Questões de Concurso
Sobre medicina intensiva em medicina
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Com base nos achados do ultrassom e na avaliação clínica, qual é a interpretação fisiopatológica mais provável e qual conduta deve ser realizada inicialmente?
• Modo Pressão Controlada (PCV):
Pressão inspiratória acima da PEEP: 25 cmH2O
PEEP: 8 cmH2O
FR: 22 irpm
Tempo inspiratório: 0,8 s
FiO2: 0,8
• Parâmetros observados:
Pressão de pico: 33 cmH2O
Volume corrente resultante: 9 mL/kg
Complacência dinâmica reduzida
Driving pressure estimada: 25 cmH2O
• Gasometria arterial:
pH 7,28
PaCO2 50 mmHg
Paciente hemodinamicamente estável, sem uso de altas doses de vasopressores. Qual o melhor ajuste ventilatório neste momento com base em ventilação protetora baseada em evidências?
Homem, 67 anos, hipertenso e diabético, é conduzido ao pronto-socorro com história de febre há 3 dias, tosse produtiva, prostração e piora progressiva do estado geral. Nas últimas 12 horas, apresentou confusão mental e redução da diurese. Na avaliação tem-se:
⋅ Via aérea pérvia.
⋅ Murmúrio vesicular simétrico, crepitações em base esquerda, taquipneia, SpO2:90% em ar ambiente.
⋅ Pulsos filiformes, extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 5 segundos.
⋅ Escala de coma de Glasgow 13 (abertura ocular 3, resposta verbal 4, resposta motora 6), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits focais.
⋅ Sem lesões cutâneas evidentes.
⋅ Sinais vitais: PA: 82×46 mmHg (PAM:58 mmHg), FC: 122 bpm, FR: 30 irpm, temperatura: 38,9 °C.
⋅ Diurese nas últimas 4 horas: 40 mL.
Exames laboratoriais iniciais apresentam:
⋅ Lactato: 4,8 mmol/L, Leucócitos: 19.500/mm³ (desvio à esquerda), creatinina: 2,1 mg/dL (basal 1,0).
⋅ Gasometria: acidose metabólica.
Ecocardiograma à beira do leito:
⋅ Derrame pericárdico moderado (lâmina de 12 mm).
⋅ Função ventricular esquerda preservada.
⋅ Ausência de colapso de câmaras direitas.
⋅ Variação respiratória normal da veia cava inferior.
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.
Paciente de 33 anos, vítima de colisão de moto com carro. Foi ejetado. Estava em uso de capacete e foi ejetado. O trauma aconteceu há cerca de 2 horas. Na avaliação primária, tem-se:
⋅ Via aérea pérvia.
⋅ Expansibilidade torácica simétrica, murmúrio vesicular simétrico.
⋅ Pulsos radiais filiformes, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, pele fria.
⋅ Escala de coma de Glasgow 13 (abertura ocular 3, resposta verbal 4, resposta motora 6), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits focais.
⋅ Equimose em flanco esquerdo, presença de escoriações em dorso.
⋅ Sinais vitais: PA:100x80 mmHg, FC:120 bpm, FR:24 irpm, SpO2:98% em ar ambiente, glicemia capilar 120 mg/dL.
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.
O médico responsável pela sala vermelha de um serviço de emergência admite um paciente do sexo masculino, 68 anos, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito e doença arterial coronariana. O paciente apresenta quadro de tosse purulenta e febre há 2 dias, evoluindo com dispneia nas últimas horas. Ao exame físico na admissão, encontra-se em estado geral grave, taquipneico, com estertores crepitantes bilaterais até o terço médio dos campos pulmonares e hipoxemia. Apresenta taquicardia, perfusão periférica lentificada, sem alterações do estado mental e sem déficit focal. Observa-se edema simétrico de membros inferiores até o terço médio das pernas. Os sinais vitais na admissão são:
⋅ Pressão arterial: 80/45 mmHg.
⋅ Frequência cardíaca: 134 bpm.
⋅ Frequência respiratória: 28 irpm.
⋅ Saturação de oxigênio: 86% em ar ambiente.
Considerando o quadro clínico apresentado e o manejo da sepse à luz das evidências atuais, assinale a alternativa INCORRETA.
Homem, 64 anos, encontrado em domicílio após episódio de síncope. Histórico de doença coronariana e insuficiência cardíaca. Ao atendimento inicial pelo SAMU, apresenta-se consciente, porém confuso. Após estabilização primária, são observados os seguintes parâmetros: Glasgow: 13 (O3 V4 M6); PA: 86 × 52 mmHg (PAM ≈ 63 mmHg), após 500 mL de cristaloide; FC: 122 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 92% com O₂ suplementar a 4 L/min. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Lactato capilar: 4,1 mmol/L. ECG: taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento do ST. Durante a avaliação secundária, o paciente mantém instabilidade hemodinâmica, apesar das medidas iniciais.
Considerando os critérios de gravidade e os princípios do atendimento pré-hospitalar, qual é a conduta MAIS adequada em relação ao transporte?
Mulher, 82 anos, institucionalizada, é atendida pelo SAMU após episódio de rebaixamento agudo do nível de consciência. A cuidadora refere urina turva e com odor fétido há 2 dias, sem febre. Possui antecedentes de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE 35%) e doença renal crônica estágio 3. Faz uso regular de furosemida, carvedilol e losartana. Ao exame: Glasgow: 12 (O3 V4 M5); Temperatura= 36,1 °C; FC= 96 bpm; FR= 30 irpm; PA= 92 × 58 mmHg; SpO₂= 93% em ar ambiente. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Diurese referida nas últimas 12 horas: mínima. Glicemia capilar: 168 mg/dL.
Durante a monitorização, o acesso venoso periférico é obtido com dificuldade. Diante desse cenário, qual é a conduta mais adequada no ambiente pré-hospitalar?