Questões de Concurso Público UFMG 2025 para Produtor Cultural
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A acessibilidade é um dos quesitos fundamentais para garantir democratização e inclusão de acesso a eventos culturais. Sobre o tema, Cunha (2018) ressalta que “esse é um ponto fundamental a ser discutido durante a elaboração de projetos. Não se trata apenas de demonstrar a sua capacidade de permitir acesso às pessoas com necessidades especiais (sejam elas motoras, auditivas, visuais, intelectuais e/ou mentais) para cumprir uma exigência da legislação, mas, sim, de garantir e facilitar o acesso de mais pessoas ao produto cultural disponível como direito. Mais do que desempenhar um papel social, é vislumbrá-lo como um perfil de público específico de cultura que precisa de determinadas medidas para ter o seu acesso garantido”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed. SENAC, 2018, p. 145. [Fragmento]
Sobre a acessibilidade cultural, é correto afirmar que
A avaliação e o monitoramento de ações culturais são fundamentais para acompanhar o desempenho dos mesmos. Etapa relevante de um planejamento estratégico, é, muitas vezes, não formulada. Para Cunha (2018, p. 167), “quando falamos de monitoramento e de avaliação de programas e projetos, precisamos estabelecer indicadores de várias naturezas que sejam capazes de abarcar a diversidade de nossas atividades e de traduzir a realidade das instituições culturais. O primeiro passo é sabermos o que queremos e quais ferramentas teremos para analisar os processos cotidianos (como questões financeiras, de tempo, de uso de recursos, de desenvolvimento das atividades e de público); e, em seguida, medir o alcance de nossas metas e resultados. [...] Assim, o registro de informações é fundamental para que possamos ter dados comparativos que demonstrem a evolução de determinados processos desejados”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed.
SENAC, 2018, p. 167. [Fragmento]
São exemplos de indicadores de ações culturais:
( ) O autor tem direito ao inédito, ou seja, de não colocar em circulação, de não dar publicidade à sua criação.
( ) O direito autoral protege a ideia de uma obra antes mesmo de sua realização em algum suporte por seu autor.
( ) Quando cai em domínio público, os direitos autorais de uso da obra dispensam autorização.
( ) O registro de uma obra por seu autor é obrigatório para garantir o exercício do direito autoral sobre ela.
Assinale a alternativa com a sequência correta.
I. descrição do objeto da ação cultural;
II. cronograma de execução;
III. estimativa de custos”.
Considerando-se que essa lei estabelece o marco regulatório do fomento à cultura, no âmbito da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, é correto afirmar que
Por detrás das pautas dos acontecimentos culturais - estreias, inaugurações, lançamentos de produtos etc. - que constituem os cadernos culturais diários e semanais - muitas vezes estão as assessorias de imprensa, que estabelecem e mantêm a articulação entre as fontes e as redações, facilitam o trabalho de ambos, mas nem sempre o definem.
MIRANDA, Nadja. Divulgação e jornalismo cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: EDUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 79-98. [Fragmento]
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. As assessorias, em muitos casos, tornam-se também fontes - porque têm a matéria-prima básica das informações -, notadamente nos cadernos culturais, que são constituídos, em grande parte, pelas informações delas provenientes.
PORQUE
II. O público imediato das assessorias não são os leitores, mas os próprios jornalistas. No relacionamento daqueles com estes, é necessário atuar com base na percepção que os jornalistas, nas redações, têm do fato e de como vão transmiti-los.
É correto afirmar que
Leia o diagrama a seguir que discorre sobre procedimentos de produção cultural para artistas independentes.

BATISTA, Andressa. Breve manual de produção cultural para artistas independentes. Porto Velho: Semear Cultura, 2021, p. 154. [Reprodução]
Analisando o diagrama e, de acordo com o que a autora propõe em seu livro, é correto afirmar que
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2008, p. 96.
Para esse autor, o fenômeno da globalização
Sobre o tema das políticas culturais brasileiras, a pesquisadora Lia Calabre (2019, p. 157), afirma que “nos anos 2000, o país passa a experimentar um movimento de incorporação da noção de direito à cultura pela gestão pública – como está garantido na Constituição Federal de 1988, assim como em algumas constituições estaduais e em muitas leis orgânicas municipais. Para tanto, desde 2003, vêm sendo construídas ferramentas e instrumentos visando a efetivação de tal direito”.
