimula a resposta imune local e, consequentemente, induz uma resposta protetora sistêmica, de modo semelhante ao observado com vacinas convencionais.

Essa inovação representa um avanço para o desenvolvimento de vacinas de mucosa e de fácil aplicação, especialmente úteis em regiões com infraestrutura de saúde limitada ou para pessoas que têm medo de agulhas. Além disso, ela pode transformar a forma como combatemos infecções virais e outras doenças, oferecendo uma alternativa prática, acessível e menos invasiva.

[…]


A Pesquisa


Na pesquisa realizada, o experimento foi conduzido da seguinte maneira: um fio dental foi revestido com diferentes componentes vacinais, como proteínas, vírus inativados e RNA mensageiro (mRNA). Em seguida, os pesquisadores utilizaram esse fio para limpar os dentes de camundongos, simulando o uso comum do produto. O resultado foi impressionante: a técnica induziu uma ativação imune forte e duradoura em múltiplos órgãos. Foram detectados anticorpos não apenas na corrente sanguínea, mas também nas mucosas do nariz e dos pulmões, na saliva, nas fezes e até na medula óssea dos animais, um indicativo claro de resposta imunológica de longo prazo.

Para avaliar a eficácia protetora, os camundongos imunizados com o fio dental vacinal foram posteriormente expostos a uma infecção letal pelo vírus da influenza. O desfecho foi notável e todos os animais vacinados sobreviveram, enquanto os não vacinados sucumbiram à infecção.

Além dos testes em camundongos, a equipe também realizou um ensaio de prova de conceito em voluntários humanos. Nessa etapa, palitos de fio dental revestidos com um corante fluorescente foram utilizados para verificar se a aplicação atingia o sulco gengival, alvo da tecnologia. Resultado? O corante foi detectado no sulco em aproximadamente 60% dos participantes, demonstrando que o método é viável e promissor para uso clínico futuro.


Futuro


Os resultados obtidos até o momento demonstram o enorme potencial dessa tecnologia em transformar o modo como as vacinas são administradas. No entanto, ainda há etapas importantes a serem superadas antes que o “fio dental vacinal” chegue ao uso clínico. De acordo com especialistas, o próximo passo será avaliar a técnica em voluntários com diferentes condições de saúde gengival, o que permitirá entender melhor como o produto se comporta em populações diversas. Além disso, será fundamental aperfeiçoar a formulação dos materiais vacinais, garantindo adesão prolongada e liberação controlada dos antígenos na mucosa gengival.

[…]


Fonte: FERREIRA, V. G. Fio dental que imuniza? A ciência por
trás de uma nova forma de vacinação. Revista Blog do Profissão
Biotec, v. 12, 2026. Disponível em: <https://profissaobiotec.com.br/
fio-dental-que-imuniza-a-ciencia-por-tras-de-uma-nova-forma-de-
-vacinacao>.
Considere sintaticamente o trecho a seguir:
“Amado por uns, ignorado por outros, mas indispensável para todos.”

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao trecho.

( ) O trecho classifica-se como uma frase nominal. Os particípios e o adjetivo caracterizam um referente recuperável na amplitude do texto e não em isolado.
( ) Os termos “por uns” e “por outros” exercem a função sintática de objetos diretos dos particípios de valor adjetivo que os antecedem.
( ) O fragmento apresenta sujeito indeterminado, identificado pela desinência verbal.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4242273 Português

Texto


Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75%



Análise comparou 520 mil vacinados com 2 milhões de não vacinados

Autoria: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil



O estudo que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas concluiu que a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em idosos esteve associada a uma redução de 75,6% das hospitalizações pela doença.


Além disso, os pacientes vacinados que precisaram ser internados após a infecção apresentaram 63,1% menos problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O risco de piora de diversas comorbidades também foi menor, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.


O estudo comparou as informações de saúde de cerca de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy com outras 2 milhões não vacinadas, nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, após ponderações estatísticas.


Durante os nove meses analisados, o grupo das pessoas vacinadas registrou não somente menos internações pela doença, como também 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes.


Os resultados foram apresentados pela farmacêutica GSK, produtora na vacina, na edição deste ano da Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation.


De acordo com a GSK, os dados “de mundo real” confirmam a eficiência do imunizante, já demonstrada nos ensaios clínicos.


O VSR é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês, mas também é um vírus que infecta muitos idosos com gravidade, explica o cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.


