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Q3954846 Inglês

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.



Artificial Intelligence in Accounting and Auditing


Federica De Santis


27 October 2024



   The labor-intensive and repetitive nature of auditing tasks, combined with strict compliance requirements, make auditing an ideal area for the integration of digital technologies like artificial intelligence (Al). Al offers significant potential for auditors, enabling them to accelerate auditing tasks, minimize human errors and bias, overcome sampling limitations, examine entire transaction populations, and lower audit costs. Nonetheless. similar to any innovation in professional practices, the adoption of Al in auditing poses unique challenges for both professionals and policymakers. These challenges mainly pertain to auditors' readiness for technological advancements, their willingness to adapt their approach to audit tasks, and the ethical considerations of utilizing Al in their work.



(Adapted from https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-71371-2_9)

Segundo o texto,
Alternativas
Q3954841 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.



   Mas o grande perigo da crítica é um dedutivismo ingênuo que, partindo de uma pré-noção, acha no seu campo de pesquisas apenas aquilo que procura. Veja-se, por exemplo, o caso de Taine. Já Edmond Schérer, num dos seus "estudos" mais felizes, apontava os lados fracos da interpretação tainiana da arte ou da história literária. Em vez de proceder por indução, Taine deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formar o caráter de uma época ou o espírito de uma literatura.


  Sem dúvida, o crítico não pode prescindir de uma hipótese, como o cientista, para abrir uma picada no mato virgem dos fatos. Mas também não deve esquecer que, além da clareira mensurável, começa a exuberância das probabilidades, como uma floresta de interrogações. Respeitar o outro lado provável das coisas, admitir em tudo a parte do indeterminado é uma boa tática para quem não gosta de tropeçar em surpresas irônicas.



(Adaptado de: MEYER, Augusto, "Mas...", Machado de Assis (1935-1958). Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2008, p. 65)

Considere o seguinte trecho da Ética a Nicômacos, de Aristóteles:

Nossa discussão será apropriada se tiver tanta clareza quanto comporta o assunto, pois não se deve exigir a precisão em todos os raciocínios por igual [...]. E é dentro do mesmo espírito que cada proposição deverá ser recebida, pois é próprio do homem culto buscar a precisão, em cada gênero de coisas, apenas na medida em que a admite a natureza do assunto.

(Adaptado de: Aristóteles. Ética a Nicômacos. Brasilia: Editora UnB, 3.ed., 1992, p.18)

Confrontando o trecho acima com o texto de Augusto Meyer, considere as seguintes afirmativas:

I. Enquanto Aristóteles demonstra conhecer seu objeto o suficiente para estimar o teor de suas proposições, Augusto Meyer considera, em sua abordagem, a possibilidade do novo.
II. Em ambos os textos, busca-se uma adequação entre método e objeto a ser analisado, a qual tem como ponto de partida a consideração das características do objeto.
III. Aristóteles, ao dizer que não se deve exigir a precisão em todos os raciocínios por igual assemelha-se, quanto ao método, a Taine, que, segundo Augusto Meyer, deduz forçosamente de uma ideia preconcebida as componentes que deverão formar o caráter de uma épоca.

Está correto o que se afirma em
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3954840 Português
Atenção: Considere os dois textos a seguir para responder à questão.


   Como é possivel, pergunta La Boétie, que a maioria obedeça a um só, não apenas lhe obedeça, mas o sirva, não apenas o sirva mas queira servi-lo?

   A natureza e o alcance de tal questão excluem de saída que se possa reduzi-la a essa ou àquela situação histórica concreta. A possibilidade de formular uma interrogação tão destrutiva remete, simples mas heroicamente, a uma lógica dos contrários: se sou capaz de me espantar que a servidão voluntária seja a invariante comum a todas as sociedades, a minha mas também aquelas sobre as quais me informam os livros, é evidentemente porque imagino o contrário de tal sociedade, é porque imagino a possibilidade lógica de uma sociedade que ignore a servidão voluntária. Heroismo e liberdade de La Boétie: basta essa ligeira e fácil passagem da história à lógica, basta essa abertura no que é o mais naturalmente evidente, basta essa brecha na convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados. Ao espantar-se com isso, ao recusara evidência natural, o jovem La Boétie transcende toda a história conhecida para dizer: outra coisa é possível. 


(Adaptado de: CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. São Paulo: CosacNaify, 2004, p. 147-8)



   Se para os olhos de um leigo a floresta amazônica é uma floresta virgem e intocada, o que pesquisas têm demonstrado é que a Amazônia é um grande jardim, plantado por povos indígenas por meio da influência de diferentes aspectos socioculturais.

    Na Amazônia, aquilo que não indigenas entendem como "natureza" (a floresta, os animais, os rios etc.), muitos povos indigenas entendem como ambientes culturais onde relações sociais, incluindo entre humanos e não humanos, ocorrem. Tais relações se refletem em transformações da paisagem que têm gerado biodiversidade na região há milhares de anos.

