Homem, 64 anos, encontrado em domicílio após episódio de sín...
Homem, 64 anos, encontrado em domicílio após episódio de síncope. Histórico de doença coronariana e insuficiência cardíaca. Ao atendimento inicial pelo SAMU, apresenta-se consciente, porém confuso. Após estabilização primária, são observados os seguintes parâmetros: Glasgow: 13 (O3 V4 M6); PA: 86 × 52 mmHg (PAM ≈ 63 mmHg), após 500 mL de cristaloide; FC: 122 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 92% com O₂ suplementar a 4 L/min. Extremidades frias, enchimento capilar 5 segundos. Lactato capilar: 4,1 mmol/L. ECG: taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento do ST. Durante a avaliação secundária, o paciente mantém instabilidade hemodinâmica, apesar das medidas iniciais.
Considerando os critérios de gravidade e os princípios do atendimento pré-hospitalar, qual é a conduta MAIS adequada em relação ao transporte?
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O caso descreve choque/hipoperfusão persistente no APH: hipotensão com PAM em torno de 63 mmHg após 500 mL de cristalóide, taquicardia, extremidades frias, enchimento capilar de 5 segundos e lactato de 4,1 mmol/L. Como não houve resposta adequada às medidas iniciais, a conduta é não permanecer na cena aguardando estabilização completa, e sim transportar imediatamente com suporte avançado e monitorização contínua.
- Em APH, hipotensão associada a extremidades frias, enchimento capilar lentificado e lactato elevado deve ser lida como choque até prova em contrário.
- Persistência da instabilidade após medidas iniciais favorece estratégia de transporte imediato, não observação prolongada em cena.
- Consciência parcialmente preservada não exclui choque grave nem autoriza adiar a remoção.
- Quando a questão perguntar sobre transporte, foque no critério de necessidade de tratamento definitivo hospitalar, mesmo sem definir a etiologia exata do choque.
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