Questões de Concurso
Sobre o fazer filosófico em filosofia
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O ensino de filosofia mantém com a interdisciplinaridade um diálogo importante, assim como o faz com as demais ciências. Relativamente a esse assunto, julgue o item a seguir.
O método cartesiano influenciou positivamente a perspectiva
interdisciplinar.
Não se pode fugir à filosofia. Pode perguntar-se apenas se é consciente ou inconsciente, boa ou má, confusa ou clara. Quem recusar a filosofia está realizando um ato filosófico de que não tem consciência.
Karl Jaspers. In: Angélica Sátiro. Pensando melhor: iniciação ao filosofar. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 39.
Quanto ao assunto do texto precedente, é corretor afirmar que a filosofia pressupõe constante disponibilidade para
O que a etimologia do termo FILOSOFIA expressa a respeito da atividade filosófica? Marque a alternativa que é uma interpretação ERRADA dessa etimologia:
I. ler textos filosóficos de modo racional; II. ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros; III. elaborar por escrito o que foi apropriado de modo dialético; IV. debater, tomando uma posição, defendendoa argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais consistentes.
Está correto o que consta em
( ) Precisa ser dialógico e dinâmico junto aos outros conteúdos. ( ) Fornecer as bases epistemológicas para a formação de novos filósofos. ( ) Premissa fundante reside em reconhecer que todos os homens são filósofos. ( ) Sair do senso comum e ir para a consciência crítica. ( ) Os educandos devem aprender a pensar, isso significa sair da menoridade.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Relacione corretamente as frases apresentadas a seguir com as respectivas perspectivas filosóficas, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. A verdade está na realidade.
2. Penso logo existo.
3. Só sei que nada sei.
4. O homem é a medida de todas as coisas.
Coluna II
( ) racionalismo
( ) relativismo
( ) ceticismo
( ) empirismo
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
Em filosofia, o dogmatismo é a perspectiva que sustenta a possibilidade do conhecimento com a probabilidade de alcance da certeza.
A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
O caráter inconclusivo das respostas filosóficas é uma particularidade do modo de pensar filosófico que se projeta em outras questões, o que faz da filosofia um campo sempre aberto à investigação.
Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:
As três questões fundamentais da filosofia são:
I. O que existe no mundo.
II. Como sabemos o que existe no mundo.
III. O que vamos fazer a respeito do que existe no mundo.
Com relação a essas três questões, é correto afirmar que:
Leia o texto abaixo.
“[…] não exigirei que um sistema seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico”.
Popper, A lógica da pesquisa científica.
O critério de demarcação da ciência na Filosofia de Popper pode ser compreendido como: