Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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“Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular, que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.
Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.”
Machado de Assis. Dom Casmurro. Livraria Garnier. 1ª ed. em 1899.
Sobre a estruturação ou a significação desse texto, assinale a afirmativa incorreta.
Thomas Paine. Dissertação sobre os Primeiros Princípios do Governo. (1795)
Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta.
Thomas Jefferson, Declaração de Independência dos EUA. (1776)
Sobre a significação e a estruturação desse segmento, assinale a afirmativa correta.
Assinale a frase que mostra esse problema.

Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.
Após a leitura, analise as afirmativas a seguir:
I. No trecho “Um excesso de zelo que”, o termo “que” exerce função morfossintática de pronome relativo;
II. A oração “se fosse aplicado a temas realmente importantes”, classificada como oração subordinada adverbial condicional, está entre o sujeito e o verbo de uma oração, o que justifica o uso das vírgulas;
III. As orações “que talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo” e “que impacta diretamente sua vida” são orações subordinadas substantivas;
IV. No trecho “Um excesso de zelo”, o termo em destaque trata-se de um adjunto adnominal.
Após análise das afirmativas, pode-se afirmar que:
É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
Após a leitura, analise as afirmativas a seguir:
I. O termo “durante os jogos” exerce função sintática de adjunto adverbial;
II. O termo em destaque no trecho “É uma época em que [...]” trata-se de uma conjunção integrante;
III. O termo em destaque no trecho “[...] esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda [...]” trata-se de um pronome relativo;
IV. Os verbos “parece” e “esquecer” constituem uma locução verbal.
Após análise, conclui-se que:
“Se os mortos ressuscitassem e vissem o nosso mundo como anda, morreriam de novo e imediatamente. Mas, desta vez, de susto.”
Sobre os termos da frase acima, assinale a afirmativa incorreta.
“Os Lusíadas se tornou para nós um pesadelo, porque ninguém sabia onde o diabo escondia o sujeito da oração naqueles versos retorcidos.”
Sobre a significação ou a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.
INFINITA ENQUANTO DURE
Lucília Diniz
Por uma dessas indiscrições que a tecnologia permite, ficamos sabendo de uma conversa inusitada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente da China, Xi Jinping. Enquanto caminhavam em Pequim, os líderes falaram sobre a possibilidade de prolongar, ou até eternizar, a existência, por meio de transplantes de órgãos. Os dois septuagenários sentiam-se ainda muito jovens diante do que a tecnologia médica pode-lhes oferecer. Putin sempre divulgou imagens em que aparece praticando exercícios. Xi também é um notório fã de esportes, embora visivelmente mais discreto. Não me lembro de ter visto uma foto sua em que não usasse terno e gravata ou o traje tradicional chinês. Os líderes sabem, portanto, a relevância da atividade física, até porque precisam de muita energia para estar há tanto tempo à frente de duas enormes potências. Mas me espantou que a expectativa deles fosse a de recorrer a cirurgias para viver mais.
Não é uma questão apenas de governantes poderosos. Nos últimos anos, alguns dos maiores investidores do planeta, do Vale do Silício a fundado res de empresas de tecnologia e biotecnologia, têm colocado bilhões de dólares em start-ups que prometem retardar ou reverter o envelhecimento, rejuvenescer células e desenvolver medicamentos capazes de ampliar não só a expectativa, mas a qualidade de vida. Há quem aposte em terapias celulares, quem veja na inteligência artificial a chave para descobrir novas drogas e até quem gaste for tunas em regimes pessoais para ter, aos 50, exames compatíveis com os de alguém de 20.
É claro que a ideia de prolongar indefinidamente a existência não é nova. O fascínio da literatura com o potencial da ciência está em grandes obras da língua inglesa, que se tornaram clássicas justamente porque o tema é, com perdão da ironia, imortal. Temos o Frankenstein, em que o cientista obcecado em gerar vida no laboratório acaba criando um monstro. A busca pela juventude eterna é o mote de O Retrato de Dorian Gray, no qual uma pintura envelhece no lugar de seu dono. Mesmo o vampiro mais famoso de todos, o Drácula, é um ser que se eterniza à custa de sangue novo.
Hoje, porém, o grau de realismo científico já ultrapassa a ficção. Ao mesmo tempo, surgem questões filosóficas: se a imortalidade estivesse ao alcance, qual você escolheria? A do corpo que se mantém jovem indefinida mente? A da mente que não perde memória nem clareza? Se você soubesse que jamais morreria, quais seriam suas prioridades na vida?
Se tento responder, imagino que não gostaria de uma existência infinita sem a companhia das pessoas que amo. A minha escolha talvez recaísse sobre a eternidade da experiência afetiva, a possibilidade de atravessar gerações com os meus. Mas, no fundo, tenho para mim que o mais decisivo é viver bem a vida que se tem, sem jamais descuidar dela. Os cuidados preventivos de saúde, com boa alimentação e, sempre, o exercício, continuam sendo os pilares mais concretos para viver muito e, sobretudo, melhor. Foi graças à cultura de investir nesses cuidados que os avanços médicos nos proporcionaram o maior salto de qualidade de vida das últimas décadas. Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/ Acesso em: 06 jun. 2026.
Considere a tirinha do cartunista Alexandre Beck a seguir.

Texto para responder à questão.
Comunicação
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um… um… como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles…”
“Pois não?”
“Um… como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um… um… Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim, senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
“Sim, senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um… Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
[...]
“Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo…”
“Tentemos por outro lado. Para o que serve?”
“Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.”
“Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e…”
“Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!”
“Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!”
“É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um… um… como é mesmo o nome?”
(VERISSIMO, Luis Fernando. Comunicação. Amor brasileiro. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1977. p. 143-145. Fragmento.)

“Essa oportunidade está intimamente ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável”.
Coluna 1
1. Adjetivo e adjunto adnominal.
2. Adjetivo e predicativo do sujeito.
3. Pronome e adjunto adnominal.
4. Advérbio e adjunto adverbial.
Coluna 2
( ) “Essa”.
( ) “intimamente”.
( ) “ligada”.
( ) “populacional”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Coluna 1
(__)Não me informaram sobre a alteração do cronograma da seleção.
(__)Convidar-te-ei para participar da comissão organizadora do evento.
(__)Entregaram-lhe toda a documentação exigida pela banca examinadora.
(__)Quando nos encaminharão o resultado definitivo do processo seletivo?
(__)Comprometeram-se a cumprir integralmente as exigências previstas no edital.
Coluna 2
I.Próclise.
II.Mesóclise.
III.Ênclise.
Correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.