Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4015122 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
As conjunções coordenativas são elementos que conectam orações independentes, estabelecendo entre elas relações lógicas de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação. A correta classificação dessas conjunções depende da análise do nexo semântico que elas imprimem ao período. Analise as conjunções em destaque nas proposições abaixo:
I. O projeto era inovador, mas não obteve o financiamento necessário.
II. Ele não apenas apresentou o relatório, como também sugeriu novas estratégias.
III. O faturamento da empresa caiu drasticamente; deve-se, pois, reduzir os custos.
IV. O palestrante ora citava dados técnicos, ora recorria a exemplos práticos.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das conjunções destacadas:
Alternativas
Q4015121 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
A transitividade verbal indica a relação de subordinação que se estabelece entre o verbo e seus complementos. Alguns verbos, dependendo do sentido que expressam, alteram sua regência, exigindo ou dispensando o uso de preposições específicas conforme a norma-padrão da língua.
Preencha as lacunas do texto abaixo com as preposições adequadas, considerando a regência dos verbos destacados:
"O novo gestor sempre ASPIRAVA _______ (1) cargo de diretoria, mas sabia que sua conduta ética IMPLICAVA _______ (2) as velhas práticas da empresa. Ao ASSISTIR _______ (3) apresentações dos projetos, ele VISAVA _______ (4) sucesso absoluto da instituição."

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, seguindo a norma-padrão:
Alternativas
Q4015118 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
As unidades de sentido na língua portuguesa organizam-se em frases, orações e períodos. A frase é todo enunciado de sentido completo; a oração é a unidade estruturada em torno de um núcleo verbal; e o período é a unidade sintática que se encerra com pontuação final, podendo ser simples ou composto. Analise o seguinte enunciado:
"Os diretores da instituição pretendem apresentar os novos projetos aos sócios durante a próxima reunião de condomínio."

Com base na estrutura do enunciado acima, assinale a classificação correta do período:
Alternativas
Q4014666 Português
Revolução da inteligência artificial: uso na saúde traz novas possibilidades

        Com o desenvolvimento das tecnologias que utilizam Inteligência Artificial (IA), criou‑se a ideia de que elas são capazes de resolver qualquer problema, entretanto há desafios e limitações. Na área da saúde, a ferramenta contribui com atendimentos e diagnósticos mais rápidos e precisos, reduzindo custos e melhorando a experiência de pacientes e de profissionais.

        O seu uso na promoção da saúde pode ser definido como toda e qualquer inovação tecnológica por meio de métodos e dispositivos que serão utilizados em todos os segmentos de cuidados com o paciente, desde tratar doenças a melhorar a reabilitação do indivíduo ou da comunidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é uma grande promessa para melhorar a prestação de serviços de saúde em todo o mundo, que pode ser utilizada para melhorar a velocidade e a precisão do diagnóstico e da triagem de doenças, auxiliar no atendimento clínico e fortalecer a pesquisa em saúde, bem como o desenvolvimento de medicamentos. Ainda de acordo com a OMS, a IA também pode apoiar diversas ações de saúde pública, como vigilância de doenças e gestão de sistemas.

        De acordo com a Dra. Rosália Morais Torres, médica, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do Centro de Tecnologia em Saúde (CETES) da Faculdade de Medicina da UFMG, a IA pode desempenhar um papel crucial no enfrentamento dos desafios das doenças tropicais, que prevalecem em regiões com recursos e infraestrutura limitados. Dentre as muitas maneiras pelas quais a IA pode contribuir nessa área, ela cita a possibilidade de detecção precoce de surtos de doenças tropicais mediante a utilização de algoritmos que podem analisar grandes conjuntos de dados de pacientes, associando‑os a fatores ambientais. “Isso pode ajudar as autoridades de saúde a tomar medidas para evitar a propagação de doenças”, completa.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “atendimentos e diagnósticos mais rápidos e precisos”, a palavra “precisos” concorda apenas com o substantivo “diagnósticos”, em obediência à regra de concordância nominal com o substantivo mais próximo.

Alternativas
Q4014656 Português
Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano, entre 2026 e 2028

        O Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano, até 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma (de alta incidência, mas baixa letalidade), a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados constam na publicação “Estimativa 2026– 2028: incidência de câncer no Brasil”, do Inca, divulgada em 4 de fevereiro de 2026 (Dia Mundial do Câncer).

