Questões de Concurso Para filosofia

Foram encontradas 4.263 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3333319 Filosofia
Na maioria das sociedades ocidentais, grandes diferenças de salário e de estatuto social são comumente aceitas como normais, desde que nasçam de situações de igualdade de oportunidades. A ideia é a de que não existe qualquer injustiça no fato de Maria ganhar dez vezes mais do que José desde que José tenha tido a sua oportunidade de estar no lugar que Maria ocupa hoje. Suponhamos que a diferença de salário se deva ao fato de Maria ser médica enquanto José é trabalhador rural. Isto seria aceitável se José tivesse tido a mesma oportunidade que Maria de se tomar médico: se os resultados escolares de José tivessem sido tão bons como os de Maria, ele teria também podido estudar Medicina, tornar-se médico e ganhar dez vezes mais. A vida, nesta perspectiva, é uma espécie de corrida na qual é justo que os vencedores recebam os prémios, desde que todos tenham tido condições iguais na partida.

(Singer, 2018. Adaptado)

Para Peter Singer, essa concepção de igualdade de oportunidades
Alternativas
Q3333318 Filosofia
Peter Singer aponta que: “John Rawls defendeu, na sua influente obra Uma Teoria da Justiça, que a igualdade pode ser fundamentada nas características naturais dos seres humanos, desde que escolhamos aquilo que ele chama uma propriedade de base geral. Suponhamos que desenhamos um círculo numa folha de papel. Todos os pontos contidos nesse círculo têm a propriedade de estar contidos nesse círculo e têm essa propriedade por igual – é essa a “base geral”. Alguns pontos podem estar mais perto do centro e outros mais próximos da periferia, mas todos eles são igualmente pontos no interior do círculo”.

(Singer, 2018. Adaptado)

Para Peter Singer, a propriedade geral comum aos seres humanos apontada por John Rawls é
Alternativas
Q3333317 Filosofia
Algumas pessoas pensam que a ética é inaplicável ao mundo real por a encararem como um sistema de regras curtas e simples do tipo “Não mintas”, “Não roubes” ou “Não mates”. Não admira que quem adota esta visão da ética pense que esta não se adapta às complexidades da vida. Em situações não rotineiras, as regras simples entram em conflito; e, mesmo quando isso não: acontece, seguir uma regra pode levar ao desastre. Em circunstâncias normais, pode ser um mal mentir, mas no caso de uma pessoa que vivesse na Alemanha nazi e a quem a Gestapo batesse à porta à procura de judeus, por certo seria correto negar a existência de uma família judia escondida no sótão.

(Singer, 2018. Adaptado)

Segundo Peter Singer, uma teoria ética que supera os limites das éticas baseadas em regras simples é
Alternativas
Q3333316 Filosofia
O ingresso de Jean-Jacques Rousseau na república das letras deu-se com a obtenção do prêmio concedido pela Academia de Dijon, que havia proposto o seguinte tema para dissertação: “O restabelecimento das ciências e das artes teria contribuído para aprimorar os costumes?’’ Ao responder negativamente a essa questão, Rousseau iria marcar uma posição bem diferente do espírito iluminista da época. “Se nossas ciências são inúteis no objeto que se propõem, são ainda mais perigosas pelos efeitos que produzem”. Antes pois de defender o processo de difusão das luzes, impõe-se perguntar sobre que tipo de saber tem norteado a vida dos seres humanos.

(Nascimento, Milton Meira do. In: Weffort, 2006. Adaptado)

A crítica às ciências e às artes, contudo, não significa uma recusa do que seria a verdadeira ciência, a qual, para Rousseau, consiste
Alternativas
Q3333315 Filosofia
Até Montesquieu, a noção de lei compreendia três dimensões essencialmente ligadas à ideia de lei de Deus. As leis exprimiam uma certa ordem natural, resultante da vontade de Deus. Elas exprimiam também um dever-ser, na medida em que a ordem das coisas estava direcionada para uma finalidade divina. Finalmente, as leis tinham uma conotação de expressão da autoridade. As leis eram simultaneamente legítimas (porque expressão da autoridade), imutáveis (porque dentro da ordem das coisas) e ideais (porque visavam uma finalidade perfeita).

(Albuquerque, J. A. G. In: Weffort, 2006)

Como aponta José-Augusto Guilhon-Albuquerque, Montesquieu abandona a concepção de lei associada a uma ideia de Deus para definir as leis como
Alternativas
Q3333314 Filosofia
A teoria da propriedade de Locke, que é muito inovadora para sua época, difere bastante da de Hobbes. Para Hobbes, a propriedade inexiste no estado de natureza e foi instituída pelo Estado-Leviatã após a formação da sociedade civil. Assim como a criou, o Estado pode também suprimir a propriedade dos súditos.

(Leonel Itaussu Almeida Mello. In: Weffort, 2006)

Como ressalta Leonel I. Almeida Mello, para John Locke, por outro lado, a propriedade
Alternativas
Q3333313 Filosofia
John Locke tornou-se célebre principalmente como autor do Segundo tratado, que, no plano teórico, constitui um importante marco da história do pensamento político e, a nível histórico concreto, exerceu enorme influência sobre as revoluções liberais da época moderna. O Segundo tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil. Nele, Locke sustenta a tese de que nem a tradição nem a força seriam fontes legítimas do poder político.

(Leonel I. Almeida Mello. In: Weffort, 2006)

Para Leonel I. Almeida Mello, a única fonte legítima de poder político segundo John Locke é
Alternativas
Q3333312 Filosofia
A chave para entender o pensamento de Thomas Hobbes é o que ele diz do estado de natureza. Sabemos que Hobbes é um contratualista, quer dizer, um daqueles filósofos que, entre o século XVI e o XVIII, afirmaram que a origem do Estado e/ou da sociedade está num contrato: os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras de convívio social e de subordinação política.

(Janine Ribeiro. In: Weffort, 2006)

Para Renato Janine Ribeiro, a justificativa para o contrato social em Hobbes baseia-se
Alternativas
Q3333311 Filosofia
Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí têm sua origem. Maquiavélico e maquiavelismo são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas.

(Sadek, 2006. In: Weffort, 2006)

Segundo Maria Tereza Sadek, as acepções comuns do maquiavelismo estão associadas a
Alternativas
Q3333310 Filosofia
É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos, pois, nesse nível, podemos concordar ou discordar sobre a maneira como se exprime a experiência do mundo, as vivências cotidianas, as crenças e opiniões, entre outras.

(Savian Filho, 2010. Adaptado)

Segundo esclarece o autor, o debate filosófico ocorre, principalmente, em torno às premissas porque 
Alternativas
Q3333309 Filosofia
Consideremos a seguinte sentença: “Deve ter chovido recentemente, porque os peixes não estão mordendo a isca”. Se imaginarmos a cena descrita por essa sentença, podemos montar o seguinte argumento: “Sempre que chove, os peixes não mordem a isca. Os peixes não estão mordendo a isca. Então, deve ter chovido recentemente”.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, esse argumento deve ser considerado
Alternativas
Q3333308 Filosofia
Todo argumento ou raciocínio é um movimento do nosso pensamento para produzir uma conclusão. O ponto de partida é sempre dados já adquiridos em nossas vivências, e o caminho é o da articulação entre esses dados. Assim, temos sempre pontos de partida nascidos de nossa observação do mundo, de ideias já adquiridas.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, a relação entre premissas e conclusão em um argumento deve garantir a
Alternativas
Q3333307 Filosofia
Contemporâneo da Revolução Francesa e Imbuído do espírito de sua época, Georg Wilhelm Friedrich Hegel fundou seu sistema a partir da noção de liberdade do sujeito, cuja experiência se encontra envolvida pelo coletivo. Nesse sentido, Hegel criticou a filosofia transcendental de Kant por ser muito abstrata. Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que o sujeito interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser.

