Questões de Concurso
Sobre políticas educacionais em pedagogia
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( ) A articulação do Professor com profissionais de outras áreas (Psicologos, Fonoaudiologos e Assistentes Sociais) deve visar ao compartilhamento de informaçôes que qualifiquem o plano de atendimento ao estudante.
( ) Para otimizar o tempo pedagogico, o docente tem a prerrogativa de afastar da sala de aula e encaminhar à secretaria os alunos que apresentarem qualquer dificuldade de foco ou comportamento.
( ) O processo de constatar necessidades e realizar encaminhamentos deve ser baseado em registros contínuos, relatórios descritivos e evidências coletadas na rotina escolar, evitando achismos ou julgamentos puramente su bjetivos.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
O Auxiliar deve participar das atividades desenvolvidas pelo Professor, em sala de aula. Ao colaborar em turmas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o Auxiliar depara-se com as metas do pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Considerando isso, pode-se afirmar que:
Conforme a Política Nacional de Educação Especial, na perspectiva da educação inclusiva e da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a Educação Especial é compreendida como uma modalidade transversal que assegura recursos, serviços e Atendimento Educacional Especializado. Sobre esse entendimento, é CORRETO afirmar que:
Acerca do Plano Educacional Individualizado (PEI), analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) O PEI é compreendido como uma estratégia relevante no processo de ensino e aprendizagem de estudantes que necessitam de atendimento educacional específico, principalmente no público alvo da inclusão.
( ) O PEI, por si só, é suficiente para garantir a plena inclusão educacional na instituição escolar.
( ) O desenvolvimento do PEI deve ser entendido como uma das ações necessárias dentro de um conjunto mais amplo de medidas inclusivas.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
( ) A organização de um sistema educacional inclusivo pressupõe a garantia de apoios, recursos e serviços que favoreçam o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência na escola comum.
( ) A Educação Especial, na perspectiva inclusiva, restringe-se ao atendimento em espaços específicos e separados do ensino regular, concentrando-se apenas em determinadas etapas da escolarização.
( ) O paradigma inclusivo compreende a diferença como característica inerente à condição humana, influenciando a organização dos sistemas de ensino em todas as etapas e níveis educacionais.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades
O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).
Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.
Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).
A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.
As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.
Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-
especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-
desigualdades.html (com adaptações).
(1a parte): O aumento da taxa de frequência escolar bruta na faixa de 0 a 3 anos (de 2016 para 2024) comprova que a Meta 1 do PNE foi atingida antes do prazo previsto.
(2a parte): O comportamento do indicador de frequência escolar para os jovens de 18 a 24 anos revela que houve uma evolução linear e constante, aproximando a juventude brasileira das metas de universalização do Ensino Superior.
Pode-se afirmar que:
I- A produção de obras para as escolas brasileiras seguiu o caminho do eurocentrismo, elegendo o homem europeu, branco, cristão e heterossexual como modelo de inteligência, domínio da natureza e produção de conhecimento.
II- Desde o trabalho educacional dos Jesuítas para catequisar os povos indígenas até século XXI, o ensino no Brasil passou por várias transformações. Porém, a independência do país não eliminou a mentalidade racista cultivada e reproduzida no país. A colonialidade produz efeitos duradouros e seus mecanismos de poder-saber perpetuam-se nas subjetividades e nas práticas tanto cotidianas, quanto institucionalizadas.
III- As Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 obrigam a alteração do currículo escolar, favorecendo abordagens multiculturais. O contexto que embasa essas Leis advém da constatação do epistemicídio perpetrado ao longo da história do Brasil, favorecendo vertentes eurocêntricas que impuseram a monoculturalidade, dominando as instituições educacionais.
IV- Atualmente podemos perceber, de forma homogênea, devido às novas políticas educacionais, que o material didático implementado no ensino de História no Brasil erradicaram a mentalidade racista, favorecendo a inclusão e abordagens multiculturais.
É CORRETO o que se afirma em: