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Q4187783 Pedagogia

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Com base no texto que discute a concepção enunciativo-discursiva de linguagem assumida pela Base Nacional Comum Curricular e suas implicações para o ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa que expressa adequadamente a função dos gêneros discursivos no ensino da escrita, conforme orientações da BNCC.
Alternativas
Q4187782 Português

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Com base no texto, a utilização de gêneros do campo jornalístico-midiático em sala de aula contribui para o desenvolvimento da competência leitora na medida em que possibilita ao aluno:
Alternativas
Q4187781 Pedagogia

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Considerando a concepção de linguagem que fundamenta a BNCC, o papel do texto no ensino de Língua Portuguesa caracteriza-se por:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151893 Arquivologia
A terminologia arquivística constitui a linguagem especializada que fundamenta a comunicação técnica e científica no campo dos arquivos. A precisão conceitual é essencial para a aplicação correta dos métodos e princípios. Considerando o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística e a literatura especializada, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151892 Direito Constitucional
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 216, estabelece o dever do Estado de proteger o patrimônio cultural brasileiro, incluídos os documentos arquivísticos. Neste sentido, defende-se que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151891 Arquivologia
A manutenção da cadeia de custódia ininterrupta é requisito fundamental para a preservação da autenticidade de documentos digitais arquivísticos. Neste sentido, defende-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151890 Arquivologia
A integração entre GED e gestão arquivística requer distinção entre documento arquivístico e documento eletrônico não arquivístico. Neste sentido, defende-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151889 Arquivologia
Políticas públicas arquivísticas, sistemas e redes de arquivos são instrumentos de gestão e integração dos serviços arquivísticos no Brasil. A esse respeito, indique a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151888 Arquivologia
Arquivos em diferentes suportes (fotográficos, audiovisuais, sonoros, cartográficos) demandam identificação e tratamento técnico específicos, considerando suas particularidades físicas e informacionais. Nesse contexto, indique a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151887 Legislação Federal
A Lei de Acesso à Informação (LAI) regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas, impondo deveres ao Estado e estabelecendo procedimentos. Neste sentido, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151886 Direito Constitucional
Acerca do direito fundamental à informação, previsto no art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal de 1988, e considerando a interpretação conferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em temas de repercussão geral, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151885 Arquivologia
A digitalização de documentos arquivísticos é o processo técnico que converte documentos físicos para formato digital, com finalidades de acesso, preservação ou substituição. No entanto, exige rigor técnico e normativo. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151884 Arquivologia
A aplicação de tecnologias da informação nos arquivos deve estar subordinada aos princípios arquivísticos e às funções de gestão, preservação e acesso. Sistemas informatizados de gestão arquivística (SIGAD) são exemplos dessa aplicação. Assim, entende-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151883 Arquivologia
A certificação digital é mecanismo de garantia de autenticidade, integridade e não repúdio de documentos eletrônicos. Sua aplicação na gestão arquivística de documentos digitais exige compreensão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICPBrasil). Neste sentido, defende-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151882 Arquivologia
A preservação de documentos digitais a longo prazo impõe desafios quanto à manutenção da autenticidade, confiabilidade e integridade. Modelos conceituais e requisitos sistêmicos têm sido desenvolvidos para garantir a cadeia de custódia ininterrupta. Neste sentido, é possível afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151881 Arquivologia
O Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED) compreende um conjunto de tecnologias e práticas para gestão de documentos digitais. Sua aplicação em ambientes arquivísticos requer distinção entre conceitos como captura, armazenamento e recuperação. Neste sentido, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151880 Arquivologia
A segurança e o sigilo na gestão de documentos arquivísticos envolvem equilíbrio entre proteção da informação e direito de acesso. A classificação sigilosa de documentos públicos no Brasil fundamenta-se em critérios técnicos e legais. Neste sentido, defende-se que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151879 Arquivologia
O protocolo é a unidade responsável pelo controle da tramitação documental na fase corrente da gestão de documentos. Considerando as atividades de recebimento, classificação, registro, tramitação e expedição, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151878 Arquivologia
A conservação preventiva é a base para a longevidade dos acervos arquivísticos. Quanto às técnicas de higienização, condições ambientais e acondicionamento, indique a opção correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: UNILAB Prova: IDECAN - 2026 - UNILAB - Arquivista |
Q4151877 Arquivologia
Os documentos arquivísticos estão sujeitos a diversos agentes de degradação, que comprometem sua integridade física e química. Sobre a identificação e o controle desses agentes, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
2421: D
2422: C
2423: C
2424: D
2425: C
2426: B
2427: D
2428: C
2429: D
2430: C
2431: A
2432: C
2433: B
2434: D
2435: B
2436: A
2437: C
2438: A
2439: B
2440: A