“Com o envelhecimento, o nosso sistema imunológico passa por um processo de imunosenescência, e passa a ter uma resposta reduzida a diferentes tipos de infecções, o que predispõe a casos mais graves. Inclusive, a mortalidade percentual entre os idosos pelo VSR é maior do que entre as crianças”, explicou Zanon.


Dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que no primeiro semestre deste ano o VSR respondeu por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico confirmado para alguma infecção viral. Os idosos são o segundo grupo mais afetado, atrás das crianças de até 2 anos de idade.


Os casos têm crescido nesta época do ano, conforme a sazonalidade da doença. Considerando apenas o mês de junho, os casos graves causados por VSR passam de 50% daqueles comprovadamente provocados por algum vírus respiratório.


De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a ampliação do diagnóstico possibilitou ao sistema de saúde reconhecer a importância do VSR como agente causador de doença respiratória grave também entre os idosos.


“Muitos estudos mostram até mais tempo de hospitalização do que pelo vírus influenza, da gripe, maior risco de morte associado, especialmente em indivíduos que têm condições crônicas cardiovasculares e pulmonares”, acrescenta.


O cardiologista José Carlos Zanon explica que além de afetar as vias respiratória, o VSR causa uma “cascata inflamatória” em todo o organismo e por isso pode descompensar outras doenças que o paciente já tenha, como diabetes, ou mesmo provocar problemas cardíacos e derrames.


No Brasil, a vacinação contra o VSR só é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as gestantes, com o objetivo de proteger os bebês recém-nascidos.


Porém, dois imunizantes foram aprovados para uso em adultos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis na rede privada.


A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que a vacina seja tomada por todos os idosos acima de 70 anos, e pelas pessoas entre 60 e 70 anos que tenham algum fator de risco.


O imunizante também é recomendado para todos os adultos imunocomprometidos.



Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/ vacina-contra-vsr-em-idosos-reduz-internacoes-em-75.

Considere o trecho a seguir:

“De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a ampliação do diagnóstico possibilitou ao sistema de saúde reconhecer a importância do VSR como agente causador de doença respiratória grave também entre os idosos.”
Assinale a alternativa correta quanto à classificação e à estrutura sintática do sujeito da forma verbal “possibilitou”.
Alternativas
Q4242272 Português

Texto


Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75%



Análise comparou 520 mil vacinados com 2 milhões de não vacinados

Autoria: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil



O estudo que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas concluiu que a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em idosos esteve associada a uma redução de 75,6% das hospitalizações pela doença.


Além disso, os pacientes vacinados que precisaram ser internados após a infecção apresentaram 63,1% menos problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O risco de piora de diversas comorbidades também foi menor, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.


O estudo comparou as informações de saúde de cerca de 520 mil pessoas vacinadas com o imunizante Arexvy com outras 2 milhões não vacinadas, nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, após ponderações estatísticas.


Durante os nove meses analisados, o grupo das pessoas vacinadas registrou não somente menos internações pela doença, como também 79,1% menos hospitalizações com gravidade e 66,8% menos mortes.


Os resultados foram apresentados pela farmacêutica GSK, produtora na vacina, na edição deste ano da Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation.


De acordo com a GSK, os dados “de mundo real” confirmam a eficiência do imunizante, já demonstrada nos ensaios clínicos.


O VSR é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês, mas também é um vírus que infecta muitos idosos com gravidade, explica o cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.


“Com o envelhecimento, o nosso sistema imunológico passa por um processo de imunosenescência, e passa a ter uma resposta reduzida a diferentes tipos de infecções, o que predispõe a casos mais graves. Inclusive, a mortalidade percentual entre os idosos pelo VSR é maior do que entre as crianças”, explicou Zanon.


Dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que no primeiro semestre deste ano o VSR respondeu por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico confirmado para alguma infecção viral. Os idosos são o segundo grupo mais afetado, atrás das crianças de até 2 anos de idade.


Os casos têm crescido nesta época do ano, conforme a sazonalidade da doença. Considerando apenas o mês de junho, os casos graves causados por VSR passam de 50% daqueles comprovadamente provocados por algum vírus respiratório.


De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a ampliação do diagnóstico possibilitou ao sistema de saúde reconhecer a importância do VSR como agente causador de doença respiratória grave também entre os idosos.


“Muitos estudos mostram até mais tempo de hospitalização do que pelo vírus influenza, da gripe, maior risco de morte associado, especialmente em indivíduos que têm condições crônicas cardiovasculares e pulmonares”, acrescenta.


