Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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(Base Nacional Comum Curricular – BNCC, 2017.)
Sobre o ensino de ciências nos anos iniciais, assinale a afirmativa que contém o enunciado de atividade que mais atende ao que determina a BNCC.
Considerando a BNCC, identifique as práticas, por parte do professor, que possibilitam o desenvolvimento do pensamento matemático dos estudantes dos Anos Iniciais e assinale a alternativa correta.
I. Retomar as vivências cotidianas das crianças com números, formas e espaço, e também as experiências desenvolvidas na Educação Infantil, para iniciar uma sistematização dessas noções.
II. Restringir o ensino dos algoritmos às quatro operações matemáticas, priorizando a aprendizagem desses.
III. Acrescentar à realização dos algoritmos das operações a habilidade de efetuar cálculos mentalmente, fazer estimativas, usar calculadora e, ainda, de decidir quando é apropriado usar um ou outro procedimento de cálculo.
IV. Utilizar recursos didáticos como malhas quadriculadas, ábacos, jogos, livros, vídeos, calculadoras, planilhas eletrônicas e softwares de geometria dinâmica, já que têm um papel essencial para a compreensão e utilização das noções matemáticas.
V. Compreender e desenvolver nos estudantes o conhecimento de que a matemática é uma ciência estática, imutável, pura e fundamental exclusivamente para o campo do conhecimento matemático.
I. Os eixos de integração na BNCC de Língua Portuguesa correspondem às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multissemiótica) e análise linguística/semiótica.
II. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o trabalho pedagógico dentro da unidade temática “Matéria e Energia” irá oferecer aos estudantes as oportunidades de interação, compreensão e ação no seu entorno, valorizando, portanto, os elementos mais concretos e os ambientes que os cercam (casa, escola e bairro).
III. Na área da Matemática, a BNCC propõe seis unidades temáticas para o Ensino Fundamental, quais sejam: números, álgebra, geometria, medidas, pensamento computacional e grandezas vetoriais.
IV. Na área de Ciências Humanas, é importante tanto valorizar e problematizar as vivências e experiências individuais e familiares apresentadas pelos estudantes quanto fazer com que estes percebam as relações entre o ambiente e a ação dos seres humanos com o mundo que os cerca, possibilitando a reflexão sobre os significados dessas relações.
V. A área de Ciências da Natureza tem um compromisso com o desenvolvimento do letramento científico, que consiste em desenvolver no estudante a capacidade de reproduzir de forma correta e linear os conceitos científicos.
I. Os componentes curriculares obrigatórios do Ensino Fundamental serão organizados em relação às áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso.
II. A base nacional comum e a parte diversificada são dois blocos distintos, não integrados, que constituem o currículo do Ensino Fundamental. Essa não articulação possibilita maior autonomia na escolha dos conteúdos a serem ministrados.
III. A transversalidade constitui uma das maneiras de trabalhar os componentes curriculares, as áreas de conhecimento e os temas sociais em uma perspectiva integrada.
IV. O trabalho educativo no Ensino Fundamental deve empenhar-se na promoção de uma cultura escolar acolhedora e respeitosa. Nessa etapa do ensino, acolher significa também cuidar e educar, como forma de garantir a aprendizagem dos conteúdos curriculares.
V. O projeto político-pedagógico da escola e o regimento escolar, amparados na legislação vigente, deverão contemplar a melhoria das condições de acesso e de permanência dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades nas classes comuns do ensino regular.
I. Período em que se inicia o processo de estruturação conceitual básica.
II. Momento marcado por um movimento que caminhou na busca de epistemologias que explicitassem o teórico e o abstrato, a partir do prático, do real.
III. Momento de definição de uma teoria da interdisciplinaridade.
IV. Período em que a ideia de interdisciplinaridade é depreciada e perde importância pedagógica.
I. Conhecer as crianças, saber quais são os seus interesses e preferências, suas formas de aprender, suas facilidades e dificuldades.
II. Centrar no conteúdo a ser ensinado, no livro didático, no tempo e no espaço exigidos pela rotina escolar, levando em consideração a organização dos adultos na tarefa de ensinar e das crianças no papel de realizar as propostas de maneira linear.
III. Observar, indagar e devolver respostas para articular o que as crianças sabem com os objetivos das diferentes áreas do currículo.
IV. Ter uma organização pedagógica flexível, aberta ao novo e ao imprevisível, pois não há como ouvir as crianças e considerar as suas falas, interesses e produções sem alterar a ordem inicial do trabalho, sem torná-lo uma via de mão dupla na qual as trocas mútuas sejam capazes de promover ampliações, provocando os saltos dos conhecimentos.
V. Conhecer como é o grupo familiar e social da criança, sua vida dentro e fora da escola. Assinale a alternativa correta.
I. O chamado modelo piramidal, que na década de 1970 norteou as diretrizes políticas para a Educação Física, passou na década seguinte a ser contestado, pois o Brasil não se tornou uma potência olímpica, tampouco ampliou significativamente o número de praticantes de atividades físicas.
II. Em sintonia com a vertente mais tecnicista, esportivista e biologicista, surgem novas abordagens crítico-progressistas na Educação Física escolar a partir do final da década de 1970.
III. As abordagens que tiveram maior impacto a partir de meados da década de 1970 são comumente denominadas de psicomotora, construtivista e desenvolvimentista.
IV. As abordagens críticas passaram a questionar o caráter alienante da Educação Física na escola, propondo um modelo de adaptação às contradições e injustiças sociais.
V. A Educação Física passou a ser entendida como uma área de conhecimento que trata da atividade física.
I. A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social.
II. As práticas corporais são entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história.
III. O movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal ou do corpo todo.
IV. Nas aulas de Educação Física, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno natural, dinâmico, diversificado, unidimensional, singular e contraditório.
V. É possível assegurar aos alunos a (re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros, bem como desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento.
VI. Há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: habilidade motora, organização externa e produto cultural.
( ) No ciclo de organização da identidade dos dados da realidade, cabe ao professor organizar a identificação dos dados constatados e descritos pelo aluno para que este possa formar sistemas e encontrar as relações entre as coisas, identificando as semelhanças e as diferenças.
( ) No ciclo de consolidação da identificação dos dados da realidade, o aluno começa a estabelecer classificações e generalizações conceituais a partir das relações de semelhança e diferença.
( ) No ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento, o aluno vai adquirindo a consciência de sua atividade mental e suas possibilidades de abstração, confrontando os dados da realidade com as representações do seu pensamento sobre eles.
( ) No ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento, o aluno toma consciência da atividade teórica e dá um salto qualitativo quando reorganiza a identificação dos dados da realidade através do pensamento teórico.
( ) No ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento, os estudantes do ensino médio apreendem as características especiais dos objetos, percebendo, compreendendo e explicando que há propriedades comuns e regulares nos objetos. O aluno lida com a regularidade científica.
I. A Educação Física traz diversas propostas para o debate em educação. Uma delas questiona a imobilidade corporal dos alunos em sala de aula.
II. O ensino da Educação Física, assim como de qualquer outra disciplina, deve respeitar mais as diferenças entre as crianças do que considerar as teorias de desenvolvimento pertinentes às crianças.
III. Ter sete anos não significa, necessariamente, ter as mesmas características de outras crianças dessa idade. Assim, para que os diversos ritmos de desenvolvimento das crianças sejam respeitados, as atividades propostas em um currículo devem ser flexíveis.
IV. Se a habilidade de representação mental é tão importante, a escola deve investir no exercício dessa habilidade por meio de uma atividade simbólica por excelência: o esporte.
“Devir-infantil [...]. Não mais a ‘criança’ empírica idealizada, essencial, dotada de características comuns a um certo número de indivíduos; não mais a forma ‘criança’, destinada a entrar em oposição ou complementariedade, a vir-a-ser ou a deixar-de-ser cada uma das outras formas – recém-nascido, bebê, púbere, adolescente, jovem, adulto, ancião... Daqui para a frente, apenas um pensamento impessoal, inconsciente e involuntário, que pensa o infantil como paradoxo, acontecimento, devir” (CORAZZA, Sandra Mara. Uma vida de professora. Ijuí, RS: UNIJUÍ, 2005).
Sobre o assunto, é correto afirmar que a criança na Educação Infantil:
“O componente mais óbvio de uma teoria do currículo tem a ver com a questão do conhecimento e da verdade. Afinal, supõe-se que a questão central da teorização curricular é o ‘que deve ser ensinado?’, o que, por sua vez, remete à questão mais ampla ‘o que constitui conhecimento válido ou verdadeiro?’ Tradicionalmente, essa última pergunta tem sido respondida remetendo-se a teorias do conhecimento ou a epistemologias no sentido estrito, isto é, a teorias que adotam, de uma forma ou outra, uma concepção do conhecimento como representação (‘verdadeira’), como correspondência ou adequação a alguma suposta e pré-existente realidade, a alguma presumida coisa-em-si” (SILVA, Tomas Tadeu. Dr. Nietzsche, curriculista: com uma pequena ajuda do professor Deleuze. In: Reunião anual da anped, 24. Programa e resumos. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, 2001).
( ) Na concepção metafísica ou positivista, o currículo é a experiência do encontro com um composto de conhecimentos fixos e imutáveis, organizados de modo que sejam transmitidos, além do conhecimento, certos valores sociais.
( ) O currículo também pode ser entendido como o Plano Pedagógico que orienta as ações das instituições e, por ser formulado no início do ano letivo, está isento de acompanhamento e avaliação.
( ) De acordo com o Art. 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar.
( ) De acordo com a proposta curricular do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), o termo “currículo” é resultante de um processo histórico-social liberto de conflitos, rupturas e contradições, vinculado aos contextos sociais, econômicos, culturais e políticos de uma dada sociedade.
( ) Desde seu nascimento, a criança insere-se num universo histórico-cultural, ou seja, em meio a uma trama de processos e conflitos sociais. Já o currículo pode ser entendido como um artefato social, um dispositivo subjetivante, que influencia a experiência de quem aprende.
I. O currículo pode contribuir com a formação do olhar através da realidade contemporânea, por meio do estudo histórico.
II. O currículo por ser construído a partir da realidade de cada escola, não precisa abrir-se para uma visão pluralista.
III. O currículo precisa estar articulado à compreensão da cultura visual de forma flexível, não elegendo conteúdos hegemônicos.
IV. O currículo, em seu caráter político, toma o conhecimento escolar como uma seleção particular desvinculada de interesses de certos grupos.
V. O currículo na história tradicional é visto como a intervenção racional na aula.