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A geografia crítica escolar não consiste na mera reprodução ...

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Q4197039 Pedagogia
A geografia crítica escolar não consiste na mera reprodução nas escolas elementar e média daquilo que foi anteriormente elaborado pela produção universitária crítica. Isso até pode ocorrer, mas não é – e nunca foi – o essencial ou mesmo a regra geral.
(VESENTINI, José Willian (Org.). Ensino de geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2007. Adaptado)


De acordo com José Willian Vesentini, existe uma ideia de que a geografia, na educação básica, deve simplificar e reproduzir os conteúdos produzidos nas universidades, o que acaba por gerar currículos que são, muitas vezes, impraticáveis. Para esse autor, o fundamental para a geografia que se ensina nas escolas é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado contrapõe a geografia escolar à mera simplificação e reprodução do saber universitário. Na síntese da posição de Vesentini, o essencial do ensino é reconstruir pedagogicamente o conhecimento a partir da realidade dos alunos e dos problemas de seu tempo e lugar, o que torna correta a alternativa E.

Tema central: Geografia crítica escolar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca o foco para uniformização nacional e didatismo. Isso contraria o ponto cobrado, que exige referência à realidade concreta dos alunos e ao contexto local, e não padronização curricular desvinculada dessas condições.
B
Errada
Está errada porque preserva a lógica criticada no enunciado: reproduzir o conteúdo universitário e apenas ajustar a linguagem. Pela base, isso é insuficiente, pois o ensino escolar não se reduz a adaptação linguística do saber acadêmico.
C
Errada
Está errada porque substitui a perspectiva crítica por neutralização do ensino. A geografia crítica escolar, conforme a base, problematiza a realidade social e espacial; portanto, não se define por evitar discussão e se refugiar em neutralidade.
D
Errada
Está errada porque reduz o núcleo do ensino de geografia à primazia da geografia física. A base não sustenta essa hierarquização de conteúdos; o critério decisivo da questão é curricular-pedagógico, ligado à realidade dos alunos, e não à superioridade de um ramo da disciplina.
E
Certa
A alternativa E está certa porque expressa o critério central atribuído a Vesentini: o conhecimento geográfico escolar não deve ser simples transposição do que a universidade produz, mas organização pedagógica vinculada aos sujeitos da escola e ao contexto histórico e espacial em que vivem. O ponto decisivo é a centralidade da realidade vivida pelos alunos e dos problemas de sua época e lugar na definição do ensino de geografia.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar como suficiente a simples adaptação da linguagem acadêmica, quando a crítica de Vesentini atinge a própria lógica de mera transposição do saber universitário para a escola.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o autor nega a mera reprodução do conhecimento universitário, procure a alternativa que reconhece a especificidade do conhecimento escolar.
  • Em questões sobre currículo crítico, verifique se a proposta se articula à realidade vivida pelos alunos e aos problemas de seu tempo e lugar.
  • Elimine opções que troquem reconstrução pedagógica por padronização, neutralização ou simples adaptação formal da linguagem.

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