Questões de Concurso Público Prefeitura de Mata de São João - BA 2023 para Médico Clínico Plantonista
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(KNOBEL, Elias. Condutas no paciente grave. Vl. 1. 3ª Ed. ARTMED. São Paulo. Cap.18. p. 272.)
Sobre os “Medicamentos usados por via parenteral para o tratamento das emergências hipertensivas”, marque a informação incorreta.
(FARHAT, Calis Kairalla et al. Infecções e Parasitoses em Pediatria. Editora Harbra Ltda. São Paulo. p. 91.)
Marque a pneumonia que não é causada por vírus.
(https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_epidemiologia_2.pdf) – (P.13.15.18,21)
Sobre “Enfoque Epidemiológico”, julgue as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após julgamento, marque a alternativa com a série correta.
I – É o processo de busca da causalidade que permite essas aproximações, com a finalidade de orientar as medidas de intervenção adequadas e a posterior avaliação de sua efetividade.
II – O enfoque epidemiológico considera que a doença na população: não ocorre por acaso; não está distribuída de forma homogênea; têm fatores associados que, para serem causais, cumprem com os critérios.
III – O enfoque epidemiológico considera como critérios: a temporalidade (toda causa precede a seu efeito, o chamado princípio do determinismo causal), a força de associação, a consistência da observação, a especificidade da causa, o gradiente biológico (efeito dose-resposta) e a plausibilidade biológica. (Hill, 1965).
IV – O enfoque epidemiológico também considera que a doença na população é um fenômeno dinâmico e sua propagação depende da interação entre a exposição e a suscetibilidade dos indivíduos e grupos constituintes da dita população aos fatores determinantes da presença da doença.
I – As promastigotas Leishmania são transmitidas por mosquitos-pólvora (Phlebotomus e Lutzomyia) a hospedeiros vertebrados. Os mosquitos vetores se infectam ao picarem seres humanos ou animais infectados. (...) Os parasitas podem permanecer localizados na pele ou se disseminarem para a mucosa da nasofaringe ou para medula óssea, baço, fígado e, algumas vezes, para outros órgãos, resultando nas 3 principais apresentações clínicas da leishmaniose: Cutânea; mucocutânea; visceral.
(https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_epidemiologia_2.pdf)
II – Toxoplasmose é uma infecção causada por “Toxoplasma Gondii”, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos, que pode se hospedar em humanos e outros animais. É causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados e é uma das zoonoses (doenças transmitidas por animais) mais comuns em todo o mundo.
(https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/toxoplasmose)
III – A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que resulta da exposição direta ou indireta a urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira; sua penetração ocorre através da pele com lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. O período de incubação, ou seja, tempo entre a infecção da doença até o momento que a pessoa leva para manifestar os sintomas, pode variar de 1 a 30 dias e normalmente ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco. As manifestações clínicas variam desde formas assintomáticas e subclínicas até quadros graves, associados a manifestações fulminantes. São divididas em duas fases: fase precoce e fase tardia. (CID10: A27)
(https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Leptospirose#:~:text=A%20leptospirose)
IV – A mononucleose infecciosa é causada pelo vírus Epstein-Barr (herpes-vírus humano tipo 4) e caracteriza-se por fadiga, febre, faringite e linfadenopatia. A fadiga pode persistir durante semanas ou meses. Complicações graves, incluindo obstrução das vias respiratórias, ruptura esplênica e síndromes neurológicas, ocorrem de maneira ocasional. O diagnóstico é clínico ou feito por testes de anticorpos heterófilos. O tratamento é de suporte. A transmissão pode ocorrer por transfusão de derivados de sangue, mas mais frequentemente por meio do beijo entre uma pessoa não infectada e uma pessoa EBVsoropositiva assintomaticamente transmissora do vírus. Somente cerca de 5% dos pacientes adquirem EBV de alguém com infecção aguda.
(https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/herpesv%C3%ADrus/mononucleose-infecciosa)
(http://www.saudetotal.com.br/artigos/dermatologia/tvescola_hanseniase.asp); (https://www.sbd.org.br/doencas/2350-2/
Com respeito à “Classificação das formas básicas da Hanseníase”, analise as informações que seguem:
I – “Fase inicial da doença, considerada como matriz dos polos e que se constitui na base do diagnóstico precoce, apresentando alterações de sensibilidade cutânea, características da doença”.
II – “Polo não-contagioso, habitualmente estável, com baciloscopia em geral negativa, lesões bem delimitadas e frequente acometimento nervoso”.
As informações contêm elementos que identificam correta e respectivamente as fases:
(https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/carteira_servicos_atencao_primaria_saude_profissionais_sau de_gestores_completa.pdf) – (P. 6/7/8)
Nesse contexto, marque a alternativa com informação incorreta.
I – A investigação clínica, a estratificação da Pancreatite Aguda e as diretrizes terapêuticas a serem adotadas são orientadas, inicialmente, pela identificação das condições associadas à doença e pela avaliação das condições clínicas iniciais, considerando o impacto sobre as funções vitais e o metabolismo sistêmico. Na sequência, de forma seletiva, são indicadas as dosagens séricas dos marcadores da lesão pancreática, do envolvimento das vias biliares e da repercussão sistêmica da doença, assim como a avaliação por imagem do pâncreas, por meio da TC e, mais recentemente, através da RM, para os casos de PA aguda, de origem biliar.
II – A doença diarreica aguda (DDA) é uma síndrome causada por diferentes agentes etiológicos (bactérias e suas toxinas, vírus e parasitos naturais), cuja manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Em alguns casos, há presença de muco e sangue. Quanto à origem, as DDA podem ser infecciosas e não infecciosas. Para a saúde pública, a de maior importância é a infecciosa, devido a sua maior frequência.
III – O hipotireoidismo é mais comum em mulheres, geralmente na faixa entre os 20 e os 40 anos. Os sintomas podem ser assustadores, principalmente se a pessoa afetada não tem ideia do que está acontecendo a ela. O diagnóstico é feito através de exames de sangue, com a dosagem dos hormônios tireoidianos (T3 e T4, que se encontram aumentados) e do hormônio que regula a tireoide, o TSH (que se encontra diminuído).
IV – O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Existem outros sinais de câncer de mama, tais como: edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja; retração cutânea e dor.
I – Na descrição da Raiva Humana tem-se a “encefalomielite viral aguda sempre mortal” como aplicação muito importante.
II – Sobre AIDS/SIDA tem-se que o homem é o único reservatório; o período da incubação é variável; em geral, transcorre de um a três meses do momento da infecção até o aparecimento de anticorpos detectáveis, mas o período de tempo que vai da infecção pelo HIV até o diagnóstico da AIDS/SIDA tem limites de uns dois meses a dez anos ou mais. A mediana do período de incubação nos lactentes infectados é mais curta que nos adultos.
III – O climatério tem início por volta dos 40 anos e se estender até os 65 anos. Nessa fase, algumas mulheres podem sentir ondas de calor, acompanhadas de transpiração, tonturas e palpitações; suores noturnos prejudicando o sono; depressão ou irritabilidade; (...) diminuição do tamanho das mamas e perda da firmeza; diminuição da elasticidade da pele, principalmente da face e pescoço; aumento da gordura circulante no sangue; aumento da porosidade dos ossos tornando-os mais frágeis.
IV – Os arbovírus são vírus transmitidos pela picada de artrópodes hematófagos, como o Aedes aegypti. Entre eles, temos: Dengue é doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico, pois a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, enquanto uma pequena parte evolui para gravidade. Febre amarela é doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é um arbovírus protótipo do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae; do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma. Reveste-se da maior importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas.
(https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/miocardite-epericardite/pericardite) – (|Adaptado)
Marque o vírus mais comumente implicado na pericardite viral.
(ROBBINS & COTRAN - Kumar, Abbas, Fausto, Aster. Patologia Bases Patológicas das Doenças. Elsevier. Rio de Janeiro.p.1114.)
Sobre o contexto enunciado, marque a alternativa incorreta.
(Por: Jairnilson Silva Paim et al) – (https://portal.fiocruz.br/livro/que-e-o-sus-e-book-interativo-o)
Nessa dimensão, marque a alternativa com o “Nome do Princípio” que foi incorporado ao SUS, a partir de normas operacionais e pode ser coerente com a diretriz do uso da epidemiologia no planejamento, conforme estabelece a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
(http://www.livrosinterativoseditora.fiocruz.br/sus/82/) – (P.82)
Nessa perspectiva, analise a responsabilidade financeira do governo federal na área de saúde, com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.
I - A gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministério da Saúde.
II - O governo federal é o principal financiador da rede pública de saúde. Historicamente, o Ministério da Saúde aplica metade de todos os recursos gastos no país em saúde pública em todo o Brasil. Estados e municípios, em geral, contribuem com a outra metade dos recursos.
III - O Ministério da Saúde formula políticas nacionais de saúde, mas não realiza as ações. Para a realização dos projetos, depende de seus parceiros (estados, municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.).
IV - Também tem a função de planejar, criar normas, avaliar e utilizar instrumentos para o controle do SUS.
(L8080 (planalto.gov.br))
A Lei enunciada institui: Art. 16 À direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete:
I – Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
II – Participar na formulação e na implementação das políticas.
III – Definir e coordenar os sistemas, exceto:
I – De acordo com caput do Art. 2º da Lei n° 8.080: A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
II – A Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Art. 1º O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I - a Conferência de Saúde; e II - o Conselho de Saúde.
III – De acordo com o § 4º do Art. 1º da Lei nº 8.142. A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.
IV – Conforme instituído no § 5° Art. 1º da Lei nº 8.142. As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e normas de funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho.
(https://conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm#1)
De acordo com o que institui a NOB SUS de 1996: “No que respeita ao gestor federal, são identificados papéis básicos, quais sejam: ___________________________________”.
I – Exercer a gestão do SUS, no âmbito nacional.
II – Promover as condições e incentivar o gestor estadual com vistas ao desenvolvimento dos sistemas municipais, de modo a conformar o SUS-Estadual.
III – Fomentar a harmonização, a integração e a modernização dos sistemas estaduais compondo, assim, o SUS-Nacional.
IV – Exercer as funções de normalização e de coordenação no que se refere à gestão nacional do SUS.
Marque a alternativa com a série completa e correta.