Questões de Concurso
Sobre endocrinologia em medicina
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Mulher, 39 anos, é atendida pelo SAMU por rebaixamento progressivo do nível de consciência, agitação alternando com sonolência e episódios de vômitos. Segundo familiares, apresenta perda ponderal importante nos últimos meses, intolerância ao calor e insônia, porém sem diagnóstico médico formal. Há 48 horas, evoluiu com febre, diarreia aquosa e palpitações intensas. Ao exame: confusa, pele quente, úmida, sudoreica. Tremor fino de extremidades. Temperatura: 40,1 °C, FC: 168 bpm, PA: 150 × 86 mmHg. Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Abdome: ruídos aumentados, sem dor à palpação. Glicemia capilar: 132 mg/dL. ECG no monitor: fibrilação atrial com resposta ventricular rápida.
Durante o transporte, a equipe considera hipóteses diagnósticas e discute condutas iniciais. Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE identifica o diagnóstico mais provável, a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a sequência terapêutica correta no hospital.
Mulher, 29 anos é atendida pelo SAMU em domicílio, 5 dias após tireoidectomia total por bócio multinodular. Refere início súbito de parestesias periorais e em extremidades, seguido de espasmos musculares dolorosos nas mãos. Evoluiu com ansiedade intensa e dificuldade para falar. Ao exame: consciente, ansiosa, mãos em posição de espasmo carpopedal. Sinal de Trousseau positivo. ECG no monitor: QTc prolongado. A acompanhante informa que a paciente recebeu alta hospitalar há 48 horas e não iniciou suplementação prescrita.
Diante do quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica mais adequada no ambiente pré-hospitalar?
Adolescente de 15 anos com hipotireoidismo congênito está em seguimento desde a infância. Nos últimos 12 meses:
• Faltou a 3 consultas;
• Está usando levotiroxina de forma irregular (“esquece” vários dias);
• Queixa-se de cansaço, dificuldades escolares e sensação de “não dar conta”;
• A mãe relata conflitos frequentes sobre horários de medicação;
• Exames: TSH 18 mIU/L, T4L baixo, IMC em curva ascendente;
• Adolescente demonstra ansiedade elevada ao falar sobre assumir cuidados de saúde.
Qual é a conduta multiprofissional mais apropriada no momento?
Adolescente de 14 anos com DM1 há 7 anos segue em serviço especializado. Dados do último ano:
• HbA1c variando entre 10,8-11,6%;
• 2 episódios de cetoacidose diabética com internação;
• Faltas frequentes às consultas;
• Já foram implementadas medidas ambulatoriais intensivas nos últimos 6 meses:
• aumento da frequência de contatos telefônicos com enfermagem;
• revisão de contagem de carboidratos;
• tentativa de uso de CGM (retirou após 2 semanas);
• consulta com psicologia para adesão.
Após esses 6 meses, a HbA1c permanece em 11,4%, sem queda ≥1%.
Qual é a conduta assistencial mais adequada nesse momento, de acordo com a melhor evidência disponível?
Menina de 7 anos e 2 meses apresenta:
• M2 → M3 em 3 meses;
• Velocidade de crescimento: 7,1 cm/ano;
• Idade óssea: 2 anos avançada;
• LH basal: 0,3 UI/L;
• LH pós-estímulo com GnRH: 7,5 UI/L;
• US pélvica: útero piriforme, volume ovariano aumentado (>1 cm³);
• Sem sinais neurológicos.
De acordo com o PCDT Puberdade Precoce Central (2022), qual conduta é a mais adequada?
Adolescente de 14 anos, previamente hígido, chega ao pronto atendimento com história de poliúria e polidipsia há 10 dias, perda ponderal e sonolência progressiva. Ao exame: desidratado, FC 128 bpm, PA 96/60 mmHg, sem respiração de Kussmaul. Glasgow 13, sem déficits focais. Exames laboratoriais:
• Glicemia: 980 mg/dL;
• pH venoso: 7,32;
• Bicarbonato: 19 mEq/L;
• Sódio: 156 mEq/L;
• Osmolaridade calculada: 346 mOsm/kg;
• Cetonemia: traços;
• Creatinina discretamente elevada;
• Sem sinais de infecção.
Com base na fisiopatologia das emergências hiperglicêmicas descrita nas revisões de HHS, qual é a conduta inicial mais apropriada?
RN de 30 semanas, 1180 g, coletou triagem neonatal com 36 horas de vida. Resultados:
• TSH no exame: normal;
• T4 total: baixo;
• Clinicamente estável;
• Sem exposição a iodo ou dopamina.
Com 30 dias de vida, na triagem ampliada para prematuros, o TSH vem 7,8 mIU/mL (referência para VLBW no 95º percentil ≈ 6,1 mIU/mL). Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Adolescente de 14 anos, sobrevivente de craniofaringioma suprasselar operado há 3 anos, apresenta:
• Ganho ponderal acelerado (+2,8 SDS);
• Hiperfagia intensa;
• Sonolência diurna e distúrbio de sono;
• Temperatura corporal baixa (35,8 °C) em múltiplas avaliações;
• IGF-1 normal, TSH normal, cortisol basal normal;
• LH/FSH pré-puberais apesar de idade óssea compatível;
• MRI pós-operatória: hipotálamo distorcido; hipófise preservada.
Qual interpretação funcional é a mais provável nesse caso?
Menino de 3 anos, previamente saudável, apresenta:
• Ganho ponderal acelerado desde o primeiro ano;
• Hiperfagia intensa, irritabilidade quando impedido de comer;
• Estatura e velocidade de crescimento acima do esperado;
• Acanthosis nigricans leve;
• Exames iniciais: TSH normal, cortisol normal, glicemia normal;
• Sem alterações dismórficas;
• Pais com peso normal.
Qual hipótese etiológica hereditária é a mais provável nesse caso?