Questões de Concurso Sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia

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Q3504303 Filosofia
Giorgio Colli (1996), ao tratar sobre o desafio do enigma, expressa:

“Através do oráculo, Apolo impõe ao homem a moderação, enquanto ele próprio é imoderado; exorta-o ao controle de si, enquanto ele se manifesta através de um “páthos” incontrolado – com isso o deus desafia o homem, provoca-o, quase o instiga a desobedecê-lo. Tal ambiguidade se imprime na palavra do oráculo, faz dela um enigma.”

Com base nesse fragmento, é correto afirmar que 
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Q3504301 Filosofia
Estudos recentes têm destacado a presença das mulheres na filosofia, buscando visibilidade e reconhecimento das filósofas ao longo da história e a importância de suas contribuições. Filósofas contemporâneas defendem que as mulheres sempre estiveram presentes, mas foram silenciadas durante muitos séculos. Na filosofia antiga, temos Diotima de Mantineia (séc. V a.C.), mestra de Sócrates. Embora Diotima possa ser uma figura mítica ou alegórica, ela simboliza tanto a exclusão quanto a participação das mulheres no nascimento da filosofia. A obra de Platão em que Diotima aparece é 
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Q3504300 Filosofia
Estudos recentes sugerem que a filosofia reelabora e racionaliza as narrativas míticas ao identificar suas contradições e buscar novas explicações baseadas na razão. Nesse sentido, é correto afirmar que 
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Q3504299 Filosofia
Marilena Chauí (1994) aborda o nascimento da filosofia e discute a tese de uma "filiação oriental da filosofia". Segundo a autora, 
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Q3482336 Filosofia
Sobre a história do pensamento geográfico e os fundamentos que contribuíram para a constituição da Geografia como ciência, analise as afirmativas a seguir:

I. A filosofia foi essencial na formação do pensamento geográfico, oferecendo um embasamento conceitual para as ciências, por meio da reflexão abstrata e geral sobre o conhecimento.

II. A consolidação da geografia como disciplina científica se deu a partir do século XVIII, quando houve um aumento na quantidade de conhecimento e no número de instrumentos técnicos disponíveis.

III. As teorias geográficas são independentes das demais áreas do saber e não utilizam conceitos emprestados de outras ciências.

IV. Os pensadores pré-socráticos, principalmente das escolas Jônica, Itálica e Eleata, influenciaram a base filosófica da geografia ao proporem reflexões sobre a natureza.

Estão CORRETAS:
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Q3453573 Filosofia
Ética na Administração Pública: Filósofo da Grécia Antiga, que foi precursor do estudo aprofundado da Ética. Escolha nas alternativas a que se refere ao filósofo expoente desse estudo.
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Q3440101 Filosofia
    Sócrates caracterizou seu método como maiêutica, que significa literalmente a arte de fazer o parto, uma analogia com o ofício de sua mãe, que era parteira. Ele também se considerava um parteiro, mas de ideias. O papel do filósofo, portanto, não é transmitir um saber pronto e acabado, mas fazer com que outro indivíduo, seu interlocutor, através da dialética, da discussão no diálogo, dê à luz suas próprias ideias (Teeteto, 149a-150c).

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. p. 47.

A partir da passagem acima, avalie os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F).

( ) O método socrático da maiêutica tem como objetivo principal a exposição do conhecimento acumulado pelo filósofo, que deve ser transmitido aos discípulos.
( ) A maiêutica é uma metáfora para explicar que o conhecimento verdadeiro nasce do próprio interlocutor, com auxílio do diálogo.
( ) A mãe de Sócrates era parteira, assim se compara seu papel de filósofo ao de alguém que auxilia no nascimento de ideias.
( ) O diálogo e a discussão são ferramentas essenciais no método socrático, pois permitem ao interlocutor desenvolver o próprio pensamento.

A opção que representa corretamente a sequência das afirmações é:
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Q3440100 Filosofia
Na obra de Marilena Chaui, Convite à filosofia, nos deparamos com a comparação entre mito e filosofia. Veja os dois textos a seguir:

Texto I
   O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.

Texto II
   O mito narrava a origem por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos naturais primordiais [...] por meio de causas naturais e impessoais [...].

CHAUI, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 36.

Comparando os dois textos é possível afirmar que
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Q3440086 Filosofia
     Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias. À primeira [...] parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro. [...] Assim, se o que move é também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito [...]. É então necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum outro, e este, todos entendem: é Deus.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base em um princípio da filosofia clássica, qual seja: 
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Q3440085 Filosofia
      A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.

COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.

Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na
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Q3440074 Filosofia
Durante uma aula de Filosofia no 2º ano do Ensino Médio, o professor a imagens de um edifício emblemático do brutalismo brasileiro.

