Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
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Considerando as recomendações mais atualizadas das principais diretrizes internacionais de hepatologia sobre hipertensão portal clinicamente significativa, qual conduta é a mais adequada?
Qual o diagnóstico mais provável?
Qual é a primeira medida terapêutica?
Qual é a conduta imediata mais apropriada?
Paciente de 72 anos com hematoquezia volumosa e instabilidade hemodinâmica é submetido à ressuscitação inicial com reposição volêmica.
Qual é a abordagem diagnóstica inicial mais apropriada nesse cenário?
Paciente de 55 anos, natural de Caruaru, interior de Pernambuco, diagnosticado com cirrose compensada devido a hepatite viral crônica, apresenta elastografia hepática >20 kPa, plaquetas de 85.000/mm³, função hepática preservada (MELD 10) e varizes esofágicas de fino calibre na endoscopia.
Qual a melhor conduta, de acordo com as diretrizes mais recentes da AASLD (American Association for the Study of Liver Diseases)?
Após uma hemorragia digestiva superior controlada, um homem de 72 anos com histórico de úlcera péptica H. pylori positiva inicia erradicação com terapia tripla. Ele é orientado a reiniciar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose para prevenção secundária de eventos cardiovasculares.
Durante a consulta, ele questiona sobre a melhor estratégia para prevenir uma nova recorrência de sangramento.
O exame considerado padrão-ouro para diagnóstico hemodinâmico de hipertensão portal é a(o)
Diante desse quadro, a conduta mais adequada será
Em rastreamento semestral, uma ultrassonografia revela nódulo hepático sólido de 2,5 cm no lobo direito. Exames laboratoriais: alfafetoproteína -AFP = 560 ng/mL.
A interpretação correta desse achado é
Diante da persistência do quadro, foram solicitados exames complementares, incluindo sorologias e biópsia de duodeno, cujo laudo descreve: “achatamento das vilosidades, hiperplasia das criptas e infiltrado linfocitário intraepitelial difuso.”
Diante do quadro apresentado, a conduta mais apropriada é
Ao exame físico, apresenta-se ictérica (1+/4+), com aranhas vasculares em tórax anterior, macicez e abolição do murmúrio vesicular na base do hemitórax direito até o terço inferior, abdome globoso com circulação colateral e ascite volumosa, edema com cacifo 2+/4+ em membros inferiores até joelhos. Radiografia de tórax evidencia derrame pleural à direita ocupando aproximadamente 40% do hemitórax. Toracocentese realizada obteve 1200 mL de líquido citrino, não purulento.
Exames do líquido pleural: aspecto translúcido amarelo-citrino, pH 7,48, densidade 1,010, proteína total 2,1 g/dL, glicose 95 mg/dL, LDH 85 UI/L, colesterol 38 mg/dL, triglicerídeos 45 mg/dL, contagem de células 180 células/mm³ (linfócitos 65%, neutrófilos 20%, células mesoteliais 15%), ausência de hemácias. Exames séricos simultâneos: proteína total 5,8 g/dL, albumina 2,3 g/dL, LDH 180 UI/L (valor de referência até 200 UI/L), bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,1 mg/dL), AST 98 UI/L, ALT 76 UI/L, INR 1,8.
O diagnóstico mais provável, pela descrição do caso e pela análise do líquido pleural, é
Antecedentes cirúrgicos: ressecção ileocecal com anastomose ileocolônica há 3 anos por estenose fibrótica refratária.
Ao exame físico: emagrecido (IMC 18,5 kg/m²), descorado +/4+, desidratado +/4+. Abdomen: presença de orifício fistuloso em flanco direito drenando secreção fecaloide, com pele perilesional hiperemiada, sem sinais de abscesso palpável. Abdomen difusamente doloroso à palpação, sem defesa ou descompressão brusca dolorosa.
Exames laboratoriais: hemoglobina 9,8 g/dL, VCM 78 fL, leucócitos 12.800/mm³ (neutrófilos 76%, linfócitos 18%), plaquetas 485.000/mm³, albumina 2,8 g/dL, proteína C reativa 68 mg/L (VR: < 5 mg/L), calprotectina fecal 850 mcg/g (VR: < 50 mcg/g), vitamina B12 150 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 22 ng/mL (VR: 2-20). Tomografia de abdome e pélvis com contraste: espessamento parietal do íleo terminal e cólon ascendente, trajeto fistuloso entre alça ileal e parede abdominal anterior (fístula enterocutânea), sem coleções intra-abdominais. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 28 ppm acima do basal em 75 minutos.
Considerando o quadro clínico e os achados de imagem e laboratoriais, a abordagem terapêutica mais adequada para esse paciente inclui
Ao exame físico: paciente pálido, sudoreico, consciente, orientado, pressão arterial 94/60 mmHg, frequência cardíaca 112 bpm, saturação de O₂ 97% em ar ambiente. Apresenta circulação colateral abdominal, telangiectasias em tronco e discreta ascite. Toque retal revela melena. Hemoglobina: 8,1 g/dL; plaquetas: 78.000/mm³; INR: 1,6; ureia: 68 mg/dL; creatinina: 1,1 mg/dL.
Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais, a conduta inicial mais apropriada no manejo da hemorragia digestiva com suspeita de origem varicosa é
Ao exame físico: emagrecido, abdômen globoso, distendido, timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos diminuídos, indolor à palpação superficial e profunda, sem visceromegalias. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 104 fL, vitamina B12 180 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 18 ng/mL (VR: 2-20), albumina 3,2 g/dL, hemoglobina glicada 9,8%. Sorologia para doença celíaca (anti-transglutaminase IgA) negativa. Teste de elastase fecal e gordura fecal negativos. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 20 ppm acima do basal em 90 minutos, metano 9 ppm. Endoscopia digestiva alta com biópsias duodenais: mucosa de aspecto normal, histologia sem alterações significativas. Realizado aspirado duodenal durante endoscopia com cultura quantitativa evidenciando 10⁶ unidades formadoras de colônia/mL, com predomínio de Escherichia coli e Klebsiella.
Assinale a afirmativa correta a respeito da interpretação diagnóstica e da fisiopatologia subjacente mais prováveis nesse caso.