Questões de Concurso
Para artes
Foram encontradas 17.158 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
“A poesia "pau-brasil" é o ovo de Colombo - esse ovo, como dizia um inventor meu amigo, em que ninguém acreditava e acabou enriquecendo o genovês. Oswald de Andrade, numa viagem a Paris, do alto de um atelier da Place Clichy - umbigo do mundo -descobriu, deslumbrado, a sua própria terra. A volta à pátria confirmou, no encantamento das descobertas manuelinas, a revelação surpreendente de que o Brasil existia. Esse fato, de que alguns já desconfiavam, abriu seus olhos à visão radiosa de um mundo novo, inexplorado e misterioso. Estava criada a poesia "pau-brasil” (p.67)
No continente americano, as populações ameríndias seriam esses povos autóctones, portanto, o primitivismo brasileiro protagonizado pelo movimento Antropofágico de Oswald se configurou:
“Nakoada é parte do conjunto de éticas de guerra Baniwa. Em seu vasto campo de significados, Nakoada seria o estudo e profundo entendimento de outra cultura para exercer a habilidade de capturar conhecimentos não-indígenas e construir narrativas que sejam radicais na continuidade da vida e dos saberes indígenas. “Em outras palavras, uma contra antropofagia ou re-antropofagia”, explica Beatriz Lemos”.
“Os futuristas chamavam-se de “os homens do futuro” e, com isso, prestaram-se à ironia dos jornalistas e dos críticos da época. Eles se consideravam, ainda, como os avant-postes (“postos avançados”) os mais expostos da vanguarda daquele tempo. Paolo Buzzi, em resposta à questão de qual classe preferia ao viajar de trem, disse seriamente: “Eu não viajo nem na primeira, nem na segunda classe. O meu posto é sobre a locomotiva”. Essa resposta parece-nos totalmente significativa da mentalidade dos jovens futuristas. Muitas vezes, os futuristas revelaram uma “inocência original”, a vontade de tudo recomeçar depois de ter-se libertado do passado e, com frequência, encontramos nos manifestos e nas obras futuristas reivindicações de possuir uma espécie de primitivismo elementar, significando a faculdade de poder olhar a realidade com olhos novos, de poder perceber o mundo através de todos os sentidos” (BERGMAN, 2014, p.220).
O mesmo autor esclarece que o termo “futurismo” fora da Itália, “torna-se uma palavra da moda com um sentido bastante vasto – melhor dizendo, a palavra quase se torna destituída de sentido – significando uma atmosfera de juventude e um espírito combativo antitradicionalista em geral”. Por meio dessa interpretação, o grupo de artistas e intelectuais, que no Brasil apoiava as tendências estéticas de vanguarda, recebeu inicialmente a denominação de “futuristas”. “De certo modo, “Futurismo” é a palavra que reúne toda a ideia de modernização de que estava carecendo a cultura nacional naquele momento. Um trecho do primeiro manifesto da estética futurista, de 1909, ajuda a apreender sua elaboração conceitual: “Admirar um velho quadro é verter nossa sensibilidade numa urna funerária, em vez de lançá-la adiante pelos jatos violentos da criação e ação” (NASCIMENTO, 2015, p.381).
A aproximação dos artistas do grupo brasileiro com o ideário futurista pode ser identificada na concepção de renovação da arte brasileira na qual:
I. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte disciplinar com conteúdo próprio e que a abordagem das linguagens articule três campos conceituais: Produção, fruição e reflexão, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
II. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento humano e que a abordagem das linguagens articule seis dimensões do conhecimento: criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
III. A BNCC propõe o ensino da Arte como área de conhecimento e que a abordagem das linguagens articule três dimensões do conhecimento: explorar, compreender e pesquisar, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
IV. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento, na perspectiva de contribuir para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
V. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento, assim como a abordagem das linguagens possa promover, no Ensino Médio, o entrelaçamento entre culturas e saberes, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
Identifique as assertivas que correspondem ao questionamento, segundo a BNCC, e marque a alternativa correta:
I. Kobra sofreu influência, em sua arte, do hip hop, um dos movimentos artísticos do final dos anos 1960, assim como de alguns artistas como Diego Rivera (1886-1957), do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e de Jean Michel Basquiat (1960), dentre outros.
