Questões de Concurso Público Prefeitura de Seritinga - MG 2025 para Médico do PSF

Foram encontradas 30 questões

Q3795888 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


Algumas palavras da língua portuguesa apresentam estruturas fonéticas que podem divergir da simples contagem de letras, já que dígrafos afetam o número real de sons. Considerando esse princípio, assinale a alternativa INCORRETA quanto ao número total de fonemas e dígrafos das palavras apresentadas. 
Alternativas
Q3795889 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


O texto articula o relato inicial sobre o idoso milionário com reflexões filosóficas e literárias, produzindo uma crítica ao modo como certas formas de acúmulo podem desviar o indivíduo dos propósitos essenciais da vida. Esse entrelaçamento discursivo permite ao autor sustentar uma visão mais ampla sobre o sentido da existência e o risco de uma vida reduzida à administração de posses. Considerando esse percurso reflexivo, assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente com a perspectiva construída no texto. 


Alternativas
Q3795890 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


A reflexão proposta pelo texto contrapõe duas experiências humanas: o acúmulo obsessivo, que aprisiona, e o usufruto consciente, que liberta. Essa oposição se revela não apenas no exemplo do idoso, mas também na incorporação de referências como Marina Colassanti, Michel Alcoforado e Michel Onfray, ampliando o olhar para questões que envolvem desejo, privação e sentido da vida. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta leitura compatível com a crítica subjacente ao texto. 
Alternativas
Q3795891 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


No trecho “Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir”, o conectivo “porém” atua como elemento articulador do enunciado, introduzindo uma relação que modifica a orientação argumentativa e reorganiza o sentido da frase. Considerando o valor discursivo dessa conjunção no contexto do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente a circunstância expressa por esse termo. 
Alternativas
Q3795892 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


Ao longo do texto, imagens como “afogado em números”, “desviar dos grandes propósitos” e “usar a vida até furar a sola” intensificam a crítica do autor a um modo de existência fragmentado e desorientado. Essas expressões atuam como recursos que ampliam a dimensão simbólica do argumento, aproximando o leitor de uma reflexão ético-existencial sobre limites, escolhas e vulnerabilidades. Considerando esses efeitos, assinale a alternativa que melhor interpreta o valor figurativo dessas imagens no conjunto do texto. 
Alternativas
Q3795893 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


Considerando a classificação gramatical de palavras do texto, em seus contextos de ocorrência, analise as assertivas:  


I. Em “o seu usufruto pleno”, o termo “usufruto” pertence à classe dos substantivos, funcionando como núcleo de um sintagma nominal que expressa ideia abstrata.


II. Em “A cobiça se alimenta de si mesma”, o termo “si” é classificado como pronome reflexivo, retomando o próprio sujeito da oração.


Das assertivas, pode-se afirmar que:


Alternativas
Q3795894 Português
No contexto da linguagem utilizada em documentos e orientações da área da saúde, assinale a alternativa em que ambos os pares de palavras estão corretamente classificados como sinônimos ou antônimos.  
Alternativas
Q3795895 Português

Em um registro de evolução clínica, o profissional escreveu o seguinte trecho:


"O paciente apresentou piora leve no quadro respiratório e respondeu rapidamente ao tratamento prescrito."


Com base nas classes de palavras, assinale a alternativa em que todos os termos destacados estão corretamente classificados. 



Alternativas
Q3795896 Português
No uso da norma-padrão da Língua Portuguesa, os substantivos coletivos designam, no singular, conjuntos de seres ou objetos da mesma espécie. Considerando os exemplos a seguir, assinale a alternativa INCORRETA quanto à relação entre o coletivo e os elementos que ele designa. 
Alternativas
Q3795897 Português
No processo de análise gramatical de textos administrativos e institucionais, a correta identificação e classificação dos pronomes pessoais, demonstrativos e possessivos é fundamental para a compreensão das relações sintáticas e semânticas estabelecidas no enunciado. Considerando as frases a seguir, assinale a alternativa em que o pronome destacado está corretamente classificado, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.  
Alternativas
Q3795898 Saúde Pública
O monitoramento dos eventos vitais é fundamental para subsidiar políticas públicas, especialmente no campo da saúde materno-infantil. No âmbito federal, o sistema responsável pela coleta, organização e análise dos dados de nascimento em todo o território nacional é denominado: 
Alternativas
Q3795899 Direito Sanitário
A descentralização e a cooperação entre as esferas de governo são princípios operacionais do Sistema Único de Saúde. Nesse sentido, o Art. 15 da Lei nº 8.080/1990 dispõe sobre as atribuições que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo. Assim, analise as assertivas:

I. É atribuição comum a elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde.

II. Para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização.

III. O fomento e a execução de programas e projetos estratégicos de atendimento emergencial integram as atribuições dos entes federativos.

Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3795900 Direito Sanitário
A Constituição Federal assegura que a assistência à saúde pode ser prestada pela iniciativa privada, desde que observadas as diretrizes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o Art. 199 da CF/1988, as instituições privadas poderão participar de forma __________ do SUS, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades __________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?  
Alternativas
Q3795901 Saúde Pública
A epidemiologia, enquanto campo estruturante das ciências da saúde, utiliza parâmetros específicos para analisar a distribuição e os determinantes de agravos na população. Esses conceitos orientam a vigilância, o planejamento e a avaliação das ações de saúde. Considerando noções essenciais desse campo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3795902 Saúde Pública
O Sistema de Informações de Agravos de Notificação – SINAN constitui instrumento central da Vigilância Epidemiológica no Brasil, permitindo a coleta padronizada, o registro, o processamento e a análise de dados sobre doenças e agravos constantes na lista de notificação compulsória, além daqueles definidos por estados e municípios. Sua operacionalização, estrutura e finalidade estão diretamente associadas ao monitoramento, à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde. Considerando essas características, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3795903 Direito Sanitário
A Lei nº 8.142/1990 estabelece mecanismos de participação social na gestão do Sistema Único de Saúde e define instâncias colegiadas essenciais ao processo decisório. Conforme o Art. 1º, o SUS contará, em cada esfera de governo, com duas instâncias de participação: a Conferência de Saúde e a(o): 
Alternativas
Q3795904 Saúde Pública
A efetivação do direito à saúde no Brasil fundamenta-se em princípios que orientam a organização e a execução das ações do Sistema Único de Saúde. Com base nesses princípios, analise as assertivas:

I. O acesso às ações e serviços de saúde deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de suas condições sociais, econômicas ou culturais.

II. A gestão da saúde deve reconhecer que as pessoas possuem necessidades distintas, direcionando mais recursos às áreas de menor vulnerabilidade.

III. O atendimento à saúde deve considerar o indivíduo como um todo, integrando ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação.

Das assertivas apresentadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3795905 Saúde Pública
A Política Nacional de Vigilância em Saúde organiza e orienta as ações de vigilância no SUS a partir de princípios que asseguram atuação contínua, integrada e territorialmente adequada. Esses princípios buscam garantir acesso, equidade e articulação entre prevenção, promoção e cuidado, valorizando as especificidades regionais. Considerando as diretrizes apresentadas, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3795906 Saúde Pública
A Educação Permanente em Saúde constitui estratégia estruturante no SUS, orientada para a transformação das práticas de trabalho e para a qualificação contínua dos profissionais, articulando aprendizagem e cotidiano dos serviços. Considerando esses princípios, analise as assertivas:


I. A Educação Permanente em Saúde baseia-se na aprendizagem significativa incorporada ao cotidiano dos serviços, valorizando a análise dos problemas reais do trabalho para orientar processos formativos e mudanças nas práticas. 


II. Na Educação Permanente em Saúde, as ações educativas assumem caráter vertical e fundamentam-se na problematização, na participação coletiva e na reorganização dos processos de cuidado.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3795907 Direito Sanitário
A Lei nº 8.142/1990 dispõe sobre o financiamento das ações e serviços de saúde, definindo a forma de repasse dos recursos do Fundo Nacional de Saúde. De acordo com o Art. 3º, os recursos destinados aos Municípios, Estados e Distrito Federal serão repassados de forma: 
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: B
4: C
5: D
6: C
7: D
8: B
9: D
10: B
11: B
12: C
13: C
14: A
15: B
16: A
17: A
18: D
19: C
20: D