Questões de Concurso
Para instrutor de atividades artísticas
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Além do interesse de pesquisa pela produção artística do passado, a cultura visual concentra atenção especial nos fenômenos visuais que estão acontecendo hoje, na utilização social, afetiva e político-ideológica das imagens e nas práticas culturais e educativas que emergem do uso dessas imagens.
TOURINHO, Irene. Ver e ser visto na contemporaneidade. As experiências do ver e ser visto na contemporaneidade: por que a escola deve lidar com isso? Salto para o Futuro, 2011. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2022.
Ao adotar essa perspectiva, a cultura visual assume que
Observe as figuras e leia o fragmento a seguir para responder à questão.

Na instalação Bastidores (1997), a artista reproduz fotografias sobre tecido esticado em suportes para prática de bordado. No lugar de ornamentações, linhas pretas são usadas para amordaçar e vendar os olhos e gargantas de mulheres negras. O termo bastidor é ao mesmo tempo o suporte para a obra e o cenário de violência contra a mulher. A expectativa da delicadeza do bordado é contrariada na denúncia da violência camuflada pelas paredes domésticas.
Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Disponível em: . Acesso em: 1° mar. 2022.
As imagens e o texto se referem à instalação da artista
Ana Mae Barbosa, no texto Uma introdução à Arte/Educação Contemporânea (2006), escreve que, no livro The arts and creation of mind, Elliot Eisner estabelece uma taxonomia das visões de Arte/Educação que ainda persistem na contemporaneidade (p.11). A estudiosa afirma que “são muitas as visões de Arte/Educação que dependem da ênfase dada às funções da arte na educação” (p.12).
Nesse texto, as visões de Arte/Educação elencadas por Eisner que dizem respeito à nossa história e aos nossos dias no Brasil em ordem cronológica, segundo Ana Mae Barbosa, são:
Observe as figuras a seguir.

Considerando a comemoração do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, as duas imagens e as ideias que representam convergem em uma perspectiva de produção artística que dá ênfase
A narrativa transmídia refere-se a uma nova estética que surgiu em resposta à convergência das mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo. Para viver uma experiência plena num universo ficcional, os consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores, perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais, comparando suas observações com as de outros fãs, em grupos de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os que investiram tempo e energia tenham uma experiência de entretenimento mais rica.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009, p. 47.
Conforme afirma Henry Jenkins, a narrativa transmídia forma uma tríade com os seguintes elementos:
Observe a figura a seguir para responder à questão

Observe a figura a seguir para responder à questão

As abordagens de arte na contemporaneidade pressupõem também um trabalho múltiplo e integrador entre várias áreas de conhecimento. Inclusive as linguagens artísticas, que no passado apresentavam-se de formas bem delimitadas, hoje integram-se em projetos comuns, como a performance, a instalação, a cyber-art, o videoclipe, em que a visualização, construção, som, movimento, dramatização, convergem para um fim único. Além disso, pressupõem articulações com outros conhecimentos como a física, a matemática, a arquitetura, a história, a informática, a ecologia etc.
FERRAZ, Maria Heloisa C.; FUSARI, Maria F. de Resende. Metodologias do Ensino de Arte: fundamentos e proposições. São Paulo : Cortez 2018, p. 65-66.
O fragmento faz referência aos aspectos
Leia o texto a seguir.
No currículo se joga um jogo decisivo. Qual é nossa aposta, qual é nosso lado, nesse jogo? O que vamos produzir no currículo entendido como prática cultural? Os significados e os sentidos dominantes, as representações que os grupos dominantes fazem de si e dos outros, as identidades hegemônicas? Vamos fazer do currículo um campo fechado, impermeável à produção de significados e de identidades alternativas? Será nosso papel o de conter a produtividade das práticas de significação que formam o currículo? Ou vamos fazer do currículo o campo aberto que ele é, um campo de disseminação de sentido, um campo de polissemia, de produção de identidades voltadas para o questionamento e para a crítica? Evidentemente, a resposta é uma decisão moral, ética, política, de cada um/a de nós. Temos de saber, entretanto, que o resultado do jogo depende dessa decisão, da decisão de tomarmos partido. O currículo é, sempre e desde já, um empreendimento ético, um empreendimento político. Não há como evitá-lo.
SILVA, Tomaz Tadeu. O currículo como fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 29.
Nesse fragmento, o autor discorre sobre o currículo como prática de significação. Sob esse aspecto, o processo de avaliação em Arte-Educação convida a pensar