(CALABRE, Lia. Escritos sobre políticas culturais. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2019.)
São exemplos de ferramentas e instrumentos que visam a assegurar o direito à cultura:
RUBIM, Linda. Produção cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador: EDUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 26.
Sobre a captação de recursos para a produção cultural, é correto afirmar que essa atividade
Sobre a elaboração de projetos culturais Thiry-Cherques (2010, p. 38) afirma que “quando se pensa em configurar um projeto é porque se tem um motivo para isso. Esse motivo é o problema que dá origem ao projeto. Identificar claramente o problema que se quer ser resolvido é, portanto, o primeiro passo na configuração de projetos”. Esse autor propõe o seguinte diagrama:

THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Projetos Culturais: Técnicas de Modelagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 44. [Reprodução]
Segundo a metodologia de elaboração de projetos proposta pelo autor, é correto afirmar que
Conforme Rubim (2005, p. 25), “a atividade de organização ou produção da cultura abrange normalmente, pelo menos, três fases: pré-produção, produção propriamente dita e pós-produção. A fase de pré-produção envolve toda a atividade preparatória para a execução de um projeto cultural. A fase subsequente, a produção, corresponde ao momento da execução, em sua singularidade, da atividade cultural: ela funciona como o momento de maior envergadura e complexidade da organização da cultura. Por fim, a terceira e última fase: a pós-produção, quando acontecem as tarefas de finalização da obra ou do evento cultural.”
RUBIM, Linda. Produção cultural. In: RUBIM, Linda (Org.). Organização e produção da cultura. Salvador:
EDUFBA; FACOM/ CULT, 2005, p. 25.
Considerando as etapas de uma produção cultural associe a coluna I à coluna II em que constam as atividades práticas características de cada uma das etapas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
O fomento artístico estimulado pelo Estado apresenta historicamente motivações variadas. Na contemporaneidade, segundo Heloisa Marina: “Passado o momento da Guerra Fria, em que obras de arte funcionavam como mecanismo urgente de imposição cultural no cenário internacional, o Estado agora reformula suas práticas, seus objetivos para com essa esfera social. O retorno, em geral econômico, é a grande ‘tábua de salvação’ que poderia solidificar a argumentação em prol do investimento público para essa área”.
MARINA, Heloisa. Atuar-Produzir. Desafio de artistas da cena frente à gestão de suas trajetórias. Belo Horizonte: Editora Javali, 2023, p. 374.
Nesse sentido e, de acordo com pesquisas e estudos recentes de políticas culturais, no contexto brasileiro, é correto afirmar que
“Evento, do Latim eventus, significa um acontecimento. Sua apropriação, por conseguinte, permite denotar eventos naturais como tempestades e terremotos, ou ainda, os sociais, políticos, econômicos, científicos e tantos outros.”
BARICHELLO, Eugenia et al (orgs.) Eventos, como fazer acontecer? 10 estratégias de Relações Públicas para inovar no planejamento e na organização de eventos no pós-pandemia. Aveiro, Portugal: Ria Editorial, 2022, p. 18. [Fragmento]
A produção de eventos é estratégica para a Comunicação Organizacional porque
TEXTO I
Organograma da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Disponível em: https://www.ufmg.br/cultura/ Acesso em: 24 abr. 2025.
TEXTO II
“São os esquemas de organização da empresa, ou seja, o entendimento do processo de hierarquização das funções, que, dependendo do perfil da instituição, pode ser mais vertical ou mais horizontal. Neste componente, a delegação de funções ou a transferência de atribuições a outras pessoas para a realização de tarefas deve estar de acordo com a existência dos níveis hierárquicos. Lembrando que delegar não significa a falta de acompanhamento das funções e dos processos, que normalmente estão interligados”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed. SENAC, 2018, p. 113.
A partir dos Textos I e II, com respeito à estruturação organizacional de órgãos públicos de cultura, como a Pró-Reitoria de Cultura da UFMG, é correto afirmar que