        As previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, aproximando‑se das doenças cardiovasculares. Os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

        Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral, respectivamente.

Entre as mulheres, em ordem de incidência, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

        O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.

            A publicação destaca ainda cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o do colo do útero e o colorretal, que seguem entre os mais incidentes no país. As estimativas mostram também diferenças regionais importantes, relacionadas a fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.

           Elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca a cada três anos, a estimativa tem o objetivo de apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo, com horizonte de até cinco anos, e concentra‑se nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.

Internet:<agenciagov.ebc.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “a Estimativa tem o objetivo de apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo, com horizonte de até cinco anos, e concentra‑se”, a forma verbal “concentra‑se” deveria estar flexionada no plural para concordar com seu sujeito composto, que é “o planejamento e a vigilância”.

Alternativas
Q4014528 Português
Dados genéticos e proteção da privacidade: biobancos e a aplicação da LGPD

        A informação genética ocupa um lugar peculiar no sistema jurídico por seu caráter híbrido. É, ao mesmo tempo, um dado individual, profundamente identitário, e um dado relacional, com implicações para familiares, grupos étnicos e até populações inteiras.

        A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) classificou os dados genéticos como sensíveis, sujeitando‑os a um regime mais rigoroso de tratamento. Entretanto, os dispositivos legais revelam‑se insuficientes diante da complexidade das novas práticas envolvendo bancos de dados genômicos, especialmente os biobancos. Esses repositórios, públicos ou privados, armazenam material biológico humano e informações genéticas com fins de pesquisa, diagnóstico ou desenvolvimento tecnológico, e vêm sendo utilizados cada vez mais por empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e corporações internacionais.

        A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas. No entanto, a prática da pesquisa científica, especialmente em genética, frequentemente demanda o uso futuro e não previsto dos dados. Isso gera impasses jurídicos quanto à validade do consentimento amplo.

        Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória. Devido à singularidade do genoma, à possibilidade de cruzamento com bancos públicos e ao avanço de ferramentas de reidentificação, a suposta anonimização pode ser revertida, colocando em risco a confidencialidade e a segurança do titular.

        O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade. O crescimento de empresas que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor ilustra uma nova forma de economia de dados, em que a genômica se converte em produto de mercado.

        Portanto, mais do que adequar a prática científica aos limites da LGPD, é necessário repensar os próprios fundamentos da regulação da genética humana. O direito à privacidade, a proteção contra a discriminação genética e a defesa do bem comum devem ser os pilares de uma nova abordagem jurídica – mais protetiva, preventiva e participativa. Sem isso, o risco é transformar o avanço biotecnológico em um vetor de exclusão, vigilância e exploração.

Internet:<www.conjur.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


O período “O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade” pode ser reescrito, mantendo‑se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte forma: Deve‑se também enfrentar com seriedade o risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado.

Alternativas
Q4014527 Português
Dados genéticos e proteção da privacidade: biobancos e a aplicação da LGPD

        A informação genética ocupa um lugar peculiar no sistema jurídico por seu caráter híbrido. É, ao mesmo tempo, um dado individual, profundamente identitário, e um dado relacional, com implicações para familiares, grupos étnicos e até populações inteiras.

        A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) classificou os dados genéticos como sensíveis, sujeitando‑os a um regime mais rigoroso de tratamento. Entretanto, os dispositivos legais revelam‑se insuficientes diante da complexidade das novas práticas envolvendo bancos de dados genômicos, especialmente os biobancos. Esses repositórios, públicos ou privados, armazenam material biológico humano e informações genéticas com fins de pesquisa, diagnóstico ou desenvolvimento tecnológico, e vêm sendo utilizados cada vez mais por empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e corporações internacionais.

        A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas. No entanto, a prática da pesquisa científica, especialmente em genética, frequentemente demanda o uso futuro e não previsto dos dados. Isso gera impasses jurídicos quanto à validade do consentimento amplo.

        Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória. Devido à singularidade do genoma, à possibilidade de cruzamento com bancos públicos e ao avanço de ferramentas de reidentificação, a suposta anonimização pode ser revertida, colocando em risco a confidencialidade e a segurança do titular.

        O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade. O crescimento de empresas que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor ilustra uma nova forma de economia de dados, em que a genômica se converte em produto de mercado.

