Questões de Concurso
Sobre farmacologia e anestesiologia em medicina
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Mulher, 30 anos, com histórico de lúpus eritematoso sistêmico, está em tratamento crônico com azatioprina (100 mg/dia). Ela apresenta uma ferida pós-traumática na perna direita após um acidente doméstico de pequena energia, sem outros traumas associados. A lesão é pequena, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, com base eritematosa e ausência de sinais infecciosos. Paciente também utiliza anticoncepcional oral combinado para controle de endometriose e relata uso ocasional (duas a três vezes por mês) de AINEs (diclofenaco) para controle de dores articulares.
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa que indica o fator que, provavelmente, contribui para a cicatrização retardada dessa ferida.
Homem, 72 anos, hipertenso, sem cirurgias prévias. Indicada ressecção transuretral da próstata devido a hiperplasia da próstata sintomática. Ultrassonografia com próstata de 70 g. Paciente sob sedação leve e raquianestesia. Após 1 hora de ressecção utilizando eletrodo monopolar, o paciente ficou agitado e confuso. PA 170 x 100 mmHg, FC 51 bpm, SatO2 96%.
O provável diagnóstico e o distúrbio metabólico esperado são:
Paciente, sexo feminino 72 anos, com cognição e funcionalidade preservadas, sem comorbidades, vem à consulta acompanhada da filha. Paciente refere dor persistente, de forte intensidade, em crises de choques e queimação, em local de topografia de Herpes Zoster que teve há cerca de 3 meses. Filha está bastante preocupada com sua mãe, pois conta que a paciente já fez uso de diversas medicações sem melhora, atualmente está em uso de codeína 30 mg 8/8 horas. Além disso, refere também sonolência diurna, perda progressiva de peso, está sem apetite e sem vontade de sair de casa, deixando de fazer atividades que gostava e frequentemente a encontra chorando. Realizou investigação de perda de peso, com exames laboratoriais e rastreio das principais doenças oncológicas, sem alterações.
Com base nesse caso clínico, a conduta inicial mais adequada, em relação ao manejo dessa paciente, é
Paciente, 66 anos, sexo masculino, foi atendido em uma Unidade Básica de Saúde com quadro de febre há 2 dias, acompanhado de cefaleia, artralgia e dor retro-orbitária, sendo diagnostico com dengue. Retorna 2 dias após o diagnóstico, nesse momento, ao pronto-socorro, com queixa de náuseas, vômitos persistentes e dificuldade para se alimentar. Sem sinais de sangramento e sem outros sinais de alarme na avaliação. Paciente tem antecedentes de hipertensão arterial, doença arterial coronariana com angioplastia com colocação de um Stent em descendente anterior há 2 anos e fibrilação arterial. Faz uso de enalapril 20 mg 12/12 horas; AAS 100 mg/dia; carvedilol 25 mg 12/12 horas; rivaroxabana 20 mg/dia; atorvastatina 40 mg/dia. Foi indicada internação hospitalar, iniciada reposição volêmica e solicitado exames laboratoriais: hemograma 14,6 g/dL, hematócrito 42,2%, leucócitos 2580, plaquetas 90000, TGO 29 U/L, TGP 24 U/L, bilirrubina total 0,2 mg/dL, bilirrubina direta 0,1 mg/dL, bilirrubina Indireta 0,1 mg/DL, FA62 U/L, Gama GT 44 U/L, creatinina 1,45 mg/dL, U 41 mg/dL, albumina 4 g/dL.
Com base nesse caso clínico, em relação ao uso de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes na dengue, assinale a alternativa correta.
Paciente do sexo feminino, 79 anos, foi encaminhada ao ambulatório para avaliação de dor crônica não controlada e quedas recorrentes, principalmente à noite ao se levantar para ir ao banheiro. Ela tem antecedentes de hipertensão arterial sistêmica, osteoartrite de joelhos, hipotireoidismo e acidente vascular cerebral isquêmico há 3 anos. É independente para as atividades básicas de vida diária e parcialmente dependente para as atividades instrumentais devido a limitação motora por dor em joelhos. Faz uso de: enalapril 20 mg, 2 vezes ao dia; hidroclorotiazida 25 mg/dia; AAS 100 mg/dia; atorvastatina 40 mg/dia; levotiroxina 88 mcg/dia; dipirona 1 g 6/6 horas; ciclobenzaprina 10 mg à noite; clonazepam 2 mg à noite. Na avaliação atual, a paciente estava em bom estado geral, porém em cadeira de rodas devido a dor em joelhos. A pressão arterial era de 140/90mmHg em decúbito e 120/80 mmHg em ortostatismo. Exames laboratoriais não revelaram alterações importantes.
Considerando o quadro clínico da paciente e os medicamentos em uso, a conduta mais apropriada é
Paciente, 81 anos, sexo feminino, apresenta hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipotireoidismo e neoplasia maligna de ovário com carcinomatose peritoneal. Faz uso domiciliar de tramadol 100 mg 6/6 horas e dipirona 1 g 6/6 horas para controle de dor abdominal. Vem em consulta ambulatorial, com piora da dor abdominal, e queixando-se de náuseas, além de dificuldade de aderência com a posologia frequente. Exames laboratoriais de controle evidenciaram piora da função renal.
Com base no caso clínico, a conduta inicial mais adequada para o manejo da dor dessa paciente, após a suspensão do tramadol, é
Homem de 60 anos, com histórico de obesidade grau II (IMC 37 kg/m2), apneia obstrutiva do sono e diabetes mellitus tipo 2, é admitido para uma cirurgia eletiva de ressecção de um tumor colônico. Durante a avaliação pré-operatória, foram identificados sinais de via aérea difícil, incluindo pescoço curto, limitação da mobilidade cervical e um escore de Mallampati classe IV. Durante a indução anestésica, com propofol, rocurônio e fentanil, a tentativa inicial de intubação com laringoscopia direta revelou uma visão de Cormack-Lehane grau 4 (nenhuma estrutura laríngea visível). A ventilação com máscara facial foi extremamente difícil, e duas tentativas de intubação falharam, seguidas de uma tentativa frustrada com videolaringoscópio. A saturação de oxigênio caiu para 85%, e o anestesista interrompeu as tentativas de intubação. A ventilação com máscara continua difícil, e o paciente não responde à manobra de elevação mandibular.
Considerando o manejo de via aérea difícil e a falha nas tentativas de intubação, qual deve ser a próxima intervenção mais apropriada?
A administração indiscriminada de antibioticoterapia na infância pode acarretar resistência bacteriana e consequente ineficácia no tratamento de infecções. Com o objetivo de assegurar o uso adequado e evitar a prescrição excessiva ou inadequada de antibióticos, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda, por meio de diretrizes detalhadas, situações clínicas nas quais a indicação de terapias antimicrobianas se faz realmente necessária.
Assinale a alternativa que apresenta uma correta indicação de antibioticoterapia e, respectivamente, a primeira opção de escolha.
Paciente de 6 anos com quadro inicial de febre elevada (39,8 ºC), cefaleia, vômitos e rebaixamento de nível de consciência. Há 4 horas passou a apresentar lesões purpúricas na pele. Hemodinamicamente instável, sem melhora neurológica ou hemodinâmica após ressuscitação volêmica e início de droga vasoativa. Considerando a situação crítica, foi indicada intubação orotraqueal.
Assinale a alternativa que contém a melhor opção para a sequência rápida de intubação para esse paciente.
Qual deve ser a terapêutica de escolha para a reversão de urgência em pacientes em uso de dabigatrana?
Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo da dor para esse paciente?