Questões de Concurso Para monitor de transporte escolar

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Q3869022 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras


    Ninguém sai ileso da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de arrastar algumas correntes na vida adulta. Não há nada de original nesta constatação, mas só agora, lendo as inúmeras entrevistas que compõem o livro Conversas Infinitas, de Mariano Horenstein, é que enxerguei a situação com mais clareza.


    O livro aborda a influência da psicanálise na criação artística, e entre os escritores, cineastas, músicos e demais artistas entrevistados, está o fotógrafo guatemalteco Luiz González Palma, que em determinado momento fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.


    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar. Uma garotinha desamparada, sem a compreensão do que, dentro dela, era exclusivamente sensitivo. Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional.


    Abraços, carinhos, cuidados – a linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?


    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que vamos assimilando um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros – e de toda a psicanálise. Sem o auxílio das palavras, a infância não termina.


    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.


    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrador. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu colocaria meus pés no chão e existiria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão. É a graça que vejo em ser adulta: dar um sentido à imaginação e descobrir que o que a gente pensa e sente (e sofre) é universal.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Ao afirmar que “eu só seria parida, de verdade, pelas palavras”, a autora constrói uma metáfora central no texto para expressar a ideia de que: 
Alternativas
Q3869021 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras


    Ninguém sai ileso da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de arrastar algumas correntes na vida adulta. Não há nada de original nesta constatação, mas só agora, lendo as inúmeras entrevistas que compõem o livro Conversas Infinitas, de Mariano Horenstein, é que enxerguei a situação com mais clareza.


    O livro aborda a influência da psicanálise na criação artística, e entre os escritores, cineastas, músicos e demais artistas entrevistados, está o fotógrafo guatemalteco Luiz González Palma, que em determinado momento fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.


    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar. Uma garotinha desamparada, sem a compreensão do que, dentro dela, era exclusivamente sensitivo. Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional.


    Abraços, carinhos, cuidados – a linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?


    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que vamos assimilando um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros – e de toda a psicanálise. Sem o auxílio das palavras, a infância não termina.


    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.


    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrador. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu colocaria meus pés no chão e existiria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão. É a graça que vejo em ser adulta: dar um sentido à imaginação e descobrir que o que a gente pensa e sente (e sofre) é universal.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Das palavras a seguir, qual NÃO possui dígrafo? 
Alternativas
Q3859243 Legislação de Trânsito
A correta sinalização manual para travessia de rua envolve o monitor posicionar-se de modo visível para os veículos e gesticular de forma clara para indicar a necessidade de parada, garantindo a segurança dos estudantes ao cruzar a via. 
Alternativas
Q3859242 Pedagogia
Em ambiente escolar, o monitor de transporte deve se comunicar com todos os alunos utilizando a mesma linguagem e os mesmos termos, sem nenhuma distinção, para garantir a igualdade de tratamento, mesmo que a criança possua necessidades especiais de comunicação.
Alternativas
Q3859241 Pedagogia
Segundo o princípio da ética no serviço público, o monitor deve sempre agir de forma transparente e responsável, buscando o bem-estar dos estudantes e a eficiência do serviço, sem buscar vantagens pessoais. 
Alternativas
Q3859240 Pedagogia
O monitor deve atuar como mediador em discussões entre os estudantes, incentivando o diálogo e a resolução pacífica, mas nunca deve tomar partido ou impor uma solução, pois isso pode gerar ressentimentos.
Alternativas
Q3859239 Pedagogia
Quando um estudante com deficiência necessita de apoio específico para embarcar ou desembarcar, o monitor deve oferecer essa assistência, garantindo que o procedimento seja feito com segurança e respeito à dignidade do aluno. 
Alternativas
Q3859238 Legislação de Trânsito
A prevenção de acidentes no transporte escolar está diretamente relacionada à manutenção do veículo, sendo, portanto, uma atribuição exclusiva do motorista e da empresa responsável, e não do monitor.
Alternativas
Q3859237 Legislação de Trânsito
O monitor de transporte escolar tem a responsabilidade de fiscalizar se o motorista está seguindo rigorosamente a velocidade permitida e as regras de trânsito, podendo intervir em caso de descumprimento.
Alternativas
Q3859236 Noções de Primeiros Socorros
Em caso de emergência no transporte escolar, como um acidente ou mal-estar grave de um estudante, a conduta correta do monitor inclui manter a calma, proteger o local, acionar o socorro e informar a escola e os responsáveis.
Alternativas
Q3859235 Pedagogia
Situação hipotética: Um estudante esqueceu um material pessoal dentro do veículo. Assertiva: O monitor deve providenciar a devolução do item o mais rápido possível, mesmo que isso implique alterar a rota ou atrasar o restante do transporte.
Alternativas
Q3859234 Pedagogia
Durante o embarque dos estudantes, o monitor deve estar atento à sua conduta, posicionando-se de forma a observar todos os alunos que estão subindo no veículo e, se necessário, auxiliando-os a encontrar seus assentos. 
Alternativas
Q3859233 Pedagogia
O sigilo profissional no transporte escolar proíbe o monitor de compartilhar informações confidenciais sobre os estudantes, mesmo que seja com outros profissionais da educação ou com a própria escola, pois as informações devem ser mantidas em segredo absoluto. 
Alternativas
Q3859232 Pedagogia
Zelo e urbanidade no serviço público exigem que o monitor trate todos os estudantes e suas famílias com educação e respeito, independentemente de suas condições sociais ou econômicas. 
Alternativas
Q3859231 Pedagogia
A comunicação alternativa, em noções, pode ser utilizada para interagir com estudantes com deficiência que tenham dificuldades na comunicação verbal, e o monitor pode aprender métodos simples, como gestos ou imagens, para facilitar essa interação.
Alternativas
Q3859230 Pedagogia
Situação hipotética: Uma criança com deficiência física utiliza cadeira de rodas para se locomover. Assertiva: O monitor de transporte escolar não tem responsabilidade sobre o transporte da cadeira de rodas, sendo essa uma atribuição dos pais ou da escola.
Alternativas
Q3859229 Pedagogia
Utilizar linguagem inclusiva no transporte escolar significa adaptar a comunicação para atender às necessidades de todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiência, promovendo um ambiente de igualdade e respeito.
Alternativas
Q3859228 Pedagogia
A mediação de conflitos entre estudantes no transporte escolar é uma atribuição do monitor, que deve buscar soluções pacíficas e promover o respeito mútuo, sem privilegiar nenhum lado da discussão.
Alternativas
Q3859227 Pedagogia
A escuta responsável é uma prática que permite ao monitor ignorar as queixas dos estudantes, especialmente as relacionadas a conflitos, pois a mediação é papel exclusivo da escola e dos pais.
Alternativas
Q3859226 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece princípios que o monitor de transporte escolar deve seguir, como a proteção integral dos direitos dos estudantes, garantindo um ambiente seguro e acolhedor durante o percurso.
Alternativas
Respostas
481: C
482: C
483: C
484: E
485: C
486: C
487: C
488: E
489: E
490: C
491: E
492: C
493: E
494: C
495: C
496: E
497: C
498: C
499: E
500: C