        Portanto, mais do que adequar a prática científica aos limites da LGPD, é necessário repensar os próprios fundamentos da regulação da genética humana. O direito à privacidade, a proteção contra a discriminação genética e a defesa do bem comum devem ser os pilares de uma nova abordagem jurídica – mais protetiva, preventiva e participativa. Sem isso, o risco é transformar o avanço biotecnológico em um vetor de exclusão, vigilância e exploração.

Internet:<www.conjur.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória”, o conectivo “ademais” poderia ser substituído por portanto, sem prejuízo para o sentido original do texto.

Alternativas
Q4014524 Português
Dados genéticos e proteção da privacidade: biobancos e a aplicação da LGPD

        A informação genética ocupa um lugar peculiar no sistema jurídico por seu caráter híbrido. É, ao mesmo tempo, um dado individual, profundamente identitário, e um dado relacional, com implicações para familiares, grupos étnicos e até populações inteiras.

        A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) classificou os dados genéticos como sensíveis, sujeitando‑os a um regime mais rigoroso de tratamento. Entretanto, os dispositivos legais revelam‑se insuficientes diante da complexidade das novas práticas envolvendo bancos de dados genômicos, especialmente os biobancos. Esses repositórios, públicos ou privados, armazenam material biológico humano e informações genéticas com fins de pesquisa, diagnóstico ou desenvolvimento tecnológico, e vêm sendo utilizados cada vez mais por empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e corporações internacionais.

        A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas. No entanto, a prática da pesquisa científica, especialmente em genética, frequentemente demanda o uso futuro e não previsto dos dados. Isso gera impasses jurídicos quanto à validade do consentimento amplo.

        Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória. Devido à singularidade do genoma, à possibilidade de cruzamento com bancos públicos e ao avanço de ferramentas de reidentificação, a suposta anonimização pode ser revertida, colocando em risco a confidencialidade e a segurança do titular.

        O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade. O crescimento de empresas que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor ilustra uma nova forma de economia de dados, em que a genômica se converte em produto de mercado.

        Portanto, mais do que adequar a prática científica aos limites da LGPD, é necessário repensar os próprios fundamentos da regulação da genética humana. O direito à privacidade, a proteção contra a discriminação genética e a defesa do bem comum devem ser os pilares de uma nova abordagem jurídica – mais protetiva, preventiva e participativa. Sem isso, o risco é transformar o avanço biotecnológico em um vetor de exclusão, vigilância e exploração.

Internet:<www.conjur.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”, a oração introduzida pela conjunção “que” exerce a função de objeto direto do verbo “exigir”.

Alternativas
Q4014520 Português
Lei da Pesquisa Clínica é regulamentada para atrair investimentos em inovação

        Foi regulamentada, em 2025, a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrai investimentos em inovação e impulsiona um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável.

        O Brasil está entre os 20 países no ranking global de estudos clínicos, mas participa de menos de 2% da pesquisa clínica mundial. O país tem potencial de estar entre as dez nações mais relevantes do mundo nessa área. A expectativa é que a nova legislação impulsione esse crescimento.

        Em 2024, o Brasil registrou 254 estudos clínicos. A expectativa é dobrar esse número e reverter a tendência de queda a partir de 2022, quando os marcos regulatórios de outros países se tornaram mais competitivos. Com uma população de aproximadamente 214 milhões de pessoas e ampla diversidade genética e cultural, o país reúne condições únicas para atrair investimentos de instituições mundiais e gerar impactos positivos para o fortalecimento do SUS.

        O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será de até 90 dias úteis. Já as pesquisas estratégicas para o SUS e as situações emergenciais serão avaliadas em até 15 dias úteis.

        A nova lei determina que, em casos de doenças graves e sem alternativas de tratamento, os pacientes que apresentarem benefícios comprovados tenham garantida a continuidade do tratamento por até cinco anos após o término da pesquisa, mediante plano prévio aprovado pelo CEP. A oferta do medicamento pode ser encerrada ainda em situações como decisão do participante, cura, surgimento de alternativa terapêutica, ausência de benefício ou ocorrência de reação adversa grave.

