John Locke tornou-se célebre principalmente como autor do S...

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Q3333313 Filosofia
John Locke tornou-se célebre principalmente como autor do Segundo tratado, que, no plano teórico, constitui um importante marco da história do pensamento político e, a nível histórico concreto, exerceu enorme influência sobre as revoluções liberais da época moderna. O Segundo tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil. Nele, Locke sustenta a tese de que nem a tradição nem a força seriam fontes legítimas do poder político.

(Leonel I. Almeida Mello. In: Weffort, 2006)

Para Leonel I. Almeida Mello, a única fonte legítima de poder político segundo John Locke é
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Alternativa Correta: A - o consentimento expresso dos governados.

O tema central da questão é a teoria política de John Locke, um dos principais filósofos do liberalismo clássico. Ele se destacou por suas ideias sobre o governo civil e a legitimidade do poder político, desenvolvidas principalmente no Segundo Tratado sobre o Governo Civil.

Locke argumenta que a única fonte legítima de poder político é o consentimento dos governados. Essa ideia é central para a teoria do contrato social, que propõe que as autoridades governamentais devem ser legitimadas pelo acordo e consentimento das pessoas que elas governam. Locke rejeita a noção de que a tradição ou a força são formas legítimas de adquirir poder. Seu pensamento influenciou profundamente o desenvolvimento das democracias modernas.

Vamos agora analisar por que a alternativa A é correta e as demais estão incorretas:

Alternativa A: O consentimento expresso dos governados é, de fato, a base do poder legítimo em Locke. Ele sustenta que a autoridade política deve ser derivada do contrato social, em que os indivíduos concordam em formar uma sociedade e ser governados em troca de proteção e benefícios mútuos.

Alternativa B: A justiça social fundada na propriedade privada não é apresentada por Locke como a fonte do poder político, embora ele defenda o direito à propriedade. Locke vê a propriedade como um direito natural, mas o poder político deriva do consentimento.

Alternativa C: O valor moral da benevolência social recíproca não é mencionado por Locke como base para o poder político. Seu enfoque está na razão e no consentimento como fundamentos do governo.

Alternativa D: A crença na representação eficaz da vontade pode estar relacionada ao ideal democrático, mas Locke foca especificamente no consentimento explícito como a fonte legítima de poder.

Alternativa E: O direito divino do monarca é uma concepção que Locke explicitamente rejeita, pois ele se opõe à ideia de que o poder político possa ser legitimado por algo que não seja o consentimento dos governados.

Locke defende que os cidadãos têm o direito de rebelar-se contra um governo que não respeita esse contrato, reforçando a centralidade do consentimento na legitimação do poder.

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Para Locke, a legitimidade do poder soberano advém da VONTADE expressa dos indivíduos em entregar a sociedade para aquele governar.

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