Questões de Concurso
Sobre o fazer filosófico em filosofia
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Acerca de aspectos relativos à ética e aos seus princípios, bem como a compliance na administração pública, julgue o item a seguir.
A ética como ciência ocupa-se da análise da atuação instintiva do ser humano a partir de sua avaliação como boa ou ruim.
Assinale a opção que indica a intervenção mais adequada para transmitir essa visão.
Leia os trechos a seguir.
Os cavalos que me conduzem levaram-me tão longe quanto meu coração poderia desejar, pois as deusas guiaram-me, através de todas as cidades, pelo caminho famoso que conduz o homem que sabe. Jamais se conseguirá provar que o não-ser é; afasta, portanto, o teu pensamento desta via de investigação, e nem te deixes arrastar a ela pela múltipla experiência do hábito, nem governar pelo olho sem visão, pelo ouvido ensurdecedor ou pela língua; mas com a razão decide da muito controvertida tese, que te revelou minha palavra.
Adaptado de BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 2000.
O poema de Parmênides instaura uma exigência que o distingue da discursividade mítica tradicional.
Essa exigência diz respeito ao fato de que a verdade deve ser
Assinale a opção coerente com essa posição.
A reflexão filosófica sobre como orientar a ação humana se divide em níveis distintos. A metaética investiga o estatuto dos juízos morais, enquanto a ética normativa busca estabelecer critérios para determinar o que devemos fazer.
Assinale a opção que exemplifica um problema metaético.
Considere a seguinte situação.
Em uma discussão sobre a noção de verdade, diversos alunos afirmam que “cada pessoa tem a sua própria verdade”. Em vez de aceitar ou rejeitar a afirmação de imediato, o professor de Filosofia decide transformá-la em objeto de investigação para a aula.
Considerando os elementos característicos da atitude filosófica, a abordagem mais adequada nesse caso é
O positivismo como fundamento da geografia tradicional
I manifesta-se na redução da realidade ao mundo dos sentidos, circunscrevendo todo trabalho científico ao domínio da aparência dos fenômenos.
II baseia-se na concepção crítica à hierarquização das ciências, postulando a geografia como ciência de análise.
III sustenta a ideia da existência de um único método de interpretação, comum a todas as ciências, isto é, a não aceitação da diferença de qualidade entre o domínio das ciências humanas e o das ciências naturais.
IV priorizou a diversidade e a flexibilidade dos princípios elaborados ao longo do processo de constituição da disciplina.
Assinale a opção correta.
Leia o excerto a seguir:
"A moral não é um dado natural, nem possui validade universal e imutável. Ela resulta de processos históricos nos quais determinados valores se impõem como superiores, muitas vezes negando impulsos fundamentais da vida. Cabe, portanto, investigá-la em sua origem, desvelando as condições sob as quais tais valores foram criados e consolidados."
(NIETZSCHE, Friedrich. Adaptado.)
Tendo como base os estudos de Nietzsche, assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto a seguir:
A crítica da moral desenvolvida por Nietzsche propõe uma análise __________ dos valores, buscando compreender sua origem histórica e questionar sua pretensa universalidade.
A digitalização não é apenas uma nova ferramenta para velhos métodos, mas um desafio à própria autocompreensão da didática da filosofia. Plataformas de diálogo assíncrono, inteligência artificial generativa e ambientes de realidade virtual colocam questões sobre a natureza do diálogo filosófico, a autoria do pensamento e a mediação da experiência. Podemos falar em um ‘digitales Philosophieren’ específico? Ele amplia ou empobrece as condições da reflexão? A didática precisa desenvolver critérios normativos para o uso digital que preservem os objetivos centrais da filosofia: a profundidade reflexiva, a autoria do pensamento e a relação intersubjetiva crítica.
KIRCHNER, C.; WIESE, M. Digitales Philosophieren. Journal für Didaktik der Philosophie und Ethik, Sonderheft “Digitalität”, p. 10–15, 2022.
A partir do texto acima e de seus conhecimentos, pode-se concluir que:
Durante aula sobre argumentação filosófica, um professor apresenta aos estudantes o seguinte texto de um aluno:
"Eutanásia deveria ser legalizada. Muitas pessoas sofrem dores insuportáveis em doenças terminais. É cruel prolongar sofrimento desnecessário. Países como Holanda e Bélgica já legalizaram. Portanto, deveríamos seguir esse exemplo."
O professor solicita que os estudantes identifiquem: (1) a tese defendida, (2) os argumentos oferecidos, (3) distinção entre premissas factuais e normativas, e (4) lacunas argumentativas.
Assinale a alternativa que apresenta a identificação correta.
O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.
(Alejandro Cerletti.
O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)
Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)
Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
(Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)
No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
(David Hume. Tratado da natureza humana, 2009. Adaptado)
No trecho, Hume introduz o célebre “tom de azul ausente”. À luz desse recurso, conclui-se que, para o filósofo, o episódio serve para
(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)
Segundo Cerletti, a ideia de que cada professor transmite a “sua biblioteca” indica que a formação filosófica