        A proteção aos participantes também foi reforçada, com a definição do consentimento livre e de esclarecimentos mais detalhados. Regras específicas para pesquisas com grupos vulneráveis foram definidas para assegurar tratamento ético diferenciado e mais segurança.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes”, a expressão “ao mesmo tempo em que” estabelece uma relação de simultaneidade entre as ações descritas, indicando que o fortalecimento da segurança dos participantes ocorre concomitantemente aos demais efeitos atribuídos à legislação.

Alternativas
Q4014516 Português
Lei da Pesquisa Clínica é regulamentada para atrair investimentos em inovação

        Foi regulamentada, em 2025, a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrai investimentos em inovação e impulsiona um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável.

        O Brasil está entre os 20 países no ranking global de estudos clínicos, mas participa de menos de 2% da pesquisa clínica mundial. O país tem potencial de estar entre as dez nações mais relevantes do mundo nessa área. A expectativa é que a nova legislação impulsione esse crescimento.

        Em 2024, o Brasil registrou 254 estudos clínicos. A expectativa é dobrar esse número e reverter a tendência de queda a partir de 2022, quando os marcos regulatórios de outros países se tornaram mais competitivos. Com uma população de aproximadamente 214 milhões de pessoas e ampla diversidade genética e cultural, o país reúne condições únicas para atrair investimentos de instituições mundiais e gerar impactos positivos para o fortalecimento do SUS.

        O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será de até 90 dias úteis. Já as pesquisas estratégicas para o SUS e as situações emergenciais serão avaliadas em até 15 dias úteis.

        A nova lei determina que, em casos de doenças graves e sem alternativas de tratamento, os pacientes que apresentarem benefícios comprovados tenham garantida a continuidade do tratamento por até cinco anos após o término da pesquisa, mediante plano prévio aprovado pelo CEP. A oferta do medicamento pode ser encerrada ainda em situações como decisão do participante, cura, surgimento de alternativa terapêutica, ausência de benefício ou ocorrência de reação adversa grave.

        A proteção aos participantes também foi reforçada, com a definição do consentimento livre e de esclarecimentos mais detalhados. Regras específicas para pesquisas com grupos vulneráveis foram definidas para assegurar tratamento ético diferenciado e mais segurança.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs)”, as vírgulas são dispensáveis, pois a oração contida entre elas restringe o sentido do substantivo “modelo”, indicando qual dos modelos existentes está sendo mencionado.

Alternativas
Q4014336 Português
Analise a seguinte oração e depois marque alternativa CORRETA.

A Polícia Militar prendeu mais de quatrocentos autores de violência doméstica em Minas.

Ao ser reescrita na voz passiva analítica, de acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, a oração ficará assim: 
Alternativas
Q4013906 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática."
Analise a classificação das orações presentes no período acima e julgue as afirmativas:
I. A oração iniciada por 'que as águas' é classificada como subordinada adjetiva, pois caracteriza o termo 'estudo', especificando que não se trata de qualquer estudo, mas daquele em águas profundas.
II. A oração iniciada por 'que reescreve...' classifica-se como oração subordinada adjetiva restritiva, pois caracteriza o termo 'processo', indicando tratar-se de um processo específico.
III. A oração iniciada por 'que as águas' possui a mesma classificação da iniciada por 'que' em 'Decidiu-se que você continue na liderança'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4013904 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática."
"Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos relativamente baixos durante o período glacial."
"Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual."
Analise os trechos acima, considerando os mecanismos de coesão e coerência utilizados, e marque com V, as afirmativas verdadeiras, e com F, as falsas.
(__) A expressão 'esse isolamento' retoma o mecanismo de aquecimento oculto, estabelecendo uma relação de coesão referencial por meio de sinonímia.
(__) A oração 'em um processo que reescreve a cronologia climática' estabelece coesão temática ao explicitar o efeito do reservatório de carbono.
(__) O pronome relativo 'que', em 'um processo que reescreve a cronologia climática', estabelece coesão referencial ao retomar explicitamente 'o CO?'.
(__) A conjunção 'embora' pode ser substituída 'ainda que', mantendo o sentido essencial da oração.
Alternativas
Q4013902 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global."
Com base nas classes de palavras, julgue as afirmativas a seguir:
I. O termo 'entender' é um verbo que adquire valor nominal, exercendo a função de núcleo do sujeito da oração.
II. O vocábulo 'crucial' é um adjetivo exercendo a função de predicativo do sujeito.
III. O pronome 'que' em 'para que os cientistas possam prever' exerce função de conjunção subordinativa integrante causal.
IV. O termo 'mais' é um advérbio de intensidade, modificando o verbo 'prever' exercendo a função de adjunto adverbial.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4013898 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono."
No trecho acima, observa-se que a concordância nominal e verbal está adequada. Analise, a seguir, se os enunciados abaixo também apresentam concordância correta.
I. Durante a prova, observou-se que 90% dos candidatos tinha domínio total dos conteúdos apresentados.
II. Antes da prova, a funcionária deixou limpa a mesa e o assento do professor.
III. É proibido a entrada de pessoas não cadastradas no interior do recinto.
IV. O cliente com sua filha reclamou contra o aumento abusivo dos preços.
V. A maior parte do conselho decidiram adotar o novo regulamento.
Após analisar as frases quanto à concordância adequada, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4013709 Português
    As coisas hoje estão cada vez mais relegadas para segundo plano da atenção. A atual hiperinflação das coisas, que leva ao seu aumento explosivo, aponta precisamente para a crescente indiferença em relação a elas. Nossa obsessão não é mais com as coisas, mas com informações e dados. Agora produzimos e consumimos mais informações do que coisas. Ficamos totalmente intoxicados com a comunicação. [...]

     O que acontece com as coisas quando elas são impregnadas por informações? A informatização do mundo transforma as coisas em infômatos, ou seja, atores do processamento de informações. O carro do futuro não será mais uma coisa ligada a fantasmas de poder e posse, mas um “centro de distribuição de informações” móvel, precisamente um infômato que se comunica conosco: “O carro fala com você, informa-o ‘espontaneamente’ sobre a condição geral dele – e sobre a sua também (talvez se recuse a funcionar se você não estiver funcionando bem), dá conselhos e toma decisões, é um parceiro em uma negociação abrangente sobre como viver. 


HAN, Byung-Chul. Não-coisas: reviravoltas do mundo da vida. Tradução de
Rafael Rodrigues Garcia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2022.
Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, seria correto substituir o trecho “aponta precisamente para a” por 
Alternativas
Q4013707 Português
Embora as influências e expressões artísticas tenham permanecido diversificadas ao longo da trajetória da escola Bauhaus, o discurso do pós-guerra a simplificou para formas geométricas simples, uma preferência pelas cores branca, azul, vermelha e amarela, e uma ênfase em linhas horizontais e perspectivas. 

Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8e7w5xxnngo>. Acesso em 12/2/2026, com adaptações.


Dados os sentidos do texto, a conjunção “Embora” expressa uma
Alternativas
Q4013556 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava."
Analise a regência do verbo 'imaginar' na frase acima e marque com V, as afirmativas verdadeiras, e com F, as falsas.
(__) O verbo 'imaginar' atua como intransitivo, não apresentando complemento verbal, diferentemente do seu uso na frase 'A criança sapeca vivia imaginando ideias criativas e divertidas', em que atua como transitivo direto.
(__) No contexto apresentado, o verbo 'imaginar' atua como transitivo direto, assim como ocorre na frase 'Não posso imaginar minha caçula começando a namorar'.
(__) A preposição 'de', em 'do oceano', ocorre em razão da regência do substantivo 'fundo', que, nesse contexto, exige o complemento introduzido por preposição.
(__) O verbo 'imaginar' também pode ser empregado corretamente como pronominal, como na frase 'Ele se imagina um herói'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima. 
Alternativas
Q4013553 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática."
Analise a classificação das orações presentes no período acima e julgue as afirmativas:
I. A oração iniciada por 'que as águas' é classificada como subordinada adjetiva, pois caracteriza o termo 'estudo', especificando que não se trata de qualquer estudo, mas daquele em águas profundas.
II. A oração iniciada por 'que reescreve...' classifica-se como oração subordinada adjetiva restritiva, pois caracteriza o termo 'processo', indicando tratar-se de um processo específico.
III. A oração iniciada por 'que as águas' possui a mesma classificação da iniciada por 'que' em 'Decidiu-se que você continue na liderança'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS."O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática."
Analise a classificação das orações presentes no período acima e julgue as afirmativas:
I. A oração iniciada por 'que as águas' é classificada como subordinada adjetiva, pois caracteriza o termo 'estudo', especificando que não se trata de qualquer estudo, mas daquele em águas profundas.
II. A oração iniciada por 'que reescreve...' classifica-se como oração subordinada adjetiva restritiva, pois caracteriza o termo 'processo', indicando tratar-se de um processo específico.
III. A oração iniciada por 'que as águas' possui a mesma classificação da iniciada por 'que' em 'Decidiu-se que você continue na liderança'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS."O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática."
Analise a classificação das orações presentes no período acima e julgue as afirmativas:
I. A oração iniciada por 'que as águas' é classificada como subordinada adjetiva, pois caracteriza o termo 'estudo', especificando que não se trata de qualquer estudo, mas daquele em águas profundas.
II. A oração iniciada por 'que reescreve...' classifica-se como oração subordinada adjetiva restritiva, pois caracteriza o termo 'processo', indicando tratar-se de um processo específico.
III. A oração iniciada por 'que as águas' possui a mesma classificação da iniciada por 'que' em 'Decidiu-se que você continue na liderança'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4013552 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O fundo do oceano está fixando carbono de uma maneira que ninguém imaginava.

