Leia o texto a seguir.No currículo se joga um jogo decisivo....
Leia o texto a seguir.
No currículo se joga um jogo decisivo. Qual é nossa aposta, qual é nosso lado, nesse jogo? O que vamos produzir no currículo entendido como prática cultural? Os significados e os sentidos dominantes, as representações que os grupos dominantes fazem de si e dos outros, as identidades hegemônicas? Vamos fazer do currículo um campo fechado, impermeável à produção de significados e de identidades alternativas? Será nosso papel o de conter a produtividade das práticas de significação que formam o currículo? Ou vamos fazer do currículo o campo aberto que ele é, um campo de disseminação de sentido, um campo de polissemia, de produção de identidades voltadas para o questionamento e para a crítica? Evidentemente, a resposta é uma decisão moral, ética, política, de cada um/a de nós. Temos de saber, entretanto, que o resultado do jogo depende dessa decisão, da decisão de tomarmos partido. O currículo é, sempre e desde já, um empreendimento ético, um empreendimento político. Não há como evitá-lo.
SILVA, Tomaz Tadeu. O currículo como fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 29.
Nesse fragmento, o autor discorre sobre o currículo como prática de significação. Sob esse aspecto, o processo de avaliação em Arte-Educação convida a pensar
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O texto contrapõe a reprodução de significados e identidades hegemônicas à abertura para sentidos alternativos, crítica e questionamento. Essa oposição é o critério decisivo para identificar a alternativa A.
- Quando o texto opuser reprodução da hegemonia e abertura crítica, escolha a alternativa alinhada à produção de sentidos e ao questionamento.
- Se o fragmento tratar currículo como prática cultural e política, elimine opções baseadas em neutralidade, mera transmissão ou fechamento de sentidos.
- Desconfie de termos teóricos não sustentados pelo texto; se o fragmento fala em significação e polissemia, isso não autoriza objetificação nem conhecimento como reflexo.
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