Questões de Concurso Sobre medicina
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Sobre infecção do trato urinário baixo (ITU baixa), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A bactéria mais comum causadora de ITU baixa é Staphylococcus aureus.
( ) A febre alta é um sintoma comum na cistite simples não complicada.
( ) Mulheres grávidas com ITU assintomática não precisam de tratamento, pois não há risco para complicações.
( ) A ITU recorrente é definida como duas ou mais infecções em 6 meses ou três ou mais em 12 meses.
( ) O uso de cateter urinário prolongado não aumenta o risco de infecção urinária.
( ) A ITU pode ser assintomática em idosos, apresentando-se apenas com confusão mental.
( ) A presença de nitrito positivo na urina é um marcador altamente específico para infecção urinária causada por Escherichia coli.
I. A dengue pode evoluir com hemoconcentração, plaquetopenia e sinais de extravasamento capilar.
II. A chikungunya raramente cursa com dor articular, sendo mais associada às manifestações neurológicas congênitas.
III. A zika apresenta associação comprovada com microcefalia e outras alterações do neurodesenvolvimento fetal.
I. A LLA-B com hipodiploidia é formalmente subdividida em duas categorias distintas com base no número de cromossomos: hipodiploidia baixa (32–39 cromossomos) e quase haploide (24–31 cromossomos).
II. O subtipo de LLA-B com rearranjo DUX4 é frequentemente identificado em adolescentes e jovens adultos (AYA) e está associado a um excelente prognóstico, apesar de poder apresentar níveis elevados de doença residual mínima no início da terapia.
III. Na nova classificação, a LLA-B BCR::ABL1-like é tratada como uma entidade única e homogênea, definida exclusivamente pela presença de rearranjos no gene CRLF2.
IV. A distinção entre LLA-B BCR::ABL1 positivo com envolvimento apenas linfoide e com envolvimento multilinhas baseia-se na célula-alvo da transformação, sendo esta última biologicamente semelhante à fase blástica linfoide da Leucemia Mieloide Crônica (LMC).
V. O diagnóstico da LLA de Precursor de Célula T Precoce (ETP-ALL) é definido primariamente por sequenciamento de transcriptoma completo, não sendo possível sua identificação por citometria de fluxo.
VI. O subtipo LLA-B com mutação PAX5 P80R é mais comum em adultos, possui um prognóstico relativamente bom e é caracterizado por um perfil de expressão gênica (GEX) distinto.
Glossário:
LLA – Leucemia Linfoblástica Aguda
ICC – Classificação de Consenso Internacional (International Consensus Classification)
LLA-B – Leucemia Linfoblástica Aguda de linhagem B AYA – Adolescentes e Jovens Adultos (Adolescents and Young Adults)
MRD – Doença Residual Mínima (Minimal Residual Disease)
BCR::ABL1 – Gene de fusão BCR-ABL1 (antiga nomenclatura BCR-ABL)
LMC – Leucemia Mieloide Crônica
ETP-ALL – Leucemia Linfoblástica Aguda de Precursor de Célula T Precoce (Early T-cell Precursor Acute Lymphoblastic Leukemia)
GEX – Expressão Gênica (Gene Expression, perfil de expressão gênica)
I. A vasopressina (AVP) natural é adequada para uso terapêutico crônico no Diabetes Insípido devido à sua meia-vida plasmática prolongada de 6 a 8 horas.
II. A administração de desmopressina nasal apresenta duração de ação antidiurética mais previsível e menos variável (entre 5 e 21 horas) do que a forma oral.
III. A desmopressina (dDAVP) oral é preferida pela maioria dos pacientes em relação à forma nasal devido à facilidade de administração e à manutenção da eficácia mesmo na presença de congestão nasal por infecções virais.
IV. Medicamentos como carbamazepina, clorpropamida e clofibrato têm papel importante no manejo atual do diabetes insípido central devido à sua eficácia e perfil de segurança superiores aos análogos da AVP.
V. A principal modificação estrutural da desmopressina em relação à AVP que elimina os efeitos vasopressores é a substituição do L-arginina por D-arginina, resultando em uma razão antidiurética/vasopressora de aproximadamente 3000.
I. A diarreia é definida como “uma condição na qual as fezes são moles ou aquosas e a frequência das evacuações aumenta”. A diarreia crônica é definida como “uma condição na qual a diarreia persiste ou recorre por 4 semanas ou mais, e causa diversos problemas na vida diária”.
II. A frequência normal de evacuações varia entre 1 vez por semana e 1 a 5 vezes por dia.
III. Não existem estudos que tenham definido com precisão a diarreia crônica refratária, o que torna este um tema para futuras investigações.
IV. No manejo clínico da diarreia crônica, é essencial identificar a doença primária; portanto, exames físicos úteis incluem avaliação do estado geral/exame da pele, exame craniocervical, exame abdominal/anal e observação das fezes.
V. Não se observou uma diminuição significativa de Eubacterium rectale, Bacteroides e Faecalibacterium prausnitzii, as principais bactérias da flora habitual, presentes nas fezes, em pacientes com diarreia crônica em comparação com indivíduos saudáveis.