O cardiologista José Carlos Zanon explica que além de afetar as vias respiratória, o VSR causa uma “cascata inflamatória” em todo o organismo e por isso pode descompensar outras doenças que o paciente já tenha, como diabetes, ou mesmo provocar problemas cardíacos e derrames.


No Brasil, a vacinação contra o VSR só é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as gestantes, com o objetivo de proteger os bebês recém-nascidos.


Porém, dois imunizantes foram aprovados para uso em adultos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis na rede privada.


A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que a vacina seja tomada por todos os idosos acima de 70 anos, e pelas pessoas entre 60 e 70 anos que tenham algum fator de risco.


O imunizante também é recomendado para todos os adultos imunocomprometidos.



Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/ vacina-contra-vsr-em-idosos-reduz-internacoes-em-75.

Considere o fragmento abaixo:
“O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é conhecido principalmente como o principal causador da bronquiolite em bebês.”
Assinale a alternativa correta do ponto de vista da norma-padrão e da clareza textual.
Alternativas
Q4241865 Português

Texto para o item.



Por que tantas indústrias estão trocando

as capitais pelo interior do Brasil


    Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.


    Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.


    “Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.


    Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.


Internet: (com adaptações).



A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.

Caso a oração “‘Terrenos e galpões industriais ficam muito caros,’” fosse substituída por Terrenos e galpões industriais atingem preços muito elevados, a ideia central do trecho seria preservada, mas a estrutura sintática seria alterada.
Alternativas
Q4241266 Português
 A informação, um bem precioso: por que cuidar dos dados pessoais

A informação continua sendo um bem muito precioso. Mas você sabia que a forma de lidar com a informação, principalmente a que diz respeito ao indivíduo, tem exigido bastante transformações, mundo afora e aqui no Brasil? Pois é, as pessoas estão, cada vez mais, buscando maior controle sobre seus dados. Preservar conteúdos privados não é mais uma opção, tornou-se um compromisso inadiável: tanto do cidadão consigo mesmo, como do governo e das empresas que se relacionam com esses dados e que precisam escutar o clamor das pessoas, se não quiserem ficar para trás.

Provavelmente você concorda que é indispensável cuidar dos seus dados e dos dados das demais pessoas. Então é hora de conhecer ainda mais sobre a LGPD: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é a mudança mais importante no que se refere à privacidade de dados no Brasil. Aprovada em agosto de 2018, a lei já circula por aí e, como se pode perceber, não veio "para inglês ver", mas para auxiliar o Brasil a evoluir, de fato, no tema, gerando impactos positivos na vida de milhões de brasileiros.

Mas, afinal, o que é um dado pessoal? É simples: se uma informação permite identificar, direta ou indiretamente, um indivíduo que esteja vivo, então ela é considerada um dado pessoal, como nome, RG, CPF, gênero, data e local de nascimento, telefone, endereço residencial, localização via GPS, retrato em fotografia, prontuário de saúde, cartão bancário, renda, histórico de pagamentos, hábitos de consumo, preferências de lazer, endereço de IP e cookies, entre outros.



SERPRO. O que são dados pessoais? Portal LGPD. Brasília, DF: Serpro, [2023]. Disponível em: https://www.serpro.gov.br/lgpd/menu/protecao-de-dados/dados-pessoais-lgpd. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Analise o valor gramatical do vocábulo "que" em três ocorrências do texto: em "a que diz respeito ao indivíduo"; em "as empresas que se relacionam com esses dados"; em "no que se refere à privacidade". É correto afirmar que:
Alternativas
Q4241262 Português
Transparência, o melhor antídoto contra a corrupção


A Controladoria-Geral da União (CGU) acredita que a transparência é o melhor antídoto contra a corrupção, uma vez que ela é um importante mecanismo indutor para que os gestores públicos ajam com responsabilidade. Quando as informações sobre a arrecadação e a destinação do dinheiro público circulam de forma clara e acessível, cria-se um ambiente em que as decisões precisam ser justificadas e prestadas contas à população.

Uma gestão pública transparente permite à sociedade, com informações, colaborar no controle das ações de seus governantes, com o intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam. Esse acompanhamento não se restringe aos órgãos de fiscalização: o cidadão que consulta portais oficiais, questiona contratos e acompanha obras também exerce uma forma de vigilância sobre o uso do que pertence a todos.

