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Q3572581 Medicina
Pericardite é a inflamação do pericárdio, geralmente com acúmulo de líquido no espaço pericárdico. Pode ser causada por muitos distúrbios (p. ex., infecção, infarto do miocárdio, trauma, tumores e distúrbios metabólicos), mas com frequência é idiopática. Os sintomas incluem dor ou compressão torácica exacerbada muitas vezes por respiração profunda. O débito cardíaco pode ser significativamente reduzido se houver tamponamento cardíaco ou pericardite constritiva. O diagnóstico baseia-se em sintomas, atrito, alterações no ECG e evidências de acúmulo de líquido pericárdico em radiografia ou ecocardiograma. A identificação da causa requer avaliação mais profunda. As causas mais comuns são infecciosas, transmitidas por vírus e bactérias. O tratamento depende da causa, mas as medidas gerais incluem analgésicos, antiinflamatórios, colchicina e, raramente, cirurgia. A pericardite pode ser: Aguda, subaguda e crônica. (...)

(https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/miocardite-epericardite/pericardite) – (|Adaptado)

Marque o vírus mais comumente implicado na pericardite viral. 
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Tema central: Pericardite viral — etiologia mais comum.

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, frequentemente de causa viral (muitas vezes classificada como “idiopática” por falta de confirmação). Entre os vírus, destacam-se os enterovírus, sobretudo o Coxsackie B, como o agente mais frequentemente implicado. Isso é consistente com referências clássicas (Harrison’s) e revisões atuais (UpToDate) e com diretrizes da ESC 2015 – Doenças do Pericárdio, que citam enterovírus (Coxsackie/echovírus) como causas predominantes.

Gabarito: E — Coxsackie B.

Justificativa da alternativa correta: Os enterovírus, especialmente o Coxsackie B, são os patógenos virais classicamente associados à pericardite aguda em adultos jovens, cursando com dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas típicas. Estudos epidemiológicos e compilações (Harrison’s; UpToDate) reiteram sua predominância entre as causas virais.

Estratégia clínica (resumo útil para provas):

  • Clínica: dor torácica pleurítica aliviada ao inclinar-se para frente; pode haver febre e atrito pericárdico.
  • ECG: supradesnivelamento difuso de ST em concavidade “para cima” e depressão de PR.
  • Eco: derrame pericárdico (nem sempre presente); avaliar sinais de tamponamento.
  • Critérios diagnósticos (≥2/4): dor típica, atrito, alterações de ECG, novo derrame (ESC 2015).
  • Tratamento (causa viral presumida): AINE + colchicina; evitar corticoide inicial, salvo indicações específicas (ESC 2015/UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A — Vírus da hepatite B: Pode causar pericardite em contexto de vasculite ou serosite, porém é causa incomum em comparação aos enterovírus. Não é a etiologia mais prevalente em séries clínicas.

B — Vírus varicela-zoster (VZV): Relacionado a pericardite principalmente em imunossuprimidos ou como complicação de infecção disseminada. É pouco frequente como causa de pericardite viral no geral.

C — Citomegalovírus (CMV): Ocorre em imunodeprimidos (transplantados, HIV avançado). Em imunocompetentes é raro como causa de pericardite; não é a etiologia mais comum.

D — Vírus da rubéola: Pode associar-se a manifestações cardíacas congênitas; pericardite por rubéola em adultos é excepcional e não representa a causa habitual.

Pegadinha de prova: várias opções são “vírus conhecidos”, mas a banca quer o mais comum. Lembre da tríade “enterovírus (Coxsackie B) > adenovírus > influenza” como causas típicas; HBV, VZV, CMV e rubéola são ocasionais.

Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Acute pericarditis); ESC Guidelines for the Diagnosis and Management of Pericardial Diseases (2015).

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