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Questões de Concurso Sobre medicina

Foram encontradas 165.657 questões

Q4255754 Medicina
A bexiga hiperativa e a bexiga neurogênica consistem em disfunções que afetam muitos indivíduos e que podem ter grande impacto em sua qualidade de vida. A correta abordagem pode melhorar bastante os sintomas e, em alguns casos, inclusive, resolver completamente o problema. Para isso, há os tratamentos medicamentoso e conservador, mas muitas pessoas não os realizam por falta de conhecimento ou por constrangimento. Várias são as técnicas dentro da abordagem fisioterapêutica e, cada técnica apresenta uma peculiaridade, adaptando-se a cada perfil de paciente. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da fisiopatologia das bexigas hiperativa e neurogênica.  
Alternativas
Q4255488 Medicina
Amélia, 64 anos, aposentada, procura atendimento relatando dor gradual nos joelhos há aproximadamente 6 anos, inicialmente intermitente e desencadeada após longos períodos em pé ou caminhadas. Nos últimos meses, a dor tornou-se mais persistente, inclusive ocasionalmente à noite, e a paciente relata rigidez matinal nos joelhos que dura cerca de 10 a 15 minutos. Ao exame físico, observa se dor à palpação das articulações femorotibiais, crepitação ao movimento ativo e passivo, discreto aumento de volume articular por presença de osteófitos e leve limitação da amplitude de movimento. Notam-se instabilidade articular durante a marcha e sinais de insuficiência miotendínea nos músculos da coxa. Não há sinais de inflamação sistêmica. Sobre a osteoartrose, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.  

I. Tem característica mecânica, isto é, tende a ser protocinética.

II. As alterações características da osteoartrite são estreitamento do espaço articular, que reflete a perda de cartilagem, esclerose óssea subcondral e o desenvolvimento de osteófitos.

III. O exame do líquido sinovial revela um aspecto amarelo citrino, com escassa celularidade (< 3.000 leucócitos), geralmente menos do que 25% de células polimorfonucleares.

IV. Casos com alterações apenas nos exames de imagem, sem sinais clínicos, não configuram o diagnóstico de osteoartrite.

V. A osteoartrite é uma condição na qual se verifica dano qualitativo e quantitativo da cartilagem articular determinando neoformação óssea subcondral.  
Alternativas
Q4255487 Medicina
Augusta, 54 anos, professora, apresenta poliartralgia progressiva há 8 meses, com rigidez matinal prolongada variando entre 40 e 90 minutos. Refere inchaço em articulações das mãos e punhos, de padrão simétrico, associado a fadiga diária. No exame, identifica-se sinovite em articulações metacarpofalangianas (MCP) e interfalangianas proximais (PIP) bilateralmente, com edema palpável e sensibilidade, além de nódulos subcutâneos firmes em região olecraniana. Não há lesões cutâneas sugestivas de psoríase, mas relata fenômeno de Raynaud ocasional e queixa de secura ocular leve. Exames laboratoriais mostram anemia discreta, proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS) elevadas, fator reumatoide (FR) positivo e anticorpos anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) moderadamente elevados. Com base no quadro clínico, assinale a alternativa referente ao diagnóstico de Augusta.
Alternativas
Q4255486 Medicina
Rubens, 74 anos, hipertenso e diabético tipo 2, apresenta tontura intensa, fadiga e sensação de desmaio nas últimas horas. Refere uso de losartana, hidroclorotiazida e metformina, sem histórico prévio de síncope. No exame físico, apresenta PA 85/50 mmHg, FC 32 bpm regular, paciente pálido e sudorético, sem sinais de congestão pulmonar. Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas. ECG evidencia bloqueio atrioventricular total, com ritmo de escape ventricular a 30 bpm. Hemograma, eletrólitos e função renal estão normais. Foi administrada atropina 0,5 mg IV, sem sucesso clínico ou eletrocardiográfico. Considerando o quadro clínico e a falha de atropina, qual é a conduta mais adequada? 
Alternativas
Q4255485 Medicina
Maria, 67 anos, hipertensa e com insuficiência cardíaca, apresenta PA 80/50 mmHg, FC 160 bpm, irregularmente irregular, paciente sudorética e confusa. Ausculta cardíaca sem sopros e estertores bibasais leves. Apresentando queixa principal: palpitações súbitas, tontura e sensação de desmaio há 30 minutos. ECG mostra fibrilação atrial com resposta ventricular rápida (~160 bpm). Hemograma, eletrólitos e função renal dentro da normalidade. Levando em consideração o quadro clínico, qual a conduta mais adequada nesta paciente? 
Alternativas
Q4255484 Medicina
João Carlos, 74 anos, masculino, aposentado, natural de Belo Horizonte (MG), apresentou fraqueza súbita do hemicorpo direito e dificuldade para falar há aproximadamente 90 minutos. Possui histórico de hipertensão arterial sistêmica em uso de enalapril, diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina e dislipidemia em uso de atorvastatina. No exame físico, a pressão arterial era 160/90 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm, NIHSS 14 (hemiparesia direita, desvio da rima labial e afasia motora leve). As pupilas eram isocóricas e reativas, sem sinais de hemorragia meníngea, e os reflexos tendinosos estavam aumentados à direita, com Babinski positivo no hemicorpo direito. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste mostrou área de hipodensidade precoce envolvendo mais de um terço do território da artéria cerebral média esquerda, sugestiva de isquemia aguda. Hemograma, eletrólitos, função renal e glicemia estavam dentro dos limites normais. Levando em consideração o caso clínico, qual a conduta adequada neste momento?
Alternativas
Q4255483 Medicina
Ângelo, 68 anos, masculino, pedreiro aposentado, natural e residente em São Paulo (SP). Paciente relata dispneia progressiva há 8 meses, atualmente aos mínimos esforços. Refere tosse crônica há mais de 10 anos, inicialmente matinal, com expectoração esbranquiçada, sem hemoptise. Nas últimas semanas, nota piora da dispneia e episódios de chiado, principalmente à noite. Nega febre, dor torácica ou perda de peso importante. O paciente apresenta histórico de tabagismo importante, com carga tabágica de 50 maços-ano, tendo cessado o hábito há dois anos. Durante a vida profissional, esteve exposto de forma prolongada à poeira de cimento e cal em virtude de sua atividade como pedreiro. Entre as comorbidades, destaca-se hipertensão arterial sistêmica, atualmente controlada com o uso de losartana, além de diagnóstico de osteoartrose. Quanto ao histórico vacinal, relata vacinação anual contra influenza, porém não há registro de imunização pneumocócica. Faz uso de tiotrópio inalatório e da combinação formoterol/budesonida, embora de maneira irregular. A seguir estão seus exames complementares: 

Espirometria (pós-broncodilatador):
VEF₁ = 42% do previsto
CVF = 80% do previsto
VEF₁/CVF = 0,48

O diagnóstico de DPOC requer VEF₁/CVF < 0,70 após broncodilatador — o que confirma obstrução persistente ao fluxo aéreo. Levando em consideração o caso clínico exposto, sobre a classificação de GOLD para DPOC, assinale a alternativa em que Ângelo se enquadra. 
Alternativas
Q4255481 Medicina
Maurício, 50 anos, sexo masculino, sem história prévia de doença cardiovascular ou renal, com IMC normal (23 kg/m²), foi diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2. A HbA1c encontrada foi 8,1%, sem sintomas graves de hiperglicemia. De acordo com as diretrizes atuais, qual é a conduta terapêutica inicial mais adequada para este paciente? 
Alternativas
Q4255480 Medicina
Marina, 28 anos, do lar, procura atendimento por cansaço intenso, queda de cabelo e ganho de peso de 5 kg nos últimos 4 meses, sem alterações na dieta. Refere constipação frequente, pele ressecada e intolerância ao frio. Várias alterações endócrinas podem ocorrer no hipotireoidismo. Entre as mais importantes, destaca-se:
Alternativas
Q4255479 Medicina

Sobre o câncer de esôfago, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.


“Para o estudo da etiologia do câncer de esôfago é preciso compreender sua histologia. ________ é o tipo histológico mais frequente no Brasil. O terço médio e o inferior do esôfago são as regiões mais comumente afetadas. Já o ________, que surge principalmente na parte distal do esôfago, tem relação com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).” 

