Questões de Concurso Sobre educação e filosofia em pedagogia

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Q3328373 Pedagogia
Um viva para os que nunca inventaram nada para os que nunca exploraram nada para os que nunca dominaram nada mas que se abandonam, por inteiro, à essência de todas as coisas inconscientes das superfícies, mas entregues aos movimentos de todas as coisas sem a preocupação de domar, mas jogando o jogo do mundo


CÉSAIRE, Aimé. Caderno de um retorno ao país natal. Tradução de Leonardo WOLKOWICZ. São Paulo: Editora da UNB, 2013.

O poema de Aimé Césaire, dramaturgo, ensaísta e político, resgata a valorização daqueles que não se preocupam em dominar ou explorar, mas que se integram aos movimentos do mundo, entregando-se à essência das coisas. Essa perspectiva dialoga profundamente com a experiência dos povos indígenas no Brasil, cuja presença e contribuições culturais foram, historicamente, marginalizadas pela lógica colonial e pelo pensamento eurocêntrico.

Com base nessa reflexão, identifique a relação entre o poema e a presença indígena na formação da cultura brasileira:
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Q3325667 Pedagogia
“A narração, de que o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em ‘vasilhas’, em recipientes a serem ‘enchidos’ pelo educador. Quanto mais vá ‘enchendo’ os recipientes com seus ‘depósitos’, tanto melhor educador será. Quanto mais se deixem docilmente ‘encher’, tanto melhores educandos serão”.
O trecho acima foi extraído da obra “Pedagogia do oprimido” (1987), de Paulo Freire. Nesse texto, o autor critica uma concepção de educação que trata os educandos como figuras passivas, de modo que ao educador cabe prover todo o saber. A essa concepção de educação não filosófica – porque não construtora de habilidades críticas –, o autor dá o nome de Educação
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Q3325665 Pedagogia
“É essa a ideia que proponho para pensarmos juntos. Sair de um esquema que supõe que a filosofia está de alguma forma acima da infância, conhece em certo modo a forma que ela precisa e então iria à escola para plasmar esse ideal formativo que ela já conhece. Segundo essa lógica, a filosofia seria o princípio, a formação da infância seria o fim e a escola seria o meio para que o princípio alcançasse seu fim” (Kohan, 2016).
Com base no trecho acima, retirado de um texto de Walter Kohan, importante pensador do ensino de Filosofia no Brasil, é correto afirmar que o autor defende que 
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Q3324857 Pedagogia
A respeito das concepções de John Dewey sobre educação, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Predominância do intelectualismo e da instrução sobre a educação pela ação.
( ) Formação da criança de acordo com modelos preestabelecidos, visando orientá-las para ações futuras.
( ) A escola não pode ser uma preparação para a vida, mas a própria vida, por isso vida-experiência-aprendizagem não se separam.
( ) Esforço e disciplina são produtos do interesse, portanto é importante para o educador a descoberta dos reais interesses da criança.
( ) A função da escola é possibilitar a reconstrução continuada que a criança faz da experiência.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q3317786 Pedagogia

Considerando a perspectiva da educação popular proposta por Paulo Freire, julgue o item subsecutivo. 


Segundo a concepção freireana, o homem é um ser histórico e concluso em sua essência, devendo esse aspecto ser considerado no intercâmbio de saberes e na construção do conhecimento. 

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Q3305132 Pedagogia
Um dos fundamentos da educação é que a aprendizagem é um processo social e individual. Baseado nessa premissa, relacione a coluna 1 (fundamentos da educação) à coluna 2 (postulados) inerentes aos fundamentos educacionais:

Coluna 1 (Fundamentos da Educação)
1. Fundamentos filosóficos
2. Fundamentos sociológicos
3. Fundamentos psicológicos
4. Fundamentos históricos
5. Fundamentos antropológicos
6. Fundamentos políticos

Coluna 2 (Postulados)
( ) O conjunto de conhecimentos, valores e práticas que influenciam a formação dos indivíduos.
( ) A elaboração de políticas públicas e diretrizes que regulam o sistema educacional.
(   ) Questões sobre a natureza, os objetivos e os valores da educação.
(   ) A relação entre a escola e a sociedade, analisando seu impacto na formação dos indivíduos.
( ) O desenvolvimento cognitivo por meio de estágios progressivos de aprendizagem.
(  ) A descentralização da gestão educacional e a valorização da autonomia escolar.

Analisando-os, marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Q3304982 Pedagogia
Na obra “Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa” (1997), Paulo Freire apresenta diversas reflexões sobre o ato de ensinar, destacando os saberes essenciais à prática docente para a construção do sujeito crítico e reflexivo. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das propostas do autor sobre o que ensinar exige.
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Q3300886 Pedagogia
Quanto à influência dos fundamentos da Filosofia da Educação na formação dos profissionais que atuam na escola, é importante destacar que, graças a essa área do conhecimento,

I. abre-se a possibilidade de compreender de forma crítica a realidade, o que certamente constitui uma condição fundamental do ser professor;
II. supera-se a perspectiva do senso comum, da opinião, do dogma religioso, da experiência cega e representa a contribuição para uma prática reflexiva e competente, que pode ser dada pela filosofia da educação;
III. potencializa a formação do professor para a leitura crítica e analítica do discurso educacional e das próprias teorias educacionais, como também na abertura para a crítica, para a dúvida, para a negação do estabelecido.

Completa(m) corretamente o enunciado o(s) item(ns)
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Q3295098 Pedagogia

Leia o texto a seguir para responder à questão.