  Embora a Amazônia seja habitada há cerca de 13 mil anos, quando pensamos em antigas civilizações, pensamos nos incas, astecas, maias ou egípcios, provavelmente por essas civilizações terem modificado suas paisagens por meio de grandes arquiteturas, como as pirâmides. Entretanto, modificações milenares nas paisagens amazônicas têm sido descobertas nas últimas décadas, colocando a região, suas antigas populações humanas, no mesmo patamar dessas que aprendemos a cultuar como grandes civilizações.


(Adaptado de: FRANCO-MORAES, Juliano. "A Amazônia não é uma floresta virgem, mas um jardim plantado pelos povos indígenas". Disponível em: https://esginsights.com.br
Acerca dos textos de Pierre Clastres e de Franco-Moraes, considere:

I. Se, em Clastres, o que motiva a hipótese contrária às provas materiais é o uso da lógica, em Franco-Moraes, são provas materiais que subsidiam a percepção de diferenças em concepções de mundo.
II. Em Clastres, a lógica de La Boétie se contrapõe ao seguinte raciocínio indutivo: há dominantes e dominados em todas as sociedades observadas, logo, a hierarquia é imanente à sociedade.
III. Em Franco-Moraes, o fato de os indígenas terem permanecido na floresta como extrativistas e coletores corrobora o argumento de que a consideram como um ambiente cultural.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3954839 Português
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   Se para os olhos de um leigo a floresta amazônica é uma floresta virgem e intocada, o que pesquisas têm demonstrado é que a Amazônia é um grande jardim, plantado por povos indígenas por meio da influência de diferentes aspectos socioculturais.

    Na Amazônia, aquilo que não indigenas entendem como "natureza" (a floresta, os animais, os rios etc.), muitos povos indigenas entendem como ambientes culturais onde relações sociais, incluindo entre humanos e não humanos, ocorrem. Tais relações se refletem em transformações da paisagem que têm gerado biodiversidade na região há milhares de anos.

  Embora a Amazônia seja habitada há cerca de 13 mil anos, quando pensamos em antigas civilizações, pensamos nos incas, astecas, maias ou egípcios, provavelmente por essas civilizações terem modificado suas paisagens por meio de grandes arquiteturas, como as pirâmides. Entretanto, modificações milenares nas paisagens amazônicas têm sido descobertas nas últimas décadas, colocando a região, suas antigas populações humanas, no mesmo patamar dessas que aprendemos a cultuar como grandes civilizações.


(Adaptado de: FRANCO-MORAES, Juliano. "A Amazônia não é uma floresta virgem, mas um jardim plantado pelos povos indígenas". Disponível em: https://esginsights.com.br
Considerar a Amazônia como mata virgem, isto é, intocada e sem interferência humana, implica
Alternativas
Q3954837 Português
Atenção: Considereo texto a seguir para responder à questão.


   Como é possível, pergunta La Boétie, que a maioria obedeça a um só, não apenas lhe obedeça, mas o sirva, não apenas o sirva mas queira servi-lo?

   A natureza e o alcance de tal questão excluem de saída que se possa reduzi-la a essa ou àquela situação histórica concreta. A possibilidade de formular uma interrogação tão destrutiva remete, simples mas heroicamente, a uma lógica dos contrários: se sou capaz de me espantar que a servidão voluntária seja a invariante comum a todas as sociedades, a minha mas também aquelas sobre as quais me informam os livros, é evidentemente porque imagino o contrário de tal sociedade, é porque imagino a possibilidade lógica de uma sociedade que ignore a servidão voluntária. Heroismo e liberdade de La Boétie: basta essa ligeira e fácil passagem da história à lógica, basta essa abertura no que é o mais naturalmente evidente, basta essa brecha na convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados. Ao espantar-se com isso, ao recusara evidência natural, o jovem La Boétie transcende toda a história conhecida para dizer: outra coisa é possível.


(Adaptado de: CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. São Paulo: CosacNaify, 2004, p. 147-8)
Em consonância com a argumentação do texto, questionara naturalidade de algo significa
Alternativas
Q3954836 Português
Atenção: Considereo texto a seguir para responder à questão.


   Como é possível, pergunta La Boétie, que a maioria obedeça a um só, não apenas lhe obedeça, mas o sirva, não apenas o sirva mas queira servi-lo?

