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Q3457775 Educação Artística

“Nas palavras de Isabel Marques, “felizmente, desde que Roger Garaudy (1989) pessimistamente declarou ser a dança o "primo pobre da educação", o parentesco desta linguagem artística com as demais disciplinas do currículo já foi bastante alterado (...)”.


MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola. São Paulo: Cortez Editora, 2003.


Nessa perspectiva, segundo a autora: 

Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central da questão: A questão aborda a valorização da dança no contexto escolar e como a perspectiva contemporânea se distancia da visão de Roger Garaudy sobre a dança ser o “primo pobre” da educação. O conhecimento necessário envolve compreender o papel da dança na Educação Artística e o olhar crítico sobre sua inserção no currículo, de acordo com autores como Isabel Marques.

Resumo teórico: A dança, historicamente, foi marginalizada na escola, mas as discussões atuais — como as da autora Isabel Marques — ressaltam a necessidade de enxergá-la como linguagem múltipla, alinhada à diversidade e à multiplicidade de propostas do mundo contemporâneo. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) também apontam para a inclusão crítica e inovadora das artes, incluindo a dança, no currículo escolar.

Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A está alinhada com o pensamento de Isabel Marques ao propor uma análise crítica da dança na escola a partir da diversidade e pluralidade de ações e propostas. Esse olhar valoriza a dança como linguagem potente no ensino contemporâneo, reconhecendo sua importância no processo educativo.

Análise das alternativas incorretas:

  • B: Afirma que o sentido da educação independe das exigências da sociedade tecnológica, o que contraria a ideia de que a escola deve estar atenta às transformações sociais e tecnológicas, conforme defendido por Marques e pelos PCN.
  • C: Considera a escola um lugar “pouco privilegiado” para a dança, reforçando o preconceito antigo que a autora critica. Isabel Marques defende justamente o contrário: a importância da dança no ambiente escolar.
  • D: Diz que o ensino de artes é possível apenas graças a posturas racionalistas e dualistas, enquanto Marques questiona – e não apoia – esse tipo de pensamento, defendendo a valorização do conhecimento corporal e intuitivo.
  • E: Alega que a criação em dança “encaixa perfeitamente” nos modelos tradicionais de ensino, o que é falso, pois a autora critica modelos engessados e destaca a necessidade de abordagens inovadoras e criativas.

Dica de interpretação: Atenção a palavras-chave como diversidade e olhar crítico. Busque sempre identificar se a alternativa está alinhada com a perspectiva renovadora do ensino da arte. Desconfie de afirmações que reforcem visões antiquadas ou excludentes.

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