 

Uma pesquisa internacional descobriu que o fim da última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos, foi impulsionado por um mecanismo de aquecimento oculto no Oceano Antártico. O estudo revelou que as águas profundas do oceano atuavam como um reservatório massivo, mantendo o carbono fixado e isolado da atmosfera, em um processo que reescreve a cronologia climática.

O papel do Oceano Antártico é crucial: durante a Era do Gelo, ele manteve o dióxido de carbono (CO2) aprisionado nas profundezas.

Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono. Cientistas confirmaram essa condição por meio da análise de núcleos de sedimentos, que mostraram uma "assinatura química exótica" que só poderia ter se desenvolvido se a água permanecesse quase imóvel por longos períodos.

Esse estado de estagnação transformou as profundezas do oceano em um verdadeiro "cofre de carbono".

Esse isolamento impediu que o CO2 fosse liberado na superfície, ajudando a manter os níveis atmosféricos de poluentes relativamente baixos durante o período glacial.

O que ninguém esperava é que essa estrutura fosse desfeita por um mecanismo interno da Antártida. O aquecimento ao redor do continente causou o recuo do gelo marinho, gerando uma nova massa de água de fundo (AABW - Antarctic Bottom Water) com menor salinidade.

Essa AABW de baixa densidade começou a se expandir em duas fases claras. A expansão desestabilizou a massa de água estagnada e rica em carbono, forçando-a a subir e a se misturar com as camadas de superfície.

O resultado foi o escape do CO2 aprisionado para a atmosfera. Esse processo de liberação acelerou o aumento da temperatura global, impulsionando a transição do planeta para o período Holoceno.

Embora o estudo olhe para o passado, a descoberta tem implicações urgentes para o clima atual. Nas últimas cinco décadas, as águas profundas do Oceano Antártico aqueceram significativamente mais rápido do que grande parte dos oceanos.

Entender como o reservatório de carbono se destravou no passado é crucial para que os cientistas possam prever com mais precisão a rapidez com que o derretimento do gelo antártico hoje pode desencadear uma nova liberação de carbono armazenado, afetando as projeções futuras de aquecimento global.


https://www.xataka.com.br/ciencia/fundo-do-oceano-esta-fixando-carbono-uma-maneira-que-ninguem-imaginava

"Antes do aquecimento global, a maior parte do Oceano Antártico profundo estava preenchida por uma massa de água estagnada e rica em carbono."
No trecho acima, observa-se que a concordância nominal e verbal está adequada. Analise, a seguir, se os enunciados abaixo também apresentam concordância correta.
I. Durante a prova, observou-se que 90% dos candidatos tinha domínio total dos conteúdos apresentados.
II. Antes da prova, a funcionária deixou limpa a mesa e o assento do professor.
III. É proibido a entrada de pessoas não cadastradas no interior do recinto.
IV. O cliente com sua filha reclamou contra o aumento abusivo dos preços.
V. A maior parte do conselho decidiram adotar o novo regulamento.
Após analisar as frases quanto à concordância adequada, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Respostas
2921: A
2922: A
2923: B
2924: E
2925: E
2926: C
2927: E
2928: C
2929: C
2930: E
2931: A
2932: E
2933: C
2934: D
2935: D
2936: E
2937: A
2938: C
2939: C
2940: A