Questões de Concurso
Para professor - educação básica i
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Meus pais sempre me pareceram, aos olhos da criança que fui, perfeitos. Eu agradecia a Deus por ter nascido em um lar tão abençoado, onde tudo funcionava, e ai de quem duvidasse. Até que cresci e passei eu mesma a duvidar: ora, quem é perfeito? Eu me furtaria a vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão. Passei a glorificar o imperfeito e segui amando todos eles, já que ninguém é perfeito.
Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado. Mas quando desço desse altar e caio no mundano, é pela imperfeição que me enamoro.
Faço todo esse preâmbulo para que eu possa exaltar o que está fora de foco. O abandono da excelência a favor da essência. Andamos obcecados por qualidade técnica, filtros que eliminam defeitos, nenhum ruído escapando, nenhum fio solto, a artificialidade substituindo o que é verdadeiro. A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo. Sabe que o excelente, ou é um gênio, ou um impostor.
Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana. São retratos em movimento: da gente dançando, correndo, gesticulando. Somos borrões capturados por olhares objetivos, mas está para nascer quem nos possa reduzir a uma única dimensão. Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados fazendo o possível para se enquadrar, só que um pedaço de nós sempre invade o contorno limitador e escorre para fora. Queremos ser vistos com nitidez, eu sei, mas também somos aquele ser indefinido por trás do espelho embaçado no banheiro.
(Martha Medeiros. “A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco”,
27.07.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Meus pais sempre me pareceram, aos olhos da criança que fui, perfeitos. Eu agradecia a Deus por ter nascido em um lar tão abençoado, onde tudo funcionava, e ai de quem duvidasse. Até que cresci e passei eu mesma a duvidar: ora, quem é perfeito? Eu me furtaria a vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão. Passei a glorificar o imperfeito e segui amando todos eles, já que ninguém é perfeito.
Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado. Mas quando desço desse altar e caio no mundano, é pela imperfeição que me enamoro.
Faço todo esse preâmbulo para que eu possa exaltar o que está fora de foco. O abandono da excelência a favor da essência. Andamos obcecados por qualidade técnica, filtros que eliminam defeitos, nenhum ruído escapando, nenhum fio solto, a artificialidade substituindo o que é verdadeiro. A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo. Sabe que o excelente, ou é um gênio, ou um impostor.
Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana. São retratos em movimento: da gente dançando, correndo, gesticulando. Somos borrões capturados por olhares objetivos, mas está para nascer quem nos possa reduzir a uma única dimensão. Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados fazendo o possível para se enquadrar, só que um pedaço de nós sempre invade o contorno limitador e escorre para fora. Queremos ser vistos com nitidez, eu sei, mas também somos aquele ser indefinido por trás do espelho embaçado no banheiro.
(Martha Medeiros. “A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco”,
27.07.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Meus pais sempre me pareceram, aos olhos da criança que fui, perfeitos. Eu agradecia a Deus por ter nascido em um lar tão abençoado, onde tudo funcionava, e ai de quem duvidasse. Até que cresci e passei eu mesma a duvidar: ora, quem é perfeito? Eu me furtaria a vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão. Passei a glorificar o imperfeito e segui amando todos eles, já que ninguém é perfeito.
Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado. Mas quando desço desse altar e caio no mundano, é pela imperfeição que me enamoro.
Faço todo esse preâmbulo para que eu possa exaltar o que está fora de foco. O abandono da excelência a favor da essência. Andamos obcecados por qualidade técnica, filtros que eliminam defeitos, nenhum ruído escapando, nenhum fio solto, a artificialidade substituindo o que é verdadeiro. A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo. Sabe que o excelente, ou é um gênio, ou um impostor.
Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana. São retratos em movimento: da gente dançando, correndo, gesticulando. Somos borrões capturados por olhares objetivos, mas está para nascer quem nos possa reduzir a uma única dimensão. Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados fazendo o possível para se enquadrar, só que um pedaço de nós sempre invade o contorno limitador e escorre para fora. Queremos ser vistos com nitidez, eu sei, mas também somos aquele ser indefinido por trás do espelho embaçado no banheiro.
(Martha Medeiros. “A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco”,
27.07.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Leia a tira a seguir para responder à questão:

A construção de uma parceria sólida entre escola e família exige diálogo, respeito mútuo e compromisso com a formação integral dos estudantes. Considerando esse princípio, analise as afirmativas a seguir e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) A colaboração entre escola e família deve ignorar a diversidade das configurações familiares para garantir um padrão único de atuação educativa.
( ) O papel da família na relação com a escola é apenas acompanhar tarefas, sem participação ativa no processo educativo.
( ) Ao reconhecer a diversidade das configurações familiares e os desafios da contemporaneidade, a escola fortalece seu papel como agente transformador, enquanto a família se engaja como parceira ativa nesse processo.
Assinale a alternativa correta:
Analise as asserções a seguir, que tratam da relação entre docência e pesquisa no pensamento pedagógico crítico, de acordo com Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia (2011).
I – A pesquisa constitui um elemento acidental da docência, podendo ou não fazer parte da prática profissional do professor, a depender das condições institucionais.
II – Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador.
Assinale a alternativa correta:
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:
Observa-se que, em geral, as edificações escolares são de má qualidade e não atendem aos mínimos requisitos de conforto ambiental. Algumas escolas funcionam em torres de igrejas, casas alugadas e prédios pré-fabricados em condições extremamente precárias. Verifica-se um excesso de tolerância, quanto aos __________ escolares, principalmente, aos das redes municipais. A baixa qualidade do ambiente escolar é geralmente atribuída à urgência e aos custos implicados. Entretanto, sabe-se que subjacente a isso, está a pouca importância dada às escolas destinadas às classes populares.
No contexto escolar, a função social da educação está diretamente relacionada à cidadania. Com base nessa ideia, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I – O desafio posto pela contemporaneidade à educação é o de garantir, contextualizadamente, o direito humano universal e social inalienável à educação.
II – O direito à educação pode ser analisado isoladamente, sem necessidade de articulação com direitos civis e políticos.
III – A função social da escola limita-se à transmissão de conteúdos, não envolvendo a formação cidadã nem a promoção de direitos.
O currículo escolar pode ser compreendido de diferentes maneiras, variando entre perspectivas mais tradicionais e outras que destacam sua dimensão processual e dinâmica. Considerando essas concepções, analise as afirmativas a seguir.
I – O termo currículo refere-se ao caminho percorrido pelo aluno na construção do conhecimento. Percebe-se, então, a diferença entre essa forma de entender o currículo como um processo dinâmico em contraposição à ideia de currículo como sequência de disciplina de um curso.
II – O currículo limita-se à organização de disciplinas em sequência, sem relação com processos dinâmicos de aprendizagem.
III – O currículo não possui relação com o desenvolvimento do aluno, sendo apenas um documento formal da escola.
Está CORRETO o que se afirma em:
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:
A concepção da Educação Especial, na perspectiva inclusiva, busca superar a ideia de substituição do ensino comum e a separação de espaços educacionais. Nessa compreensão, a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE) é planejada para ocorrer em turno inverso ao da escolarização, garantindo o acesso dos alunos à educação comum e disponibilizando os serviços e apoios que __________ a formação desses estudantes nas classes regulares da rede.
Sobre o papel das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na educação contemporânea, analise as afirmações abaixo.
I – A Educação Digital Escolar tem como objetivo garantir a inserção da educação digital nos ambientes escolares, em todos os níveis e modalidades, a partir do estímulo ao letramento digital e informacional e à aprendizagem de computação, de programação, de robótica e de outras competências digitais
II – O uso das TIC na escola deve restringir-se ao apoio administrativo, sem relação direta com os processos de ensino e aprendizagem.
III – As TIC contribuem para integrar diferentes linguagens e mídias, possibilitando novas formas de construção de conhecimento e de participação dos estudantes.
Está CORRETO o que se afirma em:
O ensino em Ciências Humanas, como Geografia e História, deve estimular a formação integral dos estudantes. Considerando esse entendimento, analise as afirmativas abaixo e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A função social da escola restringe-se ao ensino de conteúdos acadêmicos, não envolvendo aspectos culturais e sociais.
( ) Ao longo de toda a Educação Básica, o ensino das Ciências Humanas deve promover explorações sociocognitivas, afetivas e lúdicas capazes de potencializar sentidos e experiências com saberes sobre a pessoa, o mundo social e a natureza.
( ) Para cumprir sua função social, a escola precisa considerar apenas a homogeneidade do grupo, evitando discutir diferenças e desigualdades.
Assinale a alternativa correta.
O desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico, aliado à compreensão dos diferentes campos da Matemática, é essencial para que os estudantes possam atuar de forma significativa em variados contextos sociais. Considerando esse entendimento, analise as asserções a seguir:
I – O letramento matemático envolve unicamente as competências e habilidades de decorar a tabuada e usar a calculadora, favorecendo a formulação e resolução de problemas em diferentes situações.
II – É o letramento matemático que assegura aos alunos reconhecer que os conhecimentos matemáticos são fundamentais para a compreensão e a atuação no mundo e perceber o caráter de jogo intelectual da matemática, como aspecto que favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico, estimula a investigação e pode ser prazeroso (fruição).
Assinale a alternativa correta: