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O corporativismo e a inteligência emocional no desempenho da função pública


No contexto contemporâneo da administração pública, especialmente no ambiente escolar, o desempenho eficiente das funções atribuídas ao monitor escolar exige mais do que o cumprimento técnico de tarefas. Torna-se imprescindível o desenvolvimento de competências socioemocionais e a compreensão das dinâmicas coletivas que estruturam o trabalho institucional. Nesse sentido, destacamse o corporativismo — entendido aqui em sua acepção positiva, como espírito de cooperação e pertencimento — e a inteligência emocional como elementos fundamentais para a qualidade do serviço prestado.

O corporativismo, quando orientado por princípios éticos e pelo compromisso com o interesse público, contribui para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo. No espaço escolar, o monitor desempenha papel estratégico ao mediar relações entre alunos, professores e equipe gestora. Assim, a capacidade de atuar de forma integrada, respeitando normas institucionais e valorizando o trabalho coletivo, favorece a organização do cotidiano escolar e a promoção de um clima harmonioso. Em contrapartida, práticas corporativistas distorcidas, pautadas em favorecimentos ou omissões, comprometem a equidade e a transparência, princípios basilares da administração pública.

Paralelamente, a inteligência emocional configura-se como uma competência indispensável ao exercício da função. A atuação do monitor escolar envolve situações diversas, como a mediação de conflitos, o acolhimento de estudantes e a gestão de comportamentos em ambientes coletivos. Nesse cenário, habilidades como autocontrole, empatia, resiliência e comunicação assertiva tornam-se essenciais. O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções e as dos outros, regulando suas ações de maneira equilibrada e contribuindo para a resolução de problemas de forma construtiva.

Ademais, a articulação entre corporativismo e inteligência emocional potencializa a eficácia da atuação profissional. Enquanto o primeiro fortalece o senso de equipe e a responsabilidade compartilhada, a segunda qualifica as interações humanas, tornandoas mais respeitosas e produtivas. Tal combinação impacta diretamente na qualidade do ambiente escolar, refletindo-se no bem-estar dos alunos e na efetividade das práticas educativas.

Dessa forma, conclui-se que o monitor escolar, enquanto agente público inserido em um contexto educativo, deve pautar sua atuação na cooperação, na ética e no equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências não apenas aprimora o desempenho individual, mas também contribui para a construção de uma escola mais inclusiva, organizada e comprometida com a formação integral dos estudantes.
No trecho “O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções”, o termo “capaz” exerce a função sintática de:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No trecho “O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções”, o verbo “é” funciona como verbo de ligação, atribuindo ao sujeito “O profissional emocionalmente inteligente” uma característica expressa por “capaz”. Assim, “capaz” exerce a função de predicativo do sujeito, o que conduz à alternativa B.

Tema central: Predicativo do sujeito
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque “capaz” não aparece dentro do sujeito, ligado diretamente a um substantivo do sintagma nominal. Ele surge após o verbo de ligação “é”, no predicado, atribuindo característica ao sujeito. Por isso, não é adjunto adnominal.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, na estrutura “O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções”, o núcleo qualificativo “capaz” atribui ao sujeito uma propriedade, mediada pelo verbo de ligação “é”. Portanto, sua função sintática não é complementar verbo nem integrar o sujeito internamente, mas caracterizar o sujeito no predicado.
C
Errada
Está errada porque objeto direto só ocorre como complemento de verbo transitivo direto. No trecho, “é” não funciona como verbo transitivo, mas como verbo de ligação. Assim, não há objeto direto nessa posição.
D
Errada
Está errada porque “capaz” não completa o sentido de outro nome; ao contrário, é ele que recebe complemento na estrutura “de reconhecer suas próprias emoções”. A função de “capaz” é predicativa em relação ao sujeito, e não de complemento nominal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre classe gramatical e função sintática: “capaz” é adjetivo, mas, nesse contexto, não funciona como adjunto adnominal. Também induz ao erro quem classifica automaticamente o termo após o verbo como objeto, sem perceber que “é” é verbo de ligação.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se o verbo é de ligação; se for, o termo que atribui qualidade ao sujeito tende a ser predicativo do sujeito.
  • Não confunda classe gramatical com função sintática: um adjetivo pode funcionar como predicativo, e não como adjunto adnominal.
  • Se houver estrutura como “capaz de...”, separe o núcleo “capaz” do seu complemento; a função pedida pode recair apenas sobre o núcleo.
  • Não classifique o termo posposto ao verbo como objeto sem antes identificar a natureza sintática do verbo.

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Comentários

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quem que é capaz? o profissional emocionalmente inteligente, ele é o sujeito;

o verbo ser (É) é um verbo de ligação, logo o predicado será predicativo do sujeito, caso fosse um verbo de ação seria predicativo do objeto.

B de bola :)

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