II. Kobra sofreu influência, em sua arte, do funk da periferia, um dos movimentos artísticos do final dos anos 1970, assim como de alguns artistas como Duchamp (1887-1968), do brasileiro Cildo Meireles (1948) e do ilustrador e grafiteiro Alex Senna (1983), dentre outros.
III. O que diferencia Kobra dos demais artistas é a sua temática e técnica, bem como ideias vinculadas aos conceitos de tecnologia e a maneira como entrelaça seu trabalho com cenas de diversas culturas, referentes às cidades que recebem suas obras.
IV. O que o diferencia Kobra dos demais artistas é a sua temática e técnica, bem como ideias vinculadas aos conceitos de memória e a maneira como entrelaça seu trabalho com o local, partindo das imagens de cenas do cotidiano das cidades que recebem suas obras.
V. Os murais do artista Eduardo Kobra são produzidos nos espaços urbanos das cidades, em viadutos, túneis, fachadas de prédios privados e públicos, pois o artista considera a cidade e seu espaço urbano como o ateliê e os muros como telas.
Tendo em vista o texto e as assertivas, está correto a alternativa:
Fotografia: Adalberto Rossette (2017). Fonte: https://www.redbull.com/br-pt/street-river Identifique as assertivas que correspondem à Estética do Cotidiano, na perspectiva de um paradigma contra hegemônico:
I. O ensino da arte ancorado nos padrões estéticos como um fenômeno único, considerando os cânones e regras, já estabelecidas historicamente, favorecem a Estética do Cotidiano.
II. O ensino da arte, ancorado nas culturas e diferenças estéticas, deixaria de considerar arte como um fenômeno único, para considerar a arte como uma forma de produção e reprodução cultural que favoreceria a Estética do Cotidiano.
III. A ressignificação da estética é fundante à estética do cotidiano, bem como o entendimento sobre a diferença do binarismo na arte entre a macroestética, modelo hemogeneizante, e a microestética, modo subjetivo de organização e produção dos indivíduos em diferentes grupos étnicos.
IV. Microestética tem relação com os fazeres especiais carregados de significação. Não se trata de reduzir este fazer, mas de usar como ponto de partida para compreensão do conceito de arte, para além de uma concepção tradicional, elitista e eurocêntrica.
V. A macroestética produzida historicamente, o conceito de belo e a perfeição são as bases para a Estética do Cotidiano.
Leia com atenção as alternativas abaixo e indique a correta:
Leia com atenção as alternativas abaixo e marque a que corresponde aos argumentos de Moura (2019):
Fletcher (2018) organizou uma historiografia apontando vários teóricos e seus pensamentos sobre a arte decolonial na América Latina. Em contrapartida, cita também alguns pesquisadores na Amazônia paraense, apresentando seus argumentos numa perspectiva contra hegemônica. Nesse sentido, a arte na Amazônia, em sintonia com a abordagem decolonial, tem suas manifestações por meio de:
I. Manifestações estéticas em objetos industrializados, como: banquinhos, roda de bicicleta, garrafas de refrigerantes e latas.
II. Manifestações estéticas em objetos com resinas, pigmentos, argila, miriti, entrecascas de árvores, variedades de madeiras e cipós.
III. Manifestações estéticas em oratórios, nas casas, em barcos, em brinquedos, em tronco de árvores, em pedra sabão, mármore e argila.
IV. Manifestações estéticas em oratórios, nas casas, em barcos, em brinquedos, em tronco de árvores.
V. Manifestações estéticas em oratórios, em esculturas em aço, na fachada dos prédios, em vasos de porcelana, em tronco de árvores e em panelas de ferro.
Assinale a alternativa que corresponde às manifestações de arte, na Amazônia paraense, em sintonia com o entendimento de Arte Decolonial:
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-4-Cildo-Meireles-insercoes-em-circuitos-ideologicos-Projeto Coca-cola-1970_fig4_345771790