   A natureza e o alcance de tal questão excluem de saída que se possa reduzi-la a essa ou àquela situação histórica concreta. A possibilidade de formular uma interrogação tão destrutiva remete, simples mas heroicamente, a uma lógica dos contrários: se sou capaz de me espantar que a servidão voluntária seja a invariante comum a todas as sociedades, a minha mas também aquelas sobre as quais me informam os livros, é evidentemente porque imagino o contrário de tal sociedade, é porque imagino a possibilidade lógica de uma sociedade que ignore a servidão voluntária. Heroismo e liberdade de La Boétie: basta essa ligeira e fácil passagem da história à lógica, basta essa abertura no que é o mais naturalmente evidente, basta essa brecha na convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados. Ao espantar-se com isso, ao recusara evidência natural, o jovem La Boétie transcende toda a história conhecida para dizer: outra coisa é possível.


(Adaptado de: CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. São Paulo: CosacNaify, 2004, p. 147-8)
Segundo Clastres,a passagem da história à lógica, na pergunta feita por La Boétie,
Alternativas
Q3954834 Português
Há dez anos, a Vila Renata era um bairro conhecido pelo intenso comércio. Lojas físicas de roupas, calçados, artigos esportivos, entre outras, voltadas para um público de classe média, espalhavam-se pelos quarteirões do bairro. Atualmente, porém, o cenário está bem diferente. Ao longo desses dez anos, a quantidade de lojas físicas no bairro foi reduzida para menos da metade. No mesmo período, o comércio eletrônico cresceu 65% em todo o país, com lojas virtuais sendo criadas e oferecendo os mais variados produtos aos seus clientes. Dessa forma, o comércio eletrônico foi o grande responsável pela queda vertiginosa do comércio de rua da Vila Renata observada nos últimos anos.

Qual dos fatos a seguir, se verdadeiro, enfraquecerá consideravelmente o argumento apresentado?
Alternativas
Q3954828 Português
[...] Рodemos interpretar a ciência como um maра, como uma representação de como vemos a natureza (o território). Neste caso, Borges está criticando cientistas que acreditam, inocentemente, que o que fazem é produzir um mapa perfeito da realidade.
A analogia é bem apropriada, dado que captura tanto os objetivos quanto as frustrações da pesquisa cientifica: queremos aprender o máximo possível sobre o mundo e traduzir o que aprendemos em um mapa que outros podem ler. Quanto mais aprendemos, mais detalhado fica o mapa. Entretanto, como o filósofo francês Bernard Le Bovier de Fontenelle já sabia em 1686, podemos ver apenas uma fração do que existe. Por consequência, qualquer mapa que produzimos é necessariamente incompleto. [...]


(Marcelo Gleiser, 12/08/2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2018/08/mapeando-a-realidade- em-busca-de-uma-perfeicao-Inatingivel.shtml)

Considere cinco pesquisas científicas fictícias cujos objetivos fossem desenvolver:

I. uma droga capaz de curar todos os tipos de lesões cancerígenas.
II. uma liga metálica capaz de resistira temperaturas mais altas do que as ligas atuais.
III. uma ferramenta de inteligência artificial capaz de compor uma sinfonia.
IV. uma bateria para carros elétricos com vida útil dez vezes maior do que a das atuais.
V. um robô humanoide capaz de conduzir um ônibus em uma grande cidade.

Entre essas pesquisas científicas, aquela que poderia ser criticada usando um argumento análogo ao apresentado no texto de Marcelo Gleiser é
Alternativas
Q3954812 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Uma escolha para viver


   Li em algum lugar uma fábula interessante. Sem ser literal, preservo o sentido que me ficou dela.

   Na Criação do mundo, um dos intendentes do Céu foi encarregado de definir o tempo de vida que cada espécie deveria ter.

   Disse o intendente para a Tartaruga: - Vocé se dá bem com essa couraça, com essa neutralidade, com essa indiferença aos homens... Vai durar muitos e muitos anos.

   Diante do Papagaio, sentenciou: - Essa ideia de plagiar os humanos, imitando-os e gozando-os, divertindo-os e divertindo-se, faz de você um malandrão... Bem merece uma vida longa.

    E assim foi seguindo o intendente, dotando as criaturas da longevidade que lhe parecia justa, a partir do critério adotado.

  Chegou a vez do Cachorro. O intendente, surpreso, olhou bem nos olhos dele, avaliou seu temperamento, reconheceu suas intenções e não teve dúvida:

  - Quer dizer que você já decidiu ser amigo incondicional dos homens? Permanecerá como companheiro fiel até dos que pouco venham a se importar com você? E seguirá os andarilhos nas estradas, se estreitará com os miseráveis nos cantos e nos becos, irá morar com os viciados sob as pontes? Pois então vou te aquinhoar com uns poucos anos: que tua virtude valha teu sacrifício.

   Assim sentenciado, o Cachorro abanou o rabo e olhou em volta, irrequieto, à procura de um amigo humano. Dispunha-se a ficar ao lado dele, fosse quem fosse: iria consolá-lo das aflições que viesse a sentir, compartilharia com ele as pequenas alegrias, enfrentaria com ele as chateações deste mundo.


(Alarico Valado, a editar)
Transpõe-se adequadamente uma passagem do texto para o discurso indireto em:
Alternativas
Q3954811 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Uma escolha para viver


   Li em algum lugar uma fábula interessante. Sem ser literal, preservo o sentido que me ficou dela.

   Na Criação do mundo, um dos intendentes do Céu foi encarregado de definir o tempo de vida que cada espécie deveria ter.

   Disse o intendente para a Tartaruga: - Vocé se dá bem com essa couraça, com essa neutralidade, com essa indiferença aos homens... Vai durar muitos e muitos anos.

   Diante do Papagaio, sentenciou: - Essa ideia de plagiar os humanos, imitando-os e gozando-os, divertindo-os e divertindo-se, faz de você um malandrão... Bem merece uma vida longa.

    E assim foi seguindo o intendente, dotando as criaturas da longevidade que lhe parecia justa, a partir do critério adotado.

  Chegou a vez do Cachorro. O intendente, surpreso, olhou bem nos olhos dele, avaliou seu temperamento, reconheceu suas intenções e não teve dúvida:

  - Quer dizer que você já decidiu ser amigo incondicional dos homens? Permanecerá como companheiro fiel até dos que pouco venham a se importar com você? E seguirá os andarilhos nas estradas, se estreitará com os miseráveis nos cantos e nos becos, irá morar com os viciados sob as pontes? Pois então vou te aquinhoar com uns poucos anos: que tua virtude valha teu sacrifício.

   Assim sentenciado, o Cachorro abanou o rabo e olhou em volta, irrequieto, à procura de um amigo humano. Dispunha-se a ficar ao lado dele, fosse quem fosse: iria consolá-lo das aflições que viesse a sentir, compartilharia com ele as pequenas alegrias, enfrentaria com ele as chateações deste mundo.


(Alarico Valado, a editar)
Dirigindo-se ao Cachorro, diz o intendente que tua virtude valha teu sacrifício, frase com a qual acentua sua
Alternativas
Q3954800 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal" aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na "escritor" e escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja о fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê.

   O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto. O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade -quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um oficio entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "llustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
Justifica-se plenamente o emprego do plural em todas as formas verbais em:
Alternativas
Q3954798 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal" aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na "escritor" e escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja о fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê.

   O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto. O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade -quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um oficio entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "llustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A justificativa da afirmação que dá título ao texto - Escrever é verbo que briga com o sujeito - expressa-se
Alternativas
Q3954797 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal" aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na "escritor" e escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja о fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê.

   O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto. O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade -quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um oficio entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "llustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A afirmação, no contexto do 2° parágrafo, de que O propósito terapêutico [...] não importa no mundo do texto ganha um reforço argumentativo quando se assevera, no 3º parágrafo, que 
Alternativas
Q3954793 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


    Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento politico. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

     E lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismо.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Para Maquiavel, entre as virtudes a serem cultivadas por aquele que detém o poder está a faculdade de
Alternativas
Q3954791 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


    Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento politico. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

     E lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismо.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Maquiavel mudou o curso do pensamento político, conforme assevera o autor do texto, porque
Alternativas
Q3954790 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Ás vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

    Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história. 

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

     O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para OS fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitara vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
Indica-se uma adequada alternativa de redação para o segmento sublinhado na frase:
Alternativas
Q3954786 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Ás vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

    Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história. 

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

     O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para OS fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitara vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
A afirmação O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos (4° parágrafo)
Alternativas
Q3954783 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Ás vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

    Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história. 

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

     O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para OS fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitara vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
A afirmação por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo (3ª parágrafo) reflete a enganosa crença de que
Alternativas
Q3954754 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-divergir/.
Acesso em: 18 fev. 2026.
Com base no funcionamento sintático e semântico do período "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa", analise a estrutura da oração, a relação entre seus termos e o valor atribuído ao predicado em torno da expressão "é algo estranho", considerando o comportamento verbal e nominal do enunciado, e assinale a alternativa CORRETA.O período constrói predicação verbal ao indicar ação plenamente definida, na qual o verbo central expressa movimento concreto, dispensando complementos que caracterizem natureza avaliativa do enunciado.
Alternativas
Q3954749 Português
Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, afirma que Morro da Garça entrou na literatura, devido ao admirável criador de linguagem e de tipos sertanejos, João Guimarães Rosa. Segundo Boaventura Leite (1987), qual o significado de Morro na obra de Guimarães Rosa? 
Alternativas
Respostas
10241: B
10242: B
10243: D
10244: B
10245: A
10246: D
10247: B
10248: C
10249: B
10250: E
10251: B
10252: D
10253: C
10254: C
10255: C
10256: B
10257: D
10258: A
10259: B
10260: B