“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...”

(Rubens Alves)


    As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.

 

    O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.


    Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.


    Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai.


    Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...”


    É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 


    Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos


(Revista Educação, edição 125) 

De acordo com o texto, qual é o papel da educação no processo de desenvolvimento humano? 
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Q3294362 Pedagogia
A prática do psicopedagogo na compreensão dos processos de aprendizagem está diretamente relacionada a conceitos epistemológicos que norteiam tanto a construção do conhecimento quanto a uma intervenção educativa. Em relação à epistemologia e sua influência na atuação psicopedagógica, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) O conhecimento emerge, em grande parte, da ação ativa do sujeito no ambiente, implicando reorganizações constantes de esquemas cognitivos.

( ) A construção do saber depende principalmente de processos inatos, superando a influência do meio social, da interação com pares e do contexto cultural.

( ) As etapas de assimilação e acomodação exigem que o aprendiz integre novas informações a partir de hipóteses e correções progressivas, reforçando a construção de sentido.

( ) O contexto histórico-cultural do indivíduo é fundamental para a estruturação dos esquemas mentais, mas não gera alterações significativas na maturação neurológica , de modo que uma intervenção psicopedagógica deve concentrar-se prioritariamente em fatores biológicos.

( ) O psicopedagogo deve valorizar a experiência prévia e a subjetividade do aluno, desenvolvendo estratégias de mediação que estimulem a reflexão, autonomia e a autorregulação.


A sequência CORRETA de cima para baixo é:
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Q3293460 Pedagogia

Em relação aos problemas de construção do conhecimento científico, julgue o item subsequente. 


A falsificabilidade ou falseabilidade é um critério lógico que torna as teorias preditivas e testáveis, e a predição do conhecimento científico descarta as variáveis que possam mascarar o resultado, de forma a aumentar a segurança das conclusões. 

Alternativas
Q3290261 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder a questão.


“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...”
(Rubens Alves)

      As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.
      O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.
      Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.
      Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai.
      Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...”
      É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura.
      Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem…

(Revista Educação, edição 125)
De acordo com o texto, qual é o papel da educação no processo de desenvolvimento humano? 
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Q3288178 Pedagogia
Anastasiou e Alves (2015), ao abordarem o que denominam de processos de ensinagem na universidade, contrapõem essa abordagem ao método tradicional de ensino que dá grande ênfase a aulas expositivas e à memorização. Ao contrário do método tradicional, os processos de ensinagem: 
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Q3278530 Pedagogia

Sobre a educação e o mundo do trabalho, leia o trecho a seguir.


A melhor maneira para desenvolver os saberes profissionais dos trabalhadores está na sua inserção nas várias dimensões da cultura, da ciência, da tecnologia e do trabalho, bem como de sua contextualização, situando os objetivos de aprendizagem em ambiente real de trabalho. Esta perspectiva indica que é errada a orientação para planejar as atividades educacionais primeiramente para se aprender teoricamente o que terão de colocar em prática em seus futuros trabalhos.


Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.


Assinale a opção que reflete corretamente a posição afirmada.

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Q3278523 Pedagogia

Leia o trecho a seguir.


O pensamento pedagógico nutre-se da prática dos educadores, ao mesmo tempo que também a ilumina; “a prática de pensar a prática é a melhor maneira de aprender a pensar certo. O pensamento que ilumina a prática é por ela iluminado tal como a prática que ilumina o pensamento é por ele iluminada”. Essa prática é, em primeiro lugar, a própria prática do educador que pensa a teoria, mas é, também, a prática coletiva dos educadores.


GADOTTI, Moacir. Pensamento pedagógico brasileiro. São Paulo: Ática, 2004.



O trecho acima versa sobre as relações entre teoria e prática, assim como entre individual e coletivo, no que diz respeito à educação.


Assinale a opção que reflete, corretamente, a posição afirmada.

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Q3278519 Pedagogia

Relacione as dimensões do indivíduo em uma perspectiva integral, listadas a seguir, a seus respectivos exemplos.



1. Cognitivo


2. Socioemocional


3. Cultural


4. Biofisiológico



( ) Grau de sociabilidade e de motivação no processo de aprendizagem.


( ) Necessidade de adaptações no espaço escolar para a adequada locomoção.


( ) Experiência de vida e suas marcas, como a forma de utilizar a língua.


( ) Forma preferencial de aprendizado, se expositiva, interativa ou outra.



Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.

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Q3278507 Pedagogia
Assinale a opção que indica a vertente filosófica que influenciou o pensamento do educador Anísio Teixeira, patrono da Escola Pública Brasileira.
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Q3278506 Pedagogia

As características da posição teórica de Paulo Freire fazem com que ela seja chamada de Pedagogia Libertadora.


As opções a seguir descrevem esta perspectiva, à exceção de uma. Assinale-a.

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Q3266599 Pedagogia
Os educadores sociais analisam a realidade social a partir de uma perspectiva humanista, o que lhes permite desenvolver uma visão renovada dos contextos de vida particulares.

Assinale a opção que reflete, corretamente, o caráter humanista.
Alternativas
Q3260493 Pedagogia
As grandes linhas de pensamento pedagógico brasileiro podem ser definidas/classificadas CORRETAMENTE como:
Alternativas
Respostas
681: C
682: C
683: D
684: A
685: E
686: E
687: D
688: A
689: C
690: A
691: E
692: C
693: C
694: A
695: A
696: D
697: A
698: C
699: A
700: A