Questões de Concurso
Comentadas para professor - artes
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“(...) Ainda preponderam nos discursos e comentários de muitos de nossos professores(as) a idéia de que a dança na escola é "bom para relaxar", "para soltar as emoções", "expressar-se espontaneamente" e não são poucos os diretores(as) que querem atividades de dança na escola para "conter a agressividade" ou "acalmar" os alunos(as). Do mesmo modo, ainda são constantes os trabalhos com dança que servem somente ao propósito de "trabalhar a coordenação motora" e "ter experiências concretas" nas outras áreas do conhecimento (...)”.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003. Nessa perspectiva, segundo a autora, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.
( ) A dança não nos atende nem pode atender na hipótese do objetivo ser “expressar-se espontaneamente”, tão pouco outras disciplinas satisfazem a esta necessidades de maneira mais efetiva.
( ) A escola pode, sim, dar parâmetros para sistematização e apropriação crítica, consciente e transformadora dos conteúdos específicos da dança e, portanto, da sociedade.
( ) A escola teria, assim, o papel não de reproduzir, mas de instrumentalizar e de construir conhecimento em/através da dança com seus alunos(as), pois ela é forma de conhecimento, elemento essencial para a educação do ser social.
( ) Não há equívoco na ideia de que trabalhar com o corpo artisticamente significa abrir os porões do inconsciente sem a menor possibilidade de controle/domínio da consciência, como se a arte fosse somente um "grito da alma".
Assinale a alternativa que preenche os parênteses corretamente, de cima para baixo.
“Nas palavras de Isabel Marques, “felizmente, desde que Roger Garaudy (1989) pessimistamente declarou ser a dança o "primo pobre da educação", o parentesco desta linguagem artística com as demais disciplinas do currículo já foi bastante alterado (...)”.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003.
Nessa perspectiva, segundo a autora:
“(...) Experiência é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado (...)”.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1979. Nessa perspectiva, segundo a autora:
I - Quando a resposta a uma experiência se realiza no nível do intuitivo, quando a pessoa trabalha além de um plano intelectual constrito, ela está realmente aberta para aprender.
II - Através da espontaneidade somos re-formamos em nós mesmos. A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta de quadros de referência estáticos, da memória sufocada por velhos fatos e informações, de teorias não digeridas e técnicas que são na realidade descobertas de outros.
III - A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas mínimas partes funcionam como um todo orgânico. É o momento de descoberta, de experiência, de expressão criativa.
IV - O intuitivo não pode responder no imediato - no aqui e agora. Ele gera suas dúvidas no momento de espontaneidade, no momento quando estamos livres para atuar e inter-relacionar, envolvendo-nos com o mundo à nossa volta que está em constante transformação.
Estão corretas apenas as afirmações:
“(...) Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém. Isto é válido tanto para a criança que se movimenta inicialmente chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista com suas equações. Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que ele tem para ensinar (...)”.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1979. Nessa perspectiva, segundo a autora:
I - Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. As pessoas que desejarem são capazes de jogar e aprender a ter valor no palco.
II - Ainda que o ambiente permita o aprendizado, para atuar e improvisar no palco é necessária certa vocação, ou talento, como preferem alguns.
III - É muito possível que o que é chamado comportamento talentoso seja simplesmente uma maior capacidade individual para experienciar. Deste ponto de vista, é no aumento da capacidade individual para experienciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pode ser evocada.
IV - Apenas indivíduos talentosos podem atuar e improvisar. O talento é condição fundamental e inegociável pois sem ele o artista estará incompleto, podendo atuar, mas não improvisar.
Estão corretas apenas as afirmações:
“(...) As principais formas de música _____ continuaram sendo a missa e o moteto, escritos no mínimo para quatro vozes, pois os compositores começaram a explorar registros abaixo do tenor, escrevendo a parte que agora chamamos de “baixo” e desse modo criando uma textura mais cheia e rica. A música ainda se baseava em modos, mas estes foram gradualmente sendo usados com maior liberdade já que cada vez mais eram introduzidas notas “estranhas” ou "incidentais”, ao que chamavam “música _____” (...)”.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente.
