Questões de Concurso
Sobre o fazer filosófico em filosofia
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Na caracterização de atividade filosófica, Chauí define “crítica” como
No entendimento de Chauí, as indagações são sistemáticas, pois
No contexto da explicação de Chauí, o filósofo é identificado por Pitágoras como aquele que
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). p. 407-408.
A partir do excerto acima é correto afirmar que
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
I. O caso apresentado mostra uma crença verdadeira e justificada que não pode ser considerada conhecimento, pois depende de uma circunstância aleatória que compromete a justificativa.
II. A definição tradicional de conhecimento como crença verdadeira justificada é insuficiente para lidar com casos em que a justificativa é comprometida por coincidências.
III. Para que uma crença possa ser considerada conhecimento, é necessário, além de uma justificação, que exista uma ligação confiável entre a crença e a verdade, o que não ocorre no caso apresentado.
IV. Mesmo que João esteja correto sobre o horário, a justificativa apresentada não é suficientemente robusta para caracterizar conhecimento, pois não envolve um processo confiável de avaliação ou verificação por parte do sujeito.
Quais estão corretas?
•A experiência sensorial é a base do conhecimento, mas apenas a filosofia pode transformar a percepção em compreensão universal.
•O pensamento empírico observa e experimenta, enquanto o filosófico busca compreender as condições que tornam o conhecimento possível.
•O empírico e o filosófico não são excludentes; o primeiro testa o real, e o segundo estrutura as teorias que nos ajudam a interpretá-lo.
Com base nos trechos apresentados, assinale a alternativa que melhor sintetiza a relação entre pensamento empírico e filosófico.
Coluna 1
1. Questionar o que é dado como certo é o primeiro passo para compreender profundamente. 2. A reflexão sobre a própria vida é indispensável para a construção de uma existência significativa. 3. A filosofia é o estudo sistemático dos fundamentos últimos do ser e do saber, orientado pela razão. 4. Examinar as limitações do que se pode conhecer é tão necessário quanto explorar novas verdades. 5. A filosofia não elabora teorias, mas busca a clarificação e o aprofundamento de problemas.
Coluna 2
( ) Filosofia como prática ética e sabedoria de vida, promovendo reflexões sobre como viver melhor. ( ) Filosofia como ciência dos primeiros princípios da realidade e do conhecimento. ( ) Filosofia como exercício de problematização crítica, levantando questões sobre pressupostos básicos. ( ) Filosofia como análise crítica, focada em esclarecer conceitos e reformular questões fundamentais. ( ) Filosofia como estudo dos limites e possibilidades do conhecimento humano.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Dos padres apostólicos do século I; II. Dos padres apologistas do século II; III. A patrística propriamente dita a partir do século III.
O que respectivamente caracteriza cada um desses períodos?
A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.
Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021
Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).
A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
Com base no texto apresentado, assinale a opção que indica uma proposta adequada à elaboração de um plano de aula que promova postura filosófica.
O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nas reflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.
I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.
II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.
III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.
IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.
V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.
Está CORRETO o que se afirma em:
A partir do enunciado acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Observe a imagem a seguir:

Disponível em: https://pt.dreamstime.com/bando-branco-de-cisne. Acesso em: novembro de 2024.)
Segundo Karl Popper, por mais que se tenha observado o maior número possível de cisnes, não é possível dizer que todos os cisnes são brancos; afinal, nem todos os cisnes do mundo foram observados. Trata-se de um exemplo referente a:
“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).
O trecho acima pode ser interpretado de que forma?
1. A mensuração e a experiência como procedimentos únicos do conhecimento verdadeiro. 2. A distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual. 3. A diferença entre opinião e saber ou conhecimento intelectual. 4. A diferença entre aparência e essência. 5. A determinação das fontes de conhecimento como sensação, percepção imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição intelectual.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
(FAVARETO, Celso F. "Notas sobre ensino de Filosofia". In: ARANTES, Paulo Eduardo, et alii. A filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1993, p. 77).
Com base na reflexão acima e suas possíveis consequências, analise as afirmativas abaixo.
I. O texto apresenta uma crise da Filosofia, porém, independente da perda de seu assunto instituído, provoca a sua valorização e o desenvolvimento de novos estilos de Filosofar. II. A escolha do programa, por ser este necessariamente aberto, pode ser desenvolvido por qualquer professor, desde que tenha um conhecimento panorâmico das “Histórias das Ideias” e das “Ciências Humanas”. III. O importante não é a discussão sobre opções de conteúdo: informações, rede conceitual, problemas, mas sim, o que possa garantir a entrada nos procedimentos filosóficos; isto é, à produção da familiaridade com um modo de linguagem que articula fabricação de conceitos, argumentação, sistematicidade e significação. IV. O importante para um programa de Filosofia é estabelecer recortes efetuados na tradição conhecida como História da Filosofia, no elenco das áreas filosóficas tradicionais e atuais.
Estão corretas as afirmativas: