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Questões de Concurso Comentadas para vunesp

Questões Discursivas

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Q4200796 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
De acordo com a autora, entende-se que a adultização
Alternativas
Q4197205 História

Leia o texto a seguir:


    O fascismo não foi mais “a expressão dos interesses do capital monopolista” do que o New Deal americano ou os governos trabalhistas britânicos, ou a República de Weimar. O grande capital no início da década de 1930 não queria particularmente Hitler, e teria preferido um conservadorismo mais ortodoxo. Deu-lhe pouco apoio até a Grande Depressão, e mesmo então o apoio foi tardio e pouco uniforme. Contudo, quando ele chegou ao poder, o capital colaborou seriamente, a ponto de usar trabalho escravo e campos de extermínio para suas operações durante a Segunda Guerra Mundial. Deve-se dizer, no entanto, que o fascismo teve algumas grandes vantagens para o capital, em relação a outros regimes.


(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991)



Entre outras vantagens do facismo para o capital, segundo Hobsbawm, ocorreu

Alternativas
Q4197204 História

Leia o texto a seguir:


    Na década de 1970, um novo conjunto de fatores começou a produzir uma enorme diversificação baseada na fragmentação e na polarização dos diversos setores sociais. A oferta de trabalhadores cresceu bastante, enquanto o setor manufatureiro perdia sua capacidade de absorver mão de obra, ou por causa das mudanças tecnológicas ou devido ao declínio das economias latino- -americanas. Ao mesmo tempo, houve um enfraquecimento da orientação do Estado para o desenvolvimento e o bem-estar.


(Leslie Bethell (org.), História da América Latina:

América Latina após 1930, vol. VI. Adaptado)



O contexto abordado pelo excerto, que se refere à América Latina, caracterizou-se

Alternativas
Q4197203 História

Leia o texto a seguir:


    Em 1947, foi lançada uma iniciativa de ajuda, que recebeu o nome de “Plano Marshall”, na forma de um programa quadrienal de recuperação da Europa, que, em troca, se comprometia a aumentar a produtividade e diminuir as barreiras alfandegárias e a inflação. Nessa época teve início a real recuperação da Europa e o comércio mundial de produtos manufaturados começou a crescer fortemente.


(Leslie Bethell (org.), História da América Latina:

América Latina após 1930, vol. VI. Adaptado)



Segundo Bethell, considerando o contexto abordado pelo fragmento, é correto afirmar que

Alternativas
Q4197202 História

Leia o texto a seguir:


    Existe aquela anedota famosa do grande capitalista inglês, o sr. Peel, que pegou 50 mil libras, trezentos trabalhadores e lá se foi para a colônia do Swan River na Austrália. O sr. Peel imaginava que os homens iriam trabalhar para ele, como acontecia na Inglaterra. Mas, chegando à Austrália, com terras abundantes – até demais –, seus peões preferiram trabalhar por conta própria, como pequenos sitiantes, em vez de ser assalariados do capitalista. A Austrália não era a Inglaterra, e não sobrou um criado sequer para arrumar a cama ou trazer água para o proprietário.


(Eric Williams, Capitalismo e escravidão)



No excerto, o autor se refere

Alternativas
Q4197201 História

Leia o texto a seguir:


Em suas estruturas econômicas, sociais e políticas, a Europa ocidental havia deixado para trás o precário dualismo das primeiras décadas depois da Antiguidade; um processo tosco de fusão ocorrera, mas os resultados eram ainda informes e heteróclitos. Nem a simples justaposição nem a mescla rudimentar poderiam libertar um novo modo de produção geral, capaz de ultrapassar o impasse da escravidão e do colonato, e, com isto, uma nova e internamente coerente ordem social. Em outras palavras, só uma genuína síntese poderia realizar isso.

(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)



Para Anderson, tal síntese consubstanciou-se no feudalismo, derivado

Alternativas
Q4197200 História

Leia o texto a seguir:


    Na URSS, o historiador do Partido Comunista passou a ter uma função similar à dos teólogos do Islã ou da Cristandade: seus ensinamentos têm por objetivo reforçar e engrandecer as instituições existentes. Evidentemente, essa função não é apanágio do regime soviético, mas seus dirigentes, a começar por Stálin, levaram-na a limites extremos, transformando e desfigurando o passado ao sabor dos desejos caprichosos da linha política, encoberta sob o nome de necessidades da história que está por ser feita.


(Marc Ferro, A manipulação da História no

ensino e nos meios de comunicação)



Segundo Ferro, no contexto a que se refere o excerto, a história do Partido Comunista desfigurou o passado ao

Alternativas
Q4197199 História

Leia o texto a seguir:


    Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.


    Por que se apelou para uma relação de trabalho odiosa a nossos olhos, que parecia semimorta, exatamente na época chamada pomposamente de aurora dos tempos modernos?


(Boris Fausto, História do Brasil)



Fausto responde à própria indagação afirmando que

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Q4197198 História

Leia o texto a seguir:


    Embora seja hoje consenso que o colonialismo foi resultante da concorrência econômica e do expansionismo dos países europeus, vale a pena incorporar como dimensão própria desses processos algumas considerações apresentadas por Hannah Arendt. Em “Imperialismo”, a autora identifica três aspectos fundamentais do “imperialismo colonial” europeu, na sua fase de 1884 a 1914, apresentando-os como prefigurações dos fenômenos totalitários do século 20, quais sejam: o nazismo е o stalinismo.


(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula:

visita à História Contemporânea)



Para Arendt, segundo Hernandez, o “imperialismo colonial” tem os seguintes traços fundamentais:

Alternativas
Q4197197 História

Leia o texto a seguir:


    Um trabalho sistematizado no ensino de conceitos históricos contribui para que o aluno realize uma leitura mais reflexiva e crítica da realidade social. Contudo, esse trabalho não pode ser realizado de forma fragmentada e isolada (...).


    No ensino da História, o trabalho com conceitos exige alguns cuidados para que os objetivos propostos sejam alcançados (...).


(Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli, Ensinar História)



Considerando o contexto abordado pela obra em referência, faz parte desses cuidados necessários

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Q4197196 Pedagogia

Leia o texto a seguir:


    Com a difusão de princípios e métodos dessa pedagogia, a forma de usar o documento histórico em sala de aula teve modificações. Essa pedagogia deslocou para o aluno o centro do processo ensino-aprendizagem. No caso do ensino de História, a utilização de documentos tornou-se uma forma de o professor motivar o aluno para o conhecimento histórico e, dessa maneira, tornar o ensino menos livresco. Mas, apesar de mudar o tratamento didático, isto é, o lugar do documento na relação ensino-aprendizagem, este permaneceu com o significado tradicional, qual seja, continuou sendo prova irrefutável do real.


(Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli,

Ensinar História. Adaptado)



O excerto aborda discussão sobre a pedagogia

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Q4197195 Pedagogia
Leia o texto a seguir:
    A proposta de Arthur Soffiati, desde o fim dos anos 1980, era incluir nos livros didáticos e nas aulas de História tópicos específicos que enfocassem criticamente o relacionamento das sociedades humanas com o meio ambiente, bem como suas representações mentais. Pretendia o autor, como ainda atualmente se pretende, que a história ensinada, ao lado de outras disciplinas escolares, pudesse efetivamente contribuir para a educação ambiental das novas gerações.
    No início do século 21, se, para o professor, existem desafios na introdução de temáticas sobre história ambiental, as dificuldades para viabilizar atividades baseadas nesses conteúdos são variadas.
(Circe Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos. Adaptado)

Bittencourt aponta como dificuldades para viabilizar atividades sobre história ambiental
Alternativas
Q4197194 História

Leia o texto a seguir:


    Tendo por base que a TV é um espaço público, ainda que eletrônico, muito singular, pois está submetido a interesses comerciais de grande escala, devemos ter claro que sua experiência cotidiana interfere na dinâmica de assimilação social dos eventos históricos, reduzindo-os a um tempo quase imediato.