Na Renascença, os compositores passaram a ter um interesse muito mais vivo pela musica Profana, inclusive em escrever peças para instrumentos, já não mais usados somente com a finalidade de acompanhar vozes. No entanto os maiores tesouros musicais renascentistas foram compostos para a Igreja’ num estilo descrito como ________ - música contrapontística para um ou mais coros, com diversos cantores encarregados de cada parte vocal.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
“Cada instrumento tem uma qualidade de som que lhe é própria, aquilo que poderíamos chamar de “cor do seu som". Por exemplo, a sonoridade característica de um trompete é que nos faz reconhecê-lo imediatamente como tal, de modo a podermos dizer que diferença há entre esse instrumento e, digamos, um violino. E a essa particularidade do som que se dá o nome de ________(...)”.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
Assinale a alternativa que preenche a lacuna corretamente.
“(...) A ______________ ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde. Os acordes são de dois tipos: consonantes, nos quais as notas concordam umas com as outras, e dissonantes nos quais as notas dissoam em maior ou menor grau, trazendo o elemento de tensão à frase musical. Usamos a palavra _________ de duas maneiras; para nos referirmos à seleção de notas que constituem determinado acorde e, em sentido lato, para descrevermos o desenrolar ou a progressão dos acordes durante toda uma composição (...)”.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente.
Para a maioria das pessoas, é o componente mais importante numa peça musical. Um dicionário musical sugere a seguinte definição: “seqüência de notas, de diferentes sons, organizadas numa dada forma de modo a fazer sentido musical para quem escuta”.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
O autor refere-se a(ao)
Empregamos a palavra __________ para designar a maneira pela qual compositores de épocas e países diferentes apresentam os elementos básicos da musica em suas obras. A maioria deles - se não a totalidade - está presente em todos os períodos da história da música. De fato, é a maneira particular como esses componentes são tratados, equilibrados e combinados que faz com que certa peça tenha o sabor característico de determinado período.
BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Jorge Zahar, 1986.
A palavra que preenche corretamente a lacuna é:
“(...) nem a mera obrigatoriedade nem o reconhecimento da necessidade são suficientes para garantir a existência da Arte no currículo. Leis tão pouco garantem um ensino/aprendizagem que torne os estudantes aptos para entender a Arte ou a imagem na condição pós-moderna contemporânea (...)”.
BARBOSA, Ana Mae (org.), Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002 Nesta perspectiva, segundo a autora:
I - Somente a ação inteligente e empática do professor pode tornar a Arte ingrediente essencial para favorecer o crescimento individual e o comportamento de cidadão como fruidor de cultura e conhecedor da construção de sua própria nação.
II - Os poderes públicos, além de reservarem um lugar para a Arte no currículo e se preocuparem em como a Arte é ensinada, precisam propiciar meios para que os professores desenvolvam a capacidade de compreender, conceber e fruir Arte.
III - Sem a experiência do prazer da Arte, por parte dos professores e dos estudantes, nenhuma teoria de Arte-Educação sera reconstrutora.
IV - No caso das Artes Visuais, devem ser ensinadas como desenho geométrico, seguindo a tradição positivista, buscando a livre-expressão e o espontaneísmo, pois o mundo de hoje e a Arte de hoje exigem leitores informados e produtores conscientes.
Estão corretas apenas as afirmações:
Em Inquietações e mudanças no ensino da arte (São Paulo: Cortez, 2002), a pesquisadora Ana Mae Barbosa afirma que “No caso do Ensino Médio, algumas Secretarias de Educação estão usando o subterfúgio da interdisciplinaridade, e incluem todas as Artes na disciplina de Literatura, ficando tudo a cargo do professor de Língua e Literatura”.
Nesta perspectiva, segundo a autora, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir:
( ) Essa é uma forma de eliminar as outras linguagens de Arte, fazendo prevalecer o espírito hierárquico da importância suprema da linguagem verbal e consequente desprezo pela linguagem visual.
( ) É uma prática completamente justificável e aceitável, uma vez que o estudo profundo de Literatura contempla também características, conceitos e técnicas de linguagens como a música, a pintura, a escultura e até mesmo a arquitetura de cada época, movimento artístico e manifestação cultural.
( ) As linguagens da Música, do Teatro, da Dança e da Literatura merecem abordagens específicas, enquanto a linguagem visual pode ser contemplada no ensino e na aprendizagem de todas as outras disciplinas.
( ) Muito embora os Parâmetros Curriculares Nacionais tenha reconhecido o lugar de destaque da Arte no currículo ao dar a ela a mesma importância que deus a outras disciplinas, estão resultando muito pouco.
A alternativa que apresenta a sequência correta para o preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e
“(...) Tratar a arte como conhecimento e o ponto fundamental e condição indispensável. (...) Ensinar arte significa articular três campos conceituais: a criação/produção, a __________ e o conhecimento da produção ______________ da humanidade, compreendendo-a _____________________. Esses três campos conceituais estão presentes nos PCN-Arte e, respectivamente, denominados como __________________ (...)”.
MARTINS, Miriam Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha. Didática do Ensino da Arte – A Língua do Mundo. Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
“(...) A dimensão social das manifestações artísticas revela modos de perceber, sentir e articular significados e valores que orientam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. A arte estimula o aluno a perceber, compreender e relacionar tais significados sociais. (...)”.
Ministério da Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais. Arte/ Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997.
Nesta perspectiva, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, pode-se afirmar corretamente que:
I - O conhecimento da arte abre perspectivas para que o aluno tenha uma compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente.
II - A arte ensina que nossas experiências geram um movimento de transformação permanente.
III - Criar e conhecer são competências distintas e dissociáveis e ambas prescindem da flexibilidade como condição para aprendizagem.
IV - Ao aprender arte na escola, o jovem poderá integrar os múltiplos sentidos presentes na dimensão do concreto e do virtual, do sonho e da realidade.
Estão corretas apenas as afirmações:
“(...) O universo da arte caracteriza um tipo particular de conhecimento que o ser humano produz a partir das perguntas fundamentais que desde sempre se fez com relação ao seu lugar no mundo. (...) O ser humano sempre organizou e classificou os fenômenos da natureza, o ciclo das estações, os astros no céu, as diferentes plantas e animais, as relações sociais, políticas e econômicas, para compreender seu lugar no universo, buscando a significação da vida (...)”.
Ministério da Educação, Parâmetros Curriculares Nacionais. Arte/ Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997.
Nesta perspectiva, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, pode-se afirmar corretamente que:
I - O ato criador estrutura e organiza o mundo, respondendo aos desafios que dele emanam, num constante processo de transformação do homem e da realidade circundante.
II - O que distancia a manifestação artística do conhecimento científico, técnico ou filosófico é seu caráter de criação e inovação.
III - Ciência e arte são produtos que expressam as representações imaginárias das distintas culturas, que se renovam através dos tempos, construindo o percurso da história humana.
IV - Arte e ciência respondem a necessidades humanas mediante a construção de objetos de conhecimento que, juntamente com as relações sociais, políticas e econômicas, formam o conjunto de manifestações simbólicas de uma determinada cultura.
Estão corretas apenas as afirmações:
“(...) A seleção dos conteúdos para uma aula de dança, assim como a elaboração de um planejamento, tornam-se incompatíveis com o que tradicionalmente aprendemos nos cursos de didática e prática de ensino. ”
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003.
Na perspectiva da autora pode-se afirmar que:
“(...) Ao pensarmos em uma educação crítica na área de dança, que nos permita ver/sentir/perceber "claro, amplo e profundo" (Rios, 1985), não podemos deixar de cuidadosamente analisar suas múltiplas relações com a sociedade em que vivemos. Ao contrário de uma visão histórica ingênua de que a dança não passa de "uns passinhos a mais ou a menos nas vidas das pessoas", hoje não podemos mais ignorar o papel social, cultural e político do corpo em nossa sociedade e, portanto, da dança. (...)”.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003.
Na perspectiva da autora pode-se afirmar:
I - Alinhados a um pensamento foucaultiano de que os corpos devem ser dóceis, ou mesmo à vasta literatura que diz respeito ao simbolismo das artes, ao imaginário social nelas contido, além de denunciar, poderíamos, como professores (as), começar a trabalhar de maneira crítica
II - A escola teria o papel não de reproduzir, mas de instrumentalizar e de construir conhecimento em/através da dança com seus alunos (as), pois ela é forma de conhecimento, elemento essencial para a educação do ser social.
III - Falta bibliografia especializada. Aquilo que temos publicado no Brasil, na maioria das vezes traduzido - e mal traduzido - geralmente apresentam uma visão romântica e pouco crítica do que é a dança e seu ensino.
Estão corretas as afirmações: