John Locke contrapõe-se tanto à concepção de Thomas Hobbes ...
(Marcondes, 2010. Adaptado)
Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
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A alternativa correta é A - o entendimento racional próprio dos seres humanos.
Vamos entender o tema central da questão. O enunciado trata da filosofia política de John Locke, um dos principais filósofos que fundamentaram o liberalismo clássico. Locke contrapunha-se tanto à ideia de um soberano absoluto proposta por Thomas Hobbes como também à concepção de direitos divinos dos reis. Em vez disso, ele propunha que a sociedade surge da reunião de indivíduos em busca de proteger seus direitos naturais: vida, liberdade e propriedade. Essa perspectiva é conhecida como a teoria do contrato social, onde o governo deve garantir a preservação desses direitos.
Resumo teórico: Segundo Locke, os seres humanos, dotados de razão, reconhecem a necessidade de formar uma sociedade com um governo que proteja seus direitos naturais. Essa sociedade é estabelecida por meio de um acordo racional entre os indivíduos, o que destaca o papel do entendimento racional.
Justificação da alternativa correta: A alternativa A é correta porque Locke enfatiza o entendimento racional dos indivíduos como base para a formação da sociedade. A racionalidade é o que permite aos indivíduos reconhecerem a necessidade de estabelecer um governo que proteja seus direitos inalienáveis, como a vida, a liberdade e a propriedade.
Análise das alternativas incorretas:
B - o direito do Estado sobrepondo-se à liberdade individual: Essa ideia reflete mais a visão de Hobbes, que via o Estado como um soberano absoluto. Locke, ao contrário, acredita que o Estado deve proteger, não sobrepor-se, à liberdade individual.
C - a miserabilidade humana anterior ao contrato social: Essa descrição está mais associada à visão pessimista de Hobbes sobre o estado de natureza, onde prevalecia a competição e a violência. Locke via o estado de natureza de forma mais positiva, com indivíduos racionais e cooperativos.
D - a guerra de todos contra todos precedendo a autonomia: Novamente, isso está alinhado com Hobbes, que acreditava que o estado de natureza era uma guerra constante. Locke discordava, acreditando em uma coexistência pacífica e racional.
E - a justiça divina dando justificação à sucessão dinástica: Essa ideia é relacionada ao direito divino dos reis, que Locke criticou, defendendo que a legitimidade do governo vem do consentimento dos governados, não de uma justificação divina.
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