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Q4100125 Matemática
Em uma livraria, um livro de romance custa R$ 120,00 e um livro de poesia custa R$ 80,00. Durante uma promoção, Lucas comprou o romance com 25% de desconto e o livro de poesia com 20% de desconto. Em relação ao valor total original, o desconto total conseguido por Lucas representa um percentual de:
Alternativas
Q4100124 Matemática
Um quadrado de lado M e um triângulo equilátero de lado N possuem perímetros de mesma medida. Assim, pode-se afirmar que a razão N/M é igual a:
Alternativas
Q4100123 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Assinale a alternativa em que os vocábulos destacados estão acentuados pela mesma norma gramatical.
Alternativas
Q4100122 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
No trecho “Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde.” os termos destacados pertencem, CORRETA e respectivamente, às mesmas classes de palavras daqueles destacados em:
Alternativas
Q4100121 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Considerando a palavra “cérebro”, retirada do texto, analise as sentenças a seguir:

I- A palavra apresenta o mesmo número de fonemas e de letras.
II- Há nela a presença de um dígrafo.
III- Trata-se de palavra proparoxítona, cuja sílaba tônica é “ce”.

Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Q4100120 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
No título do texto, a figura de linguagem utilizada em “cérebro sarado” é conhecida como: 
Alternativas
Q4100119 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
O uso do acento indicativo de crase está CORRETO em: 
Alternativas
Q4100118 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
No trecho “Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores...” o termo destacado contribui para:
Alternativas
Q4100117 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Assinale CORRETAMENTE a alternativa que apresenta uma estratégia de coesão utilizada no segundo parágrafo.
Alternativas
Q4100116 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
O papel do hipocampo no contexto do texto é:
Alternativas
Q4100115 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Segundo o texto, a “dupla tarefa” mencionada no primeiro parágrafo, é caracterizada por:
Alternativas
Q4100114 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
De acordo com o texto, qual é a relação entre o exercício físico e as miocinas? Assinale CORRETAMENTE.
Alternativas
Q4100008 Pedagogia
Em “A formação social da mente”, Lev Vygotsky enfatiza que o desenvolvimento humano está diretamente relacionado ao contexto sociocultural. Nesse sentido, o autor apresenta como conceito de mediação: 
Alternativas
Q4100007 Pedagogia
Segundo Dermeval Saviani, em “Escola e Democracia”, o papel da escola em um sistema democrático está diretamente relacionado a: 
Alternativas
Q4100006 Pedagogia
Com base na obra “Documentação pedagógica e avaliação na educação infantil” de Júlia Oliveira Formosinho, a documentação pedagógica tem como objetivo principal: 
Alternativas
Q4100005 Pedagogia
Na obra “Inclusão escolar – O que é? Por quê? Como fazer?”, de Maria Teresa Eglér Mantoan, a inclusão educacional é entendida como: 
Alternativas
Q4100004 Pedagogia
Emília Ferreiro, na obra “Reflexões sobre alfabetização”, defende que a criança aprende a ler e escrever por meio do(a): 
Alternativas
Q4100003 Pedagogia
Em “A formação social da mente” de Lev Vygotsky, o conceito que está relacionado à ideia de que as crianças aprendem melhor quando recebem ajuda de alguém mais experiente é: 
Alternativas
Q4100002 Pedagogia
Paulo Freire, em “Pedagogia da Autonomia”, afirma que a prática educativa deve:
Alternativas
Q4100001 Matemática
Conforme Smole et al., na obra “Resolução de Problemas”, a metodologia de resolução de problemas é compreendida na educação matemática como:
Alternativas
Respostas
6061: D
6062: B
6063: D
6064: C
6065: C
6066: C
6067: A
6068: B
6069: C
6070: C
6071: B
6072: B
6073: D
6074: C
6075: A
6076: B
6077: B
6078: D
6079: C
6080: A