Questões de Concurso Público Prefeitura de Estância - SE 2022 para Professor de Educação Básica - Área: Português
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Nessa figura, a opção Fechar grupo permite
A categoria de serviço em nuvem que envolve o fornecimento completo de uma aplicação ou de um conjunto de aplicações por meio de um provedor de serviços em nuvem é
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.
I figura de linguagem denominada metáfora.
II figura de linguagem denominada antítese.
III linguagem conotativa.
Assinale a opção correta.
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.
Gladis Massini-Cagliari. O texto na alfabetização. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2001, p. 13-14 (com adaptações).
O texto é considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo. (...) Os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em práticas de diferentes esferas/campos de atividades humanas.
Base Nacional Curricular Comum. Língua Portuguesa, p. 67 (com adaptações).
Tendo como referência os textos anteriores, julgue os itens seguintes.
I A Linguística investiga a fala e a escrita das línguas do mundo, a fim de estabelecer as regras de cada sistema linguístico a serem ensinadas, com o objetivo de difundir o uso da norma padrão no desenvolvimento da leitura e da escrita, o que possibilita a ampliação da participação dos estudantes nas diferentes esferas das práticas sociais e das atividades humanas.
II As línguas do mundo são formadas de elementos que se relacionam em um conjunto estruturado de regras, cujo estudo interessa não somente aos linguistas, mas também aos profissionais da educação, uma vez que os conhecimentos obtidos na pesquisa sobre a estrutura das línguas podem ser direcionados ao desenvolvimento da capacidade de leitura e de produção textual.
III Sendo tarefa da Linguística investigar o funcionamento das línguas humanas, essa ciência tem como objeto de estudo tanto os textos orais quanto os textos escritos, o que propicia uma relação recíproca entre linguistas e professores: a pesquisa contribui para o desenvolvimento da leitura e da escrita, e a produção gerada no ambiente educacional beneficia o desenvolvimento da pesquisa.
Assinale a opção correta.
Ao “amigo do escravo”
Cativo um povo, gemendo
Da vergasta o açoite vil,
Estende os braços convulsos
Vertendo prantos a mil...
Vós despertastes ao grito
Da infeliz escravidão;
Somos amigos, dissestes,
Dos míseros que não têm pão.
Quanta doçura, Deus grande,
Quanta fé e quanto amor,
Nesta esperança que brilha
Do cativeiro no horror!
Remir no mundo os escravos
É curar de Cristo as chagas;
Marchai! Que o suor da luta
Vos doure a fronte em bagas.
Quando um dia o sol brasíleo
Surgir, mimoso de amor,
Aquecendo as faces frias
Do escravo ao seu calor.
Estátuas de luz e vida,
mil renascido à toa,
Tentarão roubar seus raios
Para tecer-vos uma croa!
Ide, librai vossas asas
Da fé no dorso possante!
Acordai Deus, que aniquile
A hidra negra, infamante.
Etelvina Amália de Siqueira. Ao “amigo do escravo”. Internet: <academialiterariadevida.blogspot.com> (com adaptações).
A poetisa Etelvina Amália de Siqueira (1862–1935) notabilizou-se pelo engajamento na causa abolicionista, tematizada no fragmento do poema apresentado, em que o posicionamento do sujeito lírico em relação à população negra escravizada é
As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos e vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e a disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e em outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais etc. Depois de ler um livro de literatura ou assistir a um filme, pode-se postar comentários em redes sociais específicas, seguir diretores, autores e escritores e acompanhar de perto seu trabalho; pode-se produzir playlists, vlogs e vídeos-minuto, escrever fanfics, produzir e-zines, tornar-se um booktuber, entre outras muitas possibilidades. Em tese, a Web é democrática: todos podem acessá-la e alimentá-la continuamente. Mas, se esse espaço é livre e bastante familiar para crianças, adolescentes e jovens de hoje, por que a escola teria que, de alguma forma, considerá-lo?
Ser familiarizado e usar não significa necessariamente levar em conta as dimensões ética, estética e política desse uso, tampouco lidar de forma crítica com os conteúdos que circulam na Web. A contrapartida do fato de que todos podem postar quase tudo é que os critérios editoriais e de seleção do que é adequado, bom e fidedigno não estão “garantidos” de início. Passamos a depender de curadores ou de uma curadoria própria, que supõe o desenvolvimento de diferentes habilidades.
Brasil. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental. Ministério da Educação, p. 68 (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente como referência inicial, é correto afirmar que, na perspectiva dos multiletramentos, com o objetivo de desenvolver habilidades para a leitura crítica e a redação de textos que circulem nos meios digitais, a metodologia utilizada pelo professor de Língua Portuguesa deve levar em consideração a
O programa Mulheres Inspiradoras implementa projetos de leitura e escrita baseados em autores ou personagens históricas femininas do país e do mundo, abordando as diferentes narrativas de mulheres negras, indígenas e periféricas, entre outras. Dessa forma, o programa visa estimular o desenvolvimento de uma pedagogia comprometida com o aprendizado integral dos estudantes, centrada na educação para os direitos humanos e para a diversidade.
A professora Gina Vieira Ponte explica que o programa foi desenvolvido pela primeira vez em 2014, no Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia, a 30 quilômetros de Brasília, com cinco turmas do 9.º ano. Segundo Gina, as estudantes tiveram a oportunidade de ler obras literárias produzidas por mulheres, estudar a biografia de personagens ou autoras inspiradoras para que pudessem vislumbrar oportunidades de identidade que transcendam os estereótipos de gênero, e os meninos pudessem questionar a masculinidade tóxica.
A iniciativa também permitiu aos estudantes entrevistar uma mulher inspiradora em sua vida. A maioria escolheu a mãe, a avó ou a bisavó. A partir das entrevistas que realizaram, eles produziram textos em que apresentaram as histórias de luta e de determinação e a revolução silenciosa que essas mulheres realizam em suas comunidades. As histórias foram transformadas no livro Mulheres Inspiradoras, publicado em 2016.
Agência Brasil. Programa promove valorização do legado de mulheres em escolas do DF. Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
A partir do texto precedente, é correto afirmar que os resultados alcançados com o programa Mulheres Inspiradoras situam-se, segundo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, predominantemente no contexto da habilidade que prevê
Com o correr das décadas, a prática da literatura no Brasil foi-se revestindo duma capa, ou seja, duma dupla meta ideológica. Ao explorar os meandros da observação direta dos acontecimentos cotidianos ou históricos e ao incentivar a reflexão sobre os observadores privilegiados, nossa literatura tanto configura a carência socioeconômica e educacional do país quanto define, pelo exercício impiedoso da autocrítica, o grupo reduzido e singular que tem exercido de uma forma ou de outra as formas clássicas de mando e governabilidade nas nações da América Latina.
Por um lado, o trabalho literário busca dramatizar objetivamente a necessidade do resgate dos miseráveis a fim de elevá-los à condição de seres humanos (já não digo à condição de cidadãos) e, por outro lado, procura avançar — pela escolha para personagens da literatura de pessoas do círculo social dos autores — uma análise da burguesia econômica nos seus desacertos e injustiças seculares. Dessa dupla e antípoda tônica ideológica — de que os escritores não conseguem desvencilhar-se em virtude do papel que eles ainda ocupam na esfera pública da sociedade brasileira — advém o caráter anfíbio da nossa produção artística.
No século XX, os nossos melhores livros apontam para a Arte, ao observar os princípios individualizantes, libertadores e rigorosos da vanguarda estética europeia, e, ao mesmo tempo, apontam para a Política, ao querer denunciar pelos recursos literários não só as mazelas oriundas do passado colonial e escravocrata da sociedade brasileira, mas também os regimes ditatoriais que assolam a vida republicana. A atividade artística do escritor não se descola da sua influência política; a influência da política sobre o cidadão não se descola da sua atividade artística. O todo se completa numa forma meio que manca na aparência, apenas na aparência. Ao dramatizar os graves problemas da sociedade brasileira no contexto global e os impasses que a nação atravessou e atravessa no plano nacional, a literatura quer, em evidente paradoxo, falar em particular ao cidadão brasileiro responsável. Não são muitos, infelizmente.
Silviano Santiago. Uma literatura anfíbia. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 66 (com adaptações).
De acordo com as observações de Silviano Santiago no texto precedente, a literatura brasileira do século XX é anfíbia, pois contempla, ao mesmo tempo, a Arte e a Política, buscando abranger os princípios da liberdade, do individualismo e do rigor estético e, ao mesmo tempo, a preocupação com as mazelas sociais. Ao elaborar seu conceito de literatura anfíbia, o autor utiliza método que
Aula
Fala de vendedor ambulante
é signo em rotação. A gente
lança no ar o que tem de ser
dito e colhe — nem sempre —
o fruto de algo vendido.
Repetimos as falas aceitas
para garantir a venda, mas
o risco do improviso é o que
há. Três por dois, duas por
uma — essa sintaxe apraz.
A gente lança no ar. Se der
ritmo ganhamos a feira, se
não, fazemos finta de baile.
Edimilson de Almeida Pereira. Aula. In: Poesia +: antologia 1984-2019. São Paulo: Editora 34, 2019, p. 187 (com adaptações).
No poema, a aproximação entre as imagens do poeta e do vendedor ambulante é disparada primeiramente pelo uso da expressão