(Aranha e Martins, 2009)

Como ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, dessa nova concepção de vir-a-ser surge a dialética, entendida por Hegel enquanto uma nova
Alternativas
Q3333306 Filosofia
John Locke contrapõe-se tanto à concepção de Thomas Hobbes de um soberano absoluto quanto à dos defensores dos direitos divinos dos reis. Segundo a concepção de Locke, a sociedade resulta de uma reunião de indivíduos, visando garantir suas vidas, sua liberdade e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome dos direitos naturais do ser humano que é realizado o contrato social entre os indivíduos que instaura a sociedade, e o governo deve, portanto, comprometer-se com a preservação destes direitos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
Alternativas
Q3333305 Filosofia
No tempo de Kant (séc. XVIII), a ciência newtoniana já estava plenamente constituída e as questões relativas ao conhecimento ainda giravam em torno da controvérsia entre racionalistas e empiristas. Sua filosofia é chamada criticismo porque, diante da pergunta “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos e o que é conhecimento?”. Em sua obra Crítica da razão pura, Kant coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não teria fundamento.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins que, para Kant,
Alternativas
Q3333304 Filosofia
A própria noção de Iluminismo indica, através da metáfora da luz e da claridade, uma oposição às trevas, ao obscurantismo, à ignorância, à superstição, ou seja, à existência de algo oculto. O Iluminismo enfatiza, ao contrário, a necessidade de o real, em todos os seus aspectos, tornar-se transparente à razão. O pressuposto básico do Iluminismo afirma, portanto, que todos os seres humanos são dotados de uma espécie de luz natural.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Como aponta Danilo Marcondes, o Iluminismo pressupõe que
Alternativas
Q3333303 Filosofia
Locke critica a doutrina das ideias inatas de Descartes, afirmando que a alma é como uma tabula rasa – tábua sem inscrições –, como um pedaço de cera em que não há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso o conhecimento começa apenas a partir da experiência sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as teriam, além de que a ideia de Deus não se encontra em toda parte, pois há povos sem essa representação ou, pelo menos, sem a representação de Deus como ser perfeito.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo as autoras, ao investigar a origem das ideias, ao contrário dos filósofos racionalistas, Locke preferiu priorizar
Alternativas
Q3333302 Filosofia
A ciência moderna surge quando se torna mais importante salvar os fenômenos e quando a observação, a experimentação e a verificação de hipóteses tornam-se critérios decisivos, suplantando os argumentos metafísicos. Trata-se, no entanto, como quase sempre na história das ideias, de um longo processo de transição, muito mais do que de uma ruptura radical.


(Marcondes, 2010)



Segundo Danilo Marcondes (2010), um exemplo do poder da observação na modernidade é dado pela
Alternativas
Q3333301 Filosofia
Uma relevante consequência da postulação do cogito nas Meditações de René Descartes é o chamado dualismo psicofísico (ou dicotomia corpo-consciência), segundo o qual o ser humano é um ser composto de substância pensante e substância extensa.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Qual é a principal crítica dirigida ao dualismo psicofísico defendido por René Descartes?
Alternativas
Q3333300 Filosofia
No livro A utopia, uma das obras mais célebres e influentes do renascimento, Thomas Morus usa de ironia para formular a imagem de um Estado ideal, em que não há propriedade privada, defende a tolerância religiosa, critica o autoritarismo dos reis e da Igreja e favorece a razão e a virtude.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), Thomas Morus defende
Alternativas
Respostas
1041: A
1042: D
1043: B
1044: C
1045: E
1046: A
1047: A
1048: D
1049: E
1050: B
1051: C
1052: B
1053: B
1054: A
1055: C
1056: D
1057: E
1058: B
1059: D
1060: B