Questões de Concurso Sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia

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Q3529272 Filosofia
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso comum, uma superação da opinião, a dialética platônica tem como ponto de partida o senso comum e a opinião, submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade divina superior” (2010. Adaptado).

Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
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Q3529271 Filosofia
“Lembremos a figura de Sócrates. Procurado pelos jovens, passava horas discutindo na praça pública. Interpelava os transeuntes, dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos que julgavam entender determinado assunto: “O que é a coragem e a covardia?”, “O que é a beleza?”, “O que é a justiça?”, “O que é a virtude?”. Desse modo, Sócrates não fazia preleções, mas dialogava. Ao final, o interlocutor concluía não haver saída senão reconhecer a própria ignorância.”

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
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Q3529270 Filosofia
O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento 91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior teria acrescentado, “e nós também não somos mais os mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive, no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um acesso mais permanente ao real.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
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Q3529269 Filosofia
“Filósofos pré-socráticos, em muitos casos, certamente deixaram uma obra escrita, que conhecemos em parte, como p.ex. o Poema de Parmênides, e o tratado Da natureza de Heráclito. Entretanto, essas obras não sobreviveram integralmente. São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.”

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Destaca Danilo Marcondes que a diferença entre essas duas fontes consiste em que
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Q3529267 Filosofia
No livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Egeu. Essas colônias, dentre as quais se destacaram Mileto e Éfeso, foram importantes portos e entrepostos comerciais. Eram cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos” (2010. Adaptado).

No que diz respeito à origem da Filosofia, para o autor, o cosmopolitismo cultural promoveu
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Q3525812 Filosofia
Danilo Marcondes explica, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, um ponto fundamental do pensamento dos filósofos pré-socráticos: “A característica central da explicação da natureza pelos primeiros filósofos é […] o apelo à noção de causalidade. O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica. […] A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a possibilidade de se ir […] até o infinito. […] Surge a necessidade de se estabelecer uma causa primeira […] que sirva de ponto de partida para todo o processo racional”.

Entre os filósofos pré-socráticos, Demócrito concebia como princípio explicativo mencionado
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Q3525806 Filosofia
Sobre a relação entre Platão e Sócrates, Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, afirma: “A crítica de Platão a Sócrates diz respeito […] à concepção de filosofia como método de análise, que […] seria […] insuficiente para caracterizá-la. Seu principal argumento era que um método necessita, para a sua aplicação correta e eficaz, de um fundamento teórico que estabeleça exatamente os critérios segundo os quais o método é aplicado de forma correta e eficaz. […] É esse o papel da famosa teoria platônica das ideias ou das formas, que pode ser considerada o início da metafísica clássica”.

Segundo Marcondes, a principal função da Teoria das Ideias de Platão é
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Q3525801 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes discute diferentes teorias metafísicas da Antiguidade. Dentre elas, o contraste entre Aristóteles e Platão. Nas palavras do autor: “Aristóteles, ao contrário de Platão, valoriza os sentidos e sua contribuição para o desenvolvimento do conhecimento. Enquanto Platão considerava os sentidos pouco confiáveis, proporcionando apenas uma ‘visão de sombras’, Aristóteles os vê como pontos de partida do processo de conhecimento e indispensáveis para esse processo”.

No excerto, a diferença entre teoria metafísica apresentada e a platônica diz respeito à
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Q3525792 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aborda a transição do pensamento mítico para o filosófico. Diz ele: “O pensamento mítico, com seu apelo ao sobrenatural e aos mistérios, vai assim deixando de satisfazer às necessidades da nova organização social, mais preocupada com a realidade concreta […]. É nesse contexto que o pensamento filosófico-científico encontrará as condições favoráveis para o seu nascimento”.

Com base no excerto, a transição mencionada se caracteriza como
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Q3525100 Filosofia
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
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Q3523476 Filosofia
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
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Q3523475 Filosofia
Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron, como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado).
Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica
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Q3523473 Filosofia
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que
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Q3523472 Filosofia
A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário
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Q3504305 Filosofia
De acordo com a Teoria das Ideias de Platão, é correto afirmar que
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Q3504304 Filosofia
Jean-Pierre Vernant (1994) analisa O universo espiritual da polis e assevera:

“O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento político por excelência, a chave de toda autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem.”

Com base no fragmento, o termo grego que expressa o poder da palavra e toda a força de persuasão é 
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Q3504303 Filosofia
Giorgio Colli (1996), ao tratar sobre o desafio do enigma, expressa:

“Através do oráculo, Apolo impõe ao homem a moderação, enquanto ele próprio é imoderado; exorta-o ao controle de si, enquanto ele se manifesta através de um “páthos” incontrolado – com isso o deus desafia o homem, provoca-o, quase o instiga a desobedecê-lo. Tal ambiguidade se imprime na palavra do oráculo, faz dela um enigma.”

Com base nesse fragmento, é correto afirmar que 
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Q3504301 Filosofia
Estudos recentes têm destacado a presença das mulheres na filosofia, buscando visibilidade e reconhecimento das filósofas ao longo da história e a importância de suas contribuições. Filósofas contemporâneas defendem que as mulheres sempre estiveram presentes, mas foram silenciadas durante muitos séculos. Na filosofia antiga, temos Diotima de Mantineia (séc. V a.C.), mestra de Sócrates. Embora Diotima possa ser uma figura mítica ou alegórica, ela simboliza tanto a exclusão quanto a participação das mulheres no nascimento da filosofia. A obra de Platão em que Diotima aparece é 
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Q3504300 Filosofia
Estudos recentes sugerem que a filosofia reelabora e racionaliza as narrativas míticas ao identificar suas contradições e buscar novas explicações baseadas na razão. Nesse sentido, é correto afirmar que 
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Q3504299 Filosofia
Marilena Chauí (1994) aborda o nascimento da filosofia e discute a tese de uma "filiação oriental da filosofia". Segundo a autora, 
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Respostas
141: A
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