Por isso, a participação social é tratada como um complemento necessário ao trabalho técnico dos órgãos de controle. Ao instituir canais de diálogo com diferentes segmentos da sociedade civil, o poder público busca fortalecer os mecanismos democráticos e promover uma atuação conjunta na implementação das políticas públicas, aproximando quem paga os tributos das decisões sobre onde e como aplicá-los.


BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Transparência Pública. Brasília, DF: CGU, [2024]. Disponível em: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transparencia-publica. Acesso em: 9 jul. 2026. (Texto adaptado.)
Julgue os itens quanto aos efeitos de sentido e à análise sintática de trechos do texto. Registre (V) para verdadeiro e (F) para falso.

(__)A expressão "com informações", isolada por vírgulas em "permite à sociedade, com informações, colaborar no controle", constitui adjunto deslocado cuja supressão mantém íntegra a estrutura do período.
(__)Em "cria-se um ambiente", a partícula "se" indica sujeito indeterminado, razão por que o verbo permanece invariável na terceira pessoa do singular, sem sujeito a que se prenda.
(__)A locução "de forma clara e acessível", em "as informações... circulam de forma clara e acessível", funciona como adjunto adverbial de modo e reforça a condição de que o texto faz depender o controle.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4237504 Português

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal


Por Marcio Atalla

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(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saudepassa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo, retirado do texto:

“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.

I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4234022 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1, julgue o seguinte item.


Não haveria prejuízo da correção gramatical nem comprometimento da coerência das ideias do primeiro parágrafo caso o período "Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental." fosse reescrito da seguinte forma: É fundamental para o profissional do direito a compreensão de como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública.

Alternativas
Q4234014 Português
Texto CB2A1

        A incorporação de novas tecnologias no setor público deixou de ser uma mera tendência para se tornar uma necessidade imperativa de modernização estatal. A inteligência artificial (IA) surge nesse cenário não apenas como uma ferramenta de automação, mas como um elemento transformador da própria atividade administrativa. Para o profissional do direito, compreender como os algoritmos interagem com os princípios constitucionais da administração pública é fundamental. Não se trata apenas de eficiência técnica, mas da preservação das garantias fundamentais do cidadão frente ao Estado digital.

        Entre os princípios constitucionais, a eficiência é, sem dúvida, o maior motor para a adoção da IA na gestão pública. A capacidade de processar grandes volumes de dados, agilizar execuções fiscais, realizar triagens em processos licitatórios e otimizar o atendimento ao cidadão é inquestionável. A IA permite que a administração pública realize mais com menos recursos e atinja a finalidade pública com presteza e rendimento funcional.

        No entanto, a busca pela eficiência não pode atropelar a segurança jurídica. A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo. Advogados que atuam nessa área devem estar atentos à natureza dos atos que estão sendo automatizados. Atos vinculados, que possuem requisitos objetivos definidos em lei, são candidatos ideais para a automação. Já os atos discricionários, que exigem juízo de valor e oportunidade, apresentam desafios complexos quando delegados a uma máquina.

        A automação não retira do Estado a responsabilidade pela higidez do ato. Pelo contrário, ela exige um controle prévio muito mais rigoroso sobre os parâmetros de programação do software. O advogado moderno precisa entender que a defesa do administrado, muitas vezes, passará pela auditoria dos critérios utilizados pelo algoritmo para deferir ou indeferir um pleito.

Internet: <https://legale.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativo ao texto CB2A1 e às ideias nele veiculadas.


No período "A celeridade processual obtida por meio de robôs não deve suprimir o devido processo legal administrativo." (terceiro parágrafo), o segmento "obtida por meio de robôs" restringe o sentido de "celeridade processual", especificando a forma por meio da qual ela é alcançada, sem alterar a relação de oposição estabelecida no período imediatamente anterior.

Alternativas
Q4233307 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Por que utilizar o CadÚnico como fonte de informação para orientar políticas públicas?

    O CadÚnico reúne dados da população com renda per capita de até meio salário-mínimo, ou até três salários-mínimos como renda familiar total. Os dados do cadastro contribuem para subsidiar dezenas de programas federais, notadamente aqueles voltados à população de baixa renda. Nesse sentido, aponta-se que o CadÚnico possui ampla abrangência da população pobre.
    No período 2016-2022 o CadUnico foi alvo de desmontes e desmobilizações. A partir de 2023 foram despendidos esforços no sentido do aprimoramento da base, inclusão de novas famílias via programas sociais, revisão de normas para aprimorar a averiguação e revisão cadastral, além do esforço do Ipea na geocodificação de toda a base que permite cruzamentos detalhados com bases diversas de dados, inclusive municipais.
    A principal desvantagem no uso dos dados do CadÚnico diz respeito ao fato de que se tratam de dados autodeclarados. Nesse sentido, há a recomendação de que o ministério responsável desenvolva uma estratégia de verificação, que pode ocorrer por amostragem, com o potencial de garantir maior confiabilidade aos dados.
    Um ponto que pode ser considerado uma desvantagem a longo prazo diz respeito ao maior foco do CadÚnico nas famílias mais vulneráveis, de modo que não necessariamente todas as famílias que deveriam ser atendidas pela Lei de ATHIS - aquelas com renda de até três salários-mínimos - estejam incluídas no Cadastro. Contudo, tendo em vista a necessidade de priorização dos beneficiários devido aos usualmente limitados recursos para implementação da referida legislação, vislumbra-se esta como uma vantagem, já que revela a parcela de maior vulnerabilidade e, nesse sentido, prioritária. 
    Complementarmente, o cadastro tem sido utilizado em distintas iniciativas para acompanhamento da situação habitacional. Os principais exemplos são do Espírito Santo, iniciativa do Instituto Jones dos Santos Neves desde 2015, que se beneficia também da possibilidade de desagregação dos dados para monitorar o déficit habitacional quantitativo municipal em periodicidade anual. A partir desta referência, o Instituto Mauro Borges desenvolveu metodologia semelhante em Goiás. Posteriormente, esta metodologia foi adaptada pelo Ipea para investigar a existência de déficit habitacional na situação de moradia anterior das famílias contempladas pelo Minha Casa Minha Vida, enquadradas na Faixa 1 do programa, nas 20 maiores cidades do país.

Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APUCADA (IPEA) Nota Técnica nº 55. Brasília, DF: Ipea, 2025.
No que diz respeito às classes de palavras e às funções sintáticas que os termos desempenham nos respectivos contextos oracionais, assinale a alternativa cuja análise está INCORRETA.
Alternativas
Q4231792 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação incorreta em relação a um dos elementos constitutivos do texto I.
Alternativas
Q4231601 Português
Atenção: Para responder à questão, leia a crônica de Rachel de Queiroz.


    Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em e branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.

    O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e eт pоисo ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que é o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.

    Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise políticа. 


(Adaptado de: RACHEL de Queiroz, 1990)
Sem que nenhuma outra alteração seja feita e sem prejuízo para a correção gramatical, o trecho que pode ser removido da frase está sublinhado em:
Alternativas
Q4231194 Português

As instituições e políticas de propriedade industrial (PI) têm implicações significativas para o desenvolvimento nacional em áreas distintas, como: os investimentos estrangeiros diretos, a produção e a disseminação de tecnologias digitais de informação e comunicação, a produção agrícola, a segurança alimentar, o acesso a medicamentos e à saúde pública, e a proteção da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais. Contudo, a autonomia do Estado brasileiro e sua gama de opções para a proteção da PI é em grande medida limitada por compromissos firmados em acordos internacionais, sobretudo pelo Acordo sobre Aspectos dos Direitos de PI Relacionados ao Comércio (TRIPS, em inglês), em vigor desde janeiro de 1995.

Embora a proteção dos direitos de PI ocorra em âmbito nacional, o TRIPS estende e especifica obrigações relativas ao escopo, ao objeto e à duração desta proteção. Ao integrar o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, em inglês), o acordo assegura que os mecanismos de resolução de controvérsias e sanções da Organização Mundial do Comércio (OMC) sejam aplicados à proteção da PI. Apesar de ser o principal acordo internacional sobre os direitos de PI, o TRIPS não é o único. Pelo contrário, diversos outros acordos sobre a PI compõem um arcabouço jurídico internacional altamente complexo e fragmentado. Notadamente, tais acordos foram criados com finalidades e em períodos históricos distintos e muitas vezes não abordam prioritariamente a governança da PI, mas, por exemplo, a do comércio ou a da biodiversidade.

