Acerca dos textos de Pierre Clastres e de Franco-Moraes, con...
I. Se, em Clastres, o que motiva a hipótese contrária às provas materiais é o uso da lógica, em Franco-Moraes, são provas materiais que subsidiam a percepção de diferenças em concepções de mundo.
II. Em Clastres, a lógica de La Boétie se contrapõe ao seguinte raciocínio indutivo: há dominantes e dominados em todas as sociedades observadas, logo, a hierarquia é imanente à sociedade.
III. Em Franco-Moraes, o fato de os indígenas terem permanecido na floresta como extrativistas e coletores corrobora o argumento de que a consideram como um ambiente cultural.
Está correto o que se afirma em
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A correção depende de confronto textual estrito e de inferência autorizada: em Clastres, a “possibilidade lógica de uma sociedade que ignore a servidão voluntária” e a “convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados” sustentam I e II; em Franco-Moraes, “o que pesquisas têm demonstrado” e as “modificações milenares nas paisagens amazônicas têm sido descobertas” dão base empírica à tese. III é inválida porque acrescenta “extrativistas e coletores”, informação ausente do texto.
- Separe o que o texto afirma do que apenas parece compatível com o tema; informação plausível, mas ausente, não valida item.
- Aceite paráfrase quando ela preserva a estrutura do argumento do texto, como ocorre em II com a generalização sobre dominantes e dominados.
- Em comparação de textos, identifique o tipo de fundamento usado em cada um: aqui, operação lógica em Clastres e base empírica em Franco-Moraes.
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Comentários
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I. (Correta)
- Em Clastres: O autor afirma que La Boétie utiliza uma "lógica dos contrários". Mesmo que toda a história conhecida (provas materiais/históricas) mostre a servidão como regra, La Boétie usa a razão (lógica) para imaginar que o contrário é possível. Ele "transcende toda a história conhecida".
- Em Franco-Moraes: O autor baseia seu argumento em "pesquisas" e "descobertas das últimas décadas" (provas materiais arqueológicas e botânicas) para demonstrar que o que o leigo vê como "natureza intocada" é, na verdade, uma construção cultural e tecnológica dos povos indígenas.
II. (Correta)
- O raciocínio indutivo é aquele que parte de casos particulares para criar uma regra geral (Exemplo: "Vi a sociedade A, B e C com chefes, logo, toda sociedade tem chefes").
- O texto de Clastres diz que La Boétie rompe com a "convicção geral de que não se poderia pensar a sociedade sem sua divisão entre dominantes e dominados". Essa convicção geral é fruto de uma indução histórica que La Boétie desafia ao propor uma "lógica dos contrários".
III. (Incorreta)
- O texto de Franco-Moraes afirma justamente o oposto da ideia clássica de "extrativismo passivo".
- O autor defende que os indígenas não apenas coletavam o que a natureza dava, mas plantaram a Amazônia e modificaram a paisagem, agindo como arquitetos de um "grande jardim". Dizer que eles eram apenas "extrativistas e coletores" (no sentido de não interferirem na natureza) contradiz o argumento central de que a floresta é um ambiente culturalmente construído e transformado.
rvr
que questões, meu Deus
Aí o cara escreve rebuscado na redação toma 0...
Isso aqui é extremamente confuso para mim. Deus me dê sabedoria viu, tá osso!
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