Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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“A ideia de formação integrada sugere superar o ser humano dividido historicamente pela divisão social do trabalho entre a ação de executar e a ação de pensar, dirigir ou planejar. Trata-se de superar a redução da preparação para o trabalho ao seu aspecto operacional, simplificado, escoimado dos conhecimentos que estão na sua gênese científico-tecnológica e na sua apropriação histórico-social.”
Pacheco, E. Perspectivas da Educação Profissional Técnica de nível médio. Proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais. Eliezer Pacheco (Org.). Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação – SETEC/MEC. Brasília, 2012, p. 58.
A partir da ideia do autor, a formação integrada pode ser entendida como:
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 89.
Sobre as teorias de currículo pós-críticos, analise as afirmativas estabelecendo (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO, em seguida assinale a única alternativa que apresenta a ordem CORRETA, de cima para baixo.
( ) Os currículos pós-críticos deslocam o foco da emancipação social que eram próprias das teorias críticas para analise de problemas relacionados a identidades, discursos, relações de poder, entendendo o currículo como espaço de produção de sentidos e subjetividades.
( ) Em uma perspectiva pós-critica o currículo é um artefato social, histórico e cultural, neutro e universal.
( ) O currículo pós-critico reproduz e regulamenta identidades sociais como de gênero, de raça, etnia, sexualidade, classe, cultura entendidas como construções discursivas.
( ) O currículo pós-crítico valoriza a diferença, a diversidade, a pluralidade de vozes e saberes.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.3e.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 31-32.
Assinale a única alternativa que NÃO completa a sentença.
No campo educacional o currículo não é neutro, é um campo de disputa política, cultural e ideológica e, nesta perspectiva, os intelectuais orgânicos exercem papeis centrais:
"A escola é disputada na correlação de forças sociais, políticas e culturais, ao citar as correlações de forças na escola, explica que são forças hegemônicas burguesa que lutam para perpetuar seu domínio, sua ideologia através dos conteúdos, da organização da escola e das avaliações oficiais, nacionais e internacionais. Nessa tensão de forças de poder, o currículo é o núcleo e o espaço central mais estruturante da função da escola. Por causa disso, é o território mais cercado, mais normatizado. Mas também o mais politizado, inovado, ressignificado. Um indicador é a quantidade de diretrizes curriculares para a educação básica e para a formação docente, numa configuração política de poder"
ARROYO, Miguel Gozález. Currículo, território em disputa. 5. Ed.Petrópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 13.
Analise os itens considerando as concepções que permeiam as teorias críticas e pós-estruturalista de currículo.
I. Os pressupostos das teorias críticas e pós estruturalistas têm contribuído para um novo olhar para a escola que não é mais o lugar da obediência, da racionalidade técnica ou da docilidade, mas é o lugar da crítica das injustiças sociais e educacionais em que se travam disputas na construção de currículos.
II. A defesa pela escola pública agregou no âmbito curricular as disputas que ultrapassaram os aspectos do direito ao acesso ao ensino e ampliam suas lutas na produção de conhecimento, como da ciência e da tecnologia, entre outras.
III. A produção de conhecimentos visa em suas relações sociais às convergências para as lógicas de dominação.
IV. A escola em seus cotidianos e práticas geram a reprodução das desigualdades e não criam espaços de diálogo, como condição para novos conhecimentos e novas racionalidades.
É CORRETO o que se afirma em
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 23.
Considerando as teorias tradicionais de currículo, é INCORRETO afirmar.
Uma escola para a justiça social poderia, então, ser pensada como a que provê "uma escolarização igual para sujeitos diferentes, por meio de um currículo comum”.
SACRISTÁN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 126.
Nestes termos, fazendo jus ao seu sentido democrático a escola deveria proporcionar aos alunos, EXCETO:
Entre Diretrizes e Práticas: a BNCC como bússola do trabalho docente
Antenor Teixeira de Almeida Júnior
O cotidiano escolar tem exigido do professor uma atuação cada vez mais consciente, reflexiva e alinhada às diretrizes educacionais vigentes. Nesse cenário, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) configura-se como um documento orientador fundamental, pois estabelece referenciais comuns para a organização do ensino, sem desconsiderar as especificidades locais. Mais do que um texto normativo, a BNCC tem sido compreendida como um instrumento que vem articulando expectativas de aprendizagem e práticas pedagógicas.
No exercício da docência, os professores têm recorrido à BNCC para planejar, revisar e avaliar suas ações didáticas. Ao definir competências e habilidades, o documento tem possibilitado maior clareza quanto aos objetivos educacionais, favorecendo a coerência entre o que se ensina, o que se aprende e o que se avalia. Nesse processo, têm sido incorporadas práticas que ampliam o protagonismo discente e fortalecem a intencionalidade pedagógica.
Observa-se, ainda, que a BNCC tem contribuído para a integração entre áreas do conhecimento, uma vez que propõe o desenvolvimento de aprendizagens essenciais ao longo da educação básica. Tal proposta tem exigido dos docentes uma leitura atenta do documento, bem como a capacidade de reinterpretar conteúdos tradicionais à luz de novas demandas formativas. Assim, o currículo escolar tem sido progressivamente reorganizado.
Apesar de sua relevância, a implementação da BNCC não tem ocorrido sem desafios. Muitos professores têm apontado a necessidade de formação continuada, visto que novas concepções de ensino e aprendizagem têm sido exigidas. Além disso, questões relacionadas à infraestrutura e às condições de trabalho ainda têm limitado a efetivação plena das orientações curriculares.
Dessa forma, a BNCC consolida-se como uma referência indispensável ao trabalho docente, ao mesmo tempo em que convoca os professores a um movimento contínuo de estudo, reflexão e adaptação. Ao orientar o ensino, o documento tem promovido uma prática pedagógica mais consciente e alinhada às demandas contemporâneas, reforçando o papel do professor como mediador do conhecimento.
Entre Diretrizes e Práticas: a BNCC como bússola do trabalho docente
Antenor Teixeira de Almeida Júnior
O cotidiano escolar tem exigido do professor uma atuação cada vez mais consciente, reflexiva e alinhada às diretrizes educacionais vigentes. Nesse cenário, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) configura-se como um documento orientador fundamental, pois estabelece referenciais comuns para a organização do ensino, sem desconsiderar as especificidades locais. Mais do que um texto normativo, a BNCC tem sido compreendida como um instrumento que vem articulando expectativas de aprendizagem e práticas pedagógicas.
No exercício da docência, os professores têm recorrido à BNCC para planejar, revisar e avaliar suas ações didáticas. Ao definir competências e habilidades, o documento tem possibilitado maior clareza quanto aos objetivos educacionais, favorecendo a coerência entre o que se ensina, o que se aprende e o que se avalia. Nesse processo, têm sido incorporadas práticas que ampliam o protagonismo discente e fortalecem a intencionalidade pedagógica.
Observa-se, ainda, que a BNCC tem contribuído para a integração entre áreas do conhecimento, uma vez que propõe o desenvolvimento de aprendizagens essenciais ao longo da educação básica. Tal proposta tem exigido dos docentes uma leitura atenta do documento, bem como a capacidade de reinterpretar conteúdos tradicionais à luz de novas demandas formativas. Assim, o currículo escolar tem sido progressivamente reorganizado.
Apesar de sua relevância, a implementação da BNCC não tem ocorrido sem desafios. Muitos professores têm apontado a necessidade de formação continuada, visto que novas concepções de ensino e aprendizagem têm sido exigidas. Além disso, questões relacionadas à infraestrutura e às condições de trabalho ainda têm limitado a efetivação plena das orientações curriculares.
Dessa forma, a BNCC consolida-se como uma referência indispensável ao trabalho docente, ao mesmo tempo em que convoca os professores a um movimento contínuo de estudo, reflexão e adaptação. Ao orientar o ensino, o documento tem promovido uma prática pedagógica mais consciente e alinhada às demandas contemporâneas, reforçando o papel do professor como mediador do conhecimento.
Coluna A
I. Adaptação curricular.
II. Atendimento Educacional Especializado.
III. Práticas pedagógicas inclusivas.
IV. Eliminação de barreiras à aprendizagem.
V. Valorização da diversidade.
Coluna B
A. Reconhecimento das diferenças como elemento constitutivo do processo educativo.
B. Adequação de conteúdos, estratégias e recursos para atender necessidades específicas dos alunos.
C. Oferta de suporte pedagógico complementar para estudantes com deficiência ou necessidades educacionais específicas.
D. Organização de estratégias didáticas que favoreçam a participação de todos os estudantes nas atividades escolares.
E. Identificação e superação de obstáculos físicos, pedagógicos e comunicacionais no ambiente escolar.
Assinale a alternativa com a associação CORRETA.