Alternativas
Q4255478 Medicina
Homem, 38 anos, analista de sistemas, procura atendimento relatando queimação retroesternal há cerca de 6 meses, especialmente após refeições volumosas e ao se deitar. Refere regurgitação ácida ocasional e tosse seca noturna. Nega disfagia, hematêmese ou perda de peso. Relata consumo frequente de café e refeições tardias; ingere bebidas alcoólicas aos fins de semana e apresenta sobrepeso (IMC = 28 kg/m²). Ao exame físico: sem alterações relevantes. Foi realizado teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas, com melhora significativa dos sintomas. Sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), analise as assertivas e assinale a alternativa correta.  

I. Os fatores de risco para a DRGE são: sexo feminino, gravidez, obesidade, hérnia de hiato, fatores genéticos e idade avançada.

II. O relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior é o mecanismo mais frequentemente encontrado nos pacientes com DRGE, ocorrendo em 60 a 80% dos casos.

III. Na Endoscopia Digestiva Alta (EDA), grande parte dos pacientes não apresenta nenhuma anormalidade na endoscopia, ou apresentam anormalidades inespecíficas como o eritema e o edema.

IV. A pHmetria é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico da DRGE.

V. Todos os pacientes com hérnia de hiato apresentarão refluxo.  
Alternativas
Q4255477 Medicina
Andressa, 29 anos, professora, relata episódios de diarreia com sangue e muco há três meses, acompanhados de dor abdominal tipo cólica e urgência evacuatória. Nega febre alta, mas refere fadiga e perda ponderal de 3 kg no período. Ao exame físico: abdome flácido, ruídos hidroaéreos aumentados, dor leve difusa à palpação, sem visceromegalias. Exames laboratoriais mostram anemia discreta, PCR elevada e coprocultura negativa. Diante da suspeita de doença inflamatória intestinal, foi solicitada colonoscopia. Com base nos achados clínicos e exames, assinale a alternativa que melhor descreve o padrão endoscópico característico da Retocolite Ulcerativa. 
Alternativas
Q4255476 Medicina
Mario Luís, 22 anos, previamente hígido, procura atendimento por dor abdominal recorrente há oito meses, localizada em fossa ilíaca direita, associada a diarreia crônica sem sangue e perda ponderal de 7 kg no período. Nega febre, mas refere fadiga e episódios ocasionais de aftas orais. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita e discreta sensibilidade perianal. Exames laboratoriais revelam anemia leve (Hb = 11,2 g/dL) e PCR aumentada. Colonoscopia mostra áreas descontínuas de ulceração e mucosa normal intercalada (“em salteado”), predominando em íleo terminal. Biópsia evidencia inflamação transmural com granulomas não caseosos. Sobre a Doença de Crohn, analise as assertivas e assinale a alternativa correta. 

I. Pode apresentar lesões descontínuas, úlceras profundas e longitudinais, geralmente não acomete o reto.

II. Apresentam lesões salteadas e profundas que predominam na transição ileocolônica, seguidas de intestino delgado e cólon.

III. Podem ocorrer complicações como: abcessos, doença perineal e obstrução, preferencialmente no intestino grosso.

IV. O tratamento é dividido em indução e remissão.

V. Em quadros severos o tratamento é corticoesteroide IV e imunobiológico, a manutenção é feita com azatioprina e/ou imunobiológico.
Alternativas
Q4255475 Medicina
Heloá, 14 meses de idade, trazida pelos pais ao pronto-atendimento apresentando febre de 39°C há três dias, acompanhado de coriza, tosse seca persistente e conjuntivite. No segundo dia de febre, surgiu exantema maculopapular que iniciou na face e se espalhou em 24 horas para o tronco e membros, e há presença de manchas de Köplik na mucosa oral. A família relata que a criança nunca recebeu vacina contra sarampo (primeira dose deveria ter sido aos 12 meses). No exame físico, há taquipneia leve e algumas pústulas que sugerem infecção secundária de pele. Com base nas orientações nacionais de imunização e vigilância do Ministério da Saúde (MS) para o sarampo, assinale a alternativa correta sobre a conduta. 
Alternativas
Q4255474 Medicina
Marcio, 47 anos, fumante pesado (30 cigarros/dia) e com histórico de diabetes mal controlado, procura atendimento por tosse produtiva que já dura 4 semanas, febre vespertina persistente, emagrecimento de 6 kg nos últimos 2 meses e sudorese noturna. A radiografia de tórax revela infiltrado cavitado no lobo superior direito. Baciloscopia de escarro (2 amostras) positiva para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR). O paciente inicia esquema básico de tratamento para tuberculose sensível: isoniazida, rifampicina, etambutol e pirazinamida. Após 2 meses, mantém baciloscopia positiva na amostra de escarro. Segundo o Ministério da Saúde (MS) — Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil — assinale a alternativa que representa a conduta adequada frente ao caso descrito. 
Alternativas
Q4255472 Medicina
Andressa, 19 anos, estudante universitária de biomedicina, relata que há aproximadamente 9 meses vem restringindo fortemente a alimentação: ela consome apenas 500-800 kcal/dia, evita quase totalmente carboidratos e gorduras e faz duas sessões de corrida intensa por dia. Atualmente seu peso é 45 kg para altura de 1,70 m (IMC ≈ 15,6 kg/m²). Ela reluta em comer em grupos, tem amenorreia há 6 meses, nega vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes, manifesta medo intenso de ganhar peso e relata que se sente “inchada” mesmo quando pesa menos que 50 kg. Exame físico evidencia lanugo discreto, frio nas extremidades, bradicardia leve (56 bpm) e constipação persistente. Ela foi encaminhada para avaliação psiquiátrica e nutricional. Com base no DSM-5, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico desta paciente. 
Alternativas
Q4255471 Medicina
Amauri, 28 anos, apresenta úlcera genital única, indolor, com base endurecida e fundo limpo há 3 semanas, após contato sexual de risco. O teste VDRL no momento do diagnóstico é 1:64, e o FTA-Abs é positivo. O paciente foi tratado com penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM em dose única, conforme recomendação da FEBRASGO para sífilis primária/fase recente. Após 6 meses, o VDRL foi repetido e apresentou título 1:8. O paciente permanece assintomático. Considerando a evolução sorológica do paciente e as recomendações da FEBRASGO: 
Alternativas
Q4255470 Medicina
Mulher de 32 anos, G2P1, atualmente com 22 semanas de gestação, vem com queixa de corrimento vaginal espumoso-acastanhado, odor moderado, prurido discreto, e dor leve ao urinar. Ao exame especular, observam-se mucosa vaginal levemente eritematosa, secreção abundante espumosa. Mede-se pH vaginal 6,0; no exame a fresco, visualiza-se protozoário móvel flagelado. O parceiro relata odor semelhante e prurido discreto. Considerando as recomendações da FEBRASGO para vulvovaginites na gestação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4255469 Medicina
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), as diretrizes atuais recomendam metas de HbA1c que equilibram o controle glicêmico e o risco de hipoglicemia, variando conforme a faixa etária. Portanto, relacione as colunas associando a faixa etária à meta de HbA1c mais adequada e assinale a alternativa com a sequência correta. Porcentagem de HbA1c:

1. < 7,0%
2. < 7,5%
3. Entre 7,5% e 8,5% 


( ) Crianças.
( ) Adolescentes.
( ) Adultos.
( ) Idosos. 
Alternativas
Q4255468 Medicina
Liana, 29 anos, apresenta fadiga progressiva, fraqueza e palidez cutâneo-mucosa há cerca de 2 meses. Ela relata menstruação intensa nos últimos 5 meses. Exames laboratoriais recentes mostram: Hemoglobina: 9,2 g/dL; Hematócrito: 28%; VCM: 70 fL; Ferritina: 8 ng/mL; TIBC (capacidade total de ligação do ferro): 460 µg/Dl. Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
201: D
202: E
203: D
204: C
205: C
206: B
207: C
208: A
209: C
210: A
211: C
212: A
213: C
214: B
215: E
216: C
217: B
218: B
219: E
220: E