O Brasil, como outros países em desenvolvimento, vê inconsistências entre o TRIPS e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), com implicações importantes para o combate à biopirataria e a proteção do patrimônio biológico. A principal apreensão dos países em desenvolvimento é que o TRIPS não exige que requerentes de patentes incorporem material genético ou conhecimentos tradicionais ao cumprimento das obrigações acordadas na CDB. Exigências de consentimento prévio da parte provedora e dos conhecimentos associados, bem como da repartição justa e equitativa, estão ausentes em TRIPS. Ademais, o TRIPS torna obrigatória a patenteabilidade de micro‑organismos, enquanto a CDB estipula que os países são soberanos para decidir sobre a proteção dos recursos genéticos presentes em seu território, incluindo micro‑organismos.



Internet: (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.
No trecho “o TRIPS estende e especifica obrigações relativas ao escopo, ao objeto e à duração desta proteção.”, são núcleos dos complementos nominais de “relativas”: “escopo”; “objeto”; “duração”; e “proteção”.
Alternativas
Q4231191 Português

As instituições e políticas de propriedade industrial (PI) têm implicações significativas para o desenvolvimento nacional em áreas distintas, como: os investimentos estrangeiros diretos, a produção e a disseminação de tecnologias digitais de informação e comunicação, a produção agrícola, a segurança alimentar, o acesso a medicamentos e à saúde pública, e a proteção da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais. Contudo, a autonomia do Estado brasileiro e sua gama de opções para a proteção da PI é em grande medida limitada por compromissos firmados em acordos internacionais, sobretudo pelo Acordo sobre Aspectos dos Direitos de PI Relacionados ao Comércio (TRIPS, em inglês), em vigor desde janeiro de 1995.

Embora a proteção dos direitos de PI ocorra em âmbito nacional, o TRIPS estende e especifica obrigações relativas ao escopo, ao objeto e à duração desta proteção. Ao integrar o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, em inglês), o acordo assegura que os mecanismos de resolução de controvérsias e sanções da Organização Mundial do Comércio (OMC) sejam aplicados à proteção da PI. Apesar de ser o principal acordo internacional sobre os direitos de PI, o TRIPS não é o único. Pelo contrário, diversos outros acordos sobre a PI compõem um arcabouço jurídico internacional altamente complexo e fragmentado. Notadamente, tais acordos foram criados com finalidades e em períodos históricos distintos e muitas vezes não abordam prioritariamente a governança da PI, mas, por exemplo, a do comércio ou a da biodiversidade.

O Brasil, como outros países em desenvolvimento, vê inconsistências entre o TRIPS e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), com implicações importantes para o combate à biopirataria e a proteção do patrimônio biológico. A principal apreensão dos países em desenvolvimento é que o TRIPS não exige que requerentes de patentes incorporem material genético ou conhecimentos tradicionais ao cumprimento das obrigações acordadas na CDB. Exigências de consentimento prévio da parte provedora e dos conhecimentos associados, bem como da repartição justa e equitativa, estão ausentes em TRIPS. Ademais, o TRIPS torna obrigatória a patenteabilidade de micro‑organismos, enquanto a CDB estipula que os países são soberanos para decidir sobre a proteção dos recursos genéticos presentes em seu território, incluindo micro‑organismos.



Internet: (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.
O período “Embora a proteção dos direitos de PI ocorra em âmbito nacional, o TRIPS estende e especifica obrigações relativas ao escopo, ao objeto e à duração desta proteção.” é formado tanto por oração subordinada quanto por orações coordenadas.
Alternativas
Q4231088 Português
Estudo aponta os comportamentos mais ligados ao equilíbrio emocional


Por Arthur Almeida









(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/ciencia-da-felicidade-estudo-apontaos-comportamentos-mais-ligados-ao-bem-estar.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação à construção sintática da frase “pessoas mais pacientes, confiantes, altruístas e cooperativas relataram níveis mais elevados de felicidade e satisfação com a vida”, retirada do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4231085 Português
Estudo aponta os comportamentos mais ligados ao equilíbrio emocional


Por Arthur Almeida









(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/ciencia-da-felicidade-estudo-apontaos-comportamentos-mais-ligados-ao-bem-estar.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a correta conversão da frase “O traço foi definido pelos pesquisadores como a capacidade de abrir mão de recompensas imediatas”, retirada do texto, para a voz ativa.
Alternativas
Respostas
41: A
42: C
43: B
44: E
45: C
46: B
47: A
48: C
49: A
50: C
51: B
52: C
53: C
54: B
55: D
56: A
57: E
58: C
59: B
60: B