Questões de Concurso Para prefeitura de agrolândia - sc

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Q3195058 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
Na oração “Atuavam sob o signo do pânico e da opressão”, a palavra “sob” é classificada, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3195057 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
Considerando o texto de Fabrício Carpinejar, analise as afirmativas a seguir, que tratam das reflexões do autor sobre o ambiente escolar e a formação de times nas aulas de educação física:

I. O autor reconhece que, por ser boleiro, não percebia o sofrimento dos colegas excluídos, pois estava focado em seu próprio desempenho.
II. O texto sugere que o ambiente escolar, ao invés de acolher e ensinar, pode reforçar preconceitos, estereótipos e práticas de exclusão entre os alunos.
III. O autor demonstra orgulho de nunca ter sido o último a ser escolhido nos times, mostrando satisfação por sua popularidade entre os colegas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3195055 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
O autor, ao relembrar sua infância e as escolhas de times nas aulas de educação física, reflete sobre sua postura e a dos colegas em relação aos alunos que eram constantemente excluídos. Qual é o sentimento predominante que o autor expressa ao revisitar essas memórias?
Alternativas
Q3194994 Enfermagem
Algumas doenças são classificadas como crônicas por apresentarem longa duração e progressão lenta. Qual das alternativas abaixo apresenta APENAS doenças crônicas?
Alternativas
Q3194993 Enfermagem
As doenças infecciosas podem ser causadas por diferentes agentes patogênicos, como vírus, bactérias, protozoários e fungos. Sobre as doenças e seus agentes causadores, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3194992 Enfermagem
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) podem apresentar sintomas variados, dependendo do agente causador. Considerando os sinais e sintomas mais comuns, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3194991 Enfermagem
A prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é um dos principais desafios da saúde pública. Sobre as formas eficazes de prevenção, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3194990 Enfermagem
Durante uma visita domiciliar, um Agente Comunitário de Saúde identifica uma gestante com dúvidas sobre o calendário de vacinação durante a gravidez. Qual das alternativas apresenta uma vacina RECOMENDADA para gestantes a qualquer tempo no pré-natal?
Alternativas
Q3194989 Enfermagem
Sobre as drogas e suas consequências para a saúde pública, analise as assertivas a seguir:

I. O uso de drogas lícitas, como o álcool, pode levar à dependência e causar danos à saúde física e mental.
II. O Agente Comunitário de Saúde pode atuar na prevenção ao uso de drogas, promovendo ações educativas na comunidade.
III. O tabagismo é um fator de risco para diversas doenças crônicas, incluindo câncer de pulmão e doenças cardiovasculares.
IV. O uso de drogas ilícitas não interfere na vulnerabilidade social e nos indicadores de saúde da população.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3194988 Enfermagem
A malária é uma doença endêmica em algumas regiões do Brasil. Sobre os vetores, sintomas e medidas de controle, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3194987 Enfermagem
A assistência à saúde do idoso requer atenção especial. Nesse sentido, as principais ações do ACS nesse contexto incluem:

I. Identificar idosos em situação de vulnerabilidade social.
II. Promover atividades físicas sem orientação profissional.
III. Orientar sobre a importância da vacinação anual contra a gripe.
IV. Encaminhar para serviços de reabilitação quando necessário.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3194986 Enfermagem
O Calendário Nacional de Vacinação é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças imunopreveníveis. Qual vacina é administrada aos 4 anos de idade, segundo o calendário atualizado?
Alternativas
Q3194985 Enfermagem
Sobre os métodos contraceptivos, é correto afirmar que:

I. O uso de contraceptivos hormonais orais requer prescrição médica e acompanhamento periódico.
II. O dispositivo intrauterino (DIU) é um método de barreira que previne a fecundação.
III. A laqueadura tubária é um método contraceptivo irreversível.
IV. Os preservativos masculinos e femininos protegem contra DST e gravidez indesejada.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3194984 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere ao Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Agrolândia.
A vacância do Cargo Público decorrerá de, EXCETO:
Alternativas
Q3194983 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere ao Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Agrolândia.
Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de oficio, com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. Nesse sentido, analise as assertivas:

I. A licença até 30 (trinta) dias dependerá de atestado médico e, se por prazo superior, por perícia oficial.
II. O servidor licenciado para tratamento de saúde fica impedido de exercer atividades remuneradas, sob pena de cassação da licença e de registros do período de afastamento como faltas injustificadas.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3194982 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere ao Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Agrolândia.
Acerca da ajuda de custo, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3194981 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere ao Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Agrolândia.
_______________ é a movimentação do servidor, com o respectivo cargo, para quadro de pessoal de outro órgão ou entidade, observado o interesse da Administração e nos termos de lei específica.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Alternativas
Q3194980 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere ao Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Agrolândia.
Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração integral. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório no prazo máximo de:
Alternativas
Q3194979 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal de Agrolândia.
Será declarada vago, pela Câmara Municipal, o cargo de Prefeito quando, EXCETO:
Alternativas
Q3194978 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal de Agrolândia.
A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades da administração direta e indireta, quanto a legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia das receitas, será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno do Poder Executivo Municipal. O controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com auxílio do:
Alternativas
Respostas
981: B
982: B
983: D
984: A
985: D
986: C
987: B
988: A
989: A
990: D
991: A
992: C
993: A
994: C
995: D
996: B
997: A
998: C
999: D
1000: B