Em consonância com a argumentação do texto, questionara natu...
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é semântico-discursivo: questionar a naturalidade, no texto, equivale a recusar a evidência do que parecia necessário. Isso é explicitado em “Ao espantar-se com isso, ao recusar a evidência natural, o jovem La Boétie transcende toda a história conhecida para dizer: outra coisa é possível.” Assim, a servidão voluntária deixa de ser tomada como dado natural e passa a ser entendida como algo social/histórico, o que sustenta a alternativa A.
- Quando o comando exigir consonância com a argumentação, siga o percurso do texto e não uma definição teórica externa dos termos.
- Se o texto opõe “evidência natural” a “outra coisa é possível”, o efeito é desnaturalização: o fenômeno deixa de ser necessário.
- Não confunda repetição histórica com essência imutável; o texto pode citar a recorrência justamente para problematizá-la.
- Elimine alternativas que acrescentem temas sem apoio textual, como finalidade da natureza, método de estudo ou benefício social.
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Comentários
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A alternativa correta é a A.
O cerne do texto é a desconstrução da ideia de que a hierarquia (dominantes vs. dominados) é algo "natural" ou inevitável.
- Denaturalização: O texto afirma que a "convicção geral" é de que não se pode pensar a sociedade sem divisão. Isso é visto como uma "evidência natural".
- Da Natureza para a Cultura: Quando La Boétie se "espanta" com a servidão, ele retira esse fenômeno do campo da biologia ou da fatalidade (natureza) e o coloca no campo da lógica e da escolha humana.
- Intencionalidade: Se a servidão é "voluntária" (como diz o título da obra de La Boétie), ela não é um instinto natural, mas um fruto da cultura e da vontade humana. Portanto, ela possui uma intencionalidade (o desejo de servir) que pode ser estudada, questionada e, principalmente, alterada.
B: Incorreta, pois questionar a naturalidade é justamente mostrar que o objeto é sujeito a mudanças. Se algo fosse "inerente e não sujeito a mudanças", seria natural, e o texto defende que "outra coisa é possível".
C: O objetivo de La Boétie não é estabelecer uma "constante" (como se a servidão fosse uma lei física imutável), mas sim quebrar a ideia de que essa constante é obrigatória.
D: O texto não discute a "ausência de finalidade" da natureza, mas sim a capacidade humana de usar a lógica para imaginar sociedades diferentes daquelas que a história nos mostra.
E: O texto é mais radical do que apenas "modificar a natureza em benefício da sociedade". Ele propõe que a estrutura política de dominação, que pensávamos ser natureza, é, na verdade, uma construção social que pode ser totalmente recusada.
Não me sinto alfabetizado...
JESUS AMADO.
Tô começando a ficar irado com a FCC
FGV, é você?
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