(Marcos Napolitano, “A televisão como documento”, em

Circe Bittencourt, O saber histórico na sala de aula)



Para Napolitano, em um telejornal,

Alternativas
Q4197193 Pedagogia
Leia o texto a seguir:
    As mudanças de métodos e conteúdos precisam ser entendidas à luz da concepção de “tradição escolar”, sendo necessário perceber, por intermédio desse conceito, dois aspectos fundamentais. O primeiro opõe-se à ideia de que, em educação, seja preciso sempre “inventar a roda”, bastando verificar que muito do que se pensa ser novo já foi experimentado muitas outras vezes.
(Circe Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e método)

O segundo aspecto mencionado, segundo Bittencourt, refere-se
Alternativas
Q4197192 História

Leia o texto a seguir:


A memória não pode ser confundida com a história, como advertem vários historiadores. As memórias precisam ser evocadas e recuperadas e merecem ser confrontadas. As dos velhos e de pessoas que ainda estão no setor produtivo ou as de homens e de mulheres nem sempre coincidem, mesmo quando se referem ao mesmo acontecimento. Mas nenhuma memória, individual ou coletiva, constitui a história.


(Circe Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos)



Ao distinguir memória e história, Bittencourt afirma que a história

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Q4197191 Pedagogia

Circe Bittencourt, na obra Ensino de História: fundamentos e métodos, afirma que, desde o fim da década de 1980, houve a produção de várias propostas curriculares de História para o Ensino Fundamental e Médio.


Para essa autora, tais propostas têm em comum algumas características, como

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Q4197040 Pedagogia
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) foram elaborados em 1997 – 1998 pelo governo federal que se instalou em Brasília em 1995 e ficou até 2002. Esse governo procurou centralizar uma série de procedimentos e decisões no sistema escolar. Como exemplos dessa centralização, tem-se os PCNs e o Enem, o Exame Nacional para o Ensino Médio.
(VESENTINI, José Willian (Org.). Ensino de geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2007. Adaptado)

Os PCNs acabaram por se sobrepor a guias ou propostas curriculares estaduais ou municipais, e seu grande mérito foi
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Q4197039 Pedagogia
A geografia crítica escolar não consiste na mera reprodução nas escolas elementar e média daquilo que foi anteriormente elaborado pela produção universitária crítica. Isso até pode ocorrer, mas não é – e nunca foi – o essencial ou mesmo a regra geral.
(VESENTINI, José Willian (Org.). Ensino de geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2007. Adaptado)


De acordo com José Willian Vesentini, existe uma ideia de que a geografia, na educação básica, deve simplificar e reproduzir os conteúdos produzidos nas universidades, o que acaba por gerar currículos que são, muitas vezes, impraticáveis. Para esse autor, o fundamental para a geografia que se ensina nas escolas é
Alternativas
Q4197038 Geografia

Com a modernização contemporânea, todos os lugares se mundializam. Mas há lugares globais simples e lugares globais complexos. Nos primeiros apenas alguns vetores da modernidade atual se instalam. Nos lugares complexos, há profusão de vetores: desde os que diretamente representam as lógicas hegemônicas, até os que a elas se opõem. São vetores de todas as ordens, buscando finalidades diversas, às vezes externas, mas entrelaçadas pelo espaço comum.


(SANTOS, Milton. A Natureza do espaço: técnica e tempo;

razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2008. Adaptado)



De acordo com Milton Santos, os lugares complexos geralmente coincidem com

Alternativas
Q4197037 Geografia
Sem dúvida, o espaço é formado de objetos; mas não são os objetos que determinam os objetos.
(SANTOS, Milton. A Natureza do espaço: técnica e tempo; razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2008)

De acordo com Milton Santos, um objeto não é determinado por outro objeto, isto é, não é a mera presença de um objeto que define a presença do outro. O que determina os objetos
Alternativas
Respostas
3821: C
3822: D
3823: B
3824: A
3825: E
3826: C
3827: A
3828: D
3829: C
3830: E
3831: B
3832: A
3833: D
3834: B
3835: C
3836: E
3837: A
3838: E
3839: D
3840: B