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: Foto por Felipe Lavignatti para o Arte Fora do Museu - www.arteforadomuseu.com.br

Alguns estudantes estranham o estilo e comentam que ele “não parece bonito”, ao que o professor aproveita para propor uma reflexão: “É possível pensar a beleza de uma obra que não busca agradar, mas impactar?” Em seguida, ele apresenta a concepção de beleza em Aristóteles, fundamentada nos princípios de harmonia, proporção e finalidade, e propõe aos estudantes uma reflexão sobre se – e de que modo – esses critérios podem ser aplicados à arquitetura contemporânea.
Ao relacionar uma obra arquitetônica contemporânea com a concepção clássica de beleza, o professor está promovendo uma abordagem filosófica voltada para: 
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Q3427747 Filosofia
Sobre a metafísica aristotélica, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, afirmam: “Toda a estrutura teórica da filosofia aristotélica desemboca no divino, numa teologia. A descrição das relações entre as coisas leva ao reconhecimento da existência de um ser superior e necessário (...). Porque, se as coisas são contingentes (...), é preciso concluir que são produzidas por causas exteriores a elas”.
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, a estratégia aristotélica para evitar a regressão infinita fundamenta-se
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Q3427731 Filosofia
Em sua obra Boas-vindas à Filosofia, Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”.
A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a
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Q3427721 Filosofia
Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, aborda uma das principais teses da filosofia aristotélica: “a virtude está no meio (meson); por exemplo, o corajoso não é aquele que nada teme, nem o que tudo teme, mas sim o que tem uma dose certa de temor que é a cautela, sem contudo perder a iniciativa, e evitando o excesso que seria a temeridade”.
A tese aristotélica mencionada por Danilo Marcondes, no excerto, implica que a conduta ética deve
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Q3333297 Filosofia
É fato que o excesso de exercícios bem como a deficiência destes arruínam o vigor; do mesmo modo, tanto a bebida e o alimento em demasia quanto a falta destes arruínam a saúde, quando em proporção adequada a produzem, aumentam e preservam. O mesmo acontece em relação à moderação, à coragem e às outras virtudes. Aquele que, tomado pelo medo, de tudo foge e nada suporta se torna um covarde, ao passo que aquele que não experimenta medo diante de coisa alguma e tudo enfrenta se torna um temerário. Do mesmo modo, aquele que se curva a todos os prazeres e não se refreia diante de nenhum se converte em um licencioso. Por outro lado, quem se afasta de todos os prazeres, como os indivíduos rudes, se torna [um indivíduo] insensível.

(Aristóteles, 2001)

Segundo Aristóteles, para alcançar a virtude, é necessário
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Q3333295 Filosofia
A escola estoica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (344-262 a.C.). A doutrina estoica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão, Cleantes (330-232 a.C.) e Crisipo (280-206 a.C.). O estoicismo concebe a filosofia de forma sistemática e composta de três partes fundamentais: a física, a lógica e a ética, cuja relação é explicada através da metáfora da árvore. A física corresponderia à raiz, a lógica ao tronco e a ética aos frutos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a
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Q3333291 Filosofia
O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui a forma básica da explicação científica, e é, em grande parte, por esse motivo que consideramos as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre o real dos filósofos jônicos como o início do pensamento científico. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determina.

(Marcondes, 2010)

Segundo Danilo Marcondes, no entanto, um problema epistemológico inerente à explicação causal é 
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Q3325677 Filosofia
A reflexão sobre as causas do movimento e da mudança era central para os gregos. Nesse sentido, Aristóteles desenvolveu a teoria das quatro causas. São elas, EXCETO: 
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Q3283837 Filosofia
Acerca do conhecimento humano, Platão afirmou no diálogo Teeteto:

“Disse essa pessoa que conhecimento é opinião verdadeira acompanhada de explicação racional, e que sem esta deixava de ser conhecimento”.

Fonte: PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1968. p. 201c.

Com base na passagem citada, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) O conhecimento exige que a crença seja verdadeira, mas a justificativa é dispensável, desde que haja convicção.
( ) O conceito de opinião verdadeira, sem justificativa, não é suficiente para caracterizar o conhecimento da realidade empírica na perspectiva de Platão.
( ) A explicação racional desempenha um papel fundamental na distinção entre conhecimento e opinião no pensamento platônico.

A sequência correta é
Alternativas
Q3222060 Filosofia
O surgimento do logos na filosofia grega antiga marca uma nova abordagem racional frente às explicações míticas tradicionais. Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
141: C
142: B
143: C
144: C
145: B
146: C
147: C
148: B
149: E
150: E
151: D
152: A
153: E
154: A
155: A
156: E